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Cia. Bachiana Brasileira apresenta oratório Elias

Obra de Mendelssohn será apresentada em versão de câmara (com coro, camerata e solistas), com legendas em português. 

A Cia. Bachiana Brasileira, Coro, Camerata e Solistas, sob a regência do maestro Ricardo Rocha, volta a apresentar, na sexta-feira 22 de novembro, às 19h, o belo oratório Elias, de Felix Mendelssohn, em versão de câmara. A récita ocorrerá no Teatro João Teotônio (Universidade Cândido Mendes – R. da Assembleia, 10, subsolo, Centro) e contará com legendas em português.

Em única apresentação, a apresentação terá, como solistas, os cantores Michele Ramos (soprano), Hélida Lisboa (mezzo), Diogo Oliveira (tenor) e Leonardo Soares (baixo). Compõem a camerata os músicos Erika Ribeiro (piano), Daniel Passuni e Marla Rattbum (violinos), Denis Golvim (viola), Cecilia Slamig (violoncelo), Antonio Arzolla (contrabaixo) e Rodrigo Foli (tímpanos).

Mais conhecido do grande público por obras como Sonho de uma noite de verão, com a famosa marcha nupcial, ou a Sinfonia Escocesa, Mendelssohn, já aos 27 anos de idade, se deixou enlevar por este drama, que lhe custou dez anos de trabalho e acabou se tornando a sua obra-testamento: após sua estreia, em 16 de abril de 1847, em Londres, sob sua própria regência, o compositor veio a falecer de derrame em 4 de novembro do mesmo ano, aos 38 anos de idade.

Sobre a trama

O oratório conta a história do profeta que resistiu ao culto do ídolo Baal e às perseguições ordenadas pela rainha fenícia Jezabel. O drama se passa no século 9 a.C., mais precisamente à época do reinado de Acab, rei de Israel e Judá, entre os anos de 873 e 853. O povo hebreu, cuja economia ainda era baseada na atividade agrária e de pastoreio, conquistara militarmente grande parte dos domínios fenícios (cananeus), os mais poderosos mercadores e navegadores de toda a região mediterrânea à época. Porém, ainda que derrotada belicamente, a Fenícia começa a dominar e a exercer enorme influência cultural sobre o povo judeu, então entusiasmado com a prosperidade econômica que passa a experimentar.

Com novos interesses, mudanças de hábitos e comportamentos, o comércio em particular torna-se a atividade de grande atração para os hebreus, com destaque para a tecelagem, a metalurgia, a tinturaria, a cerâmica e o fabrico de joias, cristais transparentes e corante púrpura, então pontos fortes da cultura fenícia. Entretanto, neles a influência religiosa faz-se igualmente presente nos altares que passam a erigir para o culto a Baal, deus da chuva dos amorreus, sincretizado pelos fenícios como o deus das alturas, tempestades e raios, de acordo com seu costume de erguer altares nas partes mais altas de suas cidades para seus diferentes deuses.

Os judeus, que permaneceram fieis ao Deus de Israel, perceberam o que estava ocorrendo. Uma tensão começou a se formar, atingindo seu clímax quando a rainha Jezabel, filha do rei dos sidônios Etbaal e casada com Acab como resultado de uma aliança para fortalecer as relações entre Israel e a clomid uk online pharmacy Fenícia, mandou construir um grande altar a Baal, no próprio palácio do rei e com o consentimento deste.

Utilizando dinheiro do tesouro público, passou a sustentar os 450 sacerdotes de Baal e os 400 profetas da deusa Achera, deusa da fertilidade. Não satisfeita, passou a combater o Deus de Israel, perseguindo e matando implacavelmente seus sacerdotes e profetas (alguns conseguiram fugir para o deserto). Nesse cenário surge a figura épica de Elias, enviado por Deus para anunciar a punição ao seu povo, que havia se dobrado à adoração de um deus estrangeiro, rompendo com a economia de vida e os valores contidos em seus mandamentos.

É para expressar a atualidade desse drama que a Cia. Bachiana Brasileira apresenta essa grande obra, lembrando que o crescimento e o acúmulo material não são o objetivo final da atividade humana e que o modelo por nós hoje utilizado, consumista e predatório do planeta e das relações humanas, encontra-se esgotado e sem condições de seguir adiante sem uma profunda revisão, por parte da sociedade, de seus objetivos.

SERVIÇO:

Oratório Elias, de Felix Mendelssohn, em versão de câmara com legendas em português
Sexta, 22 de novembro de 2013, às 19h
Cia. Bachiana Brasileira, Coro, Camerata e Solistas
Direção e regência: Ricardo Rocha
Teatro João Teotônio (Universidade Cândido Mendes – R. da Assembleia, 10, subsolo, Centro)
Ingressos a R$ 30 (inteira) na bilheteria do teatro a partir das 16h no dia do concerto.

 

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1 Comment

  1. Foi uma noite muito especial.
    A obra é de uma beleza rara!
    A interpretação maravilhosa!
    Agradeço à Cia Bachiana por este grande e inesquecível espetáculo!

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