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Concurso de Canto Aldo Baldin

A Pró-Música de Florianópolis abriu inscrições para o Concurso Nacional de Canto Aldo Baldin, com premiações bem interessantes.

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Os prêmios são de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil para os primeiros, segundos e terceiros colocados, respectivamente, feminino e masculino. Também haverá premiação para uma votação do público presente às apresentações das provas finais, denominada Prêmio Júri Popular, no valor de R$ 1.000,00.

Outra premiação concedida será para Melhor Intérprete de Mahler, como uma homenagem ao centenário de morte do compositor Gustav Mahler, para os candidatos que optarem por executar canções deste compositor, no valor de R$ 1.000,00.

Poderão participar os cantores latino-americanos, residentes em seus países, nascidos entre 1º de janeiro de 1976 e 31 de dezembro de 1991. Na primeira etapa, serão selecionados até 36 concorrentes. O número de candidatos que serão selecionados para a prova final ficará a cargo do quadro de jurados do concurso.

Todas as provas presenciais serão abertas ao público e realizadas no Teatro Álvaro de Carvalho (Rua Marechal Guilherme 26, Centro, Florianópolis, SC). O júri será composto por três profissionais da música, um diretor artístico, um maestro e um professor de canto. Ainda haverá um jurado convidado que somente julgará no caso de haver empate nas notas dos jurados.

Todos os participantes classificados para as provas semifinal e final do concurso receberão um certificado de participação e os premiados receberão também o troféu Aldo Baldin e certificado de premiação no concurso.

Mais informações e inscrições: www.promusica-sc.com.br.

O Festival Aldo Baldin

A programação do Festival Aldo Baldin faz parte da Temporada da Pró-Música e traz diversos eventos: Concerto de Abertura, aula aberta (interpretação e repertório de Ópera e Câmara com profissionais convidados; Concurso Nacional de Canto, Recital; Apresentação de vídeo da ópera a ser encenada, com palestrante convidado; Entrega do troféu Aldo Baldin a uma personalidade de canto do Brasil.

Outros objetivos

– Desmistificar o canto lírico como sendo algo direcionado apenas para uma elite, oferecendo a todas as classes sociais, o conhecimento a apreciação do canto lírico.

– Oferecer ao público catarinense a apreciação de performances musicais de jovens cantores líricos no Festival de Canto Aldo Baldin.

– O concurso de Canto Aldo Baldin possui como objetivo principal a revelação de novos talentos do canto lírico no Brasil.

– Oferecer oportunidade para jovens estudantes e profissionais demonstrarem em um concurso de canto sua capacidade interpretativa e técnica frente a obras musicais de importante valor técnico-musical.

– Reafirmar através de mais uma edição deste Festival a importância do mesmo para o cenário musical do Brasil, em especial o cenário lírico.

– Reafirmar a excelência de Florianópolis como uma expoente e pólo cultural no desenvolvimento e incentivo do canto lírico.

Aldo Baldin

Tenor Aldo Baldin

Aldo Baldin nasceu em Urussanga, Santa Catarina, em 1º de janeiro de 1945. Sua forte inclinação para a música o levaria a uma vertiginosa carreira, com dezenas de condecorações. Sua trajetória tem início no Rio Grande do Sul, seguindo para o Rio de Janeiro, Frankfurt (Alemanha), vencendo o “Concurso das Escolas Superiores de Música da Alemanha” e onde viria a exercer a carreira de professor catedrático da Universidade de Karlsruhe.

Dali, seguiu para Barcelona (Espanha), onde venceu o “Concurso Internacional de Canto Francisco Viñas”,  além de conquistar a Medalha de Ouro pela melhor interpretação de música brasileira. Volta para a Alemanha contratado para as temporadas de ópera do Pfalztheater Kaizerlauten. Em Buenos Aires faz sua estréia no Teatro Colón e poucos anos depois no Scalla de Milão. É contratado pela Deutsche Oper de Berlim.

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Sua agenda de concertos, sempre lotada com dois anos de antecedência (cerca de 100 concertos por ano, além de gravações), levou-o a se apresentar na Itália, Portugal, Espanha, Áustria, Suíça, Luxembugo, Holanda, Inglaterra, França, Bélgica, Polônia, Estados Unidos, Brasil, Uruguai, Argentina, Norte da África e Austrália.

No Brasil, foi a estrela dos Festivais de Curitiba, Ouro Preto e Campos do Jordão. O mesmo aconteceu com os festivais de Santiago de Compostela  (Espanha), Saint Denis (Paris), Aix de Provence (França), Flandern Festival (Bélgica), Festival Bach (Londres), Salzburg, Tóquio, Londres e Tanglewood (EUA).

Aldo Baldin atuou como solista das mais importantes orquestras do mundo e também cantou ao lado de grandes astros do mundo lírico internacional. Aldo faleceu em 6 de janeiro de 1994, na cidade de Waldbronn, Alemanha, deixando um legado inigualável. Poucos tenores contaram com um repertório tão abrangente, seja na música de câmara ou na cena lírica (cerca de 60 papéis em óperas contabilizando mais de 500 apresentações e 300 títulos no repertório dos oratórios) além de impressionante número de gravações realizadas no exterior: 150, das quais mais de 60 foram lançadas em CDs. São mais de 1000 obras entre gravações para as rádios e para redes de televisão na Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Itália, Portugal, Espanha, Venezuela e Brasil.

Extrato de Críticas

“O tenor Aldo Baldin com sua voz de belcanto italiano tem grande afinidade com a língua alemã, criando um colorido especial nas suas interpretações” – Frankfurt, 1971

“O quarteto de solistas esteve excelente. Destacou-se, porém, a voz do tenor brasileiro Aldo Baldin que mostrou suas grandes qualidades vocais no que toca a liberdades e facilidade no registro agudo, dando ao quarteto um colorido ideal” – Londres, 1971

“O tenor Aldo Baldin cantou as Cantatas de Bach com soberania” – Munique, 1972

“O tenor Aldo Baldin possui uma voz teatral poderosa, de grande maleabilidade e expressividade em todos os difíceis papéis que interpreta” – Wiesbaden, 1972

“A grande e nova descoberta é o tenor Aldo Baldin. Sua voz tem brilho de ouro sobre uma base firme e acima de tudo é inteiramente maleável, conforme as reveladoras longas e difíceis coloraturas da ária “Frohe Hirten” de Bach” – Wiesbaden, 1972

“Não ouvimos nos últimos anos tenor de tão grande futuro” – Ansbach, 1973

“Aldo Baldin cantou com tal expressividade que no deu mais uma possibilidade de sentirmos o quanto é maravilhosa a música de Bach. Sua voz redonda e brilhante inundou toda a catedral” – Paris, 1973

“A musicalidade, interpretação e inteligência de Aldo Baldin, juntando-se a uma técnica perfeita, fazem dele um grande intérprete e, sem dúvida, o nosso cantor brasileiro!” – Rio de Janeiro, 1974

“Aldo Baldin é muito mais do que afirmam os críticos europeus. Sua técnica é completa. O timbre de voz revela uma personalidade excepcional. O registro é imenso. A dicção é clara e expressiva. Não diz uma sílaba sem intenções e não dá uma nota sem sentido musical” – Rio de Janeiro, 1974

“O tenor Aldo Baldin interpretou seu papel com grande expressão e dramaticidade, criando a mais comovente atmosfera das cenas da Paixão de Bach.” – Loreto, Itália

“O romantismo da poesia e da música encarnou-se na voz de Aldo Baldin. Interpretação pura, idiomática, sentida, vibrante e comunicativa… Que soberba lição de arte vocal” – São Paulo, 1974

“A voz do tenor Aldo Baldin conseguiu deixar marcas inesquecíveis no Teatro quando acabou de cantar o Benedictus (Bach)” – Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 1974

“Aldo Baldin brilhou pela sua interpretação emocionada. Uma Missa de Bach em excepcional versão” – Jornal La Nación, Buenos Aires, 1985
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