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Movimento encontra o que o vento (não…) levou…

best erection pills for men online Purchase Purchase Pills O que vai a seguir escrito é uma lista de poucos antigos eventos artísticos ocorridos no TMRJ que o vento tenta mas não consegue levar. Order Cheap


São memórias de eventos de singular importância, vistos e ouvidos por quem escreve, que vale a pena lembrar. Assim, fora de qualquer ordem de tempo ou importância, temos:

1 –  Ópera “CARMEN”, de Bizet, encenada em 1956, cantada por Giulietta Simionato, Mario del Monaco, Giangiacomo Guelfi e outros, regida por Franco Ghione. A estreia dessa ópera se constituiu em um dos maiores afluxos de público até então ocorridos no TM. O redator destas linhas estava presente e só conseguiu entrar porque era conhecido por Mario del Monaco, de quem carregava bagagens e para quem traduzia o português, a quem esperou na porta dos artistas desde cedo;

2 –  Apresentação do bailarino Rudolf Nureiev com sua “partner” habitual Margot Fonteyn a 9 de maio de 1967, com espetacular acesso de público, que chegou a forçar as entradas do teatro. Quem escreve lá estava, mas com seu bilhete adquirido muito antes com ajuda de um vereador amigo. Rudy e Margot dançaram o “pas de deux” de “O Corsário” e o ballet “Marguerite et Armand”, de Kenneth MacMillan, música de Liszt, regência de Henrique Morelenbaum. Um sucesso poucas vezes visto por quem redige estas linhas;

3 –  Apresentação do pianista Arturo Benenedetti Michelangeli em 18 de agosto de 1964. O magnífico pianista italiano, de estilo muito pessoal e refinado, tocou Bach, Beethoven e Debussy com extraordinário sucesso;

4 –  Recital do soprano Montserrat Caballé em 10 de setembro de 1964, acompanhada ao piano por Fritz Jank. Pensamos que esta tenha sido a única apresentação do grande
soprano no TMRJ. Cantou ela Schubert, Strauss, Debussy e várias canções espanholas, com aplausos gerais;

5 –  Ópera MEFISTOFELE, de Boito, encenada em 3 de julho de 1965, com Cesare Siepi, Magda Olivero e Flaviano Labó nos papéis principais, regidos por Francesco Mollinari Pradelli, com grande afluência de público pelo prestígio do grande baixo protagonista e do extraordinário soprano, ambos italianos. Aquele, descontente com a direção da temporada e com a desorganização (segundo ele) demonstrada logo em sua primeira récita, retirou-se do elenco e só cantou essa récita;

6 –  No dia 30 de outubro de 1959, pela primeira vez completo em quatro atos na América Latina, ballet O LAGO DOS CISNES, música de Tchaicowsky, com Berta Rozanova, Aldo Lotufo e Dennis Gray nos papéis principais, regência de Nino Stinco. Sucesso e orgulho absolutos;

7 –  IL GUARANY, de Carlos Gomes, em 21 de agosto de 1964, com João Gibin, Gianna D´Angelo, Piero Cappuccilli , Nicola Zaccaria e Massimiliano Malaspina nos primeiros papéis, sob regência de Mollinari Pradelli. Essa récita levantou vivos entusiasmos no público, não só por se tratar de IL GUARANY com elenco e regente quase todo estrangeiro (só o protagonista era brasileiro, mesmo assim residindo no exterior), como pela alta qualidade desse elenco. Os dois baixos Zaccaria e Malaspina eram poderosas vozes, tendo o Cacique de Malaspina sido assinalado por muitos como o melhor Cacique que o TM já tivera; Gianna D´Angelo encantou pela graça, recursos e beleza de voz, e Cappuccilli iniciava a carreira que todos conhecem.

Muitos anos mais tarde (1995), no Teatro Regio di Torino, onde minha mulher cantava ” Turandot”, conheci em pessoa a filha de Mollinari Pradelli, que me mencionou o orgulho que seu pai tinha dessa récita e de ter regido IL GUARANY. Há gravações dessa récita;

8 –  Apresentação da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque a 9 de julho de 1958, sob a regência de Dimitri Mitropolous. A grandiosa orquestra recebeu ovações do público e seus elementos, perguntados por quem escreve, responderam que o público brasileiro era “maravilhoso !! “. Seu regente titular, homem quase sempre “alegre”, contou muitas anedotas, principalmente sobre Leonard Bernstein…

9 –  Dia 23 de maio de 1959, concerto n. 2 para piano e orquestra de Chopin, com a pianista Guiomar Novaes, regente Eleazar de Carvalho. Nossa maior pianista, como sempre estrela de primeira grandeza, subjugou o público, que a ovacionou de pé;

10 –  Concerto n. 2 para piano e orquestra de Chopin, com Arnaldo Estrella ao piano e Eleazar de Carvalho na regência, dia 14 de outubro de 1951. Tidos por muitos como nosso melhor pianista e nosso melhor regente de então, a união dos dois nesse concerto foi algo histórico. Fui com minhas primeiras calças compridas, mas fui, como sempre nesse tempo com minha avó italiana, que no mesmo ano me fez ver Maria Callas;

11 –  MARIA CALLAS em LA TRAVIATA, regida por Nino Gaioni, com o tenor Gianni Poggi e o barítono Enzo Mascherini, no dia 30 de setembro de 1951. Apesar de menino, foi possível perceber a qualidade, o volume e a facilidade da magnífica voz. CALLAS era gordíssima, mas isso não importava dada a qualidade de seu canto;

12 – Não é possível enumerar os recitais e demais apresentações do pianista NÉLSON FREIRE, tal o numero deles que vi e tal a qualidade, os recursos e a inspiração deste nosso fabuloso artista. Encerra ele a lista, na qual por dever de brevidade (não se deve entupir o leitor com matérias longuíssimas. Meu redator chefe no jornal Aziz Ahmed me ensinou: o ideal jornalístico é narrar a Guerra do Paraguai em uma só lauda…).
A citar outros artistas e eventos vistos por mim no mesmo tempo dos citados (nem antes nem depois), seria obrigatório mencionar Iberê Gomes Grosso, José Botelho, Santiago Guerra, Isaac Karabtchevsky, Cristina Martinelli, Nora Esteves, Aurea Hammerli, Beatriz Consuelo, Tatiana Leskova, Alicia Markova, Alicia Alonso, Renata Tebaldi, Ruth Staerke, Alceo Bocchino, Arthur Moreira Lima, David Dupré, Lourival Braga, Paulo Fortes, Nyza de Castro Tank, Assis Pacheco, Glória Queiroz, e muitos outros que alongariam desmedidamente a matéria.

Esta matéria não pretende exatidão de datas, nomes e outras referências, e aceita de bom grado reclamações, correções, adendos e comentários .

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