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Grupo Contemporâneo de Dança Livre – mostra “Move Concreto! Vídeo dança pela cidade”

De 18 de setembro a 4 de outubro serão apresentados os dez vídeodanças, selecionados pela mostra por meio de edital, além de dois trabalhos internacionais convidados. Iniciativa também promove cinco bate-papos com artistas e idealizadores dos projetos

Devido a pandemia do Covid-19, o Grupo Contemporâneo de Dança Livre precisou adequar, para a versão on line, a realização dos encontros para exibição das vídeos dança selecionadas pela mostra “Move Concreto! Vídeo dança pela cidade”, que antes ocorreria presencialmente, em cinco Centros Culturais de Belo Horizonte.

Dessa forma, de 18 de setembro  a 4 de outubro, sempre às quintas e sábados, às 18h, vão acontecer bate-papos com os artistas dos trabalhos selecionados pela convocatória. Serão cinco encontros virtuais onde serão discutidos os processos de criação das obras e suas relações entre corpo, vídeo e espaço público. As conversas serão exibidas ao vivo pelo canal do youtube do Grupo (https://bit.ly/3m0YooO), com acesso em libras. Toda a programação é gratuita.

A Mostra tem curadoria da artista e professora Anamaria Fernandes, assistência de curadoria de Leonardo Augusto e produção e idealização de Duna Dias. “A mostra tem como objetivo descentralizar, disseminar e democratizar o acesso a diferentes formas de vivenciar a dança nos espaços públicos. A programação é formada por trabalhos selecionados pelo edital, cujas pesquisas envolvem as diversas relações entre a dança, o corpo e os espaços públicos na contemporaneidade”, explica Duna Dias.

Os dez vídeodanças ficarão disponíveis no site moveconcreto.com durante toda a mostra, assim como a vídeodança “Choro”, produzida em espaços públicos de Bogotá (Colômbia) pelo Grupo Contemporâneo de Dança Livre, com acesso em audiodescrição. A mostra conta, ainda, com a estreia internacional da vídeo dança “2mil20” – uma co-produção entre Compagnie Wa·táa (Panamá-França), Grupo Contemporâneo de Dança Livre (Brasil), Daisy Servigna (Costa Rica) em colaboração com Cine Animal (Panamá), que será exibida no site de 18 a 20 de Setembro.

A mostra é realizada pelo Grupo Contemporâneo de Dança Livre através do patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.


CONVERSAS COM ARTISTAS

– Dia 19/09 – Sábado – às 18h: Corpografias em Dança: Relatos de uma cidade Experimentada – Gilberto de Lima Goulart e marÉ – Coletivo Provisórias (Aline Vilela, Francine Leite e Isa Mariah).

– Dia 24/09 – Quinta – às 18h: Con Tato – Samuel Samways e Passinho no Cabana –  Marcus Vieira.

– Dia  26/09 – Sábado – às 18h: Pai contra mãe: videodança-manifesto – Leandro Belilo e RAIZ – Wallison (Culu).

– Dia 01/10 – Quinta – às 18h: Experimento cidades II – Croma em Roma – Cib Maia e Ópio – Léo Garcia.

– Dia 03/10 – Sábado – às 18h: Primavera en Belo – Cris Diniz e Ventana – Luísa Machala.

 

PROGRAMAÇÃO

Título: Con Tato

 

Duração: 7’52’’

Sinopse: Dois corpos tateiam a superfície da cidade.

Ficha Técnica:
Bailarinas: Ana Rita Nicoliello; Samuel Samways./Figurino: Thálita Motta.
Câmera e Montagem: Letícia Ferreira.
Trilha: Septahelix Jerus.

Título: CORPOGRAFIAS EM DANÇA: Relatos de uma cidade Experimentada

Duração: 13’12’’

Sinopse: Esta composição videográfica é um estudo sobre o acervo de imagens de pesquisa extensão realizada por artistas de diversas práticas distintas. Tal projeto resultou em uma Instalação Virtual gerada a partir de ações criativas e experienciais entre corpos e a cidade de Belo Horizonte, atravessadas por tecnologias digitais.

Ficha Técnica:
Concepção: Graziela Andrade, Ester França, Jalver Bethônico e Marcelo Padovani.
Vídeo: Gilberto Goulart
Assistente: Luísa Machala.
Bailarinas Criadoras: Ana Paula Lima, Anna Vitória, Carla Aquino, Lara Gama, Lara Santos, Luana Vitra, Luísa Machala e Rayane Calixto.

Título: Experimento cidades II – Croma em Roma

Duração: 5’28’’

Sinopse: Segundo vídeo da série ‘Experimento cidades’, pesquisa transdisciplinar por diversas cidades do mundo, com uso do conceito low tech (baixa tecnologia) da artista, arquiteta e urbanista Cib Maia. Croma: de transição cristalino baixa maleabilidade e ductibilidade duplo resistente a ataque de ácidos e forte tendência a sofrer oxi-redução. Pesado efeito acumulativo causa diversos males à saúde do ser humano e de animais, quando sua presença ultrapassa os limites.

Ficha Técnica:
Concepção, imagens e edição: Cib Maia.

 

Título: marÉ

Duração: 3’49’’

Sinopse: habitar a pausa, corpo-instante. ir de encontro ao movimento que fraciona o tempo em peso e forma, braço e tecido. a pele é tela, impregnada das linhas o duo incessante que recria fronteiras e expõe o risco do outro – é fluxo de improviso e impermanência dos corpos no espaço.

Ficha Técnica:
Intérpretes-criadoras: Francine Leite e Isa Mariah.
Maquiagem e produção: Marina Isabel Lehmann.
Direção: Aline Vilela.
Identidade Visual: Roberta Monteiro.
Fotografia e vídeo: Aline Vilela.
Edição: Aline Vilela.
Agradecimento especial ao artista Thiago Alvim, que presenteou a rua Pouso Alegre na Zona Leste de Belo Horizonte com esse mural belíssimo, cenário inspirador que compõe o vídeo.

 

Título: Ópio

Duração: 5’57’’

Sinopse: “É antes do ópio que a minh’alma é doente. Sentir a vida, convalesce e estiola E eu vou buscar ao ópio que consola Um Oriente ao oriente do Oriente.” (Fernando Pessoa). Cada um tem seu ópio, seu vício, seu refúgio, seu consolo. Mas este consolo assim como a droga, não consola, só adormece algo que ainda pulsa dentro do estômago e derrete a mente. Você consegue ver qual é o seu ópio? Você consegue olhar no olho do seu vício? As pessoas andam cegas e cegadas pelos inúmeros ópios que a vida nos traz. Cabe a cada um de nós escolher viver com eles ou enfrentá-los.

Ficha Técnica:
Direção e Concepção: Léo Garcia.
Direção e Direção de Fotografia: Patrick Vilar.
Produção: Coletivo Ubuntu.
Bailarinos: Cibele Maia, Dewson Mascote, Fábio Costa, Léo Garcia, Luciana Lanza, Patrick Vilar, Pedro Lobo.

 

Título: Pai contra mãe: videodança-manifesto

Duração: 2’29’’

Sinopse: A ideia desse trabalho foi pegar uma cena do espetáculo “Pai contra Mãe”, da Cia Fusion e a levarmos para o espaço que a inspirou. A favela, quilombo (ou senzala?) moderno, é o espaço de vida, mas também de morte; de alegria, mas também de medo. É, ainda, um espaço primordialmente negro em que se produz cultura, mas também violência. Espaço em que a opressão ao nosso povo, que já dura cinco séculos, se escancara todos os dias. VideoDança-manifesto.

Ficha Técnica:
Concepção e Direção: Leandro Belilo.
Figurino: Leandro Belilo.
Imagens e edição: Lucas Gregorio.
Elenco: Augusto Guerra, Wallison Culu, Aline Mathias, Jonatas Pitucho, Sílvia Kamilla, Isagirl, Leandro Belilo.
Agradecimentos: Teresinha Belilo.

 

Título: Passinho no Cabana

Duração: 2’32’’

Sinopse: Performance videográfica de dança de passinho na Comunidade Cabana do Pai Tomás, realizada em parceria com os dançarinos Kaká Alves e Juninho Baker. Todos os participantes são moradores da comunidade, transitando pelos becos e vielas, brincam com uma dança que conversa com as características locais.

Ficha Técnica:
Direção: Dea e Marcus Vieira.
Performance: Kaká Alves e Juninho Baker.

 

Título: Primavera en Belo

Duração: 6’03’’

Sinopse: Saímos da Colômbia com a memoria da cidade da Primavera em nosso corpo. No Brasil, nos envolvemos em uma doce conversa com a Cidade Jardim. Os nossos olhares se transformaram aos poucos com o dourado do entardecer Belorizontino. Corpos dançantes criaram uma linguagem sutil num território simbólico compartilhado. Uma coprodução entre Brasil-Colômbia Belo Horizonte junho de 2019.

Ficha Técnica:
Direção: Dana Jane.
Produção e Assistência de Direção: Cris Diniz.
Trilha Sonora: Gustavo Felix
Intérpretes: Paula Bedoya, Jhon Barreto, Cris Diniz, Dana Jane, Johans Moreno, Mariana Pimental, Anna Paula Santos, Carol Vilela.
Câmera: Jhon Barreto, Cris Diniz, Dana Jane.
Edição e Finalização: Dana Jane

 

Título: RAIZ

Duração: 3’58’’

Sinopse: RAIZ – Meus Sentimentos no meu lugar de nascimento, minha quebrada, minha cultura, minha dança. Explorando minhas emoções, prevendo minhas reações, não deixando o meu fundamento de se fazer Dança: minha dança, minha missão.

Ficha Técnica:
Direção: Wallison culu.
Intérpretes: Wallison culu, Gleisson, Mestre Jaiminho (Capoeira), Eliane (Tia) Tatu, Dentinho.
Produção: Rick Santana.
Música : Ed Motta Sus4 Jam (featuring Alex Attias ).

 

Título: Ventana

Duração: 3’24’’

Sinopse: Do reflexo do vidro de lá dava pra ver a cidade em mim. A luz vazava das janelas e do meu corpo derramava desejo. O movimento esgotava aos poucos a claridade… tornei-me vulto. Deixo expurgar, deixo exaurir, deixo escorrer, deixo agitar, deixo.

Ficha Técnica:
Criadora-intérprete: Luísa Machala.
Edição: Luísa Machala.
Filmagem: Luísa Machala e Daniel Machala.
Trilha: Pour le chats du maloya  – Lenna Bahule.

 

EXIBIÇÕES ESPECIAIS

VÍDEODANÇA COM ACESSO EM AUDIODESCRIÇÃO

Título: Choro

Sinopse: Caminhar através da essência de um lugar. O movimento que surge pela cadência da fala, das ladeiras e cores das esquinas. O corpo levado por cada pedra das paredes e pelos olhares da ruas. “Choro” é um vídeodança gravado em plano sequência no bairro La Candelária em Bogotá, através da experiência relacional com a região em torno ao histórico Chorro de Quevedo. Uma produção do Grupo Contemporâneo de Dança Livre.

Ficha técnica:
Performance: Duna Dias, Heloísa Rodrigues, Leonardo Augusto e Socorro Dias.
Roteiro: Leonardo Augusto.
Filmagem – plano sequência: Duna Dias, Heloísa Rodrigues e Leonardo Augusto.
Edição: Duna Dias.
Trilha sonora: “Zarabatana” – Ruído/mm e Gabriel Garcia Marques lendo “Cem anos de solidão”.
Audiodescrição, roteiro e locução: Anita Resende.
Consultoria: Elizabet Dias de Sá.
Edição de audiodescrição: Bianca Dantas.

 

ESTREIA INTERNACIONAL

Título: 2mil20

Exibição somente nos dias 18, 19 e 20 de Setembro.

Sinopse: É uma celebração do tempo que passa, do dia seguido da noite, a essa iminente repetição cotidiana. Um passo que sucede a outro, enquanto caminhamos. É uma ode à capacidade humana de subir e cair, voltar a erguer e avançar, atravessar e sobrepor o caos e a precariedade para evoluir a um novo estágio: de cor, frescor e jovialidade. Perceber esse trânsito entre a noite e o dia. Entender que o pesado às vezes pode ser ágil. Do esgotamento à passividade e a transformação. Celebração dessa memória cadenciosa e rítmica incorporada em nós. Uma marca: essa identidade.

“2mIL20” é um vídeodança realizado entre março e setembro de 2020, durante a pandemia de covid-19 em um processo criativo e de produção à distancia (ensaios virtuais y direção de câmera por videoconferência) entre artistas de Panamá, Costa Rica, Brasil e França.

Uma co-produção de Compagnie Wa·táa (Panamá-França), Grupo Contemporâneo de Dança Livre (Brasil), Daisy Servigna (Costa Rica) em colaboração com Cine Animal (Panamá). Agradecimento ao Fundo Iberescena e ao Banco Nacional de Panamá.

Ficha técnica:
Direção artística e geral: Omaris Mariñas.
Música original: Frédéric Filiatre.
Assistência coreográfica: Daisy Servigna.
Direção de câmera: Tomás Cortés e Omaris Mariñas.
Câmera: Duna Dias, Leonardo Augusto, Socorro Dias, Omaris Mariñas, Keyla Concepción, Daisy Servigna, Adrián Morales, Jonathan Pereira.
Edição de vídeo: Tomás Cortés (Cine Animal), Félix Guardia (Cine Animal) e Omaris Mariñas (Compagnie Wa-táa).
Dramaturgia: Duna Dias e Leonardo Augusto.
Intérpretes-criadores: Adrián Morales, Daisy Servigna, Duna Dias, Leonardo Augusto, Keyla Concepción e Omaris Mariñas.
Design e realização de figurino: Laurie Batista.
Figurinos complementares: Duna Dias, Leonardo Augusto e Socorro Dias.
Desenvolvimento de logo: Yasmín Huerta.
Produção de vídeo: Omaris Mariñas.
Produção executiva e desenvolvimento de projeto: Red de Arte Libre e Compagnie Wa-táa.

 

ACESSO NA WEB

https://bit.ly/3m0YooO – Youtube

https://www.instagram.com/gcontemporaneodedancalivre/

https://www.facebook.com/gcdl.mg

moveconcreto.com


Histórico do evento

Não é a primeira vez que a mostra “Move Concreto!” é realizada. Em 2017, o Grupo Contemporâneo de Dança Livre produziu este projeto com o título “Move Concreto! Experiências de dança no espaço público”, na cidade de Contagem (MG) através de uma programação de espetáculos em espaços públicos, oficina e mostra de vídeo dança exibida em praças da cidade.

Na primeira edição foram selecionadas obras de vídeo dança do Brasil e do exterior, oferecendo ao público trabalhos vindos do México, Holanda, Colômbia, Estados Unidos, Argentina, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul.

 

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