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“Concerto sacro” de Duke Ellington

Coral Lírico de Minas Gerais e Big Band Palácio das Artes interpretam repertório de um dos maiores nomes do jazz mundial.

Sucesso de público na primeira albuterol sulfate syrup online———————————————–+ temporada, até então inédito em Belo Horizonte, o Concerto Sacro, de Duke Ellington, terá nova edição no Grande Teatro do Palácio das Artes. O concerto sela o êxito da parceria entre o Coral Lírico de Minas Gerais e a Big Band Palácio das Artes, sob a regência do Maestro Lincoln Andrade, Regente Titular do Coral. Os ingressos para a apresentação começam a ser distribuídos a partir do dia 18 de dezembro, na bilheteria do Teatro. Serão apresentados os melhores momentos da série de obras sacras do autor, com arranjos dos dinamarqueses John HØybye e Peder Pedersen.

No dia 1º de outubro deste ano, subiram ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes o canto erudito do Coral Lírico de Minas Gerais e da soprano Rita Medeiros; o swing da Big Band Palácio das Artes; e a precisão improvisada do sapateador Steve Harper. O maestro Lincoln Andrade garante que o público poderá rever essa bela performance na noite do dia 21. “Vamos repetir o espetáculo na íntegra. É um presente de Natal para a cidade. Eu espero que as pessoas entendam a mensagem do Duke, ou seja, a liberdade”, destaca o Maestro.

Rita Medeiros vai apresentar diversas peças. Um dos momentos marcantes será a dobradinha que a cantora fará com o Coral Lírico no jingle Sweet, fat and hat, que Ellington compôs para uma marca de adoçantes. O bailarino alemão, criado nos Estados Unidos e residente no Rio de Janeiro, Steve Harper, sobe ao palco para sapatear ao som de David danced before the Lord.

Para a diretora Artística da FCS, Edilane Carneiro, o sucesso da apresentação está ligado à qualidade da música. “A música do Duke Ellington é bastante popular nos Estados Unidos. Vamos repetir o concerto para atender aos inúmeros pedidos do público, que também se encantou com o trabalho. Acreditamos que, assim, possibilitaremos que mais pessoas conheçam essa grande obra”, explica Edilane Carneiro.

 

Causas sociais

Dividida em dez peças, a obra de Ellington traduz as lutas pelas causas sociais da década de 60. Em Freedom, o compositor exalta a liberdade em sete movimentos, que dão o tom ideológico, religioso e musical de todo o concerto. Entre blues, jingles e baladas, a apresentação revelará a obra sacra de Ellington em momentos distintos e especiais. “Há vários coloridos musicais que representam um resumo da linguagem jazzística norte-americana”, comenta Lincoln Andrade.

A apresentação revela o diálogo entre erudito e popular, evidenciado pela qualidade artística dos dois Grupos artísticos envolvidos. “Este é um concerto híbrido. A música das Américas, de um modo geral, é assim. Às vezes, as pessoas ficam tentando rotular a música de popular ou de erudita. Mas, já existe um rótulo: híbrido”, esclarece Lincoln.

O concerto encerra Pills a temporada do Coral Lírico de Minas Gerais de 2013, que contou com diversas apresentações em espaços públicos de Belo Horizonte e interior de Minas, além de grandes produções com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

 

A história dos concertos

Duke Ellington raramente online expressava sua ligação com a religião em sua música. No entanto, ao completar 66 anos de idade, ele foi convidado a compor uma série de concertos previstos para aconteceem nas principais igrejas nos Estados Unidos. Para alguns, o interesse de Duke Ellington pela música sacra pode ter aumentado pelo fato de seu amigo e também compositor Billy Strayhorn ter ficado muito doente e falecer pouco depois da estreia do primeiro concerto sacro, que aconteceu na Grace Cathedral, em São Francisco, em 1965. Para quem não queria ter sua música associada à música de igreja, esse foi o primeiro de uma série de três concertos, compostos e apresentados entre 1965 e 1973.

O segundo concerto sacro foi realizado na Catedral de São João, em Nova Iorque, em 1968. O terceiro aconteceu na catedral de Westminster, em Londres, em 1973, apenas sete meses antes de Duke Ellington falecer. Entre 1966 e 1974, Ellington excursionou com sua banda pelos EUA e Europa com os três concertos sacros. Para as performances, em diferentes lugares, geralmente igrejas, ele utilizava diferentes solistas vocais, sendo a mais famosa a cantora de jazz Order sueca Alice Babs, e coros locais.

 

Coral Lírico de Minas Gerais

Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais, corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado, é um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e que interpreta um Pills repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais.

Já estiveram à frente do Coral os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Angela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Sílvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda e Márcio Miranda Pontes. cheap septilin reviews Seu atual regente titular é o maestro Lincoln Andrade.

O Grupo se apresenta em cidades do interior de Minas e em capitais brasileiras com a proposta de contribuir para a democratização do acesso Order de diversos públicos ao canto coral. As apresentações têm entrada gratuita ou preços populares. O Coral já atuou com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

 

Big Band Palácio das Artes

Formada em 2006 como projeto do Curso de Música do Centro de Formação Buy Artística (Cefar), a Big Band Palácio das Artes integra a política do Governo de Minas de fomento e promoção de novos talentos, realizada pela Fundação Clóvis Salgado. A Instituição é responsável por disponibilizar toda a infraestrutura para a manutenção do grupo e oferecer condições para a profissionalização dos jovens artistas, investindo no apuro técnico, na experimentação e na sua valorização e divulgação junto ao público.

Sob a regência do maestro e arranjador Nestor Lombida, a Big Band Palácio das Artes proporciona aos músicos a oportunidade de participarem de todo o processo de um grupo profissional, desde ensaios, gravações, realização de shows e concertos, além do contato com o público. A Big Band Palácio das Artes apresenta-se em diversos espaços de Belo Horizonte e em cidades do interior de Minas Gerais. O grupo também participa de eventos importantes na área da música como Savassi FestivalJazz Gerais, Festival Tudo é Jazz e Vi Jazz Blues Festival.

 

Lincoln Andrade

Possui doutorado em Regência pela Universityof Kansas (EUA), mestrado em Regência Coral pela University of Wyoming (EUA), onde também foi professor assistente e ministrou aulas de canto coral e regência coral. Premiado nos Estados Unidos e na Europa, foi diretor musical do grupo ‘Invoquei o Vocal’, maestro titular do Madrigal de Brasília e do Coral Brasília. Ainda na capital federal, foi professor e diretor da Escola de Música de Brasília. Regeu concertos na Alemanha, Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hungria, Paraguai, Polônia, Portugal e Turquia. É produtor musical, apresentador e entrevistador do programa Conversa de Músico, produzido e veiculado pela TV Senado. Também é professor de regência e coordenador da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ministra palestras sobre regência e canto coral em festivais brasileiros.

 

Rita Medeiros

Como solista, interpretou obras de Britten, Berlioz, Mozart, Manoel Dias de Oliveira, J. S. Bach, H. Soares, Lobo de Mesquita, M. de Falla, João de Deus de Castro Lobo, Vivaldi, entre outros. Na ópera, foi Rosina em O Barbeiro de Sevilha (G. Rossini), Fenena em Nabucco (G.Verdi), Bersi em Andrea Chenier (U.Giordano), Carmen em Carmen (G. Bizet), Madame Herz em O Empresário (Mozart), Lola em Cavalleria Rusticana (P. Mascagni), Marcellina em As Bodas de Figaro (W. A. Mozart), Marianna em La Serva e l´Ussero (L. Ricci), Fedra em Fedra e Hipólito (Christopher Park). Apresentou-se em shows nas Convenções Mundiais de Contrabaixo de Paris (2008) e de State College, EUA (2009), interpretando obras de Fausto Borém, acompanhada, ao contrabaixo, pelo compositor.

 

Steven Harper

Sapateador, coreógrafo, professor e produtor, é um dos principais incentivadores da arte do sapateado no Brasil. Residente no Rio de Janeiro, lecionou e se apresentou em mais de dez países da América Latina, América do Norte e Europa. Abriu caminho para o sapateado em eventos como: Festival de Jazz de Montreux; na Suíça (2000), Festival Back 2 Black, acompanhando a cantora Mart’nália (2009); desfile de carnaval do Rio de Janeiro (2011 e 2012) e Rock in Rio (2011 e 2012). Dirige a Companhia Steven Harper, além de coordenar o ensino de sapateado do Centro de Artes Nós da Dança, no Rio de Janeiro. Organiza, junto com Adriana Salomão, o festival Tap in Rio e é membro do comitê diretor da International Tap Association, sediada nos EUA, e da Comissão Artística para sapateado, do Sindicato dos profissionais da dança do Rio de Janeiro. 

 

 

SERVIÇO

 

 

Concerto Sacro – Duke Ellington
Coral Lírico de Minas Gerais, Big Band Palácio das Artes, a soprano Rita Medeiros e o sapateador Steve Harper

Grande Teatro do Palácio das Artes
Av. Afonso Pena, 1537 – Centro

Dia 21 de dezembro de 2013 (sábado), às 20h30

Entrada gratuita, com retirada de ingressos a partir do dia 18 de dezembro

Informações para a imprensa: 31.3236-7378 / 9838-9630

 

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