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Música Antiga em Curitiba

A Mostra Internacional de Música Antiga de Curitiba, iniciativa de Marília Vargas, acontece como um resgate dav tradição da cidade.

sildenafil citrate pay with paypal O resgate da tradição

Um repertório relevante e variado, executado por astros internacionais consagrados, brasileiros de renome no Exterior e talentos emergentes, recebendo uma rara oportunidade de aperfeiçoamento e exposição. Concisa, intensa e equilibrada, a I Mostra Internacional de Música Antiga de Curitiba nasce não apenas com a aspiração, mas também com as condições de recolocar a capital paranaense no mapa-múndi do repertório medieval, renascentista, barroco e clássico.

O uso do verbo recolocar não é gratuito. Trata-se aqui do resgate de uma tradição de décadas na qual Curitiba, em plena sintonia com os principais centros musicais do planeta, tornou-se um pioneiro polo de excelência da música antiga no Brasil  – uma história que, contada em detalhes, daria um livro, pois vem desde os tempos do Grupo Renascentista, passando pela Camerata Antiqua, em atividade até hoje, e por formações como Studium Musicae, Madrigal Vocale Canto Colonial de Curitiba, Americantiga, Le Baroque Brexó, Quarteto Angra.

Isso sem falar nos festivais, encontros e eventos do gênero, como o Encontro de Música Antiga de Curitiba (1983), as históricas edições de 1996 e 1997 do Festival Internacional de Música Antiga e Tradição Oral, e o espaço tradicionalmente dado a essa área na Oficina de Música de Curitiba.

Não por acaso, a Mostra está dedicada à saudosa Eunice Brandão, fundadora do Grupo Renascentista de Curitiba, que, com sua viola da gamba, brilhou no grupo catalão Hespèrion XX, de Jordi Savall, e que constituiu não apenas um paradigma de excelência artística como um exemplo que orientou e inspirou diversos jovens artistas.

De uma geração mais recente, a premiada soprano curitibana de carreira internacional Marília Vargas leva adiante o exemplo de Eunice Brandão, promovendo esta ocasião na qual há de tudo um pouco: o retorno de uma filha de Curitiba que fez sucesso lá fora, a própria Marília; a aparição de outros talentos brasileiros de enorme destaque internacional, como Luís Otávio Santos (violino) e Nicolau de Figueiredo (cravo); e grupos europeus de renome, como Le Parlement de Musique (França) e Ensemble La Selva (Itália), executando obras primas de compositores fundamentais do
barroco, como Bach, Scarlatti, Corelli e Buxtehude.

Se todos esses astros fossem a Curitiba “apenas” para demonstrar seu talento, já teríamos um evento extremamente atraente do ponto de vista artístico, e com potencial enorme de formação de público para a música erudita. Mas a Mostra também prioriza o intercâmbio cultural e a valorização do jovem intérprete. Desta forma, ela prevê a realização de master classes de alguns artistas convidados, bem como um concerto com músicos locais ascedentes. Uma oportunidade para ouvirmos em primeira mão os talentos que podem ser as Eunices ou Marílias de amanhã.

Irineu Franco Perpetuo

 

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