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Filarmônica de MG na Sala Minas Gerais

Concerto apresenta obras de Mozart e Mahler

Nos dias 25 e 26 de outubro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Orquestra Filarmônica apresenta árias e aberturas de algumas das mais célebres óperas de Mozart, A flauta mágica e As bodas de Fígaro, além da Quarta Sinfonia de Mahler, que incorpora, em seu último movimento, a canção popular alemã Das himmlische Leben [A vida no Paraíso]. Para dar voz a essa canção e às árias de Mozart, o regente Fábio Mechetti, buscando imprimir lirismo e serenidade a este concerto, convidou a jovem soprano brasileira Camila Titinger, que se apresenta pela primeira vez com a Orquestra.

As confluências entre os dois compositores e a essência das obras propostas: A flauta mágica: Abertura e ária Ach, ich fühl’s; As bodas de Fígaro: Abertura e árias Porgi amor e Dove sono, bem como a Sinfonia nº 4, são temas dos Concertos Comentados, série de palestras que precedem a execução musical, das 19h30 às 20h. O convidado desta semana é o próprio Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, Fábio Mechetti. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Itaú por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

PROGRAMA

Wolfgang Amadeus Mozart (Salzburgo, Áustria, 1756 – Viena, Áustria, 1791)

 A flauta mágica: Abertura e a ária Ach, ich fühl’s (1791)

 Em novembro de 1790, Mozart concordou em colaborar com o amigo Emanuel Schikaneder para a produção de um singspiel, forma dramático-musical tipicamente germânica e que combina, em obras de caráter popular, o diálogo falado e o canto. Nascia assim A flauta mágica, para muitos, a obra máxima do gênero. Schikaneder ficou responsável pelo libreto, cujo enredo, ambientado no Egito exótico, combina elementos de conto de fadas, farsa popular, comédia crítica e alusões finamente disfarçadas à maçonaria. Para essa ópera em que impera a diversidade, Mozart criou personagens, como o passarinheiro Papageno, a Rainha da Noite e Sarastro, o sacerdote. A ária de Pamina – Ach, ich fühl´s – acontece quando a princesa, encontrando Papageno e Tamino, dirige-se a seu amado príncipe, que se afasta sem responder. Pamina, que ignora a interdição de falar, imposta a Tamino pelos sacerdotes, crê que o príncipe não mais a ame. Desolada, canta a triste ária: “Sinto que minha felicidade desapareceu para sempre. Nunca voltareis ao meu coração, horas deliciosas! Vê, Tamino, estas lágrimas correm só por ti, amado. Não vês as ânsias do amor? Somente na morte haverá paz!”.

Wolfgang Amadeus Mozart (Salzburgo, Áustria, 1756 – Viena, Áustria, 1791)

As bodas de Fígaro: Abertura e as árias Porgi amor e Dove sono (1786)

As bodas de Fígaro é a primeira das três colaborações de Mozart com o libretista Lorenzo Da Ponte – as outras duas são Don Giovanni e Così fan tutte. É uma ópera em quatro atos, cuja estreia aconteceu em maio de 1786, no Burgtheater, em Viena, sob regência do compositor. Para escrevê-la, Mozart baseou-se na peça homônima de Beaumarchais, segunda parte da trilogia do autor francês que começa com O barbeiro de Sevilha e termina com A mãe culpada. A trama se passa em um único dia, o do casamento de Fígaro com Susanna. Ambos trabalham e vivem no castelo do Conde de Almaviva que tenta, de todo modo, seduzir a noiva de seu criado antes da cerimônia. A Abertura, entretanto, é independente, ou seja, não traz temas da ópera propriamente dita, mas sim nos antecipa o estado de espírito da obra. Na breve cavatina do 2º ato – Porgi, Amor, qualche ristoro –, a Condessa de Almaviva, percebendo que perde o amor do marido, roga ao Amor algum consolo e que o devolva ou a deixe morrer. Já na grande ária Dove sono, a condessa se queixa: “Onde estão os belos tempos de doçura e de prazer? Para onde foram as juras daqueles lábios mentirosos? Se tudo, para mim, em pranto e dor se transformou, por que a memória daquele bem, em meu peito não se apagou?“. Mantendo embora o caráter geral jocoso do enredo, Mozart não deixa de destacar emoção, beleza e ternura na música que escreve.

Gustav Mahler (Boêmia, atual República Tcheca, 1860 – Viena, Áustria, 1911)

Sinfonia nº 4 em Sol maior (1892/1900, revisão 1901/1910)

Mahler compôs nove sinfonias e diversos esboços para uma décima. Dessas, a Quarta é uma das que possui participação relevante da voz humana. Escrita entre 1892 e 1900, essa obra incorpora, em seu último movimento, a canção popular alemã Das himmlische Leben (A vida no Paraíso), que também já havia sido citada por Mahler na Sinfonia nº 3, ainda que de maneira menos incisiva. Cantado por uma voz de soprano, o texto descreve a visão de uma criança sobre o Paraíso. Nem assim, contudo, Mahler abandona os contrastes que prefiguram essencialmente sua linguagem, marcados pela melancolia e por uma angústia insolúvel. Com isso, os versos que descrevem a festa preparada para os justos no Céu remetem também ao sacrifício da ovelha inocente. A partir de tal ideia, a canção fornece o mote musical e ideológico para todos os movimentos da Sinfonia nº 4, ainda que apenas no último ela seja apresentada integralmente, transcendendo, assim, a proposição clássica da elaboração temática. Esses e outros aspectos mostram com clareza a posição limiar que Mahler ocupa na evolução da linguagem musical do Ocidente, na virada do século XIX para o XX, angustiada entre uma era que expira e outra que nasce.

 

Fábio Mechetti – maestro

Fábio Mechetti

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fábio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras. Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

 

Camila Titinger, soprano

Camila Titinger

A jovem soprano Camila Titinger vem construindo sua carreira nos principais palcos de ópera do Brasil com papéis importantes em obras de Mozart, Bizet e Golijov. Nos últimos anos, venceu prêmios no Concurso Brasileiro de Canto Lírico Maracanto, no Maranhão, e no Concurso de Ópera Maria Callas, em Jacareí (SP), além de ter sido finalista na competição internacional Neue Stimmen em 2013 e 2015, na Alemanha. Em 2016, Titinger foi convidada para cantar na abertura do Festival de Bregenz, na Áustria, com a Orquestra Sinfônica de Viena. No mesmo ano, fez sua estreia na França interpretando a Contessa di Almaviva da ópera As bodas de Fígaro, de Mozart. Atualmente, Titinger estuda canto com a soprano Eliane Coelho, um dos nomes mais importantes da música lírica brasileira.

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez seu primeiro concerto em 2008, há dez anos. Diante de seu compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal, a Filarmônica chega a 2018 como um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, a nossa Orquestra, como é carinhosamente chamada pelo público, inicia sua segunda década com a mesma capacidade inaugural de sonhar, de projetar e executar programas valiosos para a comunidade e sua conexão com o mundo.

 

 

SERVIÇO

 

Série Presto – Sala Minas Gerais

Dia 25 de outubro, às 20h30

 

 Série Veloce – Sala Minas Gerais

Dia 26 de outubro, às 20h30

 

Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto)

Ingressos:  R$ 44 (Coro) R$ 50 (Balcão Palco) R$ 50 (Mezanino), R$ 68 (Balcão Lateral), R$ 92 (Plateia Central) e R$ 116 (Balcão Principal).

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto
De terça-feira a sexta-feira, das 12 às 20h.
Aos sábados, das 12 às 18h.
Em quintas e sextas de concerto, das 12 às 22h
Em sábados de concerto, das 12 às 21h.
Em domingos de concerto, das 9 às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

 

 

 

 

 

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