Artigo

Fernando Bicudo fora da OSB Ópera & Repertório

Na foto, Fernando Bicudo e Alice Tamborindeguy.

Se há neste país uma pessoa empreendedora, ativa, realizadora e entendida nos assuntos música/ópera/teatro/cenografia, essa pessoa é Fernando Bicudo. Todas essas suas qualidades já foram demonstradas várias vezes em muitíssimos teatros e em muitos espetáculos por ele produzidos, dirigidos e encenados, quando à frente de vários teatros e quando contratado para dar sua contribuição, em todos os níveis. É presidente da ABAL  (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARTISTAS LÍRICOS), foi diretor de ópera do Teatro Municipal do Rio de Janeiro por vários anos e foi diretor do Teatro Arthur Azevedo, de São Luiz do Maranhão.

No TMRJ produziu títulos de gigantesco sucesso, como AIDA, de Verdi, cantada por Aprile Milo, diva no Met de Nova Iorque; produziu uma  fantástica ORFEU E EURÍDICE, de Glück, com prodigiosos efeitos de raio-laser; trouxe cantores da estirpe de Placido Domingo e muitos outros; no Arthur Azavedo, produziu TOSCA, de Puccini, com a internacional Giovanna Casolla. Em 2004, foi cenógrafo e diretor de cena de TURANDOT, de Puccini, no Palácio das Artes, de Belo Horizonte. Encenou e dirigiu TOSCA no Teatro São Pedro, em São Paulo. E muito mais fez em prol da arte musical de ponta a ponta neste país. Consultem a Internet. i want to buy benemid Não há nome de tantas realizações e tanto prestígio artístico nas áreas em que atuou.

Recentemente levado à posição de co-diretor artístico da OSB-ÓPERA & REPERTÓRIO, levou a cabo em pouquíssimo tempo uma temporada de ópera e canto com orquestra jamais vista no Rio de Janeiro, não só pela absoluta raridade dos títulos apresentados, como pela audição e aproveitamento de muitos jovens valores da arte do canto. O Rio de Janeiro viu no palco do Teatro Tom Jobim e do TMRJ óperas como IL RE PASTORE, de Mozart, ORFEU E EURÍDICE, de Glück, GRISELDA, de Vivaldi, com música em primeira apresentação no Brasil, ARIADNE AUF NAXOS, de Richard Strauss, IL PIRATA, de Bellini e A FILHA DO REGIMENTO, de Donizetti, com a internacionalíssima diva Nino Machaidze. Vimos magnífico concerto de árias de ópera, tudo sob aplausos da crítica e do público.

O público atônito pergunta por qual motivo Fernando Bicudo, depois da exemplar atividade e do magnífico trabalho apresentado, foi afastado de seu cargo. Terá seu sucesso ofendido alguém muito importante? Engraçou-se ele com a mulher de algum diretor da OSB? Pediu dinheiro emprestado a alguém da OSB e não pagou?

E este que escreve, já longamente acostumado a ver estrelas ao meio-dia e teorias atuais provando que a terra é quadrada, e a ver nulidades à frente de importantes entidades, lamenta mais essa marcha a ré nesta terra de cegos.

JUDEX ERGO CUM SEDEBIT/NIL INULTUM REMANEBIT
MARCUS GÓES-NOV 2012

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4 Comments

  1. Caro Marcus, tudo leva a crer que a OSB O & R terá o mesmo destino que teve a Sinfonia Cultura. É incômodo o sucesso e a competência de Bicudo, para quem necessita de boas razões para extingui-la.

  2. CONCORDO PLENAMENTE COM O SEU COMENTÁRIO ACERCA DA SAÍDA DO SR. FERNAN-
    DO BICUDO.
    MANDEI UM COMENTÁRIO PARA A SEÇÃO CARTA DOS LEITORES DE O GLOBO, MAS
    nÃO TIVE PUBLICADO O MEU COMENTÀRIO.
    cordialmente,

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Marcus Góes
Musicólogo, crítico de música e dança e pesquisador. Tem livros publicados também no exterior. Considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes.