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Festa musical de aniversA?rio

Sob a batuta de Fabio Mechetti, FilarmA?nica de MG e violinista Philippe Quint (na foto) Cheap interpretam peA�as de Stamitz, GrofA�, Mignone e Barber.

 

Nos dias 23 e 24 de marA�o, A�s 20h30, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, a Orquestra FilarmA?nica de Minas Gerais celebra trA?s importantes aniversA?rios: 300 anos de Johann Stamitz, por meio da Cheap Sinfonia pastoral em rA� maior, Op. 4, n. 2; 125 anos de Ferde GrofA�, com sua SuA�te Grand Canyon; e 120 anos de Francisco Mignone, com a Sinfonia tropical. Sob regA?ncia do maestro Fabio Mechetti, o violinista russo Philippe Quint retorna a Belo Horizonte para interpretar o Concerto para violino, Op. 14, de Samuel Barber.

Antes das apresentaA�A�es, das 19h30 A�s 20h, o pA?blico poderA? participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertA?rio. Na celebraA�A?o dos 120 anos de Francisco Mignone, o pianista e professor Paulo SA�rgio Malheiros dos Santos Pills compartilha conosco a sua visA?o sobre a Sinfonia tropical.

 

O repertA?rio

Johann Stamitz (BoA?mia, atual RepA?blica Tcheca, 1717 a�� Alemanha, 1757) e a obra Sinfonia pastoral em rA� maior, Op. 4, n. 2 (1754)
Integrante da primeira geraA�A?o de grandes sinfonistas do inA�cio do perA�odo ClA?ssico, na primeira metade do sA�culo 18, Johann Stamitz foi excelente compositor, exA�mio violinista e renomado professor de mA?sica. TambA�m ganhou reconhecimento por enriquecer o gA?nero sinfA?nico com a adaptaA�A?o das qualidades da Abertura de A?pera italiana. AlA�m disso, A� um dos responsA?veis pela fixaA�A?o da estrutura da sinfonia em quatro movimentos: rA?pido, lento, minueto e, novamente, rA?pido. Como Konzertmeister em Mannheim, foi responsA?vel pelo renome adquirido pela orquestra daquela corte. A� maneira de outras obras pastorais sacras e profanas dos sA�culos 18 e 19, a Sinfonia pastoral apresenta elementos comuns da A�poca, capazes de evocar a vida no campo. A atmosfera se revela leve, com melodias vocais, harmonia simples, danA�as camponesas e chamados das trompas que lembram pastores ao longe. A perfeiA�A?o e o requinte de suas obras fizeram de Stamitz um dos maiores sinfonistas de seu tempo.

Samuel Barber (Estados Unidos, 1910-1981) e a obra Concerto para violino, Op. 14 (1939/1940, revisA?o 1949)
Nascido em West Chester, na PensilvA?nia, Samuel Barber era filho de um mA�dico e de uma pianista, teve educaA�A?o sA?lida e comeA�ou a compor ainda crianA�a. A partir dos 14 anos, no Curtis Institute of Music, estudou canto, piano, composiA�A?o, e, posteriormente, regA?ncia, com Fritz Reiner. Ao longo da carreira, compA?s canA�A�es, mA?sica para piano, A?peras, obras sinfA?nicas e de cA?mara. Barber pertence a uma vertente mais tradicional e conservadora na mA?sica sinfA?nica norte-americana; junto a George Gershwin e Aaron Copland, forma o trio de compositores mais populares dos EUA. Escrito em 1939, na SuA�A�a, o Concerto para violino, Op. 14A�estreou, na temporada 1939/1940, com a Orquestra SinfA?nica do Curtis Institute, sob regA?ncia de Reiner, e tendo como solista o violinista Herbert Baumel. A obra de Barber tornou-se um dos concertos mais executados do repertA?rio sinfA?nico do sA�culo 20.

Purchase Francisco Mignone (Brasil, 1897-1986) e a obra Sinfonia tropical (1958)
Filho de imigrantes italianos, Francisco Mignone teve as primeiras liA�A�es de mA?sica com o pai, AlfA�rio, flautista da Orquestra Municipal de SA?o Paulo. Em 1920, recebeu bolsa de estudos e viajou para a Europa, onde se inicia a primeira fase de sua trajetA?ria. Na ItA?lia, estudou composiA�A?o com Vincenzo Ferroni e compA?s inA?meras peA�as, inclusive duas A?peras. De volta ao Brasil, tornou-se professor de harmonia do ConservatA?rio DramA?tico e Musical de SA?o Paulo e amigo do escritor MA?rio de Andrade. Sob influA?ncia do poeta paulistano, inicia-se a segunda fase do compositor, de cunho nacionalista. Tal etapa se encerrou nos anos 1960, quando Mignone lanA�ou-se aos exercA�cios de experimentaA�A?o livre. Em seguida, Mignone passou uma longa fase de sua vida no Rio de Janeiro, como diretor do Teatro Municipal e da RA?dio MEC, e professor da Escola Nacional de MA?sica. Estrutura em movimento A?nico, a Sinfonia tropical Order estA? ligada ao final da chamada fase nacionalista do compositor. A obra se desenvolve em quadros curtos, quase como uma fantasia, com coloridos singulares e atmosferas contrastantes. A temA?tica brasileira, de carA?ter nordestino, aparece no tema principal e entre as diversas seA�A�es.

lisinopril online no prescription Ferde GrofA� (Estados Unidos, 1892-1972) e a obra SuA�te Grand Canyon (1931)
A� maneira de Aaron Copland, George Antheil e Henry Cowell, Ferde GrofA� seria arrebatado pela onda patriA?tica norte-americana dos anos 1930 e 1940, resultante de preocupaA�A�es sociais e de temores quanto aos princA�pios democrA?ticos nos cenA?rios da DepressA?o e da Segunda Guerra Mundial. A� A�poca, um novo mercado se abre a compositores, atA� entA?o, negligenciados: orquestras, regentes, companhias de filmes, balA�s, estaA�A�es de rA?dio e patrocinadores buscavam obras capazes de evocar a paisagem dos EUA e de se comunicarem com as massas. Em tal perA�odo, nasce a SuA�te Grand Canyon, obra mais famosa de GrofA�, que, como excelente compositor e orquestrador, consegue dar substA?ncia e novas cores A�s canA�A�es folclA?ricas de seu paA�s, em linguagem compreendida por todos. A obra, cujos cinco movimentos retratam um dia no Grand Canyon, estrearia com Paul Whiteman, e sua Orquestra, no Studebaker Theater, em Chicago, em novembro de 1931.

 

Os artistas

Fabio Mechetti
Desde 2008, Fabio Mechetti A� diretor artA�stico e regente titular da Orquestra FilarmA?nica de Minas Gerais. Com seu trabalho, posicionou a orquestra mineira nos cenA?rios nacional e internacional e conquistou vA?rios prA?mios. Com ela, realizou turnA?s pelo Uruguai e Argentina e realizou gravaA�A�es para o selo Naxos. Natural de SA?o Paulo, Mechetti serviu recentemente como regente principal da FilarmA?nica da MalA?sia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiA?tica. Depois de 14 anos A� frente da SinfA?nica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente A� seu regente titular emA�rito. Foi tambA�m regente titular da SinfA?nica de Syracuse e da SinfA?nica de Spokane. Desta A?ltima A�, agora, regente emA�rito. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra SinfA?nica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no CapitA?lio norte-americano. Da SinfA?nica de San Diego, foi regente residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a SinfA?nica de Nova Jersey e tem dirigido inA?meras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. A� convidado frequente dos festivais de verA?o nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Realizou diversos concertos no MA�xico, Espanha e Venezuela. No JapA?o dirigiu as orquestras sinfA?nicas de TA?quio, Sapporo e Hiroshima. Regeu tambA�m a Orquestra SinfA?nica da BBC da EscA?cia, a Orquestra da RA?dio e TV Espanhola em Madrid, a FilarmA?nica de Auckland, Nova ZelA?ndia, e a Orquestra SinfA?nica de Quebec, CanadA?. Vencedor do Concurso Internacional de RegA?ncia Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na EscandinA?via, particularmente a Orquestra da RA?dio Dinamarquesa e a de Helsingborg, SuA�cia. Recentemente fez sua estreia na FinlA?ndia, dirigindo a FilarmA?nica de Tampere, e na ItA?lia, dirigindo a SinfA?nica de Roma. Em 2016 estreou com a FilarmA?nica de Odense, na Dinamarca.

 

Philippe Quint (foto de Lisa Marie Mazzucco)

Philippe Quint
Natural da RA?ssia, Philippe Quint estreou com uma orquestra aos nove anos. Estudou com Andrei Korsakov, na Escola Especial de MA?sica de Moscou para Talentos, e, nos EUA, obteve bacharelado e mastera��s degree na Juilliard School. Entre seus mestres, estA?o Dorothy Delay, Cho-Liang Lin, Masao Kawasaki, Isaac Stern, Itzhak Perlman, Arnold Steinhardt e Felix Galimir. O violinista busca reinventar trabalhos tradicionais, redescobrir repertA?rios esquecidos e comissionar obras a compositores contemporA?neos. O afA? em explorar estilos e gA?neros e a premiada discografia tornaram-no um dos principais violinistas da atualidade. Apresenta-se nas mais importantes salas do mundo, do Gewandhaus, em Leipzig, ao Carnegie Hall, em Nova York. Nas A?ltimas temporadas, esteve com as sinfA?nicas do Colorado, Seattle e Carolina do Norte, e participou nos festivais de Lucerna Zaubersee, Verbier e Colmar. Pelo selo Avanti Classic, lanA�ou nova gravaA�A?o dos concertos de Glazunov e de Khatchaturian, com a Bochumer Sinfoniker, sob direA�A?o de Steven Sloane. Seus dois A?lbuns com os concertos de Korngold e de William Schuman receberam nominaA�A�es ao Grammy.

Quint se apresentou, A�dentre outras, com orquestras de Londres, Los Angeles, Chicago, Toulouse, Minnesota, Bournemouth, Weimar Staatskapelle, Royal Liverpool, China National, Orpheus, Berlin Komische Oper e MDR de Leipzig. Trabalhou sob a batuta de maestros como Marin Alsop, Carl St. Clair, Tugan Sokhiev, Grant Llewellyn, Andrew Litton, Cristian Macelaru, Kurt Masur, Jorge Mester, Edo de Waart, Jahja Ling, Krzysztof Urbanski e Martin Yates. Ativo mA?sico de cA?mara, colabora com os violoncelistas Alisa Weilerstein, Gary Hoffman, Carter Brey, Nicholas Altstaedt, Claudio Bohorquez, Zuill Bailey e Jan Vogler; os pianistas William Wolfram, Inon Barnatan, Alon Goldstein, Marc-Andre Hamelin, Simone Dinnerstein, Jeffrey Kahane; os violistas Nils Monkemeyer e Lily Francis, e os violinistas Joshua Bell, Cho-Liang Lin e Vadim Gluzman. Esteve nos festivais Mostly Mozart, Caramoor, Ravinia, Aspen, Roma, Moritzburg, La Jolla, Lincoln Center e Chautauqua.

 

Foto do post: Kirill Bashkirov

 

SERVIA�O:

 

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Fabio Mechetti, regente

Philippe Quint, violino

 

23 e 24 de marA�o, quinta e sexta-feira, A�s 20h30

Sala Minas Gerais (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto a�� Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 105 (balcA?o principal), R$ 85 (plateia central), R$ 62 (balcA?o lateral), R$ 50 (mezanino) e R$ 40 (balcA?o palco e coro), com meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiA?ncia

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