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Geilson Santos  e Jonathan Haagensen em “Arte de Preto”

Arte de Preto é o tema de um bate-papo entre dois jovens artistas que se destacam nas artes do país: o ator e músico Jonathan Haagensen e o tenor do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Geilson Santos. Em comum, a cor,  muito talento e a experiência de enfrentar grandes desafios na profissão.

No momento em que acompanhamos tantas questões racistas no mundo todo, é hora de falar sobre a representatividade e o protagonismo que os blacks vivem no dia a dia.  O preconceito, como superar as dificuldades, o mercado de trabalho dos pretos no Brasil, os papéis de destaque na música clássica, no cinema e na televisão. Um conteúdo importante para conversar na live desta quinta-feira, dia 11 de junho, às 15h, no Instagram do Theatro Municipal do Rio de Janeiro @theatromunicipalrj.

Geilson Santos 

Tenor lírico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, é Bacharel em Canto pela UNI-RIO e findou os seus estudos no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro. Com Formação no Conservatório de Música de Rouen/ França em 2013, de onde possui o diploma em Licence d’interprète en chant, Geilson Santos, participou das montagens das Operetas: Monsieur Choufleuri, de Offenbach, em 2012 no papel de “Babylas”;  La vie Parisienne, de Offenbach, no papel do “Brasileiro” nos Théâtre de Óperas de Rouen/France e no papel do príncipe “Sou-Chong” da Opereta Au Pays du Souriree, de Franz Lehar, no Theatro Charles Dullin em Rouen/França.

Ainda na França, Geilson fez Doppionne na produção La Damnation de Faust, de Berlioz, no papel de “Faust” junto com o grupo Accentus um dos mais importantes grupos da França no Theatre des Arts en Rouen/ France. Tem atuado em produções deste mesmo Theatro nas temporadas até hoje, graças à audição que fez em 2012. De lá pra cá, é convidado a participar das produções de óperas neste Theatro da França.
Geilson se apresentou junto ao Conjunto Calíope em uma turnê em 2005, ano Brasil/ França nas cidades francesas e na embaixada do Brasil na Alemanha/Berlim. Com o seu atual Quarteto Colonial, tem participado de vários trabalhos em toda parte do Brasil nos projetos Sonora Brasil pelo Sesc e pela Funarte e esteve no exterior cantando nos festivais de música contemporânea no Chile e depois viajou para Portugal cantando em diversas cidades como:  Coimbra, Évora, Lisboa e Porto.

Prêmios:
– 2000, foi agraciado com o prêmio Armando Prazeres no 1° Concurso OPPM, tendo sido convidado a realizar concertos com a Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES) sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá.

– 2005 – foi um dos vencedores do Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão

No Teatro Municipal do RJ onde é funcionário, atua no coro lírico e como solista, interpretou o papel de Elvino, da ópera La Sonnambula, de Bellini, sob a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro, e atuou na cantata Carmina Burana, de Carl Orff, sob a regência do maestro Sílvio Barbato. Cantou a mesma Obra Carmina Burana nas principais Salas de Concertos do Brasil, com os maestros Ricardo Rocha, Luiz Fernando Malheiro e Sílvio Barbato.

Conta com a publicação de três CDs com participação como solista no conjunto Calíope, e com este grupo viajou em 2005 com a turnê Vème Mois du Baroque Latino-Américain por Paris e 8 cidades da França (pelo Ano do Brasil na França) e em Berlim. Ainda na turnê, em Paris e na cidade de Metz, cantou como solista o Réquiem, de José Maurício Nunes Garcia, sob a regência de Ricardo Kanji.

Cantou com o maestro Carlos Prazeres a Missa da coroação, de Mozart, e na série Ouro Negro, apresentou-se com a mesma Orquestra
Petrobras Sinfônica (OPES) no Te Deum, de Bruckner, sob regência do Maestro Isaac Karabtchevsky. No Ciclo Mahler fez a Sinfonia nº8 em Mi bemol Maior, “Sinfonia dos Mil” sob regência do mesmo maestro que realizou a mesma Sinfonia no Projeto Aquarius 2006, na Praia de Copacabana Rio de Janeiro.

Participou da “Mostra Internacional de Música em Olinda” cantando o Réquiem, de Mozart, e em Manaus na série Guaraná cantando a Missa em C menor, de Mozart, sob a regência do maestro Marcelo de Jesus. Atuou na Missa Solemnis , Nona Sinfonia e Fantasia Choral, de Beethoven, no Theatro Municipal do Rio de janeiro, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky.

Atuou no Festival de Ópera em Manaus, nas Óperas Ça Irá, de Rogers Waters, e Ariadne Auf Naxos, de Strauss,  no papel de Tanzmeister sob a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. Cantou com a Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência do maestro Roberto Minczuck o Réquiem, de Mozart, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou da montagem da Ópera Butterfly em forma de concerto na Sala São Paulo com a OSUSP, sob a regência do maestro Carlos Moreno.

Na Temporada do Theatro São Pedro em São Paulo atuou na Ópera Porgy and bess, de Gershwin, no papel do Sporting life, sob a regência de Felipe Senna. Cantou a mesma obra com a Orquestra Jazz Sinfônica em forma de concerto no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, sob a regência do maestro Carlos Prazeres.

Gravou dois cds em comemoração a vinda da família Real ao Brasil, com a Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob a regência do maestro Ernani Aguiar, gravando o Réquiem, do Padre José Mauricio, e o Te Deum no selo da gravadora Biscoito Fino e com o Quarteto Colonial na mesma comemoração, gravou motetos e lundus. Cantou o Réquiem, do Padre José Mauricio, sob regência de Ernani Aguiar com a Orquestra de Ouro Preto.

Com o Maestro Guilhermo Scarabino, na Sala Cecilia Meireles, cantou a obra Le Noces, de Strawinsky. No Festival de Ópera em Manaus, participou nas Óperas La vie Parisienne, de Offenbach, no papel do Brasileiro, sob a regência do maestro Marcelo de Jesus e na Ópera Le Troyens, de Berlioz, como Iopas, sob a regência do maestro Laurent Campellone.

Participou da montagem da Ópera Der Rosenkavalier  junto a OSESP sob a regência do maestro Sir Richard Armstrong. Com a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa/RJ, cantou Árias de Ópera de Mozart e Gounod, sob a regência do maestro Guilherme Bernstein. Com a Orquestra do Conservatório Brasileiro de Música, atuou na Obra Magnificat, de Bach, e Messias, de Händel, sob a regência de Ueslei Banus, no Theatro Municipal do RJ e na Igreja da Sé no RJ.

Participou da Primeira audição no Brasil da montagem da ópera The Case Makropulos, de Janacek, com a Orquestra Petrobras Sinfônica, com o maestro Isaack Kabtchevsky. Em 2014, participou das montagens no Theatro Municipal do RJ  das obras Carmem, de Bizet, sob regência do maestro Sílvio Viegas e do maestro Isaac Kabtchevsky. Fez parte também das montagens de Billy Budd, de Britten, e Salomé, de Strauss.

Em 2015, participou da estreia da América latina da Ópera Renaud, de Sachinni, no papel de protagonista, na Sala Cecília Meirelles, sob a  regência do maestro Bruno Procópio com a Orquestra OSB repertório.

Em 2017, Cantou na Ópera Porgy and Bess, no papel de Sporting Life no Palácio das Artes, sob a direção do maestro Sílvio Viegas e na produção da Ópera Flauta Mágica, de Mozart, no papel de Monostatos, no Theatro Municipal de São Paulo, sob a direção do maestro Roberto Minczuck.

No ano de 2018, cantou na Ópera de Rouen, a opereta Fantasio, no mesmo ano cantou na Ópera Turandot, no Theatro Municipal de São Paulo, sob a direção do maestro Minczuk, no papel do Pang; em 2019, cantou no Be-Marche no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a direção do maestro Carlos Prazeres, a obra La Nuit d’été, de Berlioz,  junto ao Balé do Municipal do RJ, com coreografia do bailarino Thiago Soares.

 

Jonathan Haagensen

Nascido na comunidade do Vidigal, o carioca Jonathan Haagensen é fruto da companhia teatral “Nós do Morro”, onde estudou interpretação, canto, cenografia, artes plásticas e dança desde os 15 anos de idade.

Em 2002, ao estrelar o filme brasileiro indicado ao Oscar “Cidade de Deus” com o personagem “Cabeleira”, um dos protagonistas do longa de Fernando Meirelles, Jonathan ganhou reconhecimento internacional e sua carreira no cinema não parou mais.

Devido à musicalidade nata (canta, compõe e toca percussão) e a paixão pelos ritmos brasileiros, formou com colegas de profissão, em 2009, o grupo “Melanina Carioca”. O hit “Deixa Se Envolver”, que ganhou o país depois de virar tema de novela, é de autoria do Melanina Carioca, que em 2015 lançou no mercado fonográfico seu primeiro CD.

O ator se dividiu entre cinema, teatro e televisão ao longo dos seus 20 anos de carreira:

CINEMA
•”Dada” – curta metragem de Duda Vasman.
•”É o bicho” – curta metragem de Silas Andrade
•”Jeito brasileiro de ser português” – curta metragem de Gustavo Mello
•”Palace 2″ – curta metragem de Fernando Meirelles e Kátia Lund
•”Comprometendo a atuação” – curta metragem de Bruno Bini.
•”Cidade de Deus” – longa de Fernando Meirelles.
Prêmios:
-Festival de Cannes de 2002 – seleção oficial
-Bafta de 2003 – Inglaterra
– 24º Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana
– Concorreu ao Oscar em 2004 como melhor filme estrangeiro.
•”Diabo a quatro” – longa de Alice de Andrade
(Ganhou prêmio como melhor ator coadjuvante do festival de Brasilia)
•”Poeta da Vila” – (Cartola, protagonista) – longa de Ricardo Van Stein
•”O passageiro” – longa de Flavio Tambellini
•”Cidade dos Homens” – (2007) longa de Paulo Morelli
•”Embarque Imediato” – (2008) longa de Allan Fiterman
•”Bróder” – (2011) longa de Jeferson De
•”Cidade de Deus – 10 anos depois” (2012) de Luciano Vidigal e Cavi Borges
•”Vai que Cola” o filme (2015) de César Rodrigues
• “Mais Forte que o Mundo – A Historia de José Aldo” o filme de Afonso Poyart

TEATRO
•”Um sonho de Julieta” – Diretora: Luciana Bezerra
•”Criança faz cada coisa” – Diretor: Gutti Fraga
•”Bobagens” – Diretor: Gutti Fraga
•”Juiz de paz na roça” – Diretor: Gutti Fraga
•”É proibido brincar” – Diretor: Gutti Fraga
•”Noites no Vidigal” – Diretor: Fernando Mello da Costa
•”Revolução dos anjos” – Diretor: Gutti Fraga
•”Capitães de areia” – Diretores: Victor Hugo e Amora Pêra.
•”Os Altruístas” – Diretor: Guilherme Weber
•”Machado a 3 X 4″ – Diretor:

TELEVISÃO

  • 2001 e 2005 – Minissérie “Cidade dos Homens” – Rede Globo
    •2002 – Programa “Jovens Tardes” – Rede Globo
    •2003  – Novela “Da Cor do Pecado” – Rede Globo
    •2003 – Seriado “A Diarista” – Rede Globo
    •2007 – Novela “Paraíso Tropical” – Rede Globo
    •2008 – Novela “Os Mutantes” – Rede Record
    •2009 – Novela “Caminhos do Coração” – Rede Record
    •2013 – Seriado “Do Amor” – Multishow
    •2016 – Série “Me chama de Bruna” – canal FOX
    •2018 – Série Rua Augusta – TNT
    •2018 – Série Carcereiros – Rede Globo
    •2018 – Série Pacto de Sangue – Netflix
    • 2018 – Série Ilha de Ferro – Rede Globo

Outros trabalhos de destaque

  • Ensaio de 10 páginas para a Vogue brasileira, com o fotógrafo Bob Wofferson, como destaque e revelação brasileira no cinema daquele ano;

    • Matéria para a VMAGAZINE, clicado por Mario Testino; campanha internacional D&G jeans (logo após o sucesso do longa Cidade de Deus);

    • Garoto propaganda no Brasil da marca americana de streetwear NBA, que lançou sua marca no país no mesmo ano que o “Cidade De Deus” foi indicado ao Oscar como filme estrangeiro;

    • Fotografou como umas das 10 personalidades “que contam a história do Brasil atual”, junto com Andrucha Waddington, Camila Pitanga, Tony Garrido, entre outros, para a revista I.D. americana.

 

SERVIÇO

 

Theatro Municipal Palco Livre e Petrobras convidam Geilson Santos e Jonathan Haagensen para a live Arte de Preto

 

Dia 11 de junho, quinta-feira, Live às 15h

Plataforma virtual: Instagram @theatromunicipalrj

Patrocínio Ouro  Petrobras    

 

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