Música coralProgramaçãoRio de Janeiro

Beethoven abre temporada 2016 do TMRJ

Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta Coro e Orquestra SinfA?nica na Missa Solemnis.

 

Uma imponente missa abre a temporada 2016 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nos dias 4 e 5 de marA�o, A�s 20h e A�s 16h, respectivamente, o Coro e a Orquestra SinfA?nica do TMRJ, regidos pelo recA�m-empossado maestro Tobias Volkmann (saiba mais), executam a Missa Solemnis em rA� maior, Op.123, de Ludwig van Beethoven. Participam, como solistas convidados, a soprano Rosana Lamosa, a mezzo-soprano Carolina Faria, o tenor Eric Herrero e o barA�tono Michel de Souza.

“A importA?ncia que a composiA�A?o da Missa Solemnis assumiu para Beethoven pode ser medida pelo famoso retrato do compositor pintado por Josef Karl Stieler, que o mostra com o manuscrito da obra em mA?os. Em 1822, em carta datada de 5 de junho para Karl Peters, Beethoven revelaria o especial apreA�o que nutria pela Missa, afirmando que se tratava da maior obra que compunha atA� entA?o. Nem mesmo a composiA�A?o da emblemA?tica Nona Sinfonia destronaria a Missa Solemnis do mais alto posto em seu catA?logo de obras”, destaca o diretor artA�stico do Theatro Municipal, AndrA� Cardoso.

 

Sobre a obra

Composta entre 1819 e 1823, a Missa Solemnis em rA� maior, Op.123 A� uma das grandes obras do A?ltimo perA�odo criativo Beethoven, juntamente com a sua Nona Sinfonia. Principal serviA�o litA?rgico da Igreja CatA?lica, a Missa A� integrada por um conjunto de textos fixos, o chamado OrdinA?rio a�� Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus/Benedictus Cheap e Agnus Dei a�� e outro de textos variA?veis, que A� chamado de PrA?prio a�� Introito, Gradual, Aleluia ou Tracto, OfertA?rio e ComunhA?o. Compor uma missa significa escrever mA?sica para as partes do OrdinA?rio. No caso especA�fico destaA�missa, era dedicada a cerimA?nias de maior importA?ncia, com a presenA�a de alta hierarquia eclesiA?stica, orquestralmente mais rica e formalmente mais ampla. Tecnicamente, a Missa Solemnis A� organizada no estilo vienense, ou seja, dividida em cinco movimentos, cada um para uma parte do OrdinA?rio da Missa, sem interrupA�A�es, com mA?sica contA�nua, embora com mudanA�as de andamento e carA?ter entre as diferentes partes do texto.

O Kyrie A� o movimento mais tradicional e equilibrado, simples e direto em seu apelo A� misericA?rdia de Deus. O longo texto do Gloria dA? oportunidade ao compositor de explorar os diferentes momentos dramA?ticos, criando contrastes. A� sem dA?vida um dos movimentos mais poderosos criados por Beethoven. O Credo possui o texto mais longo e complexo do OrdinA?rio. Figuras retA?ricas tambA�m aparecem. O Sanctus inicia em forma de oraA�A?o pelos solistas, em queA�o compositor retoma a indicaA�A?o apresentada no Buy Kyrie: “com devoA�A?o”. A� um inA�cio pouco usual, pois o texto A� comumente tratado de modo a expressar de forma mais enfA?tica a frase “Senhor, Deus dos ExA�rcitos”. O Agnus Dei A� o A?nico movimento que Beethoven comeA�a em modo menor. No “Dona nobis pacem” ele escreve na partitura: “SA?plica pela paz interior e exterior”. Beethoven apresenta tambA�m no Agnus Dei um procedimento pouco comum em uma Missa, que A� o uso do recitativo, precedido por um solo de tA�mpanos que, com suas inexorA?veis marcaA�A�es acompanhadas pelos metais, nA?o sA? nos remetem a um conteA?do de carA?ter militar (apelo A� paz exterior) como tambA�m criam um momento de grande dramaticidade. A obra termina de forma relativamente surpreendente para uma composiA�A?o que durante mais de uma hora exigiu o mA?ximo das forA�as vocais e instrumentais nela reunidas.

 

Sobre os solistas retin a 0.1 no prescription

Rosana Lamosa, soprano

Uma das mais importantes sopranos brasileiras, Rosana A� artista frequente nos principais palcos de A?pera do Brasil, atuando como protagonista nos mais famosos tA�tulos e em estreias mundiais. SA?o especialmente reconhecidas suas performances como Melisande, Mimi, Violetta, Marie a�� em La Fille du Regiment a��, Gilda, Micaela, Lucy em a�� O Telefone, de Menotti a�� e Anne a�� em The Rake’s Progress. No Teatro SA?o Carlos de Lisboa, interpretou Cecy em Il Guarany, o papel-tA�tulo na A?pera Armide, de Gluck, no Festival de Buxton, na Inglaterra, e ainda Gilda em Rigoletto, na Michigan Opera House, nos EUA. Como concertista, apresentou-se no Carnegie Hall, em Nova York, no Concert Hall de Seul, e, no Brasil, interpretando obras como A CriaA�A?o (Haydn), Requiem e Missa em dA? menor (Mozart), Carmina Burana, Quatro Asltimas CanA�A�es (Richard Strauss), as Sinfonias de Mahler, Nona Sinfonia (Beethoven), Lobgesang (Mendelssohn), Te Deum (Dvorak), Magnificat Order e Cantatas (Bach). Recebeu o PrA?mio APCA de melhor cantora em 1996 e o PrA?mio Carlos Gomes em 1999 e 2002 por sua carreira de destaque na mA?sica lA�rica. Em 2009, recebeu a Ordem do Ipiranga, a maior honraria concedida pelo governo de SA?o Paulo, por serviA�os prestados A� arte e A� cultura. Gravou as Bachianas Brasileiras n. 5, de Villaa��Lobos, com a Nashville Symphony Orchestra (Naxos); CanA�A�es de Amor, de Claudio Santoro (Quartz/ClA?ssicos), com o pianista Marcelo Bratke; a A?pera Jupyra, de Francisco Braga, com a Osesp (BIS); CanA�A�es de Gilberto Mendes e a Missa de Nossa Senhora da ConceiA�A?o, do Padre JosA� MaurA�cio Nunes Garcia, com a OSB (Biscoito Fino).

Carolina Faria, mezzo-soprano

Reconhecida por seu timbre quente e escuro, expressividade e domA�nio cA?nico, Carolina vem construindo uma carreira de serviA�o A� arte e A� educaA�A?o brasileiras nos A?ltimos doze anos. Atuando ao lado de alguns dos nossos maiores mA?sicos, regentes e diretores cA?nicos nas melhores salas de concerto e casas de A?pera brasileiras, possui vasto repertA?rio: A?pera, oratA?rio, canA�A?o sinfA?nica, cA?mera e vanguarda, com especial A?nfase A� MA?sica Brasileira Colonial e participaA�A?o em gravaA�A�es histA?ricas. Em sua trajetA?ria no canto lA�rico, deu vida a vA?rios personagens, entre os quais ganham destaque, entre 2012 e 2014, suas interpretaA�A�es como Herodias em http://sadreddine.com/ranitidine-controlled-delivery-tablets/ SalomA�, de Strauss; Baba the Turk em The Rakea��s Progress, de Stravinsky; Hermia em A Midsummer Nighta��s Dream, de Britten; Gymnasiast em Lulu, de Berg; Corrado em Griselda, de Vivaldi; e Grimgerde em A ValquA�ria, de Wagner. Carolina A� tambA�m professora de canto e publica o blog Boa Chance, canal de informaA�A?o e formaA�A?o de jovens artistas. Bacharel em Canto pela UFRJ, prossegue em seu aperfeiA�oamento sob a orientaA�A?o do tenor Eduardo A?lvares.

Eric Herrero, tenor

Um dos mais promissores cantores lA�ricos da nova geraA�A?o no Brasil, Eric jA? cantou nas principais salas brasileiras de concerto. Interpretou papA�is importantes como Edgardo (Lucia di Lammermoor, de Donizetti), Don JosA� (Carmen, de Bizet), Rodolfo (La BohA?me, de Puccini), Pinkerton (Madama Butterfly, de Puccini), Andrea Chenier (Andrea Chenier, de Giordano), Ismaele (Nabucco, de Verdi) e Cavaradossi (Tosca, de Puccini). Participou da estreia mundial de Poranduba (Villani-CA?rtes), no Festival Amazonas de A�pera, e recebeu excelente crA�tica e elogios do pA?blico ao viver Roberto (Le Villi, de Puccini) no Theatro Municipal de SA?o Paulo. Em 2012, o tenor cantou na abertura da temporada do Theatro Municipal de SA?o Paulo como AlemA?o, em Cheap Pedro Malazarte, de Camargo Guarnieri; e no encerramento como o Pescador, em O Rouxinol, de Stravinski, junto a OER e sob a regA?ncia de Jamil Maluf. O tenor estreou internacionalmente em 2008, com o papel-tA�tulo de Les Contes d’Hoffman (Offenbach) na FranA�a, onde tambA�m interpretou Alfredo (La Traviata, Verdi). Em 2011, participou da estreia europeia de Pedro Malazarte (Camargo Guarnieri), no Feldkirch Festival, na A?ustria. Estreou na Luxemburgo Philarmonie em 2012, retornando em 2013 em uma programaA�A?o dedicada aos compositores italianos com obras de Verdi, Bellini, Donizetti e Puccini. No ano de 2013, atuou como Laca (Jenufa, de JanA?A?ek) na Buenos Aires LA�rica; Lysander (Sonho de uma Noite de VerA?o), Paolo (Moema) e Carlito (Jupyra), estas junto a OSB, e Candide (Candide, de Bernstein) no encerramento da temporada da Osusp. De seu repertA?rio sinfA?nico se destacam obras de Bethoveen (Missa Solene e Nona Sinfonia), Verdi (Requiem) e Bruckner (Te Deum Cheap ). O tenor ainda participou das estreias brasileiras de Therese Mass (Haydn) e do oratA?rio de Natal El Pessebre (Casals).

Michel de Souza, barA�tono

A� Mestre com distinA�A?o pela Royal Scottish Academy of Music and Drama e fez parte do programa Jette Parker na Royal Opera House Covent Garden (ROH) em Londres. Fez seu dA�but na ROH na temporada 2012/2013 como Shaunard, em purchase copegus ribavirin La BohA?me, na produA�A?o de John Copley sob a regA?ncia de sir Mark Elder, e tem se apresentado ao lado de artistas como Jonas Kaufmann, Roberto Alagna e Placido Domingo, entre outros. Em A?pera, Michel tem atuado em Le Nozze di Figaro (Conde Almaviva), A Flauta MA?gica (Papageno), Don Giovanni (Don Giovanni), La BohA?me (Marcello, Shaunard), War and Peace (Prince Andrei), Carmen (Escamillo), The Cunning Little Vixen (Forester), Hansel und GrA�tel (Peter), L’Elisir d’Amore (Belcore), Il Signor Bruschino (Gauden-zio), Tosca (Angelloti), Contos de Hoffmann (Dr. Miracle), Ariadne auf Naxos (Harlequin e Musiklehrer), SansA?o e Dalila (Sumo Sacerdote de Dagon). Tem se apresentado tambA�m em obras como OratA?rio de Natal, Magnificat, Missa em Si menorA�e asA�Cantatas BWV 56, 82, 140 e 147, de Bach, Requiems de Mozart, de FaurA�, DuruflA�, Brahms e Verdi, VA�speras, de Monteverdi, Messias e Dixit Dominus, de Haendel; Carmina Burana, de Orff; Belshazzar’s Feast, de Walton; Five Mystical Songs e Serenade to Music; de Vaughan Williams em concerto com a Orquestra Sinfonica da BBC Escocesa, no Royal Albert Hall, em Londres, na sA�rie The BBC Proms. Recentemente, fez uma serie de apresentaA�A�es com a Orchestre National de Lyon, destacando-se o Festival Berlioz em La-CA?te-Saint-AndrA�, no qualA�interpretou Scene Heroique e Nona sinfonia de Beethoven, e tambA�m na abertura da temporada 2015-2016 no AuditA?rio de Lyon. Participou do programa Emerging Artist da Scottish Opera na temporada 2010/2011 e fez parte do Ensemble de solistas do Grand ThA?A?tre de GenA?ve 2014/2015. No Brasil, venceu em 2007 o 1A? prA?mio em mA?sica de cA?mara no concurso Maria Callas em SA?o Paulo e estudou canto com Benito Maresca e Isabel Maresca. Graduou-se em A?rgA?o com nota mA?xima e louvor pela Escola de MA?sica da UFRJ onde tambA�m estudou canto com Inacio de Nonno. Iniciou seus estudos musicais e carreira no Instituto dos Meninos Cantores de PetrA?polis, sua cidade natal. Atualmente, Michel reside em Londres. Compromissos futuros incluem Sonora em La Fanciulla del West, Rodrigo em Don Carlo e sua volta ao Covent Garden como Ping, em Turandot.

Coro e Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (foto: Salvador Scofano)
Coro e Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (foto: Salvador Scofano)

 

SERVIA�O:

 

Concerto de abertura da temporada 2016

“Missa Solemnis em rA� maior, Op. 123”, de L. v. Beethoven

 

Coro e Orquestra SinfA?nica do TMRJ

Solistas:A�Rosana Lamosa (soprano),A�Carolina Faria (mezzo-soprano),A�Eric Herrero (tenor) eA�Michel de Souza (barA�tono)

Regente: Tobias Volkmann

 

4 e 5 de marA�o, sexta-feira e sA?bado, A�s 20h e A�s 16h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (PraA�a Floriano s/nA�, Centro a�� Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9191)

 

Ingressos: R$ 504 (frisas e camarotes), R$ 84 (plateia e balcA?o nobre), R$ 60 (balcA?o superior) e R$ 30 (galeria), com meia entrada para estudantes e idosos. A� venda na bilheteria ou no site Ingresso.com

ClassificaA�A?o etA?ria: livre

DuraA�A?o aproximada: 75 minutos

} else {} else {

movimento.com
Responsável pela inclusão de programação e assuntos genéricos no blog.