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Dia Nacional da Música Clássica na Sala

A Sala Cecília Meireles, um espaço da FUNARJ apresenta no dia 5 de março, quinta-feira, às 19 horas, dentro da SÉRIE ORQUESTRAS, em comemoração ao Dia Nacional da Música Clássica, a  Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob a regência de André Cardoso, tendo como solista convidado o violonista Pedro Pedrassoli.

No programa, a homenagem a três compositores brasileiros: Alberto Nepomuceno (100 anos de sua morte) , Heitor Villa-Lobos (5 de março é o dia de seu nascimento) e Ernani Aguiar (que completa 70 anos em 2020).

A Suíte Antiga, de Alberto Nepomuceno, foi composta na Noruega em 1893, e sua comparação com a “Suite Holberg”, de Grieg, de quem foi discípulo, mostra como ele se apropriou do modelo de obras de compositores europeus românticos para criar uma identidade brasileira em sua composição.

Concerto para Violão de Villa-Lobos, é considerado pelo violonista Paulo Pedrassoli como integrante da “santíssima trindade” dos concertos para este instrumento, ao lado do “Concerto de Aranjuez”,  (Joaquin Rodrigo) e o “Concerto em Ré maior” (Castelnuovo-Tedesco). Destaca-se a participação do famoso violonista Andres Segovia em sua criação. Em 1951, Villa-Lobos escreveu e dedicou ao espanhol a “Fantasia Concertante”. Quatro anos depois, quando Villa-Lobos estava em turnê pelos Estados Unidos, Segovia assistiu a um ensaio do “Concerto para harpa”, dedicado a Nicanor Zabaleta. Encantado com a cadenza daquele concerto, pediu então uma cadenza para a “Fantasia Concertante”. Seu pedido foi atendido, e em seu novo formato a obra passou a se chamar “Concerto para violão”.

Compositor, violista e maestro, Ernani Aguiar é pesquisador e professor de regência orquestral na UFRJ. Estudou com Guerra-Peixe, Paulina d’Ambrosio, Carlos Alberto Pinto Fonseca e Santino Parpinelli, aperfeiçoando-se em Florença. Sua música está sempre presente em programas de concertos no Brasil e no exterior. A Abertura Quarta foi uma encomenda feita pela Orquestra Petrobras Sinfônica.

 

PROGRAMA

Alberto Nepomuceno  (1864-1920)
Suíte Antiga

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Concerto para violão

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Sinfonieta nº 1

Ernani Aguiar (1950)
Abertura Quarta

 

SERVIÇO

 

Dia Nacional da Música Clásica na Sala

Dia 05 de março,  quinta-feira, às 19h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47 – Centro – Rio – 21 2332 9224)

 

Ingressos a R$ 40 (R$ 20,00)

 www.ingressorapido.com.br

www.salaceciliameireles.rj.gov.br

 

 

Paulo Pedrassoli– violonista

Paulo Pedrassoli

Paulo Pedrassoli é concertista e professor de violão da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Obteve o título de Doutor (PhD) em Música em 2017, pela Universidade de Aveiro (Portugal), com a tese “Tácito e Explícito em Villa-Lobos: notação e performance das obras para violão solo”.

Sua atuação artística abrange os cinco continentes, com apresentações na Alemanha, Austrália, Barbados, Brasil, Estados Unidos, França, Índia, Japão, Marrocos, Paraguai e Portugal. Destacam-se atuações como solista frente à Tokyo Metropolitan Orchestra (reg. Naoto Otomo), Orquestra Sinfônica Petrobrás (reg. Isaac Karabtchevsky) e Orquestra Sinfônica Nacional (reg. Henrique Morelenbaum). Sua discografia inclui o CD Heitor VillaLobos: Obra Integral para Violão Solo, referendado pela crítica como “um trabalho maravilhoso” (The Absolute Sound – New York) e “uma interpretação de classe internacional […] que poderia servir de referência para todas as outras” (Classical Guitar – London).

 

André Cardoso – regente

André Cardoso

Graduado em regência pela Escola de Música da UFRJ, é Mestre e Doutor em Musicologia pela UNIRIO.. Em 1994 ganhou o 1º prêmio no Concurso Nacional de Regência promovido pela Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, passando a atuar como convidado em algumas das principais orquestras do país. De 2000 a 2007, foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde dirigiu concertos, óperas e balés.

Realizou mais de sessenta primeiras audições de obras de compositores brasileiros contemporâneos. Foi diretor da Escola de Música da UFRJ por dois mandatos consecutivos (2007-2015), onde é professor de regência e prática de orquestra dos cursos de graduação e pós-graduação, além de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da UFRJ. Foi diretor artístico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (2015-2016) e é membro da Academia Brasileira de Música.

 

Orquestra Sinfônica da UFRJ

A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) é a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro e tem sua origem nos tempos da Primeira República quando o Instituto Nacional de Música (INM), herdeiro do antigo Conservatório fundado por Francisco Manuel da Silva (1795-1865) em 1848, era a única instituição federal de ensino musical do país.

Desde 1998 está sob a direção artística dos maestros André Cardoso e Ernani Aguiar. A orquestra participa de importantes eventos da vida musical carioca como a Bienal de Música Brasileira Contemporânea, se apresentando nas principais salas de concertos, como o Theatro Municipal e Sala Cecília Meireles. Na Escola de Música, se apresenta no Salão Leopoldo Miguez, onde os concertos são gratuitos.

As funções acadêmicas da OSUFRJ visam principalmente o treinamento e a formação de novos profissionais de orquestra, solistas e regentes, além de ser importante veículo para divulgação de obras dos compositores brasileiros jovens e já consagrados. Uma de suas principais características, desde sua fundação, é a valorização da produção musical brasileira de todos os tempos, já tendo executado mais de uma centena de obras em estreia mundial.

 

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