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“Carmen”, de Bizet no Espírito Santo

O Festival de Música Erudita do Espírito Santo proporciona que os capixabas e turistas possam conferir, até 30 de novembro, obras de grande repercussão internacional como as óperas Carmen e o Barbeiro de Sevilha assim como um concerto especial em homenagem aos 250 anos de nascimento de Beethoven além de diversos outros espetáculos como o “Quinteto de Sopros” e “De Amores e Versos” que leva ao palco música e poesia. O festival já é considerado um dos maiores do gênero em todo o país e em 2019 homenageia o maestro Silvio Barbato (in memoriam) e a homenagem capixaba à Micaela Berger. Serão 8 concertos e duas óperas, totalizando 10 espetáculos em 22 apresentações.

Além do foco no público, o evento busca também ampliar o mercado de trabalho para os mais diversos artistas e profissionais do setor, seja nas áreas: musical e cênica, seja na área das artes visuais. O festival terá integrado as atividades: Projeto Acadêmico – Ópera-Cional; Projeto Sociocultural – Vale Música; Oficinas de canto; debates e encontros com pesquisadores, críticos brasileiros de óperas/concertos, realizadores e o público; Concertos Itinerantes.

A realização do festival é da Cia de Ópera do Espírito Santo (Coes), Ministério da Cidadania e ArcelorMittal Tubarão, com a direção geral de Tarcísio Santório, direção Artística da cantora lírica Natércia Lopes e consultoria musical do pianista Fábio Bezuti.

Outras informações: www.festivaldemusicaerudita.com.br

 

Carmen

A ópera francesa “Carmen” foi lançada em março de 1875 na Opéra-Comique de Paris. O comportamento escandaloso e imoral da protagonista chocou a plateia que pareceu condenar a ópera a um retumbante fracasso. Deprimido pelo resultado do que esperava ser a sua obra-prima, Georges Bizet adoeceu e veio a falecer em junho do mesmo ano, aos 36 anos.

Ele não poderia prever que a estreia em Viena (com os diálogos originais substituídos por seu aluno e amigo Ernest Guiraud), em outubro desse mesmo ano, viria a consagrar a ópera. Até hoje, quase 150 anos após sua estreia, “Carmen” é certamente uma das óperas mais encenadas em todo mundo, e muitos de seus números musicais são imediatamente identificados e reconhecidos, até por pessoas que não têm intimidade com o gênero lírico.

O libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy tomou como base a novela “Carmen”, publicada em 1845, por Prosper Mérimée (1803-1870), tendo feito grande sucesso em Paris. A trama se passa na Andaluzia (região no sul da Espanha), no princípio da década de 1820. Obra marcada pelo gosto do Romantismo pelo exótico (os personagens ciganos e seus costumes), pelo desfecho trágico e pelo “Espanholismo” na busca por “cor local”, a misteriosa Espanha andaluz, a cultura cigana, e a protagonista feminina são retratadas, com certa dose de fetiche por um ponto-de-vista branco, católico, masculino e francês.

Sinopse

No Primeiro Ato da ópera, estamos numa praça pública em Sevilha, situada entre a fábrica de cigarros (onde a cigana Carmen trabalha temporariamente como operária) e a Guarita Policial (onde o Cabo Don José de Lizarrabengoa, basco, natural de Navarra, está servindo junto aos Dragões). Vemos como eles se conhecem, e ao envolver-se com ela, ele abre mão de seus planos de casar-se com sua conterrânea, a donzela Micaëla.

No Segundo Ato, dois meses depois, estamos na taberna do cigano Lillas Pastia, perto dos muros de Sevilha. Está acontecendo uma grande festa cigana, e o sedutor Escamillo, famoso toureiro de Granada, declara seu interesse por Carmen. Ela o rejeita, pois espera Don José. Don José, por ciúme de Carmen, enfrenta seu superior, Zuniga (que também se insinua para a moça) e torna-se um desertor, juntando-se ao grupo de contrabandistas ciganos ao qual pertence Carmen.

No Terceiro Ato, seis meses depois, Carmen e José estão acampados nas montanhas, vivendo como contrabandistas e sua relação está extremamente desgastada. A aparição de Micaëla e de Escamillo nas montanhas leva a relação a um tumultuado final. Sabendo que sua mãe está morrendo, José parte das montanhas com Micaëla. No Quarto Ato, semanas depois, José reencontra Carmen em frente à arena de touradas de Sevilha. Ela está vivendo um relacionamento com Escamillo e não deseja retornar aos braços de José. Enlouquecido pela rejeição, ele a mata com um punhal e entrega-se à polícia para ser enforcado.

 

FICHA TÉCNICA

Regência: Gabriel Rhein-Schirato
Direção Cênica: Menelick de Carvalho
Orquestra Sinfônica da COES – Cia de Ópera do Espírito Santo
Coro Lírico da COES, Corpo de Baile da COES e Coral Infantil Show

Elenco

Luciana Bueno, Carmen (mezzosoprano)
Fernando Portari, Don José (tenor)
Gabriela Pace, Micaëla (soprano)
Homero Velho, Escamilo (barítono)
Chiara Santoro, Frasquita (soprano)
Priscila Aquino, Mercédès (mezzosoprano)
Arifer Gomes, Remendado (tenor)
Willian Donizetti, Dancaïre (barítono)
Flávio Lauria, Moralès (barítono)
Alessandro Santana, Zúñiga (baixo-barítono)
Ernesto Charpinel, Lillas Pastia
Erika Pinto (soprano) e Rodrigo Moraes (barítono), passantes

Coro Lírico da COES, passantes, ciganos, soldados
Coro Infantil – Coral Show, crianças de rua
Corpo de Baile da COES, passantes, ciganos, soldados e toureiros

 

 

SERVIÇO

 

Ópera Carmen, de George Bizet
Festival de Música Erudita do Espírito Santo

 

Dia 08 de novembro, sexta-feira, às 20h e 10 de novembro, domingo, às 18h

Centro Cultural SESC Glória

Entrada franca

Classificação: 16 anos.

 

 

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