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Criando temporada 2020 da Sala

Minha primeira iniciativa após o retorno à Direção da Sala Cecília Meireles em setembro, a convite do Presidente da FUNARJ José Roberto Gifford, foi elaborar a programação da temporada 2020. Por que isso era importante?

Por que é a programação artística que reafirma o perfil da sala de concertos de acordo com sua missão institucional.

A Sala foi inaugurada em 1965 para suprir uma lacuna na vida musical do Rio de Janeiro: faltava um espaço adequado para a música de câmara. O Theatro Municipal, aberto em 1909, apresentava óperas, balés e concertos. Mas não havia na cidade um palco com condições acústicas adequadas para conjuntos musicais menores, com exceção do Salão Leopoldo Miguez, que atendia aos estudantes da Escola de Música da UFRJ.

O repertório de música de câmara é numeroso e abrange mais de 500 anos de história, se incluirmos a música Medieval e Renascentista. Cresceu imensamente entre os séculos XVIII e XX, e a criação contemporânea segue acrescentando novas obras, algumas delas com recursos tecnológicos ou associadas a outras expressões artísticas. Por isso, o trabalho de organização da temporada representa um mergulho no vasto oceano onde há que se definir a direção que leva à terra firme. Na verdade, há várias rotas possíveis, nem todas em linha reta. Faz parte do encanto deste trabalho.

Criar uma temporada artística é, para mim, a atividade criativa que mais se aproxima da Composição. Em ambas busco um sentido, um conceito unificador, a emoção traduzida em som que deve permanecer na memória de quem ouve. Acredito que o conjunto de concertos relacionados entre si amplia as possibilidades de escuta e de conhecimento. Eis meu desejo para 2020: ter a satisfação de compartilhar com o querido público da Sala Cecília Meireles a intensa.

Criar uma temporada artística é, para mim, a atividade criativa que mais se aproxima da Composição. Em ambas busco um sentido, um conceito unificador, a emoção traduzida em som que deve permanecer na memória de quem ouve. Acredito que o conjunto de concertos relacionados entre si amplia as possibilidades de escuta e de conhecimento. Eis meu desejo para 2020: ter a satisfação de compartilhar com o querido público da Sala Cecília Meireles a intensa experiência humana que a música clássica proporciona”.

José Guilherme Ripper
Diretor da Sala Cecília Meireles

Vide a programação da Sala já confirmada

http://salaceciliameireles.rj.gov.br/programacao/

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