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Fátima Cristina Gonçalves e Priscila Bomfim – Brasilidade: a missão de Nepomuceno

Nepomuceno é um dos compositores mais famosos do Brasil e em 2020, é o centenário de morte deste grande artista. Para homenageá-lo, o Theatro Municipal Palco Livre convida Fátima Cristina Gonçalves, Chefe do Centro de Documentação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Priscila Bomfim, maestrina assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal RJ, duas conhecedoras da obra e história de Nepomuceno que vão abordar diversos aspectos da vida do compositor.

Por exemplo, a formação musical do artista, no Brasil e na Europa, o compromisso com a nacionalização da música erudita brasileira, a importância do Concerto de 04 de agosto de 1895, suas obras, a parceria com escritores e poetas e a relação dele com o Municipal do Rio.

Serão destacadas também duas homenagens do Theatro a Nepomuceno: a Campanha #NepomucenoEmCasa, com direção musical de Priscila Bomfim e a Exposição Virtual em formato de e-book, com texto e pesquisa de Fátima Gonçalves.

No ano do centenário de morte de Nepomuceno, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro está também homenageando o compositor com a Campanha #NepomucenoEmcasa. Todas as segundas e quartas, às 12h, são apresentados vídeos na programação das redes sociais (@theatromunicipalrj e Facebook.com/theatro.municipal.3) com canções de Nepomuceno, considerado o pai do nacionalismo da música erudita brasileira.

Unindo o canto e a poesia, #NepomucenoEmCasa conta com os cantores do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dirigidos e acompanhados ao piano pela maestrina Priscila Bomfim. O público poderá ouvir suas canções, essenciais no repertório brasileiro, não só pelas características musicais, mas também pela riqueza dos poemas de autores consagrados da literatura brasileira.

A live será na próxima terça-feira, dia 08 de setembro, às 15h, no Instagram do Theatro Municipal (@theatromunicipalrj).

 

SERVIÇO

Theatro Municipal Palco Livre, Vale e Petrobras convidam Fátima Cristina Gonçalves e Priscila Bomfim em “Brasilidade: a missão de Nepomuceno”

Dia 08 de setembro, terça- feira – Live às 15h

Instagram @theatromunicipalrj
Patrocínio Ouro @valenobrasil e @petrobras

 

Fátima Cristina Gonçalves

Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense, pós-graduada em Administração Pública e especialista em documentação. É chefe do Centro de Documentação do TM desde 2015. Dirigiu o Museu do Ingá e o Museu dos Teatros do Rio de Janeiro. Professora do ensino superior desde 2000.

Priscila Bomfim

É pianista e maestrina assistente da Orquestra Sinfônica no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Além de seu reconhecido trabalho como pianista, desenvolve paralelamente carreira como regente, tendo sido selecionada para participar de importantes masterclasses no Brasil e exterior.

Foi a primeira mulher a reger óperas da temporada do Theatro Municipal. Como assistente no TMRJ, regeu récitas das óperas Un Ballo in Maschera, de Verdi (2018), e Fausto, de Gounod (2019), além de ter regido as óperas Os Contos de Hoffmann, de Offenbach (2019) e Orphée, de Philip Glass (2019).

Acervo Theatro Municipal RJ (CEDOC)

 

Exposição virtual de Alberto Nepomuceno

A terceira exposição virtual em formato e-book do Theatro Municipal do Rio de Janeiro está disponível ao público desde o dia 31 de agosto, e, dentro da Série Compositores no Municipal, terá como tema “Alberto Nepomuceno: a brasilidade como missão”. A mostra reúne pesquisa da historiadora Fátima Cristina Gonçalves, com documentos e imagens presentes no acervo do Centro de Documentação do Theatro.

Alberto Nepomuceno, Acervo CEDOC/TM (Centro de Documentação Theatro Municipal RJ)

Durante a pesquisa, surgiram diversas curiosidades envolvendo o compositor, como, por exemplo, a rede abrangente de amigos de Nepomuceno que figuraram na cultura da Primeira República (1889 a 1930), como Machado de Assis, Coelho Netto, Eliseu Visconti, os irmãos Henrique e Rodolfo Bernardelli, Antônio Parreiras, Leopoldo Miguez, Francisco Braga, Ernesto Nazareth, Catulo da Paixão Cearense e a primeira maestrina brasileira, Chiquinha Gonzaga.

A convivência com companheiros da Academia, mas também a frequência em saraus e cafés com amigos ligados ao universo popular influenciou as composições de Nepomuceno, que, muito antes da famosa Semana de 1922, já estava atento aos temas e ritmos presentes na cultura brasileira.

Culto, irreverente e eclético, Nepomuceno inovou o mundo da música, atraindo críticos mordazes, como o comentarista de O Paiz, Oscar Guanabarino, que via suas composições como profanações da erudição e um desserviço à Pátria e sua regência como incerta. Mas o legado de Nepomuceno para a música é inequívoco pelas composições das óperas Artêmis, Abul e a inacabada O Garatuja.

Além de músicas sacra, vocal, instrumental, de câmara e orquestral, que tem na Série Brasileira – que reúne Alvorada na serra (1892), Intermédio (1891), A sesta na rede (1896) e Batuque (1888) -, sua marca na cunhagem da brasilidade. A generosidade de Nepomuceno e também a de seu amigo Francisco Braga, ambos compositores, maestros e professores do Instituto Nacional de Música, abriu todos os caminhos para a inserção de um jovem violoncelista no rol de compositores: Heitor Villa-Lobos.

 

 

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