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Festival de Música Erudita do Espírito Santo

Quem já sentiu arrepios ao ouvir a sua música favorita ou se encantou com uma canção de amor? A música tem o poder de emocionar e transformar a vida das pessoas. Prova disso, é um mercado cada vez mais amplo e acessível para os mais diversos públicos. A sétima edição do Festival de Música Erudita do Espírito Santo está chegando! A partir do dia 8 de novembro a vasta programação vai ocupar o Centro Cultural SESC Glória e o Palácio Sônia Cabral, ambos no Centro de Vitória, com uma programação rica em diversidade de temas e muita emoção.

Os capixabas e turistas poderão conferir, até 30 de novembro, obras de grande repercussão internacional como as óperas Carmen e o Barbeiro de Sevilha assim como um concerto especial em homenagem aos 250 anos de nascimento de Beethoven além de diversos outros espetáculos como o “Quinteto de Sopros” e “De Amores e Versos” que leva ao palco música e poesia. O festival já é considerado um dos maiores do gênero em todo o país e, em 2019, homenageia o maestro Sílvio Barbato (in memoriam) e a homenagem capixaba a Micaela Berger. Serão 8 concertos e duas óperas, totalizando 10 espetáculos em 22 apresentações.

Além do foco no público, o evento busca também ampliar o mercado de trabalho para os mais diversos artistas e profissionais do setor, seja nas áreas musical e cênica, seja na área das artes visuais. O festival terá integrado as atividades: Projeto Acadêmico – Ópera-Cional; Projeto Sociocultural – Vale Música; Oficinas de canto; debates e encontros com pesquisadores, críticos brasileiros de óperas/concertos, realizadores e o público; Concertos Itinerantes.

A realização do festival é da Cia de Ópera do Espírito Santo (Coes), Ministério da Cidadania e ArcelorMittal Tubarão, com a direção geral de Tarcísio Santório, direção Artística da cantora lírica Natércia Lopes e consultoria musical do pianista Fábio Bezuti.

Outras informações: www.festivaldemusicaerudita.com.br

 

PROGRAMAÇÃO  OFICIAL 

Dias 08 de novembro, às 20h e 10 de novembro, às 18h

ÓPERA CARMEN – GEORGE BIZET
Luciana Bueno, Carmen | Fernando Portari, Don José | Gabriela Pace, Micaëla | Homero Velho, Escamilo | Chiara Santoro, Frasquita | Priscila Aquino, Mercédès | Arifer Gomes, Remendado | Willian Donizetti, Dancaïre | Flávio Lauria, Moralès | Alessandro Santana, Zúñiga | Ernesto Charpinel, Lillas Pastia | Erika Pinto e Rodrigo Moraes, Passantes | Coro Lírico da COES | Coro Infantil – Coral Show | Orquestra Sinfônica da COES | Corpo de Baile da COES | Gabriel Rhein-Schirato, Regente | Menelick de Carvalho, Diretor Cênico.
Local: Centro Cultural SESC Glória
Classificação: 16 anos. Entrada Franca

 

Dias 13 e 14 de novembro, às 20h

CONCERTOS OSES: ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESPÍRITO SANTO
ABERTURA DO ANO BEETHOVEN – 250 ANOS DE NASCIMENTO
NONA SINFONIA “CORAL”
Joyce Martins, soprano | Ana Lúcia Benedetti, mezzosoprano | Daniel Umbelino, tenor | Leonardo Neiva, barítono | Coro Sinfônico da FAMES e Coro VOX Victoria | Orquestra Sinfônica do Espírito Santo | Helder Trefzger, Regente
Local: Centro Cultural SESC Glória
Classificação: Livre
Ingressos: R$5,00 (meia)

Dia 15 de novembro, às 20h

GALA LÍRICA
Paulo Mandarino, tenor | Ana Lúcia Benedetti, mezzosoprano | André dos Santos, piano
Local: Palácio Sônia Cabral
Classificação: 10 anos. Entrada Franca

Dia 16 de novembro, às 20h

DE AMORES E VERSOS
Maristela Araújo, soprano | Renato Gonçalves, tenor | Alessandro Santana, baixo-barítono |  Janne Gonçalves, piano | Conceição Milanez, narração e autoria dos poemas | Marcelo, cenografia
Local: Palácio Sônia Cabral
Classificação: 10 anos. Entrada Franca

Dia 17 de novembro, às 18h

T’RIO
Fernando Thebaldi, viola | Cristiano Alves, clarinete | Yuka Shimizu, piano
Local: Palácio Sônia Cabral
Classificação: 10 anos. Entrada Franca

Dia 21 de novembro, às 20h

CONCERTO SOCIAL
Orquestra Jovem Vale Música | Lucas Anísio, Regente
Local: Palácio Sônia Cabral
Classificação: Livre. Entrada Gratuita

Dia 22 de novembro, às 20h

DUO LUCATELLE-BARTOLONI
Fábio Bartoloni, violão |Daniela Lucatelle, piano
Local: Palácio Sônia Cabral. Classificação: 10 anos

Dia 23 de novembro, às 20h

CONCERTO CORALÍSTICO ARCELORMITTAL
Coral ArcelorMittal Tubarão | Adolfo Alves e Wilson Olmo, regentes | Elenísio Rodrigues Jr, piano
Local: Palácio Sônia Cabral
Classificação: 10 anos
Entrada Franca

Dia 24 de novembro, às 10h

PROJETO DE FORMAÇÃO ÓPERA-CIONAL
Mesa Redonda
André Heller-Lopes, Diretor Artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro | Luza Carvalho,  Figurinista e Especialista em Economia Criativa | Anderson Bueno, Visagista de Óperas e Musicais | Tarcísio Santório, Mediador
Local: Palácio Sônia Cabral
Classificação: 16 anos
Entrada Franca com inscrição antecipada

De 25 a 29 de novembro, das 09 às 18h30

PROJETO DE FORMAÇÃO ÓPERA-CIONAL
Cursos: Luza Carvalho (ES) – Figurinista e Especialista em Economia Criativa, Anderson Bueno (SP) – Visagista de Óperas e Musicais, Divina Lujan (RJ) – Peruqueira do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Manoel Prôa (RJ) – aderecista de Ópera e Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Locais: Auditório SENAC – Vitória e Espaço CHIC – Serra
Classificação: 16 anos
Entrada Franca com inscrição antecipada

Dia 29 de novembro, às 18h30
QUINTETO DE SOPROS CAPIXABA
Luiza Braga, flauta | Jonathan Yoshikawa, oboé | Eduardo Gonçalves, clarinete | Deyvissom Vasconcelos, fagote | Ricardo Lepre, trompa
Local: Catedral Metropolitana de Vitória
Classificação: Livre. Entrada Gratuita

Dias 28 e 29 de novembro, às 14h – Dia 30 de novembro, às 14h e às 20h

ÓPERA O BARBEIRO DE SEVILHA – GIOACHINO ROSSINI (em português)
Janette Dornellas, Rosina | Daniel Menezes, Conde de Almaviva | | Philipe Moura, Bartolo | Alessandro Santana, Basílio |  Willian Donizetti, Fígaro | Maristela Araújo, Berta | Lucas Sena, Hemerick Xavier e Vinícius Marques, Trio de Câmara da COES | Cláudio Modesto, maestro/preparador vocal trio | Orquestra de Câmara da COES | Fábio Bezuti, regente | Janette Dornellas, direção cênica
Local: Palácio Sônia Cabral (dias 28 e 29 de novembro de 2019 exclusivo para cianças e adolescentes da rede pública de ensino).
Classificação: Livre. Entrada Franca

 

 

Sílvio Barbato – homenageado

Sílvio Barbato

Sílvio Barbato estudou composição e regência com Cláudio Santoro. Em 1984, recebeu o diploma de mérito na Accademia Musicale Chigiana de Siena. No Conservatório Giuseppe Verdi, em Milão, recebeu o Diploma de Alta Composição na classe de Azio Corghi, e foi homenageado com a Medalha de ouro em Alta Composição – tendo sido o único brasileiro depois de Carlos Gomes a receber tal honraria.

Ainda na Itália frequentou a classe de Franco Ferrara, colaborando com o maestro Romano Gandolfi no Teatro Alla Scala. Em Chicago, obteve seu PhD em Ópera Italiana sob a orientação de Philip Gossett. Em 1985, foi contatado para ser Assessor Musical no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e regeu a primeira ópera, “Tosca”, com apenas 25 anos. Em 1996, no centenário de Carlos Gomes, a convite de Plácido Domingo, foi o curador da ópera “O Guarani”, que abriu a temporada da Washington Opera. A versão foi aquela do 1870, nunca mais apresentada desde a sua “prima” no Teatro alla Scala de Milão.

Em 2001, foi premiado com o “Grande Prêmio Cinema Brasil” por seu trabalho como diretor musical do filme “Villa Lobos, Uma Vida de Paixão”, na categoria de melhor trilha musical. Pelo trabalho que foi realizando na área cultural, em 2002 Sílvio Barbato recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República e foi promovido ao grau de Comendador da Ordem de Rio Branco.

O balé “Terra Brasilis”, composto pelo maestro, teve sua estreia mundial em 30 de setembro de 2003, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com coreografia de Antônio Gaspar, com o Ballet e a Orquestra Sinfônica Ópera Brasil, sob a regência do compositor e a direção geral de Fernando Bicudo. O balé foi apresentado também no Teatro Massimo Bellini de Catânia , na Itália, em 2005. Nesse histórico teatro siciliano é que foram esgotadas as lotações de suas nove últimas apresentações, com o Ballet Ópera Brasil e a Orquestra do Teatro Massimo Bellini, sob a regência do próprio Barbato.

Em 2006, regeu a primeira audição européia da ópera Colombo, poema coral sinfônico em quatro partes de Albino Falanca, música de Antônio Carlos Gomes, no Teatro Massimo Bellini em Catânia, Itália. Pela ocasião, foi realizado um álbum pela “Edizioni musicali Bongiovanni” de Bologna. Sempre no mesmo ano recebeu o encargo de orquestrar o concerto que fechou o ano Mozartiano, no famoso Teatro Olímpico de Vicenza. Desde 2006, Barbato era Diretor Musical da Sala Palestrina do Palazzo Pamphilj, sede da embaixada brasileira em Roma e lugar sagrado da música de concerto em Roma.

Em maio de 2008, em Brasília, regeu a Orquestra Camerata Brasil, formada por ele, no concerto “Tributo a Pavarotti”, com a participação de Luciana Tavares, Thiago Arancam, Andreas Kisser e Fernanda Abreu. Em novembro, estreou sua segunda ópera, “Carlos Chagas”, em versão pocket, na Sala Palestrina, com a presença de membros da Pontificia Accademia delle Scienze e de oito laureados com o prêmio Nobel.

Nos últimos anos, Barbato dedicava-se muito à composição, tendo estreado duas óperas: “O Cientista”, baseada na vida de Oswaldo Cruz, sob a direção do Maestro Eduardo Álvares, e “Chagas”, sobre a vida de Carlos Chagas Filho. Estava elaborando sua terceira ópera, sobre Simon Bolívar. Na Itália regeu em Roma, Catania, Spoleto, San Remo, Palermo, Vicenza, Lecce.

Entre os artistas internacionais com quem trabalhou, destacam-se: Aprile Millo, Montserrat Caballé, Plácido Domingo, Roberto Alagna e Angela Gheorghiu. Barbato foi Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro por duas vezes, de 1989 a 1992 e de 1999 a 2006.

Quando de seu falecimento, era Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Diretor Artístico do Teatro Nacional Cláudio Santoro em Brasília e Diretor Musical da Sala Palestrina, em Roma. O maestro desapareceu tragicamente no dia 1º de junho de 2009, durante o voo 447 da Air France, quando estava a caminho de Kiev, Ucrânia (com conexão em Paris), onde iria fazer uma palestra sobre música russa e música brasileira e apresentar sua ópera “Carlos Chagas” em versão integral.

Micaela Barbara Lhotzky Berger – homenageada

Micaela Barbara Lhotzky Berger

Instrumentista, arranjadora e compositora, a trajetória de Micaela Barbara Lhotzky Berger se destaca pela importante contribuição à música. De origem luterana, nos mais de 40 anos dedicados à atividade musical, compôs dezenas de arranjos para corais e trombonistas.

Micaela toca violino, piano e órgão de tubo e tem formação em música sacra. Além da contribuição à música religiosa, também foi violinista da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo por 28 anos. Possui mais de cem peças já publicadas e outras dezenas para serem compiladas.

 

 

Companhia de Ópera do Espírito Santo – COES

A Companhia de Ópera do Espírito Santo, também designada pela sigla COES, é uma associação sem fins lucrativos fundada em 10 de janeiro de 2011 pelo Diretor Presidente Tarcísio Santório. O projeto da Companhia foi elaborado e concretizado a partir de resultados de pesquisas acadêmicas e estudos sobre o mercado de trabalho de artistas e técnicos do campo da cultura formados ou residentes no Espírito Santo. A diretoria atual é composta pelo presidente Tarcísio Santório, a superintendente, Júlia Sodré e a diretora executiva, Natércia Lopes.

A COES tem como principal objetivo  atuar na área de gestão cultural visando a democratização da cultura através da criação, divulgação, produção, difusão e preservação de projetos culturais.  Além disso, tem como objetivo fortalecer as várias linguagens culturais assim como conscientizar artistas, produtores, gestores públicos, agentes culturais e a comunidade da importância da cultura operística como possibilidade de desenvolvimento humano, cultural e econômico.

 

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