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Municipal SP apresenta Missa Solemnis, de Beethoven

Uma das obras mais sublimes de Ludwig van Beethoven, Missa Solemnis, será executada nesta sexta (13), às 20h, e domingo (15), às 17h, pela Orquestra Sinfônica Municipal.  A apresentação terá a regência do maestro Roberto Minczuk, com a participação do Coro Lírico, sob a preparação do maestro Mário Zaccaro, e as solistas Carla Filipcic Holm (soprano), Luciana Bueno (mezzosoprano), Aníbal Mancini (tenor) e Michel de Souza (barítono).

Apesar de não ter a mesma popularidade da Sinfonia n° 5 e da Nona, a obra se caracteriza como o ápice de suas peças sagradas e aborda as alegrias e o sofrimento da humanidade na busca pela redenção. A peça foi composta em quatro anos, entre 1819 e 1823, e estreou em São Petersburgo em 1824. Em sua trajetória musical, Beethoven apenas escreveu duas missas, sendo a primeira, Missa em Dó Maior. op. 86 (1807), considerada um fracasso.

Em sua Missa Solemnis, o compositor expande o gênero coral, entrelaçando os estilos de música da igreja com a de concerto. A peça foi escrita ao mesmo tempo que a Nona Sinfonia, considerada a obra-prima do Beethoven e que estreou em seguida também em São Petersburgo.


Messias Cante Junto

No sábado, 14 de dezembro, às 17h, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Paulistano apresentam o programa Messias Cante Junto. Acompanhados dos solistas Aníbal Mancini, Luciana Bueno, Michel de Souza e Joyce Martins, Orquestra e Coro interpretam trechos de O Messias, obra mais conhecida de Georg F. Häendel. O público é convidado a cantar junto as passagens que serão interpretadas em inglês, sob a batuta do maestro Roberto Minczuk, regente titular da OSM.

 

PROGRAMA

Ludwig Van Beethoven   
Missa Solemnis

 


SERVIÇO

 

MISSA SOLEMNIS

Dias 13 de dezembro, sexta-feira, às 20h, e 15 de dezembro,domingo, às 17h

Theatro Municipal SP (Praça Ramos de Azevedo, s/no. – Centro – 3053 2090)

Ingressos: R$ 40 / R$ 30 / R$ 12

Indicação etária: livre

 

MESSIAS CANTE JUNTO

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e Coral Paulistano

Dia 14 de dezembro, sábado, às 17h

Theatro Municipal SP (Praça Ramos de Azevedo, s/no. – Centro – 3053 2090)

Ingressos: R$ 30 / R$ 20 / R$ 12

Indicação etária: livre

Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal.

Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.

 

 

Carla Filipcic Holm soprano

Natural de Buenos Aires, a soprano Carla Filipcic Holm estudou na Universidad Nacional de las Artes e no Instituto Superior de Artes do Teatro Colón, em Buenos Aires, e, mais tarde, na Hochschule für Musik, em Nuremberg. Recebeu os prêmios Clarín de Revelação em Música Clássica (2004), primeiro lugar no Bienal Festivales Musicales (2005), Melhor Cantora (Associação de Críticos Musicais, 2010) e Konex (2019). Especializou-se em repertório alemão com Siegfried Jerusalem e Reiner Goldberg, na Alemanha.

Entre os papéis que desempenhou na América Latina e na Europa estão Agrippina, Fiordiligi, Donna Anna, Donna Elvira, Vitellia, Elettra, Contessa, Elisabetta de Valois, Magda Sorel, Tatiana, Suor Angelica, Agathe, Elisabeth, Marschallin, Ariadne e Isolde. Desde seu início musical, mantém intensa atividade com repertório recitalista e sinfônico, cantando em teatros como o Teatro Colón (Buenos Aires), Sodre (Montevidéu), Theatro Municipal (São Paulo), Carnegie Hall e David Geffen Hall (Nova York), e Kunsthalle (Viena).


Luciana Bueno
mezzosoprano

Estreou em O Barbeiro de Sevilha como Rosina. Desde então tem se apresentado como Carmen (Carmen), Donna Elvira (Don Giovanni), Lola (Cavalleria Rusticana), João (João e Maria), Suzuki (Madame Butterfly), Meg Page (Falstaff), Giulietta (Os Contos de Hoffmann), La Cenerentola (Cenerentola), Romeo (I Capuleti e I Montecchi), Mãe (Poranduba), Teresa (Magdalena), Mãe/Xícara Chinesa/Libélula (O Menino e os Sortilégios de Ravel), Marguerite (A Danação de Fausto), Dido (Dido e Aeneas), Miss Jessel (The Turn of the Screw) e Mãe (O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda).

Foi solista em O Messias, de Haendel, Requiem, de Verdi, Missa em Dó Menor, de Mozart, Missa em Dó Maior e Nona Sinfonia de Beethoven, e na Sinfonia Nº2, de Mahler. Estudou com Pier Miranda Ferraro (Itália) e Leilah Farah (Brasil). Atualmente desenvolve repertório com Ricardo Ballestero.


Aníbal Mancini
tenor

É membro do elenco estável do Theatro São Pedro de São Paulo. Entre suas performances recentes destacam-se os concertos de gala no Theatro São Pedro com as interpretações de Cessa di più Resistere (Conde de Almaviva, O Barbeiro de Sevilha), A Te o Cara (Arturo, I Puritani), trechos de A Flauta Mágica (Tamino, Mozart) e de La Belle Hélène (Offenbach), além de canções de Puccini e Zandonai.

Em 2016, apresentou-se no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Theatro São Pedro com a ópera Dom Quixote de Massenet (Rodriguez). Também interpretou As Bodas no Monastério, de Prokofiev (Antonio), Falstaff, de G. Verdi (Fenton), La Donna del Lago, de Rossini (Uberto), Gianni Schicchi, de Puccini (Rinuccio). Também cantou a ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda (Rapaz), a estreia mundial da ópera Fedra e Hipólito, de Christopher Park (Hipólito), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, entre outras.

Foi um dos vencedores do Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, em 2011, e, em 2013, foi nomeado Revelação Lírica pelo Blog Ópera e Ballet. Estudou canto na Unirio com Mirna Rubim e Carol McDavit. Em 2019, interpretou o Conde de Almaviva em O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, O Messias, de Haendel, e Camilo de Rossilon, em A Viúva Alegre, de Franz Lehár, no Theatro Municipal de São Paulo.


Michel de Souza
– barítono

Iniciou os estudos musicais e a carreira no Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis, sua cidade natal. Em 2007, recebeu o 1o prêmio em música de câmara no concurso Maria Callas e, depois, graduou-se em órgão com nota máxima e louvor pela Escola de Música da UFRJ, onde também estudou canto. É mestre com distinção pela Royal Scottish Academy of Music and Drama e fez parte do programa Jette Parker na Royal Opera House Covent Garden em Londres.

Tem atuado em óperas como As Bodas de Fígaro, de Wolfgang A. Mozart, A Flauta Mágica, também de Mozart, La Bohème, de Giacomo Puccini, e Carmen, de Georges Bizet. Participou do programa Emerging Artist da Scottish Opera na temporada 2010/2011, fez parte do Ensemble de solistas do Grand Thèâtre de Genève 2014/2015 e, recentemente, fez uma série de apresentações com a Orchestre National de Lyon.


Joyce Martins
soprano

Fez sua estreia internacional no papel de Adina (O Elixir do Amor), na cidade de Augusta, na Itália. Estudou com Lenice Prioli e Isabel Maresca, faz orientação vocal com Eliane Coelho e trabalha repertório com os pianistas Rafael Andrade e Daniel Gonçalves. Foi integrante do Opera Studio da Escola Municipal de Música, de 2016 a 2018. No Theatro Municipal de São Paulo, interpretou Hannah (A Viúva Alegre), na série Meu Primeiro Municipal, foi solista na Missa de Leonard Bernstein e foi a primeira dama em A Flauta Mágica.

Atuou como Elisetta (Il Matrimonio Segreto) e Dona Mercedes (Colombo), no Theatro São Pedro. Atualmente, interpreta Carlotta Giudicelli, no musical O Fantasma da Ópera, em São Paulo. Recebeu a Medalha de Prata no primeiro Berliner International Music Competition (Alemanha), o Prêmio Especial no Concorso Internazionale Lirico Premio Boni (Itália), foi vencedora do V Concurso Jovens Solistas (OSMG), laureada com a Medalha Carlos Gomes e premiada nos concursos Maracanto e Art Livre, e foi Melhor Intérprete no Concurso Carlos Gomes.

Trabalhou com nomes como Guy Simpson (EUA), Valentina Pellegi e Marcelo Giordanni (Itália), Roberto Minczuk, Ligia Amadio, Roberto Tibiriçá, Roberto Duarte, Victor Hugo Toro e Gabriel Rhein-Schirato (Brasil).


Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Considerado o maior e mais influente compositor da história da música clássica ocidental, o alemão Ludwing van Beethoven é uma das figuras centrais da passagem entre as eras clássica e romântica. Aos 12 anos, já havia sido nomeado cravista da orquestra da corte de Bonn e, mais tarde, se aproximou do piano. Depois de se mudar para Viena, sua carreira alavancou como pianista e compositor. O compositor passou por momentos de muito sofrimento após ficar surdo em decorrência de uma doença degenerativa, mas apesar disso sua produção não parou. Inovando tanto na linguagem como no conteúdo, seu legado inclui nove sinfonias – as famosas  5 e 9 –, cinco concertos e 32 sonatas, ambas para piano, entre elas as PatéticaApassionata e Ao Luar. Diferente de muitos, Beethoven foi aclamado enquanto vivo.

 

Foto de Fabiana Stig.

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