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Filarmônica MG recebe Vadim Gluzman

Nos dias 5 e 6 de dezembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais volta a se apresentar com o violinista israelense Vadim Gluzman, que interpreta um dos concertos mais profundos do repertório violinístico: Concerto para violino nº 2 em dó sustenido menor, op. 129, de Shostakovich.

A Orquestra ainda executa a Sinfonia nº 2 em dó menor, op. 17, “A Pequena Russa”, de Tchaikovsky; e a Suíte Pastoral, de Chabrier, nos 125 anos de sua morte. A regência é do maestro Fábio Mechetti.

Antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos Concertos Comentados. O palestrante da noite é Werner Silveira, percussionista da Orquestra e curador dos Concertos Comentados. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e contam com o incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

PROGRAMA

Emmanuel Chabrier (França, 1841 – 1894)
Suíte Pastoral (1888)

Dmitri Shostakovich (Rússia, 1906 – 1975)
Concerto para violino nº 2 em dó sustenido menor, op. 129 (1967)

Piotr Ilitch Tchaikovsky (Rússia, 1840 – 1893)
Sinfonia nº 2 em dó menor, op. 17, “A Pequena Russa” (1872, revisão 1879/1880)

 

AS OBRAS

Emmanuel Chabrier (França, 1841 – 1894) – Suíte Pastoral (1888)

Emmanuel Chabrier trabalhou por vinte anos no Ministério do Interior, em Paris, enquanto estudava seriamente piano, harmonia e contraponto com grandes mestres; compunha muito, mas a falta de estudos “oficiais” rendeu-lhe a fama de talentoso compositor diletante. Entre as contradições de sua vida e sua carreira estão o temperamento afável e um mordaz senso de humor; ao mesmo tempo que admirava profundamente Wagner, era um defensor da tradição musical francesa.

Chabrier contava com a amizade de pintores e poetas e era reconhecido por Fauré, César Franck, Debussy e, sobretudo, Ravel. Ainda assim, foi um grande esquecido da música francesa. Na estreia de suas dez Pièces pittoresques, em 1881, César Franck declarou: “acabamos de ouvir algo extraordinário; esta música liga nosso tempo ao de Couperin e Rameau”.

Sob esse aspecto, Chabrier insere-se na tradição dos grandes tecladistas franceses e confirma seu papel de precursor do pianismo de Debussy e Ravel, ambos seus admiradores declarados. Em 1888, Chabrier regeu as orquestrações de três obras de sua autoria, entres elas a Suíte Pastoral. Para formar essa Suíte, ele escolheu as peças de números 6, 7, 4 e 10 das Peças Pitorescas: Idílio, Dança do vilarejo, Na floresta e Scherzo – Valsa.

 

Dmitri Shostakovich (Rússia, 1906 – 1975) – Concerto para violino nº 2 em dó sustenido menor, op. 129 (1967)

O compositor russo Dmitri Shostakovitch dedicou seus dois concertos para violino – op. 77 e op. 129 – ao amigo e compatriota David Oistrakh. Assim como ocorre nas demais obras concertantes de Shostakovich – dois concertos para piano, dois para violino e dois para violoncelo –, a primeira obra é mais brilhante e extrovertida do que a segunda e, consequentemente, mais tocada e conhecida.

Nesses casos, o pessimismo e a introspecção das segundas produções refletem um compositor acossado pela política opressora do regime soviético. Sob os olhos da censura, Shostakovich inseria em sua música significados dissidentes e subversivos, e algumas de suas composições sofreram cortes e proibições.

A mente liberal de Shostakovich era contrária a qualquer forma de opressão; altruísmo e solidariedade refletiram-se em muitas de suas obras. O singular Concerto para violino nº 2 utiliza material folclórico da cantata Stepan Razin, op. 119, que aborda uma revolta popular do século XVII.Menos um concerto tradicional e mais uma sonata acompanhada, no Concerto nº 2 o solista desfia um contínuo monólogo emoldurado pela orquestra. A voz humana, oprimida, sem poder falar, canta através do instrumento.

 

Piotr Ilitch Tchaikovsky (Rússia, 1840 – 1893) – Sinfonia nº 2 em dó menor, op. 17, “A Pequena Russa” (1872, revisão 1879/1880)

Para Tchaikovsky, a sinfonia era, antes de tudo, uma obra confessional, à qual confiava todo o seu mundo interior. Nesse sentido, o universo de suas sinfonias apresenta enorme riqueza e variedade de sentimentos. Nelas, Tchaikovsky brilha principalmente pela intuição do poder expressivo da instrumentação e pela ciência magistral do equilíbrio sonoro de sua orquestra.

Suas peculiaridades nesse domínio manifestam-se em detalhes, como o emprego do registro grave das madeiras ou a especial predileção pela trompa solista. Durante o verão de 1872, na casa de sua irmã Alexandra, em Kamenka (Ucrânia, ou Pequena Rússia), Tchaikovsky começou a composição de sua Segunda Sinfonia. Inspirou-se em melodias da região, o que explica o subtítulo da obra.

Difere consideravelmente das outras sinfonias do compositor, substituindo-lhes o caráter confessional característico pelas alegres impressões de um músico que passeia por aldeias e participa de festas e danças populares. Concebida em quatro movimentos, a Segunda Sinfonia estreou em triunfo em Moscou. Por seus elementos folclóricos, a obra recebeu o apoio imediato dos compositores ligados ao famoso Grupo dos Cinco, de tendência nacionalista.

 

 

SERVIÇO

 

Filarmônica MG recebe violinista israelense Vadim Gluzman

 

Série Allegro: dia 5 de dezembro, quinta-feira, às 20h30
Série Vivace: dia 6 de dezembro, sexta-feira, às 20h30

Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto – BH)

 

Ingressos: R$ 46 (Coro) R$ 52 (Balcão Palco) R$ 52 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Lateral), R$ 96 (Plateia Central), R$ 120 (Balcão Principal), Camarote par (R$ 140).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:
Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto
De terça-feira a sexta-feira, das 12 às 20h.
Aos sábados, das 12 às 18h.
Em quintas e sextas de concerto, das 12 às 22h
Em sábados de concerto, das 12 às 21h.
Em domingos de concerto, das 9 às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

 

 

Fábio Mechetti

 Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

 

Vadim Gluzmanviolino

A mestria artística de Vadim Gluzman dá vida a uma gloriosa tradição violinística dos séculos XIX e XX. O músico israelense já se apresentou com orquestras como as filarmônicas de Berlim, Londres e Israel, a Orquestra de Cleveland e as sinfônicas de Chicago, Boston e Londres. Colabora regularmente com regentes como Christoph von Dohnányi, Tugan Sokhiev, Andrew Davis, Neeme Järvi, Michael Tilson Thomas, Semyon Bychkov e Jukka-Pekka Saraste.

Suas apresentações em festivais incluem os de Tanglewood, Verbier, Ravinia e Lockenhaus, além do Festival de Música de Câmara North Shore em Illinois, fundado em conjunto com sua esposa, a pianista Angela Yoffe. Bastante requisitado por compositores contemporâneos, Gluzman estreou recentemente obras de Sofia Gubaidulina e Elena Firsova. Com extensa discografia, já conquistou prêmios e recomendações das principais publicações da área, como a Diapason, a Gramophone e a Classica.

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, desde então a Filarmônica de Minas Gerais se apresenta regularmente em Belo Horizonte. Em sua sede, a Sala Minas Gerais, realiza 57 concertos de assinatura e 12 projetos especiais. Apresentações em locais abertos acontecem nas turnês estaduais e nas praças da região metropolitana da capital. Em viagens para fora do estado, a Filarmônica leva o nome de Minas ao circuito da música sinfônica. Através do seu site, oferece ao público diversos conteúdos gratuitos sobre o universo orquestral.

O impacto desse projeto artístico, não só no meio cultural, mas também no comércio e na prestação de serviços, gera em torno de 5 mil oportunidades de trabalho direto e indireto a cada ano. Sob a direção artística e regência titular do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra conta, atualmente, com 90 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas do Sul e do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição. Reconhecida com diversos prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, ao encerrar seus 10 primeiros anos de história, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebeu a principal condecoração pública nacional da área da cultura.

Trata-se da Ordem do Mérito Cultural 2018, concedida pelo Ministério da Cultura, a partir de indicações de diversos setores, a realizadores de trabalhos culturais importantes nas áreas de inclusão social, artes, audiovisual e educação. A Orquestra foi agraciada, ainda, com a Ordem de Rio Branco, insígnia diplomática brasileira cujo objetivo é distinguir aqueles cujas ações contribuam para o engrandecimento do país.

O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar a nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com os títulos de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e de Organização Social (OS), um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados.

 

 

 

 

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