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Dobradinha russa no TMRJ

Order Programa duplo no Municipal do RJ reA?ne duas obras de Rimsky-Korsakov: a A?pera Mozart e Salieri e o balA� Sheherazade.

 

A primeira versA?o musical de uma das mais conhecidas lendas na mA?sica clA?ssica a�� o suposto envenenamento de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pelo compositor concorrente Antonio Salieri (1750-1825) a�� e a obra mais popular do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) estA?o na estreia da sA�rie A�pera + BalA� do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O programa sobe ao palco nos dias 28, 29 e 30 de setembro, e 1 e 2 de outubro, e reA?ne, em um A?nico espetA?culo, integrantes dos trA?s Corpos ArtA�sticos do TMRJ: BalA�, Coro e Orquestra SinfA?nica.

 

A atraA�A?o comeA�a com Mozart e Salieri, A?pera criada em 1897 com base na histA?ria do escritor Alexander Pushkin. Cantada em portuguA?s, a A?pera tem traduA�A?o de Irineu Franco Perpetuo e adaptaA�A?o de AndrA� Cardoso Order Cheap , diretor artA�stico do TMRJ. Nos papA�is centrais estA?o o tenor FlA?vio Leite, como Mozart, e o barA�tono InA?cio De Nonno, como Salieri, sob a direA�A?o cA?nica de Daniel Herz. A parte lA�rica do programa tambA�m tem cenografia de Fernando Mello da Costa e figurinos de Marcelo Marques.

ApA?s o intervalo, sobe ao palco o balA� Sheherazade, coreografado por Michel Fokine, com remontagem do italiano Toni Candeloro. Os cenA?rios e figurinos originais criados por LA�on Bakst tA?m reconstituiA�A?o do figurinista Cassio Brasil e dos cenA?grafos Cristiane Luz e Manoel Puoci, respectivamente. A� frente do BalA� do TMRJ, as primeiras solistas Deborah Ribeiro, Priscila Albuquerque e Renata TubarA?o se revezam no papel de Zobeide, e os primeiros bailarinos CA�cero Gomes, Filipe Moreira e Moacir Emanoel online se alternam como intA�rpretes do Escravo Dourado. A iluminaA�A?o da A?pera e do balA� leva a assinatura de AurA�lio de Simoni. O Coro e aA�Orquestra SinfA?nica do TM tA?m regA?ncia do maestro Tobias Volkmann.

“Juntar A?pera e balA� em um mesmo espetA?culo significa reunir os dois gA?neros que representam a razA?o de ser da existA?ncia de um teatro como o Municipal do Rio de Janeiro, um organismo cultural singular em nosso estado por abrigar corpos artA�sticos prA?prios. A proposta de A�pera + BalA� A� apresentar duas obras distintas, que se juntam para formar um espetA?culo A?nico, no qual hA? algum elemento comum que possa criar unidade. No caso do espetA?culo concebido para esta temporada, o elemento unificador A� a mA?sica de Nicolai Rimsky-Korsakov, integrante de uma geraA�A?o de compositores, o chamado Grupo dos Cinco, que inseriu a mA?sica russa no mapa musical da Europa do sA�culo 19″, comenta AndrA� Cardoso.

 

A A?pera Mozart e Salieri

Nikolai Rimsky-Korsakov foi o primeiro compositor a transpor para a mA?sica, em 1897, uma das mais conhecidas lendas na mA?sica clA?ssica, segundo a qual o arquirrival de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) teria sido envenenado pelo colega de ofA�cio Antonio Salieri (1750-1825), por inveja da mA?sica de sua suposta vA�tima. Verdade ou nA?o, essa histA?ria escandalosa de ciA?me profissional e homicA�dio ecoou rapidamente na literatura e na mA?sica.

Compatriota de Rimsky-Korsakov, o grande escritor Alexander Pushkin, por exemplo, escreveu uma das suas Pequenas TragA�dias sobre o assunto apenas cinco anos apA?s a morte de Salieri. Apesar da A?pera em um ato Mozart e Salieri ter apenas dois personagens, nA?o deixa de ser uma tragA�dia psicolA?gica realista de proporA�A�es intensas. Rimsky-Korsakov incorporou citaA�A�es musicais do RA�quiem e de Don Giovanni na partitura. Richard Taruskin inseriu esta A?pera dentro do contexto histA?rico do desenvolvimento da tradiA�A?o realista na A?pera russa.

“Pushkin resolveu abordar o mito de um Salieri invejoso, que teria levado o jovem colega A� morte (e que o dramaturgo britA?nico Peter Shaffer retomaria na peA�a Amadeus, de 1979, adaptada para o cinema com grande sucesso por Milos Forman, em 1984). JA? na A�poca [pouco depois de 1830], Pushkin foi acusado por seus contemporA?neos de falsificaA�A?o histA?rica, e rebateu com a afirmaA�A?o de que Salieri teria vaiado a estreia de Don Giovanni: ‘Salieri morreu hA? oito anos. Algumas revistas alemA?s escreveram que, no leito de morte, Salieri teria confessado um delito horrA�vel: ter envenenado o grande Mozart'”, escreve o jornalista Irineu Franco Perpetuo, em texto encomendado para o programa do espetA?culo.

 

SINOPSE

Cena 1 a�� A aA�A?o se passa em Viena, no fim do sA�culo 18. O italiano AntA?nio Salieri goza de alta posiA�A?o social como compositor e dedicou-se ao serviA�o da sua arte. Secretamente, no entanto, ele estA? com ciA?mes de Mozart, pois reconhece a genialidade do compositor austrA�aco e a qualidade superior de sua obra. Clamando a Deus por justiA�a, Salieri A� surpreendido pela repentina chegada de Mozart, que traz consigo um velho violinista que encontrou na taverna. Mozart pede que o violinista toque algo de sua autoria. O velho mA?sico toca com muita dificuldade e Mozart se diverte. Revoltado, Salieri manda o violinista se retirar e repreende seu rival, dizendo que o mesmo A� indigno do talento que recebeu. Mozart diz que veio para mostrar uma nova composiA�A?o, a descreve para Salieri e senta ao piano para tocA?-la. Salieri ouve atentamente, elogia a composiA�A?o e chama Mozart de gA?nio. Sem levar a sA�rio a afirmaA�A?o o jovem rival diz que o “gA?nio” estA? com fome. Salieri convida Mozart para jantar e este se retira para avisar a esposa. Salieri faz planos para envenenar o rival.

Cena 2 a�� Mozart e Salieri estA?o jantando na taberna. Salieri observa que algo inquieta seu rival e pergunta se nA?o gostou do vinho. Mozart revela que estA? preocupado com seu Requiem, que um estranho vestido de negro havia encomendado. Diz que sente a presenA�a do homem misterioso em todos os lugares. Salieri retruca dizendo tratar-se de um medo tolo e recorda seu amigo Pierre de Beaumarchais, que dizia ser uma taA�a de champanhe o melhor remA�dio para os maus pensamentos. Mozart relembra a colaboraA�A?o de Salieri com Beaumarchais na A?pera Tarare e pergunta se poderia ser verdade ter sido o libretista um envenenador. Salieri diz ser ridA�cula tal afirmaA�A?o. Mozart chama Beaumarchais e Salieri de gA?nios e pergunta ao colega se o gA?nio e o crime sA?o incompatA�veis. Salieri diz nA?o saber e, sem que Mozart perceba, derrama veneno na bebida e a oferece a seu rival. Mozart bebe e faz um brinde A� amizade. Em seguida vai ao piano e toca o Introito de seu Requiem. Salieri ouve o coro e, emocionado com a beleza da obra, comeA�a a chorar. Mozart se surpreende e Salieri diz que sA?o lA?grimas dolorosas. Mozart comeA�a a se sentir mal e se despede. Salieri conclui dizendo que ele dormirA? por muito tempo e questiona se o crime e o gA?nio sA?o de fato incompatA�veis, lembrando boato de ter sido Michelangelo tambA�m um assassino.

 

Os solistas da A?pera Mozart e Salieri

 

FlA?vio Leite
FlA?vio Leite

FlA?vio Leite, tenor (Mozart)

PA?s-graduado pelo ConservatA?rio Superior del Liceu, em Barcelona, o tenor gaA?cho tem se firmado como um dos mais atuantes e versA?teis cantores lA�ricos brasileiros de sua geraA�A?o. PresenA�a frequente nas temporadas das principais casas de espetA?culo brasileiras, como Theatro Municipal de SA?o Paulo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, PalA?cio das Artes, Teatro Amazonas, Theatro da Paz, Theatro SA?o Pedro de SA?o Paulo e de Porto Alegre, acumula experiA?ncia em tA�tulos que vA?o desde Il Combattimento di Tancredi e Clorinda, de Monteverdi, A� Lulu, de Alban Berg, passando por Iphigenie en Tauride, Fidelio, A Flauta MA?gica, CosA� Fan Tutte, Don Giovanni, O Barbeiro de Sevilha, La Cenerentola, La Fille du RA�giment, Rita, Romeo et Juliette, A ViA?va Alegre, Turandot buy 5mg daily cialis cheap , Maria Golovin, DiA?logo das Carmelitas, Ariadne auf Naxos, A Raposinha Astuta e Rei Roger, entre outras, acumulando mais de 50 papA�is jA? em repertA?rio.

Com especial atenA�A?o A�s A?peras de compositores brasileiros contemporA?neos, nos A?ltimos anos fez as estreias das A?peras DulcinA�ia e Trancoso e AA�A�pera do Mambembe Encantado, ambas de Eli-Eri Moura; O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda; O Perigo da Arte, de Tim Rescala; e a premiada versA?o moderna da A?ltima A?pera de Villa-Lobos, A Menina das Nuvens Buy , espetA?culo vencedor do PrA?mio Carlos Gomes e apresentado no PalA?cio das Artes, em Belo Horizonte, e nos Theatros Municipais de SP e do RJ. Desenvolve ainda ampla atividade como recitalista e solista em oratA?rios e obras sinfA?nicas como Magnificat e OratA?rio de Natal, de Bach; O Messias, de Haendel; A CriaA�A?o, de Haydn; Nona Sinfonia, de Beethoven; Stabat Mater e Petite Messe Solennelle, de Rossini; Messa di Gloria, de Puccini; Carmina Burana, de Orff; e Le Roi David, de Honegger; com os principais regentes e orquestras brasileiras.

 

InA?cio De Nonno
InA?cio De Nonno

InA?cio De Nonno, barA�tono (Salieri)

Com longa e premiada carreira lA�rica, InA?cio De Nonno A� doutor em MA?sica pela UnicampA�e mestre em MA?sica a�� suma cum laude a�� pela UFRJ, na qualA�A� professor nas classes de Canto. PrA?mio Especial para a CanA�A?o Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto/RJ, de seu repertA?rio constam mais de 30 primeiras audiA�A�es mundiais de peA�as e A?peras especificamente para ele compostas. Tem participaA�A?o em 32 CDs gravados, todos dedicados ao repertA?rio brasileiro, desde restauraA�A�es do material colonial atA� os compositores contemporA?neos mais vanguardistas. O CD da A?pera Colombo, de Carlos Gomes, em que interpreta o papel-tA�tulo, ganhou o prA?mio da APCA e o prA?mio Sharp de 1998.

Seu repertA?rio enfatiza ainda a mA?sica antiga, o lied alemA?o, com destaque para os ciclos de canA�A�es de Schubert, e a canA�A?o francesa, em que aborda especialmente os compositores Ravel, FaurA� e Poulenc. Em A?pera, conta hoje com 40 papA�is efetivamente apresentados em pA?blico, entre os quais FA�garo, em O Barbeiro de Sevilha; Germont, em La Traviata; e O Mestre da MA?sica, em Ariadne em Naxos. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretou Corisco na premiada montagem de A Menina das Nuvens, de Villa-Lobos, sob a regA?ncia de Roberto Duarte, em 2015, e, neste ano, cantou os papA�is de BenoA�t e Alcindoro na A?pera La BohA?me, de Giacomo Puccini, sob a regA?ncia doA�maestro Eduardo Strausser.

 

Coro de Mozarts: Kedma AraA?jo Freire, Eliane Lavigne, Rose Provenzano, VA�vian Delfini, Lily Driaze, Noeli Mello, Ossiandro Brito, Elizeu Batista, Manoel Mendes, Patrick de Oliveira, CA�cero Pires e Leonardo Thieze

ParticipaA�A?o especial: JosA� Lana, violino

 

Daniel Herz, direA�A?oA�cA?nica

Diretor teatral, professor, ator, autor e diretor artA�stico da Companhia Atores de Laura, Daniel Herz tem sua trajetA?ria reconhecida por diversas indicaA�A�es e premiaA�A�es significativas no teatro brasileiro, entre as quais podemos destacar: PrA?mio Coca-Cola de Teatro Jovem a�� Romeu e Isolda (direA�A?o, 1996), Decote (texto, direA�A?o e melhor espetA?culo, 1997), A Flauta MA?gica (melhor espetA?culo, 2000), As Artimanhas de Scapino (produA�A?o e melhor espetA?culo infantil, 2000); PrA?mio Qualidade BR a�� As Artimanhas de Scapino (direA�A?o e melhor espetA?culo, 2002); PrA?mio Shell a�� As Artimanhas de Scapino (IndicaA�A?o de melhor direA�A?o, 2002), AdultA�rio (IndicaA�A?o de melhor direA�A?o, 2011); PrA?mio OrilaxA� a�� O Filho Eterno (direA�A?o, 2012); PrA?mio APTR a�� A importA?ncia de ser perfeito (direA�A?o, 2013); PrA?mio Zilka Salaberry a�� Nadistas e Tudistas (IndicaA�A?o de melhor direA�A?o, 2013); PrA?mio Cesgranrio a�� As Bodas de FA�garo (IndicaA�A?o de melhor direA�A?o, 2014); PrA?mio Fita a�� A importA?ncia de ser perfeito (direA�A?o, 2015).

Junto A� Cia. Atores de Laura, formou um repertA?rio expressivo, de mais de 20 espetA?culos, com montagens de peA�as clA?ssicas a�� As Artimanhas de Scapino, de MoliA?re, Ensaios de mulheres, de Jean Anouilh, O conto do inverno, de Shakespeare, e o recente O Pena Carioca, de Martins Pena, aplaudido pela crA�tica especializada a�� e de criaA�A?o coletiva da Cia.. TA?m ainda sua assinatura, entre vA?rios outros, Zastrozi, de Georg F. Walker, em parceria na direA�A?o com Selton Mello; os musicais Geraldo Pereira, um escurinho brasileiro, de Ricardo Hofstetter, Otelo da Mangueira, de Gustavo Gasparani, e Tom e VinA�cius, de Daniela Pereira e EucanaA? Ferraz; As Bodas de FA�garo, traduA�A?o de Barbara Heliodora; A importA?ncia de ser perfeito, de Oscar Wilde, adaptaA�A?o Leandro Soares. Desde 2001, Herz dirige o Teatro Miguel Falabella. Atuou como professor na Faculdade de Cinema da Universidade EstA?cio de SA? e na Faculdade de Artes CA?nicas da UniverCidade. Na Casa de Cultura Laura Alvim dirige cursos de teatro desde 1988. Publicou dois livros a�� A entrevista seguido de cartA?o de embarque, Ed. Relume-DumarA?, e Decote seguido de Romeu e Isolda, Ed. Garamond.

 

FICHA TA�CNICA

ProjeA�A�es: Renato e Ricardo Vilarouca

Cenografia: Fernando Mello da Costa

IluminaA�A?o: AurA�lio de Simoni

Figurinos: Marcelo Marques

 

 

O balA� Sheherazade

Considerada a obra mais popular do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov, o balA� Sheherazade estreou em 4 de junho de 1910 na A�pera de Paris pelos Ballets Russes, de Diaghilev. Sheherazade A� o personagem central dos contos As Mil e Uma Noites, que sA?o agrupados em um antigo livro em A?rabe em que se podem ler histA?rias populares sobre Aladdin, Ali BabA?, Sinbad O Marujo, Os Sete Vizirs…

Com enredo retirado do primeiro conto do livro, o balA� em um ato mostra como o sultA?o Shahriar descobre o romance furtivo entre a favorita do seu harA�m e o escravo de ouro. Estes trA?s personagens integram o nA?cleo do balA� criado por Michel Fokine para a partitura de Rimsky-Korsakov, uma obra sinfA?nica de 1888, danA�ado em sua estreia por Ida Rubenstein como Zobeide e Vaslav Nijinsky como seu amante, o escravo de ouro. A� o mais sensual de todos os balA�s do repertA?rio da Companhia de Diaghlev e, conforme foi apresentado originalmente, constituiu um espetA?culo maravilhoso que em relaA�A?o apenas A� sensualidade do colorido e do estilo, provavelmente nunca foi igualado. O balA� Sheherazade foi apresentado pela primeira vez no Rio de Janeiro em 20 de outubro de 1913, no Theatro Municipal, pelos Ballets Russes, com Vaslav Nijinsky e Tamara Karsavina. Foi remontado em 1957 por Tatiana Leskova para o BalA� do Theatro Municipal com os bailarinos Norah Kovak e Istvan Rabovsky.

As histA?rias sA?o contadas por Sheherazade ao sultA?o Shahriar, para quem todas as mulheres seriam infiA�is. Todas as manhA?s, ele matava uma jovem mulher com quem havia se casado na vA�spera. Mas Sheherazade nA?o pretendia morrer, pelo contrA?rio, tinha um plano. Toda noite ela lhe contava uma histA?ria e tinha o cuidado de nA?o completA?-la. EntA?o, curioso para saber o final, o sultA?o a deixava sA? e salva atA� a manhA? seguinte, a fim de saber o resto da histA?ria.

A mA?sica utilizada A� a do poema sinfA?nico de Rimsky-Korsakov a�� Sheherazade. Julgou-se que a obra na A�ntegra seria demasiado longa, e por isso decidiu-se aproveitar o primeiro movimento como abertura, e o 3A? e 4A? para o bailado. Naquela A�poca, Fokine ainda nA?o tinha assistido nenhuma danA�a oriental e buscou inspiraA�A?o no estudo de miniaturas persas, lanA�ando mA?o de expressiva pantomima em lugar de gesticulaA�A?o.

Sheherazade A� um balA� inspirado no fantA?stico conto das Mil e Uma Noites. Estabeleceu seu estilo caracterA�stico com as cores vibrantes dos cenA?rios e figurinos de Bakst. Causou frisson em sua estreia parisiense ao remeter o pA?blico A� cultura oriental e escandalizou a capital francesa em 1910 por amalgamar beleza e sensualidade. O sucesso e o interesse que despertou foram enormes, a ponto de influenciar estilistas de moda e joias da A�poca”, diz CecA�lia Kerche, diretora do BalA� do TMRJ.

“Este balA� mostra a versatilidade do Corpo de Baile do Theatro Municipal. Nossa companhia se expressa confortavelmente tanto no balA� clA?ssico como no contemporA?neo, a exemplo de Trilogia AmazA?nica apresentada em agosto. Agora a excelA?ncia de nossos bailarinos se revela nesta obra histA?rica e de carA?ter A�tnico. Com ela brindamos o pA?blico com uma das joias do Ballets Russes”, complementa Ana Botafogo, tambA�m diretora do BalA� do TMRJ.

 

SINOPSE

Shahriyar, o sultA?o da antiga PA�rsia, estA? apreciando os prazeres e divertimentos de suas concubinas, dentre elas sua esposa favorita, Zobeide. Seu irmA?o sugere que as mulheres sA?o infiA�is e Shahriyar lanA�a sobre Zobeide um olhar de suspeita. Disposto a tirar a prova, aceita a sugestA?o de seu irmA?o para que finjam sair para uma caA�ada. As mulheres se alegram e se apressam em despachar Shahriyar com suas armas de caA�a. Assim que o sultA?o e seu irmA?o partem, as concubinas se enfeitam e subornam o chefe dos Eunucos para que ele destrave as portas e faA�a entrar os escravos.

ComeA�a entA?o uma orgia no harA�m. Zobeide obriga o chefe a abrir uma A?ltima porta, que liberta o magnA�fico Escravo Dourado, seu favorito, com quem danA�a apaixonadamente. Para surpresa de todos, o sultA?o retorna. Confirmando as suspeitas de seu irmA?o, ordena num acesso de raiva, que todos sejam mortos. Seus homens matam todos os escravos e concubinas, restando apenas Zobeide e seu favorito. O prA?prio SultA?o se encarrega de matar, com sua cimitarra, o Escravo Dourado. Zobeide implora seu perdA?o. Ao perceber que seu apelo nA?o serA? atendido toma em mA?os um punhal e se suicida. O SultA?o, consternado, chora sua dor.

 

Os solistas do balA� Sheherazade

 

Filipe Moreira e Deborah Ribeiro
Filipe Moreira e Deborah Ribeiro

Deborah Ribeiro, primeira solista (Zobeide)

Formou-se pela Escola Estadual de DanA�a Maria Olenewa, aperfeiA�oou-se na School of American Ballet e Joffrey Ballet School, em Nova York. Recebeu o PrA?mio Maria Olenewa de Melhor Bailarina ClA?ssica e o TrofA�u Rodolfo Somoirago. Ingressou no BalA� do Theatro Municipal em 1996. Como primeira solista, vem atuando em todas as temporadas e turnA?s da companhia, destacando-se com sucesso nas crA�ticas especializadas em papA�is como Fada LilA?sA�e Divertimento n. 15 (Balanchine), Mercedes e Rainha das Neves em balA�s como A Bela Adormecida, Serenade, Dom Quixote e O Quebra-Nozes.

Priscila Albuquerque, primeira solista (Zobeide)

Formada pela Escola Estadual de DanA�a Maria Olenewa, passou a integrar o Corpo de Baile do Theatro Municipal aos 15 anos e em 2005 tornou-se primeira solista. Desde entA?o atua em papA�is como Myrtha, Gammzatti, Fada LilA?s, Valsa das Flores, a Eleita, entre outros, em balA�s como Giselle, La BayadA?re, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes e A SagraA�A?o da Primavera. Coreografou para o Corpo de Baile do TMRJ e para o grupo de danA�a D.C.. Atualmente cursa Bacharelado em Artes CA?nicas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Renata TubarA?o, primeira solista (Zobeide)

Formada pelo Centro de Arte e Cultura BalA� Dalal Achcar, integra o BalA� do Theatro Municipal desde 1999. Em 2005 teve sua estreia em primeiros papA�is, interpretando Princesa Aurora em A Bela Adormecida. Desde entA?o vem atuando como solista e principal nos balA�s do repertA?rio da companhia. Integrou o BalA� de Zurique como demi-solista na temporada 2007/2008. A� graduada em Psicologia.

CA�cero Gomes, primeiro bailarino (Escravo Dourado)

Formado na Escola Estadual de DanA�a Maria Olenewa, no Rio, CA�cero tem passagens pela Escola de DanA�a da A�pera de Vienna e Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet. Seu nome estA? na CalA�ada da Fama do Festival de Joinville, onde conquistou prA?mio de melhor bailarino em 2005. Trabalhou na Cia. Jovem de BalA� do RJ. Bailarino solista do TMRJA�desde 2007, foiA�nomeado primeiro bailarino na temporada em 2016. Estreou em O Lago dos Cisnes, no papel de Bobo da Corte, obtendo sucesso de pA?blico e crA�tica, e atuou em outrosA�papA�is principais, incluindo Coppelia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Romeu e Julieta, Onegin, L’ArlA�sienne,A�de Roland Petit, e Le Spectre de La Rose, de Fokine. Convidado em Galas de DanA�a no Brasil e AmA�rica Latina. Trabalhou com nomes de peso do cenA?rio mundial da danA�a.

Filipe Moreira, primeiro bailarino (Escravo Dourado)

Paulistano, iniciou seus estudos de danA�a clA?ssica no NA?cleo de DanA�a de SA?o Paulo. Em 2003 ingressou no BalA� do TMRJ, e nesta temporada em 2016 A� nomeado primeiro bailarino. Filipe vem se destacando ao danA�ar todos os primeiros papA�is dos balA�s de repertA?rio da companhia, como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppelia, Giselle online , Floresta AmazA?nica, Onegin, Romeu e Julieta, Carmen e La BayadA?re. Filipe A� convidado para representar o BalA� do TMRJ e o Brasil em galas internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala de Miami. Foi reconhecido pela crA�tica e pelo pA?blico como um dos maiores talentos dos A?ltimos tempos, dada a sua virilidade, excelA?ncia tA�cnica, fA�sica e interpretativa.

Moacir Emanoel, primeiro bailarino (Escravo Dourado)

Paranaense de MaringA?, Moacir estudou na Escola do Teatro GuaA�ra em Curitiba, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, e na Cia. Brasileira de BalA�, no Rio. TambA�m aperfeiA�oou sua tA�cnica em cursos com importantes coreA?grafos, a exemplo de Tadheo de Carvalho, Henrique Talmah, MA?rio Nascimento, Ilara Lopes e Jorge Teixeira. Recebeu diversas premiaA�A�es em Festivais no Brasil e na Europa. Apresenta-se em eventos pelo Brasil ao lado de grandes nomes da danA�a como Ana Botafogo, Marianela NuA�ez e Thiago Soares. Desde 2010, integra o BalA� do TMRJ, e nesta temporada em 2016 A� nomeado primeiro bailarino. Apresentou-se com destaque como solista nos balA�s Romeu e Julieta (Paris) e Onegin (Gremin) e nos primeiros papA�is de O Quebra-Nozes (PrA�ncipe das Neves), na versA?o de Dalal Achcar, e La��ArlA�sienne (FrA�dA�ri).

 

Completam o elenco Joseny Coutinho e Marcelo Misailidis (Shahryar), Anderson DionA�sio e Edifranc Alves (Shah Zeman), e Manoel Francisco, Ronaldo Martins e Saulo Finelon (Chefe dos Eunucos).

 

Toni Candeloro, remontador e supervisor artA�stico

Candeloro A� um dos bailarinos italianos mais conhecidos internacionalmente por sua atuaA�A?o como A�toile convidado na Arena de Verona, BalA� Nacional de Cuba, Kirov de Leningrago (hoje Marinsky de SA?o Petersburgo), na A�pera de Zurique, Teatro La Fenice de Veneza, A�pera de Bonn na Alemanha e outras companhias e teatros. Entre suas partners destacam-se Carla Fracci, Alessandra Ferri, Galina Panova, Lucia Lacarra e Lorna Feijo. Seu talento artA�stico e tA�cnico abrange o repertA?rio romA?ntico, clA?ssico e moderno. DanA�ou com Rudolf Nureiev em duo no Chant du Compagnon Errant, de M. BA�jart. Recebeu o PrA?mio Europa como Melhor DanA�arino de 1987 pela interpretraA�A?o de Mercutio em Romeu e Julieta, de John Cranko, ao lado de Marcia HaydA�e e Richard Cragun. Teve a oportunidade de interpretar obras famosas e raramente executadas do repertA?rio dos Ballets Russes de Diaghilev, como Petrushka, Le Spectre de la Rose, L’aprA?s-midi d’un Faune e Cheap Sheherazade, entre outras.

AtravA�s de bailarinos e maestros da A?ltima geraA�A?o de Diaghilev e ainda de outros artistas que trabalharam com Michel Fokine, pA?de expandir e aprimorar a pesquisa que realiza sobre os Ballets Russes. As escolhas artA�sticas de Candeloro levaram-no a tornar-se uma das poucas pessoas capazes de estar A� frente de remontagens histA?ricas, a exemplo de Carnaval e Petrushka, ambos de Fokine, que ele remontou e danA�ou, respectivamente, a convite de Alicia Alonso para o BalA� Nacional de Cuba. Candeloro aperfeiA�oou-se tambA�m na remontagem de balA�s romA?nticos e clA?ssicos, graA�as ao encontro com antigas colaboradoras de Olga Preobajenska (que trabalhou diretamente com Marius Petipa) e Sophia Fedorova.

ApA?s vA?rios anos de pesquisa meticulosa, Toni Candeloro realizou uma anA?lise importante e precisa das obras de Fokine, tendo contribuA�do para isso seu conhecimento com os artistas que formaram a modernidade da dA�cada de 1900 na Europa com Diaghilev e que foram influenciados por sua estA�tica no perA�odo seguinte, como Alexandra Danilova, Alicia Alonso, Alicia Markova, Anton Dolin, Irina Baronova, Mia Slavenska, Milorad Miskovich, Nikolai Beriosov, Nina Tikanova, Rosella Hightower, Serge Golovine, Serge Lifar, Tamara Toumanova e Tatiana Grantzeva. Candeloro colabora com museus de prestA�gio em todo o mundo. Sua rica coleA�A?o de danA�a, de obras raras de arte de 1600 atA� hoje, inclui um segmento valioso sobre os Ballets Russes, o qual tem sido exibido no Museu Mart de Rovereto, Museu Teatral do La Scala de MilA?o, Museu do Palazzo Mocenigo de Veneza e Museu Estatal de Arte Russa de SA?o Petersburgo, entre outros.

 

FICHA TA�CNICA

Cenografia e Figurino: LA�on Bakst (1866-1924)

ReproduA�A?o de Figurino: Cassio Brasil, Sonja Gabriel e PatrA�cia Sato

ReproduA�A?o de CenA?rio: Cristiane Luz e Manoel Puoci

IluminaA�A?o: AurA�lio de Simoni

 

Maestro Tobias Volkmann
Maestro Tobias Volkmann

 

Tobias Volkmann, regA?ncia

Um dos destaques da nova geraA�A?o de regentes orquestrais do Brasil, Volkmann vem atraindo atenA�A?o para uma carreira internacional em ascensA?o, desde a conquista dos principais prA?mios concedidos no Concurso Internacional de RegA?ncia Jorma Panula 2012, na FinlA?ndia, e do PrA?mio de PA?blico no Festival Musical Olympus de SA?o Petersburgo, em 2013. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, esteve A� frente da montagem da A?pera As Bodas de FA�garo. Ainda no TMRJ, assinou a direA�A?o musical do balA� Apoteose da DanA�a a�� coreografia de Uwe Scholz para a SA�tima Sinfonia de Beethoven a�� e um concerto com o Coro e a OSTM em programa francA?s com mA?sica de Dukas, Ravel e Debussy. Em marA�o de 2016, foi nomeado maestro titular da Orquestra SinfA?nica do TMRJ e, desde entA?o, jA? regeu o concerto de abertura da temporada, com a Missa Solemnis em rA� maior,A�de Ludwig van Beethoven, o balA� Apoteose da DanA�a, o concerto 110 anos de nascimento de RadamA�s Gnattali e o balA� Trilogia AmazA?nica. Entre 2012 e 2015 atuou como maestro assistente do TMRJ, no qualA�esteve A� frente do Coro e da OSTM nos balA�s La BayadA?reA�eA�Coppelia,A�e no acompanhamento para os filmes mudos Nosferatu (Murnau) e O Garoto (Chaplin) a�� espetA?culos da sA�rie MA?sica & Imagem. Atuou como maestro preparador nas produA�A�es de A?pera, destacando-se Billy Budd, Salome, A ValquA�ria, Aida, Rigoletto, Carmen e Madama Butterfly.

Em dezembro de 2015, estreou na cA�lebre sala do Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra da RA?dio MDR, concerto que foi o ponto alto de uma temporada com sucessos de pA?blico e de crA�tica. A temporada de 2015 marcou ainda a estreia alemA? A� frente da Orquestra SinfA?nica de Brandemburgo em concerto de mA?sica brasileira com a harpista Cristina Braga e quinteto, cujo registro serA? lanA�ado, internacionalmente, neste ano. Entre 2009 e 2011 foi regente assistente da Orquestra FilarmA?nica Carnegie Mellon nos Estados Unidos.

Tendo a versatilidade como grande qualidade artA�stica, Volkmann se mostra igualmente A� vontade no repertA?rio sinfA?nico, coral, no teatro de A?pera e balA� e na mA?sica para cinema. Com especial atenA�A?o A� mA?sica contemporA?nea, dirigiu estreias nos EUA, RA?ssia e Brasil. Estudou canto com InA?cio De Nonno e regA?ncia com AndrA� Cardoso na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Complementou sua formaA�A?o como regente em masterclasses internacionais ministrados por Kurt Masur, Jorma Panula, Ronald Zollman, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti. Concluiu mestrado em regA?ncia orquestral na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh (EUA) sob a orientaA�A?o de Ronald Zollman. Neste ano, estreou como regente convidado da SinfA?nica do ParanA?, em abril, e da FilarmA?nica de Minas Gerais, em julho.

 

Fotos: JA?lia RA?nai / divulgaA�A?o

Na foto do post, os bailarinosA�Renata TubarA?o e CA�cero Gomes.

 

SERVIA�O:

 

A�pera + BalA�

 

“Mozart e Salieri”, A?pera em um ato (1897)

“Sheherazade”, balA� em um ato (1910)

 

BalA�, Coro e Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Tobias Volkmann, regA?ncia

 

28, 29 e 30 de setembro e 1A? de outubro, A�s 20h; eA�2 de outubro, A�s 17h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (PraA�a Floriano s/n, Centro a�� Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9191)

 

Ingressos: R$ 600 (frisas e camarotes), R$ 100 (plateia e balcA?o nobre), R$ 72 (balcA?o superior) e R$ 36 (galeria), com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

A� venda na bilheteria e no site Ingresso.com

 

Capacidade: 2.227 lugares

SugestA?o etA?ria: livre

DuraA�A?o aproximada: 120 minutos, com intervalo

 

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