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Concerto da Opes na Cecília Meireles

A Sala Cecília Meireles, um espaço da FUNARJ, apresenta nos dias 6 e 7 de março, sexta-feira e sábado, às 19 horas, dentro da SÉRIE ORQUESTRAS, a  Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, tendo como convidados o  tenor Fernando Portari e  o trompista Philip Doyle. No programa, Samuel Barber,  Benjamin Britten e Richard Strauss.

Benjamin Britten foi um importante compositor, maestro e pianista inglês, contemporâneo de Barber. Figura central da música britânica do século 20, suas obras abrangem diversos formatos, da ópera à música de câmara. A Serenata que faz parte do programa deste concerto foi encomendada por um trompista amigo do compositor, Dennis Brain. Embora o tenor certamente tenha um papel de destaque, Britten escreveu uma belíssima parte para trompa, sem dúvida pensando com carinho em seu amigo.  Solos do instrumento de sopros abrem e fecham a obra, com um prólogo e um epílogo, tocados em harmônicos naturais, que servem como uma moldura eloqüente para a poesia cantada pelo tenor.

Samuel Barber foi um compositor americano, nascido em 1910. Seu Adagio para Cordas talvez seja uma das composições mais famosas do século XX. Considerada uma obra de profunda tristeza, ela é um arranjo feito a partir do segundo movimento de um quarteto de cordas composto por Barber alguns anos antes.  Tal arranjo fez sua estreia na rádio americana em 1938 sob a regência do maestro Arturo Toscanini. Seu sucesso foi tal que a obra foi posteriormente tocada nos funerais de Franklin Delano Roosevelt e Albert Einstein, além de ter figurado em emissoras de rádio estadunidenses por ocasião do assassinato de John F. Kennedy. Como compositor, Barber tinha um estilo bastante conservador, acreditando que a linguagem romântica que o precedera ainda tinha muita força, característica que podemos observar facilmente em seu Adagio.

Fechando esse tocante programa, teremos uma peça de Richard Strauss, nascido em 1864 em Munique. Metamorphosen foi escrita quase no fim da vida do compositor, em 1945. No inverno do mesmo ano o teatro de ópera de Vienna foi bombardeado e destruído, por conta da Segunda Guerra Mundial. A perda deste teatro impactou profundamente o compositor, e foi sob este impacto que Metamorphosen foi escrita. Não à toa que ela foi descrita pelo crítico americano Alan Rich como uma “Música solene, sombria e resignada do final da vida de um compositor cada vez mais amargo.”

 

PROGRAMA

Samuel Barber (1910-1981)
Adágio para cordas

Benjamin Britten (1913-1976)
Serenata para tenor, trompa e cordas, op. 31

Richard Strauss (1864-1949)
Metamorphosen, TrV. 290

 

SERVIÇO

 

Série Orquestras – Concerto da Opes 

Dias 06 e 07 de março, sexta-feira e sábado, às 19h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47 – Centro – Rio – 21 2332 9224)

 

Ingressos a R$ 40 (R$ 20,00)

 www.ingressorapido.com.br

www.salaceciliameireles.rj.gov.br

 

Fernando Portari  – tenor

Fernando Portari

Fernando Portari é um artista versátil que ao longo do tempo aliou a arte de seu canto à força de sua voz para tornar-se intérprete dos mais variados gêneros musicais. Artista internacionalmente reconhecido, cantou no teatro Alla Scala de Milão as óperas Fausto e Romeo e Julieta e foi partner da soprano Anna Netrebko em Berlim sob a regência do maestro Daniel Barenboim em Manon de Massenet além de participações em shows, musicais, concertos, recitais, trilhas sonoras de novelas e jingles comerciais.

Paralelamente à sua bem sucedida carreira como cantor, abriu com  sua sócia Rosane Barbosa a produtora Eté Produções Artísticas  onde pesquisa e desenvolve novas ideias no gênero lírico . Neste momento realizam o projeto  OPERA NOVA em parceria com o Clube Athletico Paulistano e o SESC SP  onde propõem um espetáculo compacto fundamentado em um diálogo do canto  com imagens cinematográficas criadas especialmente para cada espetáculo,   no qual se busca  a possibilidade de levar essa arte fundamental a muitos públicos de uma forma simples, bela e com baixo custo.

 

Philip Doyle – trompista

Philip Doyle

Radicado no Brasil desde 1977, Philip começou seus estudos de trompa na Inglaterra com Adrian Leaper em 1974. No Rio de Janeiro, estudou com João Jeronimo Meneses e Zdenék Svab.

Aulas com Norman Schweikert, Gregory Hustis e Roland Pandolfi, além de masterclasses com Hermann Baumann, Frank Lloyd e Vladimira Klanská, aprimoraram seus estudos.

Philip é Mestre em Música pela Escola de Música da UFRJ, onde atualmente leciona, e trompista da Orquestra Petrobras Sinfônica e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

É membro do Quinteto Villa-Lobos desde 1987, e foi condecorado em 2018, com a Ordem de Rio Branco por serviços culturais.

 

Isaacv Karabtchevsky – Diretor Artístico e Regente Titular da OPES

Isaac Karabtchevsky

Em 2009, o jornal inglês The Guardian indicou o maestro Isaac Karabtchevsky como um dos ícones vivos do Brasil. A expressão do jornal tem sua razão de ser: desde os anos 70, Karabtchevsky tem desenvolvido uma das carreiras mais brilhantes no cenário musical brasileiro, atuando por 26 anos como maestro da Orquestra Sinfônica Brasileira, comandando o projeto mais ousado de comunicação popular da América Latina, o Aquarius, que reuniu durante anos milhares de pessoas ao ar livre e favoreceu, dessa forma, a formação de um público sensível à música de concerto.

A partir de 2004, Karabtchevsky assumiu a direção da Orquestra Petrobras Sinfônica. Nesta fase, prepondera sua vasta experiência no repertório sinfônico e também a visão do regente habituado a títulos do porte de Erwartung, de Schoenberg, Billy Budd, de Britten e inúmeras produções que o levaram a dirigir, na Ópera de Washington, uma notável realização de Boris Godunov, considerada pelo crítico Tim Page, do Washington Post, como a melhor da temporada de 1999-2000.

Vêm desse período as comendas que recebeu do governo austríaco pelos serviços culturais prestados ao país, a medalha “Chevalier des Arts et des Lettres”, do governo francês, além das que recebeu de praticamente todos os estados brasileiros. Desde 2000, dirige, na Itália, no Musica Riva Festival, masterclasses para maestros do mundo inteiro.

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