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Festival MBC

MBC é o signo visível de um movimento, o sinal tangível do que talvez represente o último grande tesouro cultural do Brasil a ser descoberto.

SERVIÇO

 

Sala Baden Powell
Av. Nª Sª de Copacabana, 360 (metrô Arcoverde).
Telefones: (21) 2255-1067 / 2255-1366

Dias 06, 13 e 20 de abril, sempre às 17h.

Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada).

 

 

Caros Amigos, este Festival MBC – Música Brasileira de Concerto – é mais um ramo jovem de uma árvore que há de crescer robusta e frondosa, nascida de uma semente plantada há quase três décadas aqui no Rio de Janeiro. Em formato de um camerístico, porém significativo painel da expressão musical que ainda segue desconhecida da quase totalidade dos brasileiros, o Festival MBC oferecerá, através da Orquestra Bachiana Brasileira e do Primus Trio, três concertos com obras de grandes compositores nacionais que vão de Carlos Gomes, no final do século 19, a Dimitri Cervo e Diogo Pereira nos dias de hoje.


Mas o que significa a marca MBC?

MBC é o signo visível de um movimento, o sinal tangível do que talvez represente o último grande tesouro cultural do Brasil a ser descoberto, pesquisado de forma unificada e abrangente em nível nacional e tornado objeto de uma política pública não só nacional, mas principalmente internacional, na medida em que representa, hoje, a única expressão de sua Cultura capaz de mudar de maneira efetiva a imagem de nosso país no exterior, onde é refém de toda sorte de estereótipos, sejam eles positivos ou negativos.

E se falamos sobre música brasileira, aqui e no exterior, é sobre música popular brasileira e sua vendita confidor online marca MPB que nossa conversa transcorrerá, este belo patrimônio musical que veio sendo criado há pouco mais de cem anos, já conhecido e reconhecido nacional e internacionalmente.

Contudo, o que dizer de uma literatura que vem sendo escrita há mais de trezentos anos por brasileiros a partir do início do século XVII, a qual deu à luz os maiores expoentes musicais das Três Américas nos séculos 18, 19 e 20, respectivamente, Pe. José Maurício N. Garcia, Carlos Gomes e Villa-Lobos, assim como a Alberto Nepomuceno, Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, Cláudio Santoro, Guerra-Peixe, de quem ora comemoramos o centenário de nascimento, Almeida Prado e tantos outros que já nos deixaram, sem falar nos vivos, como Marlos Nobre, Sérgio Vasconcelos Correa, Edino Krieger, Ronaldo Miranda, Ricardo Tacuchian, João Guilherme Ripper, Nikolai Brucher e uma infinidade de outros excelentes criadores das anteriores ou das novas gerações?

Muito deste imenso patrimônio espiritual, que espelha o que de melhor possui a alma de nosso povo, vem se perdendo, vítima do anonimato e do descaso. Encontra-se nos manuscritos que estão se deteriorando pelo tempo, pela umidade, pelo apagamento das tintas utilizadas na escrita, manuseio irresponsável e, no caso dos contemporâneos, por um desconhecimento geral de sua existência, o que leva o todo da literatura, antiga e atual, a padecer pela falta de investimentos em pesquisa, restaurações, revisões e, principalmente, edições, execuções públicas e registros fonográficos.  Faltam-lhe os canais da mídia – um marketing cultural eficiente para “descobrir” Buy o véu que paira sobre ele.

Este monumento precisa ser levado para os cinco continentes para a produção de um ‘boom’ internacional tão grande ou maior que foi o da literatura latino-americana quando Pablo Neruda ganhou o Prêmio Nobel, atraindo Garcia Márquez, da Colômbia, Jorge Luis Borges, da Argentina e Jorge Amado, do Brasil, o qual, por sua vez, puxou inúmeros escritores nacionais, de Machado de Assis aos nossos mais jovens, a maioria hoje traduzidos em mais de 70, 80 línguas.

Nossa MBC tem força para dar fôlego ao repertório batido de orquestras do mundo inteiro, que ficam rodando seus programas de Haydn, Mozart e Beethoven a Stravinsky, Bártok e Prokoviev; tem força para resgatar a falida indústria fonográfica, que não tem mais porque gravar as grandes obras do Ocidente, quando suas grandes  versões já foram realizadas e podem ser  baixadas gratuitamente pelo You Tube!

É notório que, de algumas décadas para cá, esforços heroicos em prol do resgate e da difusão desta literatura vêm sendo feitos, tanto na  execução, como também nas pesquisas e restaurações de nossa música colonial, com  esforços de resgate, reparos e registro informatizado de partituras  antigas, além de algumas poucas iniciativas para a difusão e mostra desta música brasileira, como as revistas de música e os raros programas de rádio e TV.

Entretanto, todos estes esforços e iniciativas têm se mostrado insuficientes para retirar a música que fazemos do anonimato e da marginalidade a que estamos submetidos. É preciso mais do que isto, mais do que esforços isolados e desarticulados para descobrir o véu que nos cobre e nos torna invisíveis ou, no mínimo, ilegíveis por nossa contemporaneidade global.

Precisamos é de um movimento, articulado o suficiente para trazer à tona e ao conhecimento geral a existência desta literatura, pois que até eminentes representantes de nossa intelectualidade desconhecem-na, conferindo à MPB status online exclusivo  da expressão musical brasileira.

No ‘manifesto’ publicado na série http://www.ghlpropertyfinder.com/?p=13822 “Selo Musical” no Centro Cultural Correios em 2003, defendemos que a criação de uma marca que oferecesse um rosto para o conjunto deste secular acervo, poderia representar um primeiro passo sermos vistos sob uma forma que nos daria identidade e legibilidade no mercado global.

Com o sucesso desta estratégia de comunicação e nossa arte tornada uma ‘moda cult’,  uma  vez  passada a maré do tal modismo restariam, na ‘praia’, gravações, programas de televisão, pesquisas, edições, livros, artigos, inúmeros concertos apresentados dentro e fora do país, incluídas aí as turnês dedicadas à difusão de nossa música e, por fim, a criação de muitas obras novas, escritas durante a fase.

Portanto, estamos convencidos de que a marca MBC, ou Música Brasileira de Concerto Cheap , tem forças para, simbolicamente, dar-nos a identidade de que esta literatura vem necessitando para ser descoberta e reconhecida por todos, em nível global.

Com isso, se o movimento proposto precisava de um nome, ele já o tem: MBC, por que não é só através da MPB que o Brasil se expressa musicalmente!

Ricardo Rocha, Rio, 1997-2014 Cheap

Com patrocínio do Ministério da Cultura (lei Rouanet) e da FINEP, este Festival MBC é mais um ramo de uma árvore plantada há quase 30 anos aqui no Rio de Janeiro. Em formato de um camerístico, porém significativo, painel da expressão musical que ainda segue desconhecida pela quase totalidade dos brasileiros, o Festival MBC oferecerá, através da Orquestra Bachiana Brasileira e do Primus Trio, três concertos com obras de grandes compositores nacionais do final do século 19 aos dias de hoje: Alexandre Schubert, Breno Blauth, Carlos Gomes, Clóvis Pereira, Dimitri Cervo, Diogo Pereira, Ernst Mahle, Francisco Mignone, Guerra-Peixe, Henrique de Curitiba, Liduino Pitombeira, Marcelo Rauta, Osvaldo Lacerda e Villa-Lobos.

 

PROGRAMA

 

Dia 6/04, domingo, 17h.
Orquestra da Cia. Bachiana Brasileira

Obras de Carlos Gomes, Diogo Pereira, Heitor Villa-Lobos e Clóvis Pereira
– Solistas: Ariane Petri, fagote; Pills Clóvis Pereira, violino
– D
ireção e regência de Ricardo Rocha

 

Dia 13/04, domingo, 17h.
Orquestra da Cia. Bachiana Brasileira

Obras de Guerra-Peixe, Osvaldo Lacerda, Dimitri Cervo, Henrique de Curitiba e Breno Blauth
– Solistas: Ana de Oliveira, violino; Marcelo Bomfim, flauta; Jorge Postel-Pavisic, oboé
– D
ireção e regência de Ricardo Rocha

– Dia 20/04, domingo, 17h.
Primus Trio: Cláudia Nascimento, flauta; Emília Valova, violoncelo; Tamara Ujakova, buspar without prescription piano.

Obras de Alexandre Schubert, Ernst Mahle, Francisco Mignone, Liduino Pitombeira, Marcelo Rauta, e Villa-Lobos

 

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