Música coralMúsica sinfônicaProgramaçãoRio Grande do Sul

Estreia da “Missa Jônica”, de Dimitri Cervo

Na foto, Dimitri Cervo cumprimenta o maestro Guilherme Mannis, após tocar uma  obra de sua autoria com a orquestra.

SERVIÇO Em Canoas Colégio La Salle Av. Victor Barreto, 2288 Sexta Feira, 04 de novembro de 2011 – 19h. Em Porto Alegre Leopoldina Juvenil Rua Marquês do Herval, 280 Domingo, 06 de novembro de 2011 – 19h.

“A Missa Jônica”, de Dimitri Cervo será apresentada em primeira audição pela Orquestra de Câmara da ULBRA sob a regência de Tiago Flores. Participa desse concerto o Coral da UFRGS atualmente sob a regência de Lucas Alves e técnica vocal de Cíntia de los Santos. A Missa Jônica foi composta entre 2008 e 2011, e apresenta o texto do ordinário da missa em latim, em cinco movimentos:  Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. “Jônica” se agrega ao título pelo fato de a obra se ambientar em uma linguagem modal em torno do modo jônico. Cada frase do texto litúrgico está impregnada de uma expressão musical em ressonância com seu conteúdo. É uma obra de inspiração franciscana, pondo lado a lado simplicidade e monumentalidade expressiva. Esteticamente, a obra dialoga com o passado, com a contemporaneidade e com a obra e missas de compositores como Palestrina, Mozart, Villa-Lobos e Arvo Pärt.”   PROGRAMA buy doxycycline online Cláudio Santoro (1919-1989) Ponteio Norman Dello Joio (1913-2008) Choreography – three dances for string orchestra Edvard Grieg (1843-1907) Two nordic songs Nikos Skalkottas (1904-1949) Five greek dances Dimitri Cervo (1968) Missa Jònica   Dimitri Cervo (Santa Maria, 19/02/1968) Compositor e pianista, aos 14 anos apresentava suas primeiras composições em público. Em 2011, Cervo tem agendadas 33 programações de obras orquestrais por 17 grupos, dentre os quais Camerata Antiqua de Curitiba, Petrobrás Sinfônica, Orquestra de Câmara da ULBRA, Orquestra Sinfônica da UFRN, Orquestra do Estado de Mato Grosso, Sinfônica Nacional, Camerata Cantareira, Orquestra UniNorte, Sinfônica da Paraíba, Sinfônica do Conservatório de Tatuí, além de um concerto dedicado a sua obra pela Orquestra de Câmara do Amazonas, no qual participou ao piano como solista. Recentemente regeu as três récitas de estreia da Série Brasil 2010 n. 5 – Concerto para Flauta solo e 8 Violoncelos, em Porto Alegre e no RJ, no XVII Rio International Cello Encounter. Começou a se destacar nacionalmente em 1995, quando sua “Abertura e Toccata” recebeu o primeiro prêmio no Concurso de Obras Orquestrais do XV Festival de Londrina e foi executada por cinco orquestras brasileiras. Sua discografia inclui dois CDs individuais, Toronubá e Série Brasil 2010, pelos quais recebeu três Prêmios Açorianos, de melhor CD e melhor compositor erudito, além de participações em 18 CDs de diversos grupos e artistas. Seus principais estudos musicais de piano, composição e regência se deram em cidades cosmopolitas e portuárias, como Porto Alegre, Salvador e Seattle. Graduou-se em piano na UFRGS (com Dirce Knijnik), e realizou os cursos de composição (com Franco Donatoni) e de música para cinema (com EnnioMorricone), na Accademia Chigiana de Siena, Itália. De volta ao Brasil realizou diversos concertos com sua música de câmara e prosseguiu estudos em Salvador. A vivência destes anos na Bahia e o contato com a música percussiva afro-brasileira influenciaram a rítmica aditiva de sua música. Entre 1996 e 1998, viveu e estudou em Seattle (EUA), onde seu contato com o Minimalismo americano se aprofundou. A partir de 1997, começou a desenvolver uma estética pessoal, fundindo elementos da música brasileira com feições do Minimalismo. Nos 10 anos seguintes criou um conjunto de obras para diversas forças instrumentais, a Série Brasil 2000, que já recebeu centenas de execuções no Brasil e no exterior. A partir de 2009 começou a desenvolver a Série Brasil 2010 um novo conjunto de obras para instrumentos solistas e orquestra de cordas, de câmara ou sinfônica, com estética hibridizada a partir de várias influências. Em Salvador, estreou ao piano a sua Passacaglia Fantasia para piano e orquestra. Em Seattle assinou contrato com a Freehand, tornando-se um dos pioneiros na publicação de partituras em formato digital na web. Sua Pequena Suíte Brasileira recebeu o prêmio do júri e do público no V Aliénor Compositon Competition, tendo sido gravada e publicada nos EUA. Em 2006, foi o compositor homenageado do 13º. Concurso de Piano do Conservatório de Ituiutaba (MG). Em 2008, estreou ao piano Uguabê, com a Orquestra de Câmara da ULBRA. Em maio de 2009, executou com a Sinfônica de Sergipe, sua obra Toronubá, no Teatro Guaíra de Curitiba. Daquela cidade a Sinfônica seguiu sua turnê nacional, apresentando Toronubá nas principais salas de concerto brasileiras. Em 2009, foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística para o desenvolvimento das primeiras obras da Série Brasil 2010. No Studio Clio, regeu a estreia das duas primeiras obras da Série Brasil 2010, sendo o Concerto para Violão também apresentado na XVIII Bienal do RJ. Em 2010, apresentou ao piano, junto à Sinfônica Municipal de São Paulo, a versão para grande orquestra de Toronubá. Teve também estreada Brasil Amazônico, pela OSPA, execução que consumou a estreia da Série Brasil 2000 como um todo. Em paralelo à composição e execução, atua como docente no Departamento de Música do Instituto de Artes da UFRGS. Cervo tem colaborado na regência com diversos grupos de câmara, e ao piano com diversas orquestras, tendo obras apresentadas por mais de 30 orquestras. Suas obras já foram apresentadas em todos os estados brasileiros e em mais de 15 países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Costa Rica, Portugal, França, Alemanha, Holanda, Grécia, Suíça, Noruega, Bulgária, Sérvia, Israel, Vietnã e Cingapura.   Cláudio Santoro Viveu vários períodos no exterior, onde recebeu inúmeros prêmios de países como  Alemanha, Bulgária, Polônia e França, entre outros, sempre aperfeiçoando sua técnica e deixando uma grande produção. Sua obra é apontada como a mais versátil no terreno da música vocal. Compôs muitas obras nacionalistas. Sua vasta produção compreende, entre outras, oito sinfonias, três concertos para piano, peças de câmara e o balé Cobra Norato (1967). Recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília, além do título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Brasília, em 2005. Regeu importantes orquestras filarmônicas em todo o mundo e praticamente todas as brasileiras.   Norman Dello Joio Descendente de três gerações de organistas italianos, Dello Joio escreveu praticamente para todos os gêneros e, em 1965, recebeu o Emmy Award por sua música no especial feito para o NBC “Cenas do Louvre”. Sua música reflete suas crenças, emoções e comunicação com a arte contemporânea. Expressava-se frequentemente em obras instrumentais, escrevendo com facilidade para orquestra, banda sinfônica, grupos de câmara, solistas, bem como obras de cunho educacional. Choreography foi escrita e dedicada à American String Teachers Association (ASTA) por ocasião de seu 25º aniversário.   Edvard Grieg Considerado um dos maiores compositores noruegueses, nasceu em Bergen (Noruega), mas viveu a maior parte da sua vida adulta em Copenhage (Dinamarca), onde foi professor de filosofia e história. Sua formação musical foi consolidada no tradicional Conservatório de Leipzig, na Alemanha. No entanto, seu grande interesse foi desenvolver uma nova música que fosse essencialmente  escandinava e especificamente Norueguesa na sua essência, como é o caso das Melodias Nórdicas. Ele também escreveu ensaios, poemas e romances e trinta e duas comédias para o Teatro Dinamarquês.   Nikos Skalkottas Compositor modernista grego, estudou violino no Conservatório de Atenas, especializando-se em Berlim, na Hochschule für Musik (de 1920 a 1932). Apesar de utilizar frequentemente o método moderno de composição, que desprezava as funções tonais clássicas, suas mundialmente famosas 36 Danças Gregas para Orquestra, são obras tonais, demonstrando que o compositor, assim como alguns contemporâneos, conteve suas escritas, deixando de lado certa “aridez” e ampliando sua estética sonora.   Tiago Flores É o atual diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul sob a orientação de Arlindo Teixeira, especializou-se em regência orquestral em São Petersburgo (Rússia) com Victor Fedotov. Participou de cursos, oficinas e festivais com Kurt Redel (Alemanha) e Lutero Rodrigues e venceu o concurso Jovens Regentes promovido pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Tendo atuado à frente de orquestras do Brasil, Uruguai, Venezuela, México, Itália e Áustria. Foi diretor artístico da OSPA entre 1999 e 2001. Regente da Orquestra de Câmara da ULBRA desde sua fundação, vem recebendo inúmeros elogios da crítica especializada, destacando-se como grande incentivador da nova música e tendo contribuído, em muito, para o reconhecimento do conjunto como um dos melhores do gênero no país.   Coral da UFRGS Sob a regência do Maestro Lucas Alves e sob a preparação vocal da Soprano Lírico Cíntia de los Santos, a Associação Artística Coral Universitário do Rio Grande do Sul – Coral da UFRGS – completa, em 2011, 50 anos de história.}