Movimento

Ballet Jovem Palácio das Artes apresenta “Goldberg”

Companhia também reapresenta outras duas coreografias no Grande Teatro do Palácio das Artes.

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Grande Teatro do Palácio das Artes
Dias 12.11, às 21h. e 13.11, às 19h.

Ingressos: R$ 10,oo (inteira) / R$ 5,00 (meia)

Informações: (31) 3236-7400 / fcs.mg.gov.br

 

O Ballet Jovem Palácio das Artes, um dos grupos jovens da Fundação Clóvis Salgado, estreia sua nova montagem, Goldberg. Além da nova coreografia, os vinte e dois bailarinos reapresentam Iungo, que ficou em cartaz pela primeira vez em 2008; e Sostenuto, de 2010.

Com concepção e coreografia de Tíndaro Silvano, esta nova criação leva ao palco as “Variações de “Goldberg”, composição de Johann Sebastian Bach, de 1741, em versão em ritmo de jazz executada por Jacques Loussier Trio.

Considerado um dos mais importantes exemplos da forma variação, a composição foi criada para que o Conde Hermann Karl Von Keyserling tivesse algumas obras para piano de caráter suave, mas ao mesmo tempo vigoroso, e pudesse ser consolado por elas em suas noites de insônia. O jovem e talentoso Johann Gottlieb Goldberg (que recebeu a partitura da obra aos 14 anos de idade) era o músico que, diariamente, executava as canções para o Conde e teve as variações dedicadas a ele posteriormente.

No palco, uma coreografia “que demonstra um ambiente nervoso, inquieto, no qual a sensação de incômodo provocada pela insônia serve de inspiração para a criação da ambiência cênica e para a movimentação apresentada”, afirma o coreógrafo Tíndaro Silvano.

A ideia da inquietude e do piano, que é tocado incessantemente durante a noite, fica exposta durante todo o espetáculo. Há uma tensão, percebida claramente nos movimentos, durante todo o tempo. A angústia de não conseguir dormir caminha ao lado da música, que se inicia suave, passa por um agitamento e acalma-se novamente.

O cenário de “Goldberg” traz de volta ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes partes da arquitetura criada por André Cortez, em 2008, para a ópera Pelléas e Mélisande. A diretora do Grupo, Andréa Maia, conta que a cenografia foi escolhida durante uma visita ao Centro Técnico de Produção da Fundação Clóvis Salgado. “Quando vimos o cenário, achamos que casaria bem com a proposta da coreografia e criaria o ambiente perfeito para compor a montagem”, afirma.

O figurino, criado por Patrícia Caldeira, vai do azul e do roxo, em referência ao céu escuro da noite, chegando ao branco, que representa o amanhecer. “Optamos por utilizar cores que nos remetem imediatamente à noite sem a obviedade do preto, no entanto. O azul turquesa cumpriu esse papel perfeitamente”, afirma a figurinista. “Os bailarinos ainda utilizarão, em boa parte do espetáculo, luvas com dedos prolongados, que dão a ideia do sonambulismo e também dos dedos do músico que toca o piano incansavelmente”, completa. Já na iluminação de Ricardo Cavalcanti, prevalece uma luz fria, com tons suaves.

Os bailarinos da companhia contaram, ainda, durante um mês, com aulas preparatórias de técnica clássica da maitre de dança do Grupo Corpo e do 1º Ato, Bettina Bellomo. Diretora de Ensino e Extensão da Fundação Clóvis Salgado, Patrícia Avellar Zol afirma que “o trabalho de Bettina causa importante impacto no desenvolvimento da dança contemporânea. O mesmo critério estabelecido em sua carreira de bailarina é exigido em suas classes: o domínio da técnica em sua forma mais pura”.

 

PROGRAMA

 

IUNGO (Duração: 10 minutos)

Coreografia: Adriaan Luteijn
Música: F. Chopin
Figurino: Adriaan Luteijn
Projeto de Iluminação: Hans Giesberts (Introdans)
Iluminação: Ricardo Cavalcanti

A coreografia Iungo foi apresentada pelo Ballet Jovem pela primeira vez em novembro de 2008, em São Paulo, quando os bailarinos mineiros dançaram ao lado dos holandeses da Cia. Introdans, na Conexão Internacional da Dança.

Obra criada por Adriaan Luteijn, coreógrafo da Cia Introdans, Iungo propõe o estabelecimento de uma estreita comunicação entre bailarinos no mundo. Adriaan desenvolveu um trabalho coreográfico que proporciona a interação entre bailarinos da Introdans e bailarinos dos países em que a companhia se apresenta em suas turnês internacionais. “A coreografia aborda a urgência dos homens em encontrar na vida cotidiana um lugar silencioso, tranquilo, confortável e seguro”, afirma Luteijn.

 

SOSTENUTO (Duração: 15 minutos)

Coreografia e concepção de luz: Luis Arrieta
Música: Sergei Rachmaninoff (1873-1943)
Figurino: Patrícia Caldeira
Iluminação: Ricardo Cavalcante

O coreógrafo argentino Luis Arrieta buscou no dicionário o verbo sustentar para definir o desenvolvimento da coreografia SOSTENUTO. A construção do movimento foi elaborada no sentido de “impedir que se caia, amparar, estimular, equilibrar-se”, como define o verbo no dicionário.

Sobre a coreografia, Luis Arrieta explica que se trata, basicamente, da investigação do espaço e das dimensões: “a proposta é trabalhar a descoberta do espaço cênico. Para o bailarino, este é apenas o seu local de trabalho, mas para os espectadores, se constitui em um lugar mágico, em um espaço que sustenta os artistas para que possam falar e contar suas histórias”. Arrieta revela ainda o papel que o palco vai desempenhar na coreografia: “Usamos o palco e o espaço cênico como um lugar de descoberta e, através de todas as sugestões deste verbo Sustentar/Sostenuto, trabalho com este trio”, completa.

 

GOLDBERG (Duração: 30 minutos)

Concepção e Coreografia: Tíndaro Silvano
Música: Johann Sebastian Bach / Variações Goldberg / Jacques Loussier Trio
Figurino: Patrícia Caldeira
Iluminação: Ricardo Cavalcanti
Cenário: Originalmente criado por André Cortez para a ópera Pelléas e Mélisande

Segundo a história, o Conde Hermann Karl Von Keyserling, que frequentemente passava por Leipzig, trouxe consigo o virtuoso jovem Johann Gottlieb Goldberg (naquela época com 14 anos de idade) para receber orientações musicais de Bach. Este conde passava noites sem dormir e, em tais ocasiões, Goldberg, que vivia em sua casa, tinha que passar a noite na antecâmara tocando para ele durante sua insônia. Certa vez, o Conde mencionou, na presença de Bach, que gostaria de ter algumas obras para teclado, para que Goldberg as executasse. Deveriam ser de caráter suave e algo vigoroso de modo que ele pudesse ser um pouco consolado por elas em suas noites sem dormir.

Coreograficamente foi criado um ambiente nervoso, onde a sensação de incômodo provocado por essa insônia veio servir de inspiração para a criação da ambiência cênica e para a movimentação apresentada.

 

Ballet Jovem Palácio das Artes

Um dos grupos jovens da Fundação Clóvis Salgado, o Ballet Jovem foi criado em 2007, em parceria com o Instituto Unimed-BH, com o objetivo de preparar bailarinos, com idade a partir de 15 anos, para atuar em grupos profissionais.

Ao longo dos seus quatro anos, 15 bailarinos do Ballet Jovem foram contratados por outras companhias no Brasil – como Grupo Corpo (BH), Camaleão Grupo de Dança (BH), Cia de Dança de Caxias do Sul (Caxias do Sul), Cia Mário Nascimento (BH) e Balé Teatro Guaíra (Curitiba) – e no exterior – Atlanta (EUA), Canadá e Salzburgo (Áustria).

Desde a estreia, o grupo montou 12 coreografias, apresentadas em 20 diferentes espaços de 15 cidades do Brasil. Mais de 60 mil pessoas assistiram às 71 apresentações que o Grupo realizou até hoje. Dentre estas, estão apresentações no 27º Festival Internacional de Dança da Amazônia, em Belém do Pará; Conexão Internacional da Dança, em São Paulo; Festidança, em São José dos Campos; e no Bento em Dança, em Bento Gonçalves.

Em 2010, a direção artística e de ensaios do Ballet Jovem Palácio das Artes foi assumida pela bailarina Andrea Maia. Solista do Ballet da Cidade de São Paulo por 22 anos, ao longo de sua carreira realizou trabalhos com renomados coreógrafos e professores nacionais e internacionais. Na direção teatral do Ballet, está o fundador do Grupo Luna Lunera, Cláudio Dias.

Entre as premiações recentes que a companhia recebeu, destaque para os prêmios no USIMINAS/SINPARC 2011, de Melhor Bailarina para Amanda Santana (por DIÁLOGOS/SOSTENUTO); Melhor Bailarino para Bruno Rodrigues (por DIÁLOGOS/SOSTENUTO); e Bailarino Revelação, para Rodrigo Antero (por DIÁLOGOS/SOSTENUTO).

Em todas as apresentações do Ballet Jovem Palácio das Artes, uma cota de convites é reservada para escolas públicas, institutos filantrópicos e grupos artísticos de projetos culturais.

 

Tíndaro Silvano (coreografia)

Iniciou seus estudos de técnica clássica com o Prof. Carlos Leite, em Belo Horizonte, e aperfeiçoou-se com destacados mestres no Brasil e no exterior. Como bailarino, atuou nas companhias Palácio das Artes (BH), Ballet Guaíra (Curitiba), Ballet Gulbenkian (Lisboa) e Ballet do Theatro Municipal (Rio de Janeiro).

Desde 1986, ministra aulas de técnica clássica e cria coreografias para companhias nacionais e internacionais. Dirigiu e atuou como coreógrafo residente da Cia. de Dança Palácio das Artes, entre 1988 e 1996, e do Ballet Jovem Palácio das Artes, entre 2007 e 2009.

Entre 2004 e 2005, residiu em Paris, atuando como artista convidado premiado pela Fundação ICATU, na “Cité Internationale des Arts”. Desde sua volta ao Brasil, dedica-se ao trabalho com diversas companhias e importantes festivais de dança e atua como fotógrafo desenvolvendo parcerias com instituições nacionais e estrangeiras.

 

Ricardo Cavalcanti (iluminação)

Há dez anos, desenvolve trabalhos na área do teatro, como iluminador e técnico de luz. Em 2008, trabalhou na turnê, em Portugal, do espetáculo “Sonho de Uma Noite de Verão”, da Cia. de Dança Palácio das Artes. Atuou durante cinco anos na Cangaral Produções Artísticas, onde trabalhou ao lado de renomados iluminadores, como Pedro Pederneiras (Belo Horizonte) e Maneco Quinderê (Rio de Janeiro). Trabalhou, ainda, em projetos da Cia Mário Nascimento; Grupo Movasse Coletivo de Dança; Grupo Tao; Trama Cia de Dança; e Território Minas FID 2009. Recebeu várias indicações ao prêmio Usiminas Sinparc de Artes Cênicas de Belo Horizonte, na categoria Melhor Criação de Luz.

Atualmente, desenvolve trabalhos como iluminador para o Ballet Jovem Palácio das Artes, Trama Cia de Dança e para a Cia Mário Nascimento.} else {

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Antônio Rodrigues
Apaixonado por música coral, é um dos fundadores e mantenedor do movimento.com.