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Beth Bastos – performance 60 Cravos Vermelhos

Com a ideia de investigar a relação da dança com a arquitetura e as artes visuais, a bailarina e coreógrafa mineira Beth Bastos apresenta a performance – observatório 60 Cravos Vermelhos no circuito dos museus. Dia 30 de novembro, sábado, às 16 horas, no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo), e no dia 14 de dezembro, sábado, às 17 horas, na  sala de exposição do MAC (Museu de Arte Contemporânea). Criação com inspiração na percepção dos sentidos, com luz desenhada por lanternas e figurino de linho, sessenta bailarinos e estimulam o espectador a desfrutar de momentos de observação de movimentos lentos e pausas.

A bailarina que dirige a performance-observatório 60 Cravos Vermelhos, traz  a pergunta “O que vemos quando olhamos dança?”, com figurino de Tereza Monteiro, cenografia de André Canadá e iluminação de Hernandes Oliveira, sessenta participantes, com cravos vermelhos nas mãos e usando vestidos e camisas de linho em cores neutras, apresentam partituras de  movimento e pausa. Tudo acontece ao cair da tarde no momento de transformação entre o dia e a noite.

Beth Bastos e os bailarinos do Núcleo Pausa propõem ao público a experiência da  composição e do movimento com o foco no corpo e no espaço, ativando a percepção dos sentidos e da imaginação. “As performances-observatório oferecem ao espectador a possibilidade de escolher como e de que lugar se quer olhar, ver e assistir“, comenta Bastos.

O trabalho de improvisação e de composição em dança se alimenta das filosofias de corpo da bailarina americana Lisa Nelson (bailarina, performer, editora de revista em Nova York) e de Klauss Vianna (bailarino brasileiro, criador de um método de dança). Beth Bastos investe na desaceleração do espectador e do artista.

A coreógrafa explica que “a proposta das performances-observatório é sintonizar a percepção e o instante para criar composições espontâneas e singulares, usando os sentidos do corpo como ferramentas de sobrevivência e de produção de imagens. O que pode uma pausa provocar? O que se imagina a partir de um corpo que pausa? Como essa imagem efêmera afeta o espaço“?

Nas palavras de Beth Bastos, “essa pesquisa, em processo, tem como foco as abordagens sobre o corpo e o espaço e usa a desaceleração do movimento para desdobrar os temas da atenção, da pausa, da quietude e da necessidade política de resistir e abrir espaço para outros olhares e seus significados. Propõe uma operação de ralentamento que permite observar a dimensão paradoxal do tempo ao fixar um instante que contém muitos possíveis e desencadear mudanças na ordem do sentido. Em um momento em que a aceleração é um valor em si, as performances-observatório oferecem uma possibilidade de percepção da pausa como um gesto alcançável para produzir outras paisagens”.

As apresentações encerram o projeto O que vemos quando olhamos dança? –  contemplado pela 25ª Edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura -, que já realizou diversas performances pela cidade em arquiteturas distintas, um ateliê de quatro meses na Oficina Oswald de Andrade com 32 solos de dança, palestras e o filme O que te move, sobre os solos. Concebido pela bailarina Beth Bastos e seu núcleo de pesquisa, o projeto investiga a questão do olhar, a imaginação e a relação da dança com a arquitetura, a fotografia e as artes plásticas.

 

FICHA TÉCNICA

Concepção e direção de Beth Bastos.
Núcleo Pausa:Izabel Costa, Daniela Pinheiro, Fernanda Windholz, Emílio Salvietti Cordeiro, Maíra Rocha Machado, Maira Mesquita, Ísis Marks. Músico: Rodrigo Vasconcelos.
Dramaturgia: Débora Tabacof.
Fotografia: Sandro Miano.
Ambiente cenográfico/Design gráfico: André Canadá.
Palestrantes convidados: Paula Chieffi, Guilherme Wisnik, Teresa Bastos.
Produção: Cais Produção Cultural.
Direção de Produção: José Renato F. Almeida.
Assistente de Produção: Beto de Faria.
Assessoria de Imprensa Arteplural

 

 

SERVIÇO

 

Performance-obzervatório 60 Cravos Vermelhos – Beth Bastos


Dia 30 de novembro, sábado, às 16h 

Masp – Museu de Arte de São Paulo (Av. Paulista, 1578 – Centro – São Paulo – 3251 5644)

 

Dia 14 de dezembro, sábado, às 17h

Mac – Museu de Arte Contemporânea (Av Pedro Álvaro Cabral, 1301 – Vila Mariana –SP)

 

 

Beth Bastos

Bailarina, performer, improvisadora e professora de dança. Sua experiência passa pela formação em filosofias do corpo em Klauss Vianna (Brasil) e Lisa Nelson (USA).

Em sua pesquisa questiona o trânsito entre a contemporaneidade e a desaceleração, no tempo e no espaço, a composição de imagens, e a percepção dos sentidos e os sentidos da imaginação.

 

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