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Colóquios de Música Antiga da UFRGS

Neste Colóquio 3, que vai acontecer no dia 18/06 de 2011, na UFRGS, o tema será A arte da Fuga, monumento da música ocidental

O terceiro dos Colóquios de Música Antiga da UFRGS tem como músicos convidados os cravistas Ana Cecília Tavares e Marcelo Fagerlande, que apresentam em versão inédita para dois cravos A Arte da Fuga, a última grande composição de um dos maiores gênios da Música Ocidental, Johann Sebastian Bach (1685-1750). A obra é considerada uma das maiores criações musicais da História da Música, representando a culminância do pensamento polifônico.

Além de suas inegáveis qualidades musicais, a Arte da Fuga está envolta em alguns mistérios, como: para que instrumento ou grupo de instrumentos teria sido composta? Ou, por que motivo Bach não finalizou a obra, deixando a última Fuga inacabada? Este ciclo magistral tem sido alvo de muitos estudos e especulações, até mesmo de caráter místico. Uma das relações presentes na música do gênio alemão é aquela que relaciona letras e números. Assim, a soma das letras do nome do compositor, segundo a notação alfabética alemã (B+A+C+H = 2 + 1 + 3 + 8 = 14), equivale ao número de Fugas da obra, fato considerado por muitos como proposital.

Para melhor entender a complexidade e a genialidade da Arte da Fuga, a palestra deste colóquio será compartilhada entre os cravistas Ana Cecília Tavares (Escola de Música de Brasília) e Marcelo Fagerlande (UFRJ) e os violonistas e compositores Fernando Lewis de Mattos (UFRGS) e Ricardo Mitidieri (IFRS-Projeto Prelúdio).

O concerto tem ENTRADA FRANCA e ocorre no sábado, dia 18/06, às 18h30min no Instituto de Artes da UFRGS.

 

TEMAS DAS PALESTRAS

Música Polifônica e as Origens da Fuga – Prof. Fernando Mattos.

As fugas de J. S. Bach são consideradas o ponto culminante da arte polifônica. Esta comunicação, que contará com execução musical ao vivo, abordará gêneros musicais que estão na origem da fuga, com reflexões sobre o contraponto imitativo e sua importância nas transformações da música europeia dos séculos XIV a XVII.


A Arte da Fuga –
Professores Ana Cecília Tavares e Marcelo Fagerlande.
A estrutura da obra, relações entre as partes, simetrias e correspondências, uso de materiais motívicos.


Perplexidade e ordem: a tocata como contraste com a fuga
– Prof. Ricardo Mitidieri.

As fugas de J. S. Bach, em especial aquelas de “A Arte da Fuga” são a culminância da ideia de que a música é representação de uma ordem cósmica/divina imutável, a perfeita conjugação de diversidade e unidade. A tocata surge em um certo momento histórico como a forma instrumental que integra elementos da música dramática com suas representações das imperfeitas e desordenadas paixões humanas. Compreender o sentido da tocata leva a um entendimento maior do  próprio sentido da fuga e relaciona as formas musicais com as idéias e concepções que lhes deram origem.

 

PALESTRANTES

Ana Cecília Tavares (Escola de Música de Brasília) e Marcelo Fagerlande (UFRJ)

Os dois cravistas lançaram em março de 2010 a gravação integral do ciclo em Cd, pelo selo Clássicos (SP), com excelentes críticas. É a primeiro registro fonográfico da obra no Brasil e também a primeira gravação de dois cravos realizada no país. Tavares e Fagerlande apresentaram A Arte da Fuga em recitais em teatros no Brasil (Rio, São Paulo e Brasília), em festivais (Mostra Internacional de Musica em Olinda ? MIMO, Ciclo Bach 2010, Sala Cecília Meireles, Rio) e na Alemanha (Karlsruhe e Stuttgart).
Fernando Mattos (UFRGS) viagra online quick delivery

Sócio fundador e professor da Arena – Associação de Arte e Cultura, Fernando Lewis de Mattos é doutor em música pela UFRGS, onde integra o quadro de professores do Departamento de Música e participa do corpo docente do Bacharelado em História da Arte do Instituto de Artes. Como compositor, seu trabalho inclui peças para diferentes formações vocais e instrumentais, além de participação em música incidental e produção de material sonoro para exposições. Também atua como instrumentista (alaúde, viola caipira e violão), com dedicação à música antiga européia e à música tradicional e contemporânea brasileira.
Ricardo Athaide Mitidieri (IFRS-Projeto Prelúdio)

É graduado em violão pelo Instituto de Artes da UFRGS(1989). Em 2003, concluiu doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP com a tese “Composição e contexto: a música e o discurso de Pierre Boulez”. É professor de teoria da música, história da música e violão no Curso Técnico em Música e no Projeto Prelúdio do Instituto Federal-RS.

 

MÚSICOS

Ana Cecília Tavares (Escola de Música de Brasília)

É Mestre em cravo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez especialização em Paris com a cravista Huguette Dreyfus obtendo os prêmios: Prix d’ Excellence e Prix de Virtuosité. Estudou baixo cifrado com Olivier Baumont, participou de eventos internacionais de cravo, e apresentou-se em diferentes cidades francesas. No Brasil, foi vencedora do VI Prêmio Eldorado de Música (SP), gravando disco solo (selo Eldorado). Gravou também o CD para cravo solo Bach/Froberger, outros CDs camerísticos e a Arte da Fuga (Clássicos). Atuou no 28º e no 31º Curso Internacional de Verão em Brasília, ministrou curso de extensão na UFRJ e é professora de cravo no CEP- Escola de Música de Brasília.


Marcelo Fagerlande (UFRJ)

É  graduado em cravo pela Escola Superior de Música de Stuttgart (1986) e Doutor em Musicologia pela Uni-Rio (2002). É professor da Escola de Música da UFRJ.  Apresentou-se por todo o Brasil e nos EUA, México, Alemanha, França, Portugal, Espanha, Hungria. Peru e Uruguai. Dirigiu óperas de Monteverdi, Telemann,  Boismortier e Purcell (Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala Cecília Meireles, Teatro Amazonas, Teatro de Santa Isabel, CCBBs Rio, São Paulo e Brasília). Gravou CDs no Brasil e na Alemanha, como: Marcelo Fagerlande no Museu Imperial, Bach e Pixinguinha (Núcleo Contemporâneo) Modinhas Cariocas (Biscoito Fino) e A Arte da Fuga (Clássicos). www.marcelofagerlande.com.br

“A Arte da Fuga (…) ganha em perspectiva nos dois cravos tocados por Ana Cecília e Fagerlande (…)vivacidade
raramente presente em execuções em outros teclados.” – Nahima Maciel, Correio Braziliense, 11.03.10.

O concerto tem ENTRADA FRANCA e ocorre no sábado, dia 18/06, às 18h30min no Instituto de Artes da UFRGS.