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Concerto restaurado de Radamés Gnattali na Sala

Harpista Liuba Klevtsova e Petrobras Sinfônica, dirigida por Ira Levin, interpretam concerto restaurado de Radamés Gnattali. Espetáculo será presencial e transmitido pelo YouTube da Sala e pela TV Alerj na sexta-feira, dia 2 e só presencial no sábado, dia 3.

A Sala Cecília Meireles, espaço da FUNARJ, apresenta, na sexta-feira, dia 2 de julho (com transmissão pelo YouTube e pela TV Alerj), e no sábado, dia 3 de junho, sempre às 19 horas, dentro da Série Orquestras, a Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência de Ira Levin, tendo como solista a harpista Liuba Klevtsova. No programa, obras de Ottorino Respighi (1879 – 1936), Claude Debussy (1862 – 1918). Radamés Gnattali (1906 – 1988) e Ernest Bloch (1880-1959). A Temporada 2021 da Sala Cecília Meireles tem o patrocínio da PETROBRAS.

O Concerto para Harpa e Orquestra foi composto em 1957 por Radamés Gnattali e, até recentemente, sua partitura era manuscrita, o que dificultava sua divulgação. “Havia até uma mancha escura de água em várias folhas”, relembra Roberto Gnatalli, sobrinho do compositor.

Graças à Academia Brasileira de Música, a peça foi inteiramente restaurada e digitalizada, num trabalho de editoração e musicologia com uma equipe formada por José Staneck, Marcílio Lopes e o próprio Roberto Gnatalli. Para Liuba Klevtsova, russa que está no Brasil desde 2000 e primeira harpista da OSESP, o resgate da peça é “uma vitória e permitirá sua divulgação internacional”.

A Sala Cecília Meireles segue o Protocolo de Segurança Sanitária elaborado pela FUNARJ, ratificado pela Secretaria Especial da Covid-19 do Estado do RJ e adotado pelo Governo do Rio de Janeiro, via decreto

 

PROGRAMA

Ottorino Respighi (1879 – 1936)
Árias e danças antigas para alaúde – Suite nº 3
– Italiana – Andantino
– Aria di corte – Andante cantabile
– Siciliana – Andantino
– Passacaglia – Maestoso

Claude Debussy (1862 – 1918)
Danças sacra e profana
– Dança sacra – Très modéré
– Dança profana – Modéré

Radamés Gnattali (1906 – 1988)
Concerto para harpa e orquestra de cordas
– Allegro moderato
Adagio
– Ritmado

Ernest Bloch (1880-1959)
Concerto Grosso nº 1 para orquestra de cordas e piano obligatto
– Prelude – Allegro energico e pesante
– Dirge – Andante moderato
– Pastorale and rustic dances – Assai lento
– Fugue – Allegro

 

SERVIÇO

Série Orquestras – Concerto restaurado de Radamés Gnattali 


Dia 02 de julho, sexta-feira , às 19h presencial + YouTube da Sala e TV Alerj (NET Canal 12  e UHF 10.2)
Dia 03 de julho, sábado, às 19h presencial


Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 na bilheteria da Sala

 


Liuba Klevtsova 

A russa Liuba Klevtsova começou a estudar harpa aos sete anos em uma escola de Moscou, com a professora Elena Pavlova. Conquistou o 1º Prêmio no II Concurso Moscovita de Jovens Harpistas. Com 15 anos, entrou para o Colégio de Música do Conservatório Tchaikovsky de Moscou, na classe de Margarita Maslennikova, iniciou o trabalho de docente na Escola Municipal de Música de Moscou e intensificou seu trabalho como solista nas principais salas de concerto da Rússia.

Graduada na classe de Vera Dulova no Conservatório Tchaikovsky de Moscou. Em 1997, foi diplomada no Concurso Internacional de Música de Moscou e, no ano seguinte, tornou-se professora oficial do Colégio de Música da cidade Elektrostal. Após sua formação acadêmica no ano de 2000, Liuba integrou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo como harpista convidada e, a partir de 2001, como Harpista Principal, posição que ocupa atualmente. Leciona em importantes festivais de música do país, como Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Atua como solista nas principais orquestras do Brasil e professora da Academia da OSESP.

 

Ira Levin 

Atualmente diretor artístico e maestro titular do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ira Levin foi diretor artístico e musical do Theatro Municipal de São Paulo, assim como regente titular convidado do Teatro Colón, em Buenos Aires, sendo o único regente estrangeiro que ocupou cargos de direção nas mais importantes casas de ópera do Brasil e da Argentina.

É internacionalmente conhecido pela grande versatilidade de suas atividades musicais, regeu mais de 1200 récitas de 95 títulos de ópera, dispondo de vasto repertório sinfônico. Trabalhou com diversos e importantes instrumentistas, compositores e diretores de cena e regeu importantes teatros de ópera e orquestras em todo o mundo..

Ocupou cargos de regente assistente na Casa Ópera de Frankfurt (1985-88), regente titular da Ópera de Bremen (1988-96) e da Deutsche Oper am Rhein, Düsseldorf-Duisburg (1996-2002) e e também de regente titular convidado do Teatro de Ópera de Kassel (1994-98).

Foi diretor artístico e musical do Theatro Municipal de São Paulo (2002-05) e o Teatro Nacional Cláudio Santoro em Brasília (2007-10), sendo aclamado internacionalmente pelo trabalho realizado em ambas instituições. Introduziu nos repertórios normalmente executados no Brasil importantes obras de Mahler, Janacek, Shostakovich, Sibelius, Busoni, Reger, Enescu, Schoenberg, Schmitt, Schnittke, Jolivet, Corigliano e muitos outros.

Foi o regente titular convidado do célebre Teatro Colón, em Buenos Aires, (2011-15), onde conduziu 12 grandes produções de ópera, incluindo as estreias na América de Oedipe, de Enescu, Caligula, de Glanert, assim como diversos outros concertos sinfônicos.

Como regente convidado, regeu também New York City Opera, Grande Theatro de Geneva, Ópera Semper (Dresden), Ópera de Leipzig, Ópera de Frankfurt, Ópera Nacional de Montpellier, Ópera Nacional da Noruega em Oslo, Ópera de Norrlands em Umea, Ópera da Cidade do Cabo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Theatro São Pedro em São Paulo, Ópera de Dublin, Sinfônica de Düsseldorf, Orquestra Sinfônica de Berlin, Filarmônica de Duisburgo, Orquestra Estatal de Hanôver da Baixa Saxônica, Orquestra Bruckner de Linz, Badische Staatskapelle em Karlsruhe, Filarmônica de Bremen, Orquestra Sinfônica Nacional de Taiwan, Orquestra Sinfônica Portuguesa, Orquestra Sinfônica do Estado de México, Filarmônica de Buenos Aires, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e a maioria das orquestras brasileiras.

 

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