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Microscópera Carioca

O compositor, dramaturgo e maestro Roberto Bürgel faz releitura do formato clássico da ópera acrescentando elementos populares brasileiros e contemporâneos. A direção é de Lena Horn.

SERVIÇO

 

Teatro SESI
Av. Graça Aranha 1 – Centro – Rio
Fones: 21 2563 4164 e 4166

 

Estreia:  dia 07 de outubro (6ºf), às 19h30
Temporada vai até 27.11, de 5ª a domingo, sempre às 19:30h.
Nos dias 06 e 13.12 haverá espetáculos extras devido à campanha do APTR.

 

Ingressos:  R$40,00 e R$20,00 (meia entrada) – gratuidade para deficientes físicos

Classificação etária: 14 anos

 


O espetáculo

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MICROSCÓPERA CARIOCA é um conjunto de quatro mini óperas que tem por tema o desejo, a paixão, a tragédia, os desenganos, os ciúmes e a comédia de todos os amores. O cenário é o Rio de Janeiro, cidade operística pela própria natureza, em quatro significativos momentos: 1890, 1920, 1950 e 1980, a cobrir quase um século e demonstrar que em assuntos de amor o tempo não passa. O estilo e o universo ficcional de quatro dos principais dramaturgos e cronistas do Rio de Janeiro inspiraram as diferentes tramas apresentadas.

O primeiro ato, intitulado “Paixão Cega”, traz a história de uma súbita paixão descontrolada, que abala uma recatada senhora do final do século XIX. Baseado em um conto de Artur Azevedo e valendo-se de seu estilo irônico e sagaz, esse ato homenageia um dos pais do teatro musical brasileiro.

No segundo ato, “O Filtro do Desejo”, uma trama ambientada nos anos vinte, ao mesmo tempo sensual e sinistra, nos lembra o estilo de João do Rio, que como um Oscar Wilde brasileiro misturava o élan aristocrático à crueza das ruas, com notas de realismo fantástico. Na história, um elixir mágico torna um jovem viúvo irresistível a quem dele se aproxima, fazendo-o redescobrir o desejo e suas imprevisíveis e, por vezes, trágicas conseqüências.

No terceiro ato, “A Mãe das Tragédias”, o universo de tipos e comportamentos da obra de Nélson Rodrigues nos transporta ao ano de 1950, no fatídico dia da final da Copa do Mundo do Brasil. Dois casais vivem uma situação que reúne medo, frustração, traição, e desejo, sempre com a fina ironia e as emblemáticas obsessões rodriguianas a dar o tom operístico do drama.

O quarto ato, “Fantasia de Carnaval”, já nos anos 80, é uma divertida farsa cômica envolvendo quatro pessoas solitárias em uma terça-feira de carnaval. Mostra o amor e o ciúme com a irreverência do besteirol, lembrando autores como o dramaturgo Mauro Rasi, que naqueles tempos de abertura política transformavam o país pela graça e crítica bem humorada.

 

MICROSCÓPERA CARIOCA foi escrita e composta a partir de extensa pesquisa realizada por Roberto Bürgel, maestro, compositor e estudioso da cultura brasileira, autor de diversos trabalhos que reúnem música e história da Arte do Brasil. A idéia é o encontro do universo dramático carioca, com foco nas relações amorosas em toda a sua gama, e o mundo da ópera. O Rio de Janeiro sempre foi uma cidade com grande vocação lírica e pelos seus palcos já passaram grandes nomes da ópera.

Também, os dramaturgos brasileiros, em especial aqueles que viveram e criaram no Rio de Janeiro, sempre tiveram uma ligação muito estreita com a música. A galeria de personagens, com seus sentimentos extremados e reações hiperbólicas, descrita nos dramas de autores como Nélson Rodrigues e João do Rio tem um caráter dramático que se traduz muito bem na linguagem operística. O mesmo se pode dizer dos tipos, do humor e da ação dinâmica e perspicaz das comédias de Artur Azevedo e – quase um século depois – de Mauro Rasi também.

MICROSCÓPERA CARIOCA reúne não apenas os estilos variados dos quatro dramaturgos que servem de inspiração ao texto, mas também diversos estilos musicais representativos da história da ópera em fusão com gêneros musicais populares brasileiros. Tais elementos são apresentados no modelo das óperas que reúnem em si um conjunto de tramas curtas, ou mini óperas em ato único, tais como Il Trittico de Puccini, Os Contos de Hoffmann de Offenbach, as Óperas-Minutos de Milhaud, etc.

A estrutura musical evoca e passeia pelos elementos da ópera tradicional com árias, recitativos, cavatinas, cabaletas, duetos, trios e quartetos vocais. Os cantores são acompanhados ao piano pelo próprio compositor e um pequeno conjunto instrumental (clarinete/clarone, contrabaixo e percussões).

MICROSCÓPERA CARIOCA é um espetáculo que com muita música, humor e inteligência celebra a cultura brasileira, a cidade do Rio de Janeiro, além de homenagear a dramaturgia nacional e seus mestres.

 

Roberto Bürgel

Roberto Bürgel

O compositor, dramaturgo e maestro Roberto Bürgel tem em seu histórico de criações cênico-musicais dezenas de musicais, operetas e óperas, tais como a ópera multimídia Alma Sintética (1990), o musical Quase (Prêmio Comunidade PR – 1998), a opereta “Os Meus Balões” (sobre Santos Dumont, Prêmio Maria Clara Machado de melhor música – 2002), o musical Gota D’Água (indicado ao Prêmio Shell de melhor música – 2008), o musical A Fabulosa Corrida (Prêmio Zilka Sallaberry de melhor música – 2009) e a burleta No Piano da Patroa (indicado ao Prêmio Shell de melhor música em 2010).

Além de Poemas Sinfônicos (Uma sombra passou por aqui – 1997; Revolução Acreana – 2002) e Música para Dança (O Nascimento do Novo Homem – 1991; O Fauno – 1992; Trabalho de Parto – 1995; Suíte Y-Guaçú – 2005). Desta feita, Bürgel coloca uma lente de aumento no intrincado microcosmo das relações a dois, revelando os muitos pontos em comum que se repetem independente da época em que vivem seus protagonistas.

Lena Horn

A parceria de Bürgel com a atriz, diretora e produtora Lena Horn, ambos à frente da Alma Sintética Cia de Arte, tem se demonstrado bastante profícua e evidencia grande habilidade na produção de espetáculos musicais, sempre priorizando a qualidade técnica e artística na execução instrumental e vocal, nos criativos recursos cênicos, na esmerada programação visual, assim como na escolha de seus temas que reverenciam a rica e inesgotável cultura brasileira.

 

 

 

FICHA TÉCNICA

– Texto, músicas, arranjos e direção musical: ROBERTO BÜRGEL

– Direção: LENA HORN

– Elenco:

CAROLINA FARIA  (mezzo soprano)
CHIARA SANTORO  (soprano)
DANIEL SOREN  (baixo-Barítono)
MARCELLO SADER  (tenor)

– Músicos:

ROBERTO BÜRGEL  (Regência, Piano E Samplers)
BATISTA JR.  (Clarinete e Clarone)
NATÁLIA TERRA  (Contrabaixo)
ROBERTO KAUFMANN  (Percussão)

– Direção de movimento: MARINA SALOMON

– Cenário: NATÁLIA LANA

– Figurino: MARCELO MARQUES

– Projeto de luz: ROGÉRIO WILTGEN

– Direção de produção: JOSÉ LUÍZ COUTINHO

– Projeto gráfico: ROBERTA DE FREITAS

– Produção: ALMA SINTÉTICA COMPANHIA DE ARTE} else {}

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