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Duo de pianos em BH

Filarmônica de Minas Gerais abre temporada 2018 com Cristian Budu e Leonardo Hilsdorf.

 

Para abrir os concertos da temporada 2018, nos dias 22 e 23 de fevereiro, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais conta com a participação dos premiados pianistas brasileiros Cristian Budu e Leonardo Hilsdorf Red Viagra cheap , que interpretam o Concerto para dois pianos em ré menor, de Poulenc. Sob regência do maestro Fabio Mechetti, a orquestra apresenta ainda a Quinta Sinfonia, de Tchaikovsky, e O Garatuja: Prelúdio, de Nepomuceno. A execução da obra de Nepomuceno também marca o início dos preparativos para a gravação, em abril, de um álbum inteiramente dedicado a esse compositor cearense. A proposta é uma parceria do Itamaraty com a Filarmônica de Minas Gerais, com o intuito de divulgar vários compositores brasileiros no exterior.

 

PROGRAMA:

Alberto Nepomuceno (1864-1920) e O Garatuja: Prelúdio
Tido pela crítica modernista do final da primeira metade do século 20 como um arauto do nacionalismo musical brasileiro, Alberto Nepomuceno é um dos primeiros a empregar elementos de nosso folclore em suas composições. Foi defensor das causas republicana e abolicionista, e atuou como diretor do Instituto Nacional de Música e maestro da Associação de Concertos Populares. Seu grande interesse pela literatura brasileira e pela valorização da canção em língua portuguesa aproximou-o de alguns dos mais importantes escritores da época, como Coelho Netto, Machado de Assis e Olavo Bilac. O Garatuja é uma comédia lírica, baseada na obra homônima de José de Alencar, com libreto do próprio Nepomuceno. Segundo o compositor, trata-se de uma ópera verdadeiramente brasileira quanto à ambientação carioca, ao uso atualizado da língua portuguesa e à valorização dos ritmos populares, com a marcação sincopada do maxixe e do lundu. Nepomuceno dedicou a esse Prelúdio um longo trabalho, concluindo-o em 1904. Sua première buy prozac online ocorreu no mesmo ano, no Rio de Janeiro, sob a direção do autor. Poucos dias antes de sua morte, em 1920, O Garatuja foi apresentado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob regência de Richard Strauss.

Francis Poulenc (1899-1963) e o Concerto para dois pianos em ré menor
Poulenc dividiu-se desde jovem entre a carreira de intérprete e a de compositor. Estudou piano com Ricardo Viñes, artista responsável pela estreia de algumas de suas obras de juventude e por apresentá-lo a Auric, Satie e Falla. Buscou orientação formal de composição junto a Charles Koechlin, pois sentia que compunha segundo os ditames do instinto em vez dos da inteligência. Seu primeiro grande sucesso de crítica foi o balé Les Biches, em parceria com Diaghilev. No verão de 1932, Poulenc compôs o Concerto para dois pianos em ré menor, por encomenda da princesa de Polignac, a quem é dedicado. A obra foi estreada no Festival Internacional de Música Contemporânea de Veneza e com Poulenc e Jacques Février como solistas. Apresenta o ecletismo de inspiração cotidiana característico da ideologia de seus contemporâneos franceses, servindo-se do vaudeville, do circo, da jazz band Red Viagra purchase e dos gamelões balineses que ouviu na Exposição Colonial de Paris de 1931. Suas duas veias composicionais, o irônico e o grave, entrecruzam-se nesta obra. “Poulenc puro”, nas palavras do próprio compositor.

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) e a Sinfonia n. 5 em mi menor, Op. 64
Tchaikovsky é conhecido pelo grande público principalmente por suas obras para balé, como O Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes. No entanto, é em suas seis sinfonias (considerando-se Manfredo uma obra à parte) que seu gênio se exprime melhor. Compostas ao longo da vida (a primeira foi escrita aos 26 anos e a última, no ano de sua morte), elas expressam sinteticamente vários aspectos do trajeto que percorreu como compositor, desde o dilema entre o nacionalismo e a universalidade, até à procura por um caminho pessoal de expressão artística dentro do universo romântico. A Quinta Sinfonia Female Cialis purchase foi composta entre maio e agosto de 1888 e nela a presença do elemento russo é evidente. Não se trata, porém, de citações ou releituras de material melódico da música tradicional do seu país, mas de uma filtragem e apropriação desse material, estilizado ao máximo no seio de uma linguagem romântica genuína e, por fim, transmutado em elaborações melódicas originais e próprias do compositor, que nunca ousa explorá-lo com excessos patrioteiros. Talvez por isso, essa sinfonia seja considerada, hoje, um dos grandes patrimônios da humanidade.

 

Solistas

Cristian Budu

Cristian Budu é considerado um dos expoentes de sua geração. Dotado de musicalidade genuína e calorosa força de comunicação, sua personalidade artística e sensível toque ao piano vêm sendo internacionalmente reconhecidos. Desde os nove anos de idade, foi laureado com o primeiro lugar em diversas competições nacionais, como o Concurso Nelson Freire 2010 e o programa Prelúdio da TV Cultura 2007. Em 2013, tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Concurso Internacional de Piano Clara Haskil, na Suíça, considerado um dos mais importantes da atualidade. Essa conquista de Budu tem sido considerada pela crítica nacional como a mais importante premiação a um pianista brasileiro nos últimos vinte anos. Cristian desenvolve uma carreira intensa como solista e camerista, apresentando-se na América do Sul, Europa, Estados Unidos e Israel. Tocou com a Orchestre de la Suisse Romande, Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica de Sergipe e em recitais no Festival de Campos do Jordão.

 

Leonardo Hilsdorf (foto de Maria Calfopoulos)

Um dos principais expoentes da nova geração de pianistas brasileiros, Leonardo Hilsdorf vem se apresentando com sucesso no Brasil, Estados Unidos e Europa. Aclamado pela crítica especializada, sua performance foi saudada como “fenomenal” (Fuldaer Zeitung) e “encantadora e magistral” (L’Independent). Nos dois últimos anos foi um dos seletos solistas em residência na Capela Musical Rainha Elisabeth da Bélgica, onde trabalhou sob os cuidados de Maria João Pires, sua atual mentora. Recebeu primeiros prêmios em competições internacionais na Alemanha, França, Espanha, México e Brasil. Entre elas, o prestigioso prêmio Nadia et Lilit Boulanger, em Paris, o prêmio especial da União Europeia de Concursos de Música para a Juventude, em San Sebastián, e, por unanimidade, o Concurso Internacional J. J. C. Yamaha do México. Leonardo já se apresentou com a Filarmônica da Radio France, Orquestra Royal Wallonie, Sinfônica de Yucatán e, no Brasil, junto à Osesp, OSB e Filarmônica de Minas Gerais. É regularmente convidado de festivais ao redor do mundo, entre eles o de Ravínia, Estados Unidos, e o de Campos do Jordão.

 

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Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

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Fabio Mechetti, regência

 

22 e 23 de fevereiro, quinta e sexta-feiras, às 20h30

Sala Minas Gerais (R. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto – Belo Horizonte. Tel.: 31 3219-9000)

 

Ingressos: R$ 116 (balcão principal), R$ 92 (plateia central), R$ 68 (balcão lateral), R$ 50 (mezanino e balcão palco) e R$ 44 (coro), com meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação

 

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