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Duo Interarte dedica concerto a Villa-Lobos

Um violoncelo, um violão e dois músicos interessados em desvendá-los musicalmente. Nesse espetáculo inédito, Paulo Santoro e Cyro Delvizio interagem, dançam, se imitam e entrelaçam com os instrumentos que Villa-Lobos tocava e mais admirava, seu violão e seu violoncelo.

Ora perpassam standards de Villa-Lobos, Tom Jobim e Piazzolla, ora os reinventam com novos arranjos. E as vezes até superam seus propósitos iniciais: em “Polichinelo” de Villa-Lobos, o violão (com a fricção de lixa de unha) simula o arco de seu companheiro. Por outro lado, no conhecido “Samba de uma nota só” de Tom Jobim, os instrumentistas se unem em um único violoncelo e o fazem soar como um violão.

Paulo Santoro, incansável em sua arte de divulgar o violoncelo, divide o palco com seu ex-aluno de música de câmara na UFRJ, hoje um conceituado profissional.

 

PROGRAMA

A. Barrios
La Catedral

H. Villa-Lobos 
Melodia Sentimental            
O Canto do Cisne Negro          
Samba-Clássico

Tom Jobim 
Olha Maria
Samba de uma nota só

H. Villa-Lobos 
O Polichinelo            
Bachianas Brasileiras nº 5
Choros nº 1

A. Piazzolla 
Ave Maria
Libertango

 

 

SERVIÇO

 

Duo Interarte – (Paulo Santoro – violoncelo, Cyro Delvizio – violão)

Dia 03 de novembro, domingo, às 11h 

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47 – Centro – Rio – 2332 9223)

Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (estudantes e idosos).

À venda na bilheteria da Sala Cecília Meireles e online através da Ingresso Rápido.

Classificação livre

 

 

Paulo Santoro

Um dos mais destacados violoncelistas brasileiros de sua geração, é professor de violoncelo do Conservatório Brasileiro de Música e violoncelista do Duo Santoro, do Quarteto Brasiliana, do Quarteto Concertante, do Trio Dauelsberg, da Orquestra Sinfônica da UFRJ e da Orquestra Sinfônica Brasileira. Bacharel em violoncelo pela UFRJ, onde foi professor de música de câmara, é Mestre em Práticas Interpretativas pela UNIRIO.

Estudou na Indiana University School of Music com os professores Emilio Colón, Tsuyoshi Tsutsumi e Janos Starker. Fez parte da Indiana University Philharmonic Orchestra e da Indiana University Concert Orchestra sob a regência dos maestros Kurt Masur e Mstislav Rostropovitch. Participou ainda do Indiana University Cello Ensemble.

Apresentou-se em recitais por todo o Brasil e em países como África do Sul, Paraguai, Bolívia, República Dominicana, Alemanha, Suíça e Estados Unidos, além de ter tocado como solista de várias orquestras, dentre elas a Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, Orquestra Sinfônica da UFRJ, Orquestra Sinfônica da Paraíba e Orquestra Sinfônica do Espírito Santo.

Vencedor do XIII Prêmio Carlos Gomes na categoria conjunto de câmara pelos concertos com a série de 17 quartetos de Villa-Lobos, foi agraciado com o prêmio Rumos Itaú Cultural na edição 2007-2009, lançando um DVD ao vivo em São Paulo. Com o prestigiado Duo Santoro, já se apresentou no famoso Carnegie Hall de Nova York e gravou os CDs “Bem Brasileiro” e “Paisagens Cariocas”, obtendo excelente aceitação do público e da crítica especializada.

 

Cyro Delvizio

Um dos mais destacados violonistas, compositores e pesquisadores de sua geração, dedicando suas múltiplas habilidades na difusão de música erudita brasileira. Realizou uma turnê de 130 concertos em todos os estados brasileiros (2013/14) pelo projeto SESC Sonora Brasil, integrando o Duo Cancionâncias, com o qual gravou o CD Saudades e o programa Partituras (TV Brasil). Recebeu prêmios no V Concurso Museu Villa-Lobos (2008) e excursionou pelo México (2012) e Estados Unidos (2016). Com os Violões da UFRJ, gravou CD e fez turnês pelo Brasil e Espanha.

Como solista, tocou com orquestras e coros e foi vencedor da VI Seleção da AV-Rio e do V Concurso Nacional Fred Schneiter. Fez turnês solo pelo México (2013/14), onde gravou e lançou o CD “Reminiscências do Brasil” e várias pelo EUA, onde atuou no GFA International Convention (2015 e 16), um dos maiores festivais de violão do mundo. Estreou obras de Edino Krieger, Ronaldo Miranda, Ricardo Tacuchian, etc.

Como compositor, foi premiado em concursos e seleções, tocando amplamente no Brasil, México, EUA e Finlândia.

Com o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música 2013, publicou seu livro Agustín Barrios no país do sonho (pt. e eng.) lançando-o em recitais palestra no “New Mexico Classical Guitar Festival” e “New Orleans International Guitar Festival”, etc.

É Doutor em Artes/Performance Musical (ECA-USP, 2019), Mestre em Musicologia (UFRJ, 2011) e Bacharel em Violão (UFRJ, 2008), orientado por Turíbio Santos. Foi professor substituto na Escola de Música da UFRJ.

 

 

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