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Dança e reflexão

Espetáculo de Deborah Colker é apresentado na noite de abertura do 35o Festival de Dança de Joinville. online

 

Uma profunda reflexão sobre o humano e sua relação com a natureza norteiam a proposta acertada da renomada coreógrafa Deborah Colker em seu espetáculo Cão sem plumas apcalis tablets price , obra que abriu, em 19 de julho, o do fluoxetine 35o Brand Viagra cheap http://blog.mgkglobal.com/?p=6780 cheap viagra pills india Buy Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina.

A base do trabalho é poema de João Cabral de Melo Neto (1920-1999) publicado em 1950, no qual o poeta acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta grande parte do estado de Pernambuco, e ilustra a miséria da população ribeirinha, o descaso das elites e a vida no mangue.

Segundo Deborah, foram 25 dias de acompanhamento desde o leito do rio da fronteira entre o agreste e o sertão até a capital Recife.

 

Cinema e dança

De forma harmônica e sensível, dança e cinema dialogam na medida certa. As cenas foram realizadas por Deborah e pelo pernambucano Cláudio Assis http://goingonfaith.com/buy-zyrtec-walmart/ – diretor de longas-metragens como Purchase Amarelo Manga, Febre do Rato e Big Jato Pills . As imagens, projetadas no fundo do palco, conversam com os corpos dos 13 bailarinos, culminando com o público que, por meio do movimento desses artistas, se integra à obra como um todo

O espetáculo, contemporâneo, é realizado por bailarinos de técnica clássica primorosa, em que movimento e fraseado musical resultam em passagens limpas e finalizações perfeitas.

Muito acertado trazer para um festival desse porte um exemplo do que é ser uma companhia profissional, pois os evidentes cuidado e dedicação das aulas práticas diárias – como é a filosofia dessa companhia – servem de incentivo e conscientização para novos valores presenciados nessa noite. Um trabalho de grande diferencial, digno das melhores companhias internacionais, em que o clássico atravessa o contemporâneo com pleno domínio.

No trabalho conjunto, uma sincronia absoluta resulta em movimentos contínuos do individual para o todo. Uma grande muito bem pensada ”história de misturas”, como bem se autodefine Colker.

A coreógrafa não economiza em mostrar o todo. O grito de socorro do rio no corpo humano, que retrata essa história de misturas.

Vale destacar que cenografia e iluminação cumpriram o seu papel de inserção dos bailarinos na realidade proposta. Bravo!

 

FICHA TÉCNICA:

Criação, coreografia e direção: Deborah Colker
Direção executiva: João Elias
Direção cinematográfica e dramaturgia: Claudio Assis
Direção de arte e cenografia: Gringo Cardia
Direção musical: Jorge Du Peixe e Berna Ceppas, com participação especial de Lirinha
Desenho de luz: Jorginho de Carvalho
Figurinos: Cláudia Kopke

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Wellen Barros
Wellen Barros – Cantora Lírica integrante dos corpos artísticos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Concluiu Bacharelado em Música pelo Conservatório de Música de Niterói. Formada em História da Dança pela UNIDANÇA. Atua como preparadora vocal para atores na Companhia de Teatro Recontando Conto. Possui especialização em Shakespeare tendo como Mestra Bárbara Heliodora. Atualmente desenvolve pesquisa sobre Verdi e sua dramaticidade teatral. Autora da Biografia da primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Cecília Kerche para o Figuras da Dança da São Paulo Companhia de Dança.