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Movimento.com entrevista Walter Neiva

Walter Neiva A� o diretor de O Guarani, no PalA?cio das Artes http://www.centrodado.com/augmentin-cpr-costo/

Segundo o diretor da A?pera, aA�maior qualidade do libreto de O Guarani (Il Guarany), foi adaptar com muito sucesso, o denso romance de JosA� de Alencar, ao gosto e A�s formulas da A?pera italiana da segunda metade do sA�culo XIX. Mesmo que Carlos Gomes, em alguns momentos, evoque melodias modinheiras brasileiras, nA?o se pode negar que O Guarani seja uma A?pera italiana, com forte influA?ncia de Donizetti, Verdi e Meyerbeer. Mas foi a primeira vez que um compositor brasileiro, apareceu no maior teatro de A?pera da ItA?lia, o Scala de MilA?o, e com um sucesso espantoso. Assim temos A?rias, duetos, grandes cenas de conjunto, onde vA?rios personagens se expressam ao mesmo tempo, tudo muito bem encaixado com o enredo exA?tico da A?pera, uma das razA�es do grande sucesso.

Ao me deparar pela segunda vez na minha carreira com a tarefa de dirigir O Guarani, resolvi abordar esta A?pera, tA?o importante para a histA?ria musical brasileira, por um lado diferente. Valorizar a mA?sica, que para mim, A� o que esta partitura tem de melhor, e tornar mais claro o enredo. Para isso, destaquei os personagens, em plano distinto do coro, em uma cenografia mais abstrata, tentando fugir dos castelos, calabouA�os, pA?rticos e florestas luxuriantes, tA?o comuns nas encenaA�A�es tradicionais desta A?pera. Busquei traduzir em imagens alguns sA�mbolos que resumem a formaA�A?o do povo brasileiro. Procurei tambA�m valorizar a riquA�ssima escrita coral, com sua engenhosa divisA?o de naipes, posicionando os coralistas de forma a tornar isto mais visA�vel.

Outra preocupaA�A?o foi salientar o aspecto ecolA?gico da montagem e aceitei prontamente a soluA�A?o apresentada pela figurinista Cibele Navarro, de vetar o uso de penas de aves verdadeiras, pesquisando materiais e texturas que ofereA�am a mesma leitura de cocares e adereA�os indA�genas.

Agora espero que o espetA?culo fale por si, pois acho que minha intenA�A?o deve ser passada pelo espetA?culo no palco, de outra forma, nA?o estarei fazendo A?pera, e sim literatura.

AgradeA�o imensamente A� FundaA�A?o Clovis Salgado, por me oferecer a oportunidade de realizar mais uma vez esta A?pera, neste ano que se comemoram os 180 anos do nascimento, e 120 da morte de Carlos Gomes.

 

Vamos A� entrevista:

Purchase VocA? ganhou o PrA?mio Coca-Cola de Teatro em 1999 com uma montagem para crianA�as de A Flauta MA?gica e coordenou a sA�rie de recitais Aprenda a Gostar de A�pera, em Juiz de Fora, de 2005 a 2008. Em sua opiniA?o, o que mais precisa ser feito para aproximar o pA?blico (jovem ou nA?o) da mA?sica de concerto e da A?pera? Cheap

Eu acredito que mais A?peras adaptadas para crianA�as, sA?o um forma eficaz de tornar o gA?nero simpA?tico ao pA?blico infantil. A�peras compactadas tambA�m sA?o uma A?tima maneira de introduzir, nA?o sA? as crianA�as, mas o pA?blico leigo em geral.

 

Neste ano de efemA�ride de nascimento e de morte de Carlos Gomes, como vocA? o percebe em relaA�A?o aos grandes compositores de A?pera da histA?ria?

Eu o vejo ao lado dos grandes mestres da A?pera. Considero sua obra como um elo perdido entre o romantismo e o verismo. Poucos sabem que Carlos Gomes influenciou muitos compositores, como Ponchielli e Mascagni e que Puccini, iniciando sua carreira, levou a partitura de sua terceira A?pera, Manon Lescaut, para Gomes avaliar.

 

Qual o objetivo de montar um Guarany com cortes, numa mesma A�poca em que outras casas de A?pera como o TMRJ e o TMSP estA?o levando A?peras de Carlos Gomes na A�ntegra?

Os cortes na verdade, sA?o poucos e oA�mais significativo deles A� o ballet que dura quase 15 minutos. Outros sA?o cortes de tradiA�A?o, e outros cortes de repetiA�A�es de strettas finais. Todos os temas da A?pera estA?o presentes e a histA?ria nA?o foi cortada. O objetivo A� tornar o espetA?culo mais fluido e acessA�vel a um pA?blico leigo. Tenho certeza de que os amantes da obra de Gomes, nA?o sentirA?o falta de nada. Todos os temas melA?dicos estA?o presentes, assim como todos os personagens. O espetA?culo estA? com 2 horas de duraA�A?o.

 

Pills Order NA?o A� incongruente que uma instituiA�A?o pA?blica pague por uma encenaA�A?o (cenA?rios e figurinos nA?o costumam ser baratos) para apresentA?-la incompleta?

NA?o vejo nada de incongruente, desde que a intenA�A?oA�seja justamente tornar a A?pera mais acessA�vel a um pA?blico leigo. E esse assunto de cortar ou nA?o,A�A� sempre muitoA�cobrado nas A?peras, mas nunca no teatro. Quando uma peA�a de Shakespeare A� feita com cortes (e a maioria A� cortada), ninguA�m questiona. Por que esse purismo sA? com a A?pera ? De que adianta fazer uma obra completa, como se fosse uma peA�a intocA?vel de museu, e o espetA?culo ficar longo e entediante, afastando o pA?blico leigo, que se quer conquistar?

 

Como vocA? pretende dar sentido dramA?tico A� sua encenaA�A?o com os cortes implementados? Como manter a aA�A?o cA?nica congruente e verossA�mil nessas condiA�A�es? Order

Repetindo o que jA? disse acima, nada da histA?ria foi cortado

 

Como se desenvolveu, no caso desta A?pera, seu pensamento atA� chegar ao que vocA? desejava do espetA?culo?

Em primeiro lugar, valorizar a mA?sica, que A� belA�ssima. Preferi um cenA?rio mais abstrato, criando imagens poA�ticas. Colocando o coro em dois nA�veis no fundo do palco, evitando vesti-los como A�ndios (o que sempre dA? resultados de gosto duvidoso), e destacando os solistas em primeiro plano, tornando mais clara a aA�A?o dramA?tica. O cenA?rio se resume a um grande livro simbA?lico e em torno dele a aA�A?o se desenrola.

 

Walter Neiva
www.walterneiva.com

 

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Antônio Rodrigues
Apaixonado por música coral, é um dos fundadores e mantenedor do movimento.com.