Música de câmaraProgramaçãoSão Paulo

I Solisti del San Carlo

Na Itália, apresentaram-se em centenas de concertos nas salas de maior prestígio como: Teatro dell’Opera de Roma,Teatro San Carlo de Nápoles, Teatro Rossini de Pesaro, Teatro Manzoni de Milão, Sala dei Giganti de Pádua, Sorrento Festival, Taormina Festival, Ravello Festival, Festival Johannes Brahms de Ischia, etc…

SERVIÇO

Auditório do MASP
Av. Paulista, 1578

Dia 15 de junho, às 20h.

ENTRADA FRANCA

Reserve seu lugar ao numero (11) 366 8888 ou através do e-mail info.iicsanpaolo@esteri.it

 

 

Sala Itália
Av. Pres. Antônio Carlos, 40 – 4o. andar

Dia 16.06 às 19h.

Entrada franca

 

O Istituto Italiano di Cultura di San Paolo apresenta:

I Solisti del San Carlo

Mariana Muresanu – violino
Giuseppe Navelli – violino
Filippo Dell’Arciprete – viola
Ilie Ionescu – violoncelo

 

PROGRAMA MASP

G. Puccini per archi ,op.postuma – (1858 – 1924)
Quartetto in RE
– allegro moderato
– adagio
– scherzo
– allegro vivo

Crisantemi – Elegia per quartetto d’archi

G.Verdi
Quartetto in Mi minore
– allegro
– andantino
– prestissimo
– fuga. allegro assai mosso

 

PROGRAMA RIO

G. Puccini per archi ,op.postuma – (1858 – 1924)
Quartetto in RE
– allegro moderato
– adagio
– scherzo
– allegro vivo

 

Os Solistas do Teatro San Carlo de Nápoles

O quarteto “I Solisti del San Carlo”  formou-se a partir da Orchestra del Teatro di San Carlo da cidade de Nápoles e completou 25 anos de renomada atividade. Na Itália, apresentou-se em centenas de concertos nas salas de maior prestígio como: Teatro dell’Opera de Roma, Teatro San Carlo de Nápoles, Teatro Rossini de Pesaro, Teatro Manzoni de Milão, Sala dei Giganti de Pádua, Sorrento Festival, Taormina Festival, Ravello Festival, Festival Johannes Brahms de Ischia, etc…

No exterior, Festivais Internacionais de: Linz, Nice, Montecarlo, Genebra, Rabat, Casablanca, Ankara, Smirne, Amsterdam, Maastricht, Atenas, Patrasso, Bucarest, Cidade do Cabo, entre outras. Por ocasião das celebrações do centenário de falecimento de Giuseppe Verdi  apresentou o raro manuscrito do “Quartetto per archi in mi minore”, composto em Nápoles em 1873 e, ainda hoje, pertencente ao acervo da biblioteca do Conservatório “San Pietro a Majella” de  Nápoles.

Discografia

  • “Le ultime sette parole di Cristo sulla croce” di F. J. Haydn (Pentaphon)
  • “Four Vbrations” di Montuori (Pentaphon)
  • “Stabat Mater” di Fenaroli in prima esecuzione mondiale (Nuova Era)
  • “Martucci Longo – “Nápoles entre dois séculos” primeiro volume da coletânea (L’oro di Napoli) dedicada a autores da escola musical napolitana, que contém dois quintetos do compositor napolitano Achille Longo em première mundial.
  • em preparação, o segundo volume dedicado ao compositor Roberto De Simone.

 

Sobre o programa

Para o ouvinte de música atual, efetivamente, o nome de Giacomo Puccini está ligado exclusivamente aos títulos de óperas famosas. Tudo aquilo que restou de suas composições não destinadas à lírica foi sempre considerado de interesse exclusivo dos especialistas: a Missa juvenil, as três peças para orquestra, também, da juventude, além de uma duzia de canções. A esta produção “secundária” pertencem, também, algumas peças compostas para quarteto de arcos, todas criadas durante o período de estudos de Puccini ou pouco depois mas, sem dúvida, antes que, com a estréia de Manon Lescaut , em 1893, fosse reconhecido mundialmente como um operista de grande fama.

 

Crisantemi (Crisântemos)

A mais conhecida é a peça mais recente: a elegia cheia de sentimento Crisantemi. Foi composta logo após a morte – em 18 de maio de 1890 – aos 45 anos, de Amedeo Savoia, segundo filho, muito popular, do rei da Itália Vittorio Emanuele II e foi apresentada, pela primeira vez, logo na semana seguinte em Milão com um sucesso tão grande que precisou ser replicada no mesmo concerto. Puccini, evidentemente, não havia dado grande importância a este seu trabalho que, ao contrário, foi rapidamente impresso pela Casa Ricordi, visto que no esboço o autor o indica apenas como “Breve improviso”. Mas, em seguida ( talvez, graças também ao rápido sucesso obtido por esta composição), empregou o material musical de  Crisantemi no ato final de sua Manon Lescaut, na qual já naquele tempo estava trabalhando; isto fez com que  a peça Crisantemi sobreviva até hoje e faça com que a mesma seja interessante como acesso ao laboratório compositivo de Puccini.

Entretanto a composição de um verdadeiro Quarteto para Arcos em quatro tempos era, para o jovem Puccini, bem diferente. Por volta do final do século XIX isto representava o confronto com uma tradição consolidada, cujos parâmetros eram Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert e, precisava-se ainda, comprovar conhecer profundamente a composição em quatro partes, técnica fundamental para qualquer tipo de composição futura. Portanto, não surpreende que encontremos entre os trabalhos de escola de Puccini, ao lado de numerosos exercícios de harmonização de baixos dados e de construção de  figuras, também a composição de um quarteto para arcos ou a composição de um tempo único de quarteto. Efetivamente, logo nos primeiros meses de seus estudos em Milão, o compositor escreve para sua mãe:«Stasera ci ho da studiare per domani che ho la lezione di Bazzini e devo fare un quartetto a archi». (Esta tarde precisarei estudar, pois para amanhã, na aula de Bazzini precisarei apresentar um quarteto para arcos.)

 

https prednisone A reconstrução do Quartetto in Re de Puccini

É bastante improvável que o quarteto para arcos, que apresentaremos pela primeira vez agora, seja a tarefa para “a aula de Bazzini”. Por outro lado, evidentemente, Puccini começou em 1882 um “seu próprio” quarteto para arcos, paralelamente às tarefas do curso. Efetivamente, soubemos que cerca de dez anos atrás a Sotheby’s de Londres leiloou a capa de um Quartetto in Re assinado por Puccini com data de 1882. Portanto, é possível que também as partes separadas da composição, explicitamente nomeadas pelo compositor «Quartetto 1° tempo», remontem ao mesmo ano.

Por tudo isto, deve-se considerar seguro que Puccini, entre a primavera de 1882 e a primavera de 1883, tenha composto os quatro tempos de um Quarteto para Arcos ou que, pelo menos, o tenha esboçado quase na sua totalidade.

Em seguida, coisa bastante comum, Puccini utilizou a música de seu Quarteto para Arcos em composições sucessivas, entretanto surpreendentemente não usou o primeiro tempo, o único certamente completo. Ao contrário encontramos os temas do segundo e da peça principal do terceiro tempo no início de sua primeira Ópera Le Villi; no tema do primeiro ato de Manon Lescaut e o do Trio, vinte anos mais tarde, no primeiro ato de Madama Butterfly. Assim, hoje, nesta apresentação,  alguns temas parecerão familiares mesmo aos apaixonados e aos conhecedores de Puccini, ao ouvir este Quarteto para Arcos renascido – uma obra certamente imatura, com todas as suas imperfeições, mas também muito rica de frescor juvenil, que a torna digna de interesse e merecedora de ter sido redescoberta.

 

Verdi em Nápoles

A única página musical de câmara de autoria de Giuseppe Verdi foi composta em março de 1873,  em Nápoles, onde o compositor permaneceu cinco meses para a estreia, no Teatro San Carlo, das óperas “Un ballo in maschera” e “Aida”. A primeira apresentação desta composição aconteceu em 1º de abril em uma sala do Hotel Crocelle, onde Verdi e a esposa estavam hospedados. Apresentado pelos “Solisti”, os primeiros instrumentos da Orquestra do Teatro San Carlo, aos quais a peça era dedicada. O público era bastante restrito, os amigos mais queridos de Verdi em Nápoles; os pintores Domenico Morelli e Giacinto Gigante, o escultor Vincenzo Gemito, o poeta Sole, Clausetti da Editora Ricordi, o bibliotecário do Conservatório, Francesco Florimo. Este último será presenteado por Verdi, antes de sair de Nápoles, com o manuscrito do Quarteto que, até hoje, está guardado na Biblioteca do Conservatório “San Pietro a Majela”.

 

 

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