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Filarmônica de MG e concerto de Tchaikovsky

Daniel Guedes substitui Sasha Rozhdestvensky e toca obra de Tchaikovsky em Belo Horizonte.

 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais precisou fazer uma substituição de última hora para seus concertos de 6 e 7 de junho. O violinista brasileiro Daniel Guedes é o solista no lugar do violinista russo Sasha Rozhdestvensky. Na segunda-feira, dia 3 de julho, o músico comunicou à orquestra que está com fortes dores nos ombros e que, por isso, foi aconselhado pelo médico a não viajar para Belo Horizonte.

Premiado em vários concursos e com seu talento reconhecido no Brasil e no exterior, Daniel aceitou o compromisso e pela primeira vez se apresentará com a Filarmônica de Minas Gerais para interpretar o Concerto para violino, de Tchaikovsky.

O repertório das duas noites continua o mesmo e traz duas visões do mito de Orfeu, exploradas pelo romantismo de Liszt e pela contemporaneidade de Stravinsky, além da peça de Tchaikovsky. A regência é do maestro Fabio Mechetti.

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público pode participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. Os dois encontros têm como palestrante a bailarina, historiadora da Dança e professora do Corpo Escola de Dança, Regina Amaral. A bailarina explora a riqueza das duas narrativas de Orfeu: o balé Orfeu, de Stravinsky, e o poema sinfônico inspirado pelo mesmo mito, de Liszt.

 

Daniel Guedes

Um dos mais importantes músicos brasileiros de sua geração, Daniel Guedes vem se destacando como violinista, violista e regente. Iniciou seus estudos de violino aos 7 anos com seu pai e logo ingressou no Conservatório Brasileiro de Música. Estudou com Detlef Hahn, na Guildhall School of Music, em Londres e, mais tarde, obteve bacharelado e mestrado na Manhattan School of Music de Nova York, no Pinchas Zukerman Performance Program. Estudou música de câmara com Sylvia Rosenberg, Isidore Cohen e Arnold Steinhardt; na regência, seus estudos foram realizados com Glen Cortese, Pinchas Zukerman e Mika Eichenholz.

Venceu os concursos Jovens Concertistas Brasileiros (1991), Bergen Philharmonic Competition (1998) e Waldo Mayo Memorial Award (2000), sendo que este último lhe valeu um concerto no Carnegie Hall, em Nova York. Apresentou-se também no Canadá, Inglaterra, Noruega, Itália, Alemanha e em diversos países da América do Sul. O músico esteve na maioria dos palcos e festivais do Brasil e tem sido solista com as principais orquestras do país. Suas gravações contemplam diversos álbuns com obras de Villa-Lobos, Lorenzo Fernandez, Flausino do Vale, Nelson Macêdo, Alceo Bocchino, Piazzolla, Beethoven e autores contemporâneos brasileiros. Daniel é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e leciona em diversos festivais. É professor máster do Projeto Música nas Escolas, em Barra Mansa, RJ.

 

REPERTÓRIO:

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) e a obra Concerto para violino em ré maior, Op. 35
Em 1878, aos 37 anos, após desastrada união com sua aluna Antonina Miliukova, Tchaikovsky se refugia no balneário suíço de Clarens, onde, em seis meses, compõe três importantes obras: a Sinfonia n. 4, a ópera Eugene Onegin e o Concerto para violino e orquestra. Naquele período, recebe a visita do ex-aluno e violinista Yosif Kotek, que lhe garante a assessoria técnica necessária à construção do Concerto, considerado pelos críticos, ainda hoje, um dos mais belos e difíceis jamais escritos para o violino. Composta ao longo de um mês, a peça é dividida em três movimentos: Cialis Professional cheap Allegro moderato, Canzonetta (Andante) e Finale ( online Allegro vivacissimo). Sua versão definitiva, dedicada ao violinista Adolph Brodsky, estreia em Viena, no dia 4 de dezembro de 1881, sob regência do célebre Hans Richter.

Cheap order glucotrol onset Buy Franz Liszt (1811-1886) e a obra Orfeu
Liszt compôs 13 poemas sinfônicos, dos quais há quatro caracterizados como esboços de personagens: Tasso, Prometeu, Mazeppa e Orfeu. Tais peças apresentam, como diferencial, programas desvinculados de esquema narrativo linear e com interpretação de aspectos psicológicos, sociais, morais ou éticos das personagens literárias ou mitológicas. O Orfeu de Liszt estreou em Weimar, em fevereiro de 1854, conduzido pelo próprio compositor. Na peça, é notável a instrumentação, que evoca, abertamente, o mito de Orfeu. Na estrutura, o músico optou pela forma sonata, que trabalha com bastante liberdade. Quanto ao caráter, a peça surpreende por ser contemplativa e por conter cromatismos sutis que lembram trechos de futuras composições de Wagner. Ainda romântico, o Liszt de order doxycycline Orfeu antecipa a estética que, anos mais trade, transformaria o caminho da música no Ocidente.

Igor Stravinsky (1882-1971) e a obra Orfeu – Balé em três cenas
A obra de Stravinsky se divide em três grandes períodos: a fase russa, de 1907 a 1919; a neoclássica, de 1920 a 1954; e a serial, de 1954 a 1968. Viagra Jelly cheapest Orfeu pertence à segunda, quando suas composições seguem fundamentais para a formação de uma nova consciência para a mentalidade musical da época. Na peça, percebe-se um músico já engajado em tendências estéticas diferentes das de sua Sagração da Primavera, ligada à primeira fase. A música de Orfeu foi encomendada pelo coreógrafo George Balanchine, para sua recém-fundada companhia de dança. O balé estreou em Nova York, sob regência do próprio Stravinsky, em abril de 1948. O que se vê na obra é liberdade tanto para uso da dissonância quanto de sonoridades consonantes. Ainda que abordando um tema do passado, o Stravinsky neoclássico de Orfeu não abre mão das conquistas de sua própria obra e segue sendo um compositor da modernidade.

 

Foto: Daniel Ebendinger

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

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Fabio Mechetti, regência

 

6 e 7 de julho, quinta e sexta-feira, às 20h30

Buy Sala Minas Gerais (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 105 (balcão principal), R$ 85 (plateia central), R$ 62 (balcão lateral), R$ 50 (mezanino) e R$ 40 (balcão palco e coro), com meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

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