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Concerto de Natal na Igreja do Divino Espírito Santo

Dia 19 de dezembro, quinta-feira, às 19h30, acontece o Concerto de Natal das Quintas Culturais no Divino na Igreja do Divino Espírito Santo na Bela Vista. A série tem como objetivo o restauro da igreja inaugurada em 1908.

Primeiro apresentam-se Adélia Issa (canto) e Edélton Gloeden (violão), depois o Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo, sob regência de André Rodrigo. A série é dirigida pelo tenor Miguel Geraldi. Os ingressos custam R$ 20,00 e meia entrada.

Ao final, serão sorteados para o público, exemplares do CD 12 Valsas Brasileiras com obras de Francisco Mignone e Edélton Gloeden como intérprete.

Dois grandes intérpretes da música de concerto, Adélia Issa e Edelton Gloeden, vão apresentar um repertório fascinante, com canções e obras instrumentais relacionadas ao Natal e à religiosidade, assim como cantigas de ninar tradicionais de vários países, de épocas e estilos diversos.

Entre os compositores estão o espanhol Joaquín Rodrigo (o autor do famoso Concierto de Aranjuez), o irlandes Denis ApIvor, o paraguaio Agustín Barrios e o brasileiro Francisco Mignone, entre outros. Algumas das canções trazem poemas de grandes nomes da literatura, como Lope de Vega, Juana de Ibarbourou e Vinícius de Moraes. Serão também apresentadas antigas canções tradicionais natalinas, com seus textos originais.

Fundado em 2017, o Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo, regido por André Rodrigo, irá interpretar obras sacras e natalinas, como a clássica Noite Feliz, de Franz Gruber. O objetivo do coral é enriquecer e integrar culturalmente os cantores. As apresentações são em vários espaços culturais da cidade.

A Officina da Memória é responsável pelo restauro da Igreja do Divino Espírito Santo. O Museu de Arte Sacra de São Paulo apoia o restauro, através da artista plástica Titina Corso, que promove oficinas de capacitação de alunos.

 

PROGRAMA

Adélia Issa (canto) e Edélton Gloeden (violão)

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Villancicos

Lope de Vega
Pastorcito Santo

Victoria Kamhi
Coplillas de Belén

Victoria Kamhi
Aire y Donaire

Agustín Barrios (1885-1944)
Villancico de la Navidad

Denis Apivor (1916-2004)
Hush-a-ba Burdie (canção escocesa)

Carlos Guastavino (1912-2000)
Por los campos verdes de Jerusalén (Juana de Ibarbourou)

J. S. Bach (1685-1750)
Gavottes I – II 

Francisco Mignone (1897-1986)
Nana (cantiga de ninar)

Tradicional Francesa
Les Anges dans nos Campagnes

Tradicional Catalã
El Noi de la Mare – violão solo

Tradicional Espanhola
Campanas de Belén

Ernst Mahle
Natal (Vinícius de Moraes)

Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo

William Byrd
Lord make me to know

Thomas Tallis
If ye love me

Furio Franceschini
Ave Maria
Arranjo de Heitor Villa-Lobos

Gian Paolo Dal Dosso
Bambino Divino

Wolgang Amadeus Mozart
Ave, Verum Corpus

Pietro Yon
Gesù Bambino

Franz Gruber
Noite Feliz
Arranjo de Damiano Cozella

 


Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo

 

SERVIÇO

Quintas Culturais no Divino – Natal na Igreja do Divino Espírito Santo

Dia 19 de dezembro, quinta-feira, às 19h30

Igreja do Divino Espírito Santo (Rua Frei Caneca, 1047 – Bela Vista – SP –  3285-4483)

Ingressos: R$ 20,00 (e meia-entrada)

Classificação indicativa: Livre

 

Quintas Culturais no Divino

Buscam recursos para o restauro e conservação da Igreja do Divino Espírito Santo. A arte aliada ao patrimônio traz novas possibilidades financeiras para preservação da memória. A série abre um novo espaço ao público com música e arte de qualidade.

A Igreja do Divino Espírito Santo, sua comunidade e o Museu de Arte Sacra de São Paulo uniram-se na criação do projeto. A igreja abriu as suas portas e oferece seu espaço físico e humano na criação de concertos musicais mensais a cargo do tenor Miguel Geraldi. O museu vem capacitando alunos para o restauro sob orientação da professora Titina Corso. O restauro fica a cargo da Officina da Memória. A comunidade ajuda com sua participação, prestigiando os eventos e na arrecadação de fundos para a preservação do patrimônio. “Vamos nos unir na preservação deste patrimônio”, convida Titina.

 

Adélia Issa – soprano

Apresenta-se regularmente em todo o Brasil e exterior em recitais, concertos sinfônicos e em óperas, sob a regência de renomados maestros. Dentre suas atuações mais importantes destacam-se as óperas Un Ballo in Maschera, de Verdi, ao lado do tenor Carlo Bergonzi, e Carmen, de Bizet, com Plácido Domingo.

Foi solista em primeiras audições mundiais de obras de grandes compositores latino-americanos, como os brasileiros Camargo Guarnieri, Francisco Mignone e Cláudio Santoro, o colombiano Andrés Posada e o cubano Leo Brouwer. Mestre em música pela Universidade de São Paulo, tem participado de alguns dos principais festivais do país, entre eles o de Campos do Jordão, Ourinhos, Goiânia, Campo Grande e João Pessoa, e ministrou master classes e seminários nas Universidades Federais da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Uberlândia, Rio Grande do Sul e Campo Grande, entre outras.

Dentre suas gravações, destacam-se os CDs Sons das Américas, com o Núcleo Hespérides – Música das Américas, onde interpreta a primeira gravação feita no Brasil da Suite para Canto e Violino de Heitor Villa-Lobos (Selo Sesc), Mitología de las Aguas, com obras do cubano Leo Brouwer (Cubadisco), Puertas, com o violonista Edelton Gloeden (Selo Sesc), e Vozes Mulheres (projeto Proac-SP).

Edélton Gloeden – violão

É um dos mais destacados violonistas brasileiros da atualidade. Teve entre seus mestres Henrique Pinto, Eduardo Fernández, Guido Santórsola e Abel Carlevaro. Apresenta-se em recitais solo, com grupos de câmara, e em concertos com orquestra em todo o Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa.

Realizou inúmeras primeiras audições de obras de compositores como Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, Cláudio Santoro, Mário Ficarelli, Paulo Costa Lima, Gilberto Mendes, Antônio Ribeiro e Jorge Antunes, entre outros.

É Livre Docente pela Universidade de São Paulo, onde é professor no Departamento de Música, e presença constante nos mais importantes festivais de música do país, entre eles os de Campos do Jordão, Brasília, Londrina, Porto Alegre, Poços de Caldas, Ourinhos, Campo Grande e João Pessoa. Entre 2008 e 2013, foi o diretor artístico do Festival Internacional Leo Brouwer em São Paulo, com a presença de grandes nomes do violão internacional.

Em sua discografia destacam-se os CDs Os Anos 20 para violão solo (EGTA), Sons das Américas (Selo SESC) com o Núcleo Hespérides – Música das Américas, Puertas, com Adélia Issa (Selo Sesc) e 12 Valsas Brasileiras de Francisco Mignone para violão solo (projeto Proac-SP).

Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo 

É um coral fundado em 2017 pelo regente André Rodrigo e pela Instituição que dá nome ao coral. A proposta da criação do grupo foi proporcionar uma atividade musical no Museu, oferecendo um espaço para a integração e enriquecimento cultural dos membros envolvidos. Além disso, com o crescimento e amadurecimento do grupo, a proposta se estende para um diálogo com a cidade e o estado de São Paulo, na medida em que o coral se apresenta em diferentes locais da metrópole e região.

André Rodrigo – regente

É graduado em Música pela UNICAMP (na classe de regência do Prof. Dr. Carlos Fernando Fiorini) e mestre em Performance em Regência pela USP (orientação Prof. Dr. Marco Antonio da Silva Ramos). Foi aluno participante do VI Eric Ericson Masterclass for choral conductors em Haarlem (Holanda) e aluno bolsista da VI Academia de Verano de Pedagogía Musical y Direccíon Coral de Las Palmas de Gran Canaria (prof. Lilla Gábor e Fernando Malvar-Ruiz).

Atuou como regente convidado do Projeto Guri com o Grupo de Referência de Lorena, como regente tutor do projeto Canta São Paulo em 2015 e foi regente assistente do Coral Cultura Inglesa (reg. Marcos Júlio Sergl). Atualmente é o fundador e regente do Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo e do Coro d’A Cappella (antigo Coral do Mosteiro) e regente de grupos do Cultura Inglesa Pop Choir.

Miguel Geraldi – tenor

Iniciou seus estudos com Gledys Pierri e se aperfeiçoou com Neyde Thomas. Já integrou os grupos Armonico Tributo, Coro Bach e Camerata Antiqua de Curitiba.Foi vencedor do “V Concurso Carlos Gomes” de Campinas, “II Concurso Aldo Baldin” de Florianópolis, e do “III Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão”.Debutou no Theatro Municipal de São Paulo como Alfredo Germont em La Traviata de Verdi em 2001.

Atuou junto a importantes orquestras como OSESP, Sinfônica Municipal de São Paulo, Experimental de Repertório, Sinfônica do Paraná e Filarmónica de Bogotá,Orquestra Sinfônica de Chieti ( Itália) sob a regência de maestros como John Neschiling, Walter Polischuk, Ira Levin, José Maria Florêncio, Mario Zaccaro, Jamil Maluf, Emiliano Patarra, Luciano Camargo, Edmundo Hora, Roberto Di Regina, Reynaldo Censabela e Alessandro Sangiorgio, Hirofumi Yoshida ( Japão) , Gioigio Paganini, Roberto Duarte, Abel Rocha ,Daisuke Soga ( Japão) dentre outros de renomada importância.

Protagonizou as óperas L’Elisir D´amore, Rita e Poliuto de Donizetti ,La Bohème, Gianni Schicchi e Turandot de Puccini, Rigoletto e La Traviata , de Verdi, Cecilia de Licinio Refice ,Loreley, de Catalani, Carmina Burana de Carl Orff e Viúva Alegre de Léhar, D. Jose, na Carmen de Bizet, Arlecchino, no Pagliacci de Leoncavallo , Magdalena de Villa-Lobos.

Officina da Memória 

É um espaço destinado a execução de trabalhos com ações na direção da Conservação e Restauração. Este atelier que resgata valores patrimoniais, tem o empenho de seguir todas as normas internacionais éticas em relação ao bem tratado, seja móvel, imóvel ou integrado. Figuram nas atividades da Officina, trabalhos sob a coordenação, intervenção e participação da Profa. Especialista em Arte Sacra, Titina Corso, sob contratação de clientes, parceiros, museus, antiquários ou colecionadores. Durante 30 anos a profissional se dedica aos estudos das artes plásticas, da educação e da conservação do patrimônio

Titina Corso é artista plástica e educadora híbrida, desenvolvendo pesquisa e projetos temáticos, com olhares especiais voltados ao contato com o período Barroco, transdisciplinar nas Artes e educação patrimonial. Stricto Sensu em TIC na educação, Latu Sensu em Metodologia no Ensino Superior, graduada em Pedagogia e em Artes Plásticas. Realizou diversos cursos profissionalizantes na Sociedade Brasileira de belas Artes (RJ) e Parque Lage (RJ), tendo frequentado ainda a graduação da EBA-UFRJ e extensão artística na Universidade de Évora (Portugal).

Atualmente é Professora especialista no Museu de Arte Sacra de São Paulo, exercendo atividade constante como Conservadora e Restauradora de Obras de Arte, especializada em Arte Sacra na execução e coordenação de diversos projetos do Patrimônio Público Nacional e coleções particulares, atuando também como restauradora e orientadora artística em seu próprio atelier.

Na perspectiva acadêmica direciona sua experiência na área artística, com ênfase em Artes Visuais, atuando em planos de poéticas híbridas nas linguagens bi e tridimensional bem como nas intervenções urbanas. Observando a linha de pesquisa para a criatividade; transdisciplinaridade; TIC´s e também a educação especial e brinquedos educativos. Sua construção monográfica de mestrado conversa com fragmentos ancorados na memória, sussurros que percebidos, travam contatos com o sujeito e a aprendizagem transdisciplinar.

Em novembro de 1993 toma posse na Academia de Letras e Artes de Paranapuãn (ALAP) considerada Utilidade Pública sob a Lei nro 1644 de 27/12/1990, no Auditório da Academia Brasileira de Letras, ocupa a cadeira nº 19, sob patronímica de Antônio Parreiras, duas Moções Culturais pela Câmara Municipal do Rio pelos trabalhos prestados à cultura, estabelecendo-se desde então como assessora Cultural da Academia, atualmente sob a Presidência atual da ALAP de Marice Prisco.

Em 1996, é selecionada por convite da União Católica dos Artistas Italianos para expor seus trabalhos na Galeria La Pigna propriedade da administração do Vaticano em Roma – Itália, uma de suas obras neste evento, passa a integrar o acervo artístico do Vaticano, a obra intitula-se “Só Cristo”. Em 1997, transfere sua moradia para o Estado de São Paulo, desde então atuando na área Cultural e Artística deste Estado, onde atua na área docente das artes, produzindo ainda inúmeros trabalhos artísticos, em seu Atelier onde ministra aulas de desenvolvimento para profissionais da área e desenvolve seus projetos de arte bem como as de restauro até a data atual.

Em 2000, expõe em Paris – Galeria Everarts na comemoração “Brèsil 500 ans” e no Líbano onde recebe a Medalha de Ouro artística Internacional. Em 2011, participa do Circuito Internacional de Arte Brasileira que percorre a Áustria, Évora, Madri e Belo Horizonte. Em Évora, desenvolve ainda mais seus conhecimentos artísticos em um curso de extensão em Artes Plásticas – Desenvolvimento da cor, na Universidade de Évora. É ainda através deste curso que tem um de seus trabalhos desenvolvidos dentro da UÉ, selecionado para aderir ao Projeto Utopia Azul. Atualmente coordena o projeto de réplicas 3D do Museu de Arte Sacra de São Paulo.

 

 

Crédito das fotos:
Adelia Issa e Edelton Gloeden – Crédito Paulo Barbagli
Coral do Museu de Arte Sacra de São Paulo – Divulgação

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