Balé/DançaProgramaçãoRio de Janeiro

Ballet “A Criação”, de Uwe Scholz, no Municipal RJ

Com estreia em 31 de maio, espetáculo reunirá Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro.

SERVIÇO

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº – Centro
Fone: 21 2332 9134

Dias 31 de maio, 2, 5, 6, 7, 8 e 9 de junho às 20h.
Dias 3 e 10 de junho, às 17h.

Ingressos:
Plateia e balcão nobre ……………………… R$    84,00
Balcão superior ……………………………….  R$    60,00
Galeria …………………………………………….  R$    25,00
Frisas e camarotes (6 lugares) …………  R$ 504,00
Desconto de 50% para estudantes e idosos

 

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro,  inicia a temporada de dança de 2012 apresentando sua primeira produção do ano, o ballet A Criação, do coreógrafo alemão Uwe Scholz, a partir do dia 31.05, para um total de nove apresentações. A obra reúne no palco todos os três corpos artísticos da casa – Ballet, Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal – apresentando como solistas os bailarinos Ana Botafogo, Cecília Kerche, Márcia Jaqueline e Claudia Mota; Francisco Timbó, Denis Vieira, e Filipe Moreira e os cantores líricos Rosana Lamosa (soprano), André Vidal (tenor), Ariel Cazes (baixo), que se revezam com Alzeny Nelo (soprano), Giovanni Tristacci (tenor) e Inácio De Nonno (barítono). A regência é do maestro convidado André Cardoso. A remontagem leva a assinatura de Laura Popelka e Ivaylo Iliev, ambos com passagem pelo o Leipzig Ballet, onde Scholz exerceu o cargo de  diretor artístico e permaneceu criando por quatorze anos, até a sua morte, em 2004.
A Criação

A obra é calcada na Cantata de coro composta por Joseph Haydn entre os outonos de 1796 e 1797 e é baseada no Gênesis e no poema épico Paraíso Perdido, de John de Milton (especificamente na edição revisada em 1674). Ela se divide em três seções: as duas primeiras têm aproximadamente a mesma duração de mais ou menos 40 minutos cada, enquanto a terceira é mais curta, com cerca de 10 minutos. Cada seção termina com um grande Coro. Os solistas vocais são os narradores e representam os três anjos: Gabriel, Uriel e Raphael, assim como Adão e Eva. Em seguida, no mesmo estilo, ele compõe As Estações, obra que segue por um caminho similar, mas que na realidade sugere mais uma série de belos e destacados episódios musicais do que uma obra como um todo.

A Criação, de 1984, ballet em dois atos sobre o Oratório de Haydn, marca o início do que seria a longa relação de Scholz com o Leipzig Ballet, transformando-se em uma espécie de assinatura da companhia. A Criação revela um arrojado desenho que cresce e flui da música. Scholz sobrepõe intrigantes padrões visuais, apresenta duos e solos, além de dividir o elenco em grandes variações coreográficas. Dança e música estão em incrível equilíbrio e a ideia de renascimento está marcadamente presente. Valendo-se do Oratório de Haydn inspirado nos livros Gênesis e Paraíso Perdido, transportou para a cena 33 quadros que representam os sete dias de criação do universo. Para Scholz, a ideia  de mundo se mistura com a ideia de espetáculo e exibe um grande equilíbrio entre música e coreografia. O Ballet do Theatro Municipal dançou a peça na temporada de 2005.
Uwe Scholz

Tornou-se um coreógrafo aclamado e reconhecido internacionalmente, autor de mais de cem trabalhos que foram  dançados mundo afora. Nascido em 31 de dezembro de 1958 em Hesse, começou a ter aulas de ballet aos 9 anos e dois anos mais tarde entrou para Landstheater  Deamstadt.  Em 1973, treinado por John Cranko, Scholz passou na prova de admissão para a Escola de Ballet de Wurttembergischen Staatstheater Stuttgart, onde concluiu seu treinamento em 1979.  No mesmo ano, recebeu um contrato e passou a ser membro do Stuttgart Ballet, onde foi indicado por Márcia Haydée para realizar diversos trabalhos coreográficos.

Em 1980, recebeu de Haydée um contrato de coreógrafo permanente, finalizando sua carreira nos palcos como bailarino.  Dois anos mais tarde, foi o primeiro a ser nomeado como Coreógrafo Residente do Stuttgart Ballet desde a morte de John Cranko. Aos 26 anos, Uwe Scholz se tornou Diretor do Ballet e Coreógrafo Chefe da Zurich Opera House, onde dirigiu o Zurich Ballet por 6 anos, até 1991. Seis anos mais tarde, tornou-se Diretor Artístico do Leipzig Ballet, casa  em que permaneceu criando até sua morte, aos 45 anos, em 2004.
SOLISTAS DO BALLET
Ana Botafogo

É Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro,  já tendo se apresentado em vários países da Europa e das Américas do Norte, Central e do Sul. Nasceu e foi criada no Rio de Janeiro onde começou seus estudos de ballet. Sua carreira profissional iniciou-se na França, integrando o Ballet de Marseille, de Roland Petit. Participou de festivais em Lausanne (Suíça), Veneza (Itália), Havana (Cuba) e na Gala Iberoamericana de La Danza, representando o Brasil em Madrid (Espanha), em comemoração aos 500 Anos do Descobrimento das Américas. Foi Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981, ingressou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como Primeira Bailarina.

Entre os muitos títulos, foi nomeada em 1997 “Chevalier Dans L’Ordre des Arts et des Lettres” pelo governo francês. Em 1999, o Ministério da Cultura do Brasil outorgou-lhe o Troféu Mambembe-1998, pelo reconhecimento ao conjunto do trabalho e divulgação da dança em todo o território nacional. Em 2002,  recebeu do Ministério da Cultura a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendador, por ter se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura no país. Como artista convidada, dançou com importantes companhias,  tais como Saddler’s Wells Royal Ballet (Londres, Inglaterra), Ballet Nacional de Cuba e Ballet da Ópera de Roma (Itália).
Cecília Kerche

Possui o título de Embaixatriz da Dança outorgado pelo Conselho Brasileiro da Dança, órgão vinculado à UNESCO, por reconhecimento às suas atuações internacionais. Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi convidada do English National Ballet como Sênior Principal, atuando junto a esta Cia de 1993 a 2000. Esteve também como bailarina convidada do Ballet Nacional do Chile para a temporada de comemoração dos seus 40 anos. O Australian Ballet contou com sua presença em Spartacus. Artista convidada periodicamente para atuações no Teatro Colón, dançou ainda em todas as companhias oficiais da Argentina.

A Rússia é um lugar de destaque em sua carreira internacional, convidada para atuar nas versões integrais de grandes clássicos nas companhias de Odessa, Novosibirsky, Tashkent, Ufá. Em 2005, retorna à Rússia para dançar O Lago dos Cisnes, em Perm, a convite de Natália Makarova. Em 2007, recebeu o título de Embaixadora do Rio de Janeiro concedido pela Secretaria de Turismo e UNIVERCIDADE.

Nesse mesmo ano esteve nos Estados Unidos, apresentou-se na Gala de encerramento do YAGP (Youth American Gran Prix), no City Center, como também no Razzel Dazzel Gala de Ballet em Connecticut, assim como em Ohio. Apresentou-se como bailarina convidada do Connecticut Ballet durante sua turnê de outono. Em 2008, dançou em Dallas – Texas no Tittas Command Performance of International Ballet. Junto ao BTM, apresentou-se no Festival de Joinville. Apresentou-se em turnê na Argentina, dançando ainda no Festival de Miami. Retornou ao Connecticut Ballet para ser a protagonista de Romeu & Julieta, coreografia de Brett Raphael, especialmente criada para ela.
Márcia Jaqueline

Natural do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos de ballet clássico aos 9 anos de idade na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, onde aos 14 se formou, obtendo sempre nota máxima. Com apenas 14 anos, ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde 2007, ocupa o cargo de Bailarina Principal, recebendo elogios por suas performances de toda crítica de dança no Brasil. É detentora de diversos prêmios em concursos nacionais, tais como: Primeiro Lugar e Bailarina Revelação do Concurso Brasileiro de Dança (CBDD – RJ); Primeiro Lugar no Festival de Danças de Joinville; Primeiro Lugar no Festival de Dança Alice Arja (RJ), entre outros.

Participou, como solista convidada, de várias Galas em cidades do Brasil e do exterior, dentre elas: Montevidéo e Punta Del Este (Uruguai), Assunción (Paraguai) e Toronto (Canadá). Em setembro, representou o Brasil na Gala Internacional de Miami. Em seu repertório estão incluídos papéis principais de montagens como O Lago dos Cisnes, La Bayadére, Onegin, Paquita, La Fille Mal Gardée, Raymonda, Serenade, A Bela Adormecida, Don Quixote, L’Arlesiénne, Carmen, Giselle, Coppélia, O Quebra-Nozes, Voluntaries, Floresta Amazônica.
Cláudia Mota

Bailarina Principal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos com Valéria Moreira. É formada pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa. Frequentou aulas no Le Jeune Ballet de France, Ópera de Zurique, Bèjart Ballet Lausanne, e, em 2007, fez intercâmbio no San Francisco Ballet e American Ballet Theatre, indicada por Makarova e Dalal Achcar. Trabalhou com Fernando Alonso, no Ballet de Camagüey, Cuba, e aperfeiçoou-se no Ballet Dalal Achcar com Miriam Guimarães, Maria Luíza Noronha e Sergio Lobato.

No Ballet do Theatro Municipal dançou em todas as grandes montagens da Cia, interpretando os principais papéis, entre elas A Megera Domada; Giselle; O Lago dos Cisnes; La Bayadère; A Bela Adormecida; Coppélia; Onegin; Romeu e Julieta (Lady Capuleto – neste foi considerada a Melhor Intérprete no Mundo em suas remontagens, por Vladimir Vassiliev). Ganhou Medalha de Ouro no Certámen Americano de Ballet, Buenos Aires, sendo considerada a Melhor Bailarina da América Latina no ano de 1994 no Concurso Internacional del Chaco, Argentina. Representou o Brasil na VIII Gala de Ballet Latino Americana, na cidade de Assunção, Paraguai, em 2004. Foi agraciada com o Diploma de Melhores de 2005, na categoria Artes Cênicas (ballet), pela Sociedade Cultural Latino Americana, por seu reconhecimento técnico, sua versatilidade e grande potencial artístico.
Francisco Timbó

Iniciou seus estudos de dança na Escola do SESI, em Fortaleza, sua cidade natal, sob a direção de Dennis Gray. Aos 15 anos, complementa sua formação, cursando a escola Mudra, em Bruxelas, sob direção de Maurice Béjart. Sua carreira como bailarino inclui trabalhos em companhias como: Ballet da Cidade de São Paulo, Corpo de Baile Lina Penteado (Campinas-SP), Ballet Nacional de Cuba e o Ballet Teatre L’Ensemble (Itália). De seu repertório, como Bailarino Principal do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacamos sua atuação em: Giselle, Don Quixote, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Coppélia, O Quebra-Nozes, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Paquita, La Bayadère, La Sylphide, Les Présages, A Megera Domada, Romeu e Julieta (Vasiliev), Suíte en Blanc (Serge Lifar), Divertimento nº. 15 (George Balanchine), Les Noces (Nijinska), Serenade (George Balanchine), entre outros ballets neoclássicos e contemporâneos.

Teve a oportunidade de trabalhar com os seguintes profissionais: Jean-Yves Lourmeau, Peter Wright, Henrique Martinez, Pierre Lacotte, Tatiana Leskova, Eugenia Feodorova, Jaroslav Slavick, Natália Makarova, Elisabeth Platel, Vasiliev, Boris Storojkov, entre outros. Recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio MINC – 1º. Mambembe de Dança: Melhor Bailarino Nacional. Participou do Encontro Contemporâneo de Dança em New York, com coreografia de Regina Miranda.
Denis Vieira

Nascido em Joinville, Santa Catarina, iniciou aos oito anos de idade seus estudos de dança na Escola do Teatro Bolshoi, onde mais tarde formou-se e entrou para a Companhia Jovem do Bolshoi – Brasil. Foi intérprete de grandes ballets como Don Quixote, O Quebra-Nozes, Giselle. Participou de Galas em Ravello na Itália, dançando o Clássico Chopiniana. Teve oportunidade de trabalhar com grandes mestres da dança clássica como Vladimir Vasiliev, Galina Koslova e Laura Alonso no Curso do Cuballet. Integra o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2010 e participou com destaque das produções da Companhia nas temporadas Parsons, Don Quixote como o matador Espada, O Quebra-Nozes, Giselle e Gala Roland Petit.
Filipe Moreira

O paulistano Filipe Moreira começou seus estudos de ballet clássico com Ilara Lopes, estudando também com o professor Ismael Guizer. Como formação profissional, estagiou na Cia Cisne Negro e Grupo Studio 3. Em 2003, prestou concurso oficial para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, desde então, vem se destacando em todas as temporadas da companhia. Em seu repertório estão O Lago dos Cisnes, Coppélia, Onegin (John Cranko), Sétima Sinfonia e A Criação (Uwe Scholz).

Em pouco tempo, assumiu a posição de solista em papéis como: A Bela Adormecida (Pássaro Azul), Giselle (Pas-de-Six), La Fille Mal Gardée (Allan), e nos ballets Metafísica (Roberto Oliveira) e A Criação (Uwe Scholz). Teve a oportunidade de trabalhar no BTM com nomes internacionais no cenário da dança como Richard Cragun, Slavick, Gustavo Mollajoli, Boris Storojkov e Tatjana Thierbach,entre outros. Apresentou-se em 2002 como convidado na Gala do Mercosul e, em 2005, na Mostra de Dança da Cidade de Belém. Apresenta-se também como convidado na Cia Brasileira de Ballet. Assim como é convidado também para apresentar-se em Galas e Festivais em todo o Brasil.
Lúcio Kalbusch

Iniciou seus estudos de ballet clássico em 2004 na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville-SC. Recebeu, em 2005 e 2006, as medalhas de melhor média da Escola. Em agosto de 2007, ingressou no Conservatório Brasileiro de Dança e na Cia. Brasileira de Ballet no Rio de Janeiro, sob a direção de Jorge Texeira, com as quais apresentou-se nos mais importantes festivais de dança do Brasil, obtendo importantes premiações. Estudou com Ilya Osinovskii, Nikolai Zagrebin, Denys Nevidomyy, Dmitrii Afanasief, Galina Kravchenko, Anna Russkikh, Jair Moraes, Jorge Texeira, Tadheo de Carvalho, Tatiana Leskova, Ilara Lopes. Em 2010, entrou para o Ballet do Theatro Municipal onde se destacou nas temporadas Parsons, Don Quixote, O Quebra-Nozes, Giselle e Gala Roland Petit,o que lhe rendeu a indicação para atuar no primeiro papel da atual temporada de Romeu e Julieta.

 

SOLISTAS DO CANTO LÍRICO
Rosana Lamosa, soprano

Vencedora do Prêmio APCA de melhor cantora erudita em 1996 e do Prêmio Carlos Gomes, em 1999 e 2002, por sua carreira de destaque na música lírica, a carioca Rosana Lamosa fez sua estreia em 1989, em São Paulo, cantando As Bodas de Fígaro, de Mozart. No exterior, debutou como solista ao lado da Stadttheater de St Gallen, Suíça. Cantou na ópera Il Guarany, em Lisboa; Armide, de Gluck, no Festival de Buxton, Inglaterra; e Rigoletto, em Detroit, além de ter excursionado pela Ásia e Austrália. No Brasil, participou de La Traviata, Carmen, La Bohème, L’Elisir D’Amore, Don Giovanni, Manon, Anel do Nibelungo, entre outras, e das estreias mundiais de Alma, de Claudio Santoro, e A tempestade, de Ronaldo Miranda.

Como concertista, tem no currículo obras como A Criação, de Haydn, Sinfonia nº 2, de Mahler, Nona Sinfonia, de Beethoven,  e Te Deum, de Dvorak. Em 2009, recebeu a Ordem do Ipiranga, a maior honraria concedida pelo Governo de São Paulo, por serviços prestados à arte e à cultura. Gravou Canções de Amor, de Cláudio Santoro (Quartz/Clássicos), a ópera Jupyra, de Francisco Braga com a Osesp (BIS), as Bachianas Brasileiras nº5, de Villa–Lobos,  com a Nashville Symphony Orchestra (Naxos), Canções, de Gilberto Mendes, e a Missa de Nossa Senhora da Conçeição, do Padre Jose Maurício Nunes Garcia, com a OSB (Biscoito Fino).
André Vidal, tenor

Natural de Fortaleza, André atuou como solista em óperas, oratórios e repertório sinfônico-coral, sob a regência de Henrique Morelenbaum, Emílio de César, Gerald Kegelmann, Elena Herrera, Osman Gioia e Márcio Spartaco Landi. Em 1996, ganhou bolsa de estudos da Royal Academy of Music, em Londres, onde cursou pós-graduação em canto, especializando-se em Música de Câmara e Música Antiga, tendo sido também bolsista do programa APARTES da CAPES durante o curso. Em Londres, atuou regularmente como solista em oratórios, com destaque para as apresentações da Paixão Segundo São João e do Oratório de Natal de Bach, do Messias de Händel, da Pequena Missa Solene de Rossini e do Requiem de Mozart.

Seu repertório operístico abrange papéis de Mozart, Handel, Rossini, Donizetti e Bellini, e, campo da música sinfônico-coral, já interpretou obras de Beethoven, Mozart, Orff, Schubert, Monteverdi, Händel, Bach e Rossini, entre outros. Foi premiado em terceiro lugar no II Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, em 2001, e obteve o segundo lugar no Helen Eames Prize para intérpretes de música barroca, em 1998, em Londres. Atualmente reside em Brasília, onde leciona na Escola de Música de Brasília e coordena o grupo PerSonare.

Entre 2003 e 2006, apresentou-se nos principais teatros do país, incluindo o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Theatro Municipal de São Paulo, Teatro Amazonas, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Palácio das Artes (Belo Horizonte) e a Sala São Paulo, sob a regência de Sílvio Barbato, Marcelo de Jesus, André Cardoso e João Carlos Martins, interpretando, entre outras obras, o papel de Don Ottavio na ópera Don Giovanni, a Missa em Si Menor de Bach, a Criação de Haydn e a Nona Sinfonia de Beethoven. Em 2007, participou da temporada de ópera do Theatro Municipal de São Paulo, interpretando o papel de Lindoro na montagem da ópera L’Italiana in Algeri de Rossini, sob a regência de Jamil Maluf, com grande sucesso de público e crítica. Além de suas atividades relacionadas ao canto e ao ensino, também se dedica desde 1995 à composição, tendo suas peças apresentadas no Brasil e no exterior, e sendo publicado nos EUA pela Cantus Quercus Press.
Ariel Cazes, baixo

Nascido no Uruguai e naturalizado italiano, Ariel Cazes estudou em Montevidéu com Fernando Barabino, Ricardo Storm, Carmen Mariño Müller e Eduardo Gilardoni e já interpretou mais de 70 papéis em sua carreira, iniciada em 1997, a partir da conquista de primeiros prêmios em importantes competições internacionais de canto lírico (Rio de Janeiro e Montevidéu). Em 2003, fez seu primeiro papel protagonista como Rocco, de Fidelio (Beethoven), no Teatro Colón, em Buenos Aires, sob a regência de Robert Oswald. Em seu currículo destacam-se óperas como Ernani, Romeu & Julieta, A Sonâmbula, Luisa Miller, Fidelio, Aída, La Bohème, Russalka e O Barbeiro de Sevilha, entre outras. Na temporada 2006, fez sua estreia no repertório russo com Rangoni e Boris Godunov no Teatro Colón, e Principe Gremin de Eugene Onegin. Interpretou ainda Timur em Turandot no estádio Luna Park, que foi presenciada por cerca de 50 mil espectadores.
Alzeny Nelo, soprano

Alzeny tem o Diploma Superior de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e se aperfeiçoou entre 2002 e 2006 na França, em especial na École Normale de Musique de Paris / Alfred Cortot. Trabalhou com profissionais como Jean-Phillippe Lafont, Sandrine Piau, June Anderson, Inacio De Nonno e Denise Sartori. Sua experiência francesa transparece, por exemplo, na interpretação da música de Rameau e Lully. No Concurso Internacional de Canto da Union Française des Artistes Musiciens, obteve 3º lugar na categoria Honneur e os prêmios da SPEDIDAM – oferecidos ao melhor candidato vindo de uma instituição musical francesa -, Prêmio de Melhor Intérprete e Prêmio Maurice Ravel.

Em 2007, obteve 2º lugar no I Concurso Internacional de Canto da Amazônia Helena Coelho Cardoso, em Belém; 2º lugar no III Festival Francisco Mignone de Jovens Intérpretes, no Rio de Janeiro; Prêmio Especial do Júri no XIX Concurso de Canto Maria Callas, em SP, e 1º prêmio no I Concurso Nacional de Canto Lírico – Ópera da UFRJ. Em 2010 foi Stephano, em Romeu e Julieta, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob regência de Silvio Viegas, e cantou com a orquestra polonesa Capella Bydgostiensis, sob regência de José Maria Florêncio.
Giovanni Tristacci, tenor

Bacharel em Música pela UFRJ, iniciou sua carreira em 2006 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na temporada 2009/10, estudou no Conservatório do Liceu, em Barcelona, sob orientação de Eduard Gimenez, como bolsista da Fundação Carolina. Integrou o Centro de Perfeccionamento Placido Domingo, em Valência, Espanha, sob direção de Alberto Zedda, onde teve aulas com Jocelyne D. Bleinst, Roger Vignoles e Alberto Zedda. Em agosto deste ano, embarca para a Bélgica, como bolsista da Queen Elisabeth Music Chapel, onde estudará com José Van Dam. Giovanni estudou com Eduardo Álvares e recebeu orientação de Inácio De Nonno (Brasil), Raul Gimenez (Argentina), Luisa Giannini (Itália), Alba Tonelli (Uruguai) e José Van Dam (Bélgica). Participou de diversas produções na Europa e no Brasil. Dentre seus próximos compromissos estão concertos na Europa, dividindo o palco com nomes como José Van Dam e June Anderson.
Inácio De Nonno, barítono

Com longa e premiada carreira lírica, o carioca Inácio De Nonno, Mestre em Música – Suma cum laude – pela UFRJ, para onde entrou em primeiro lugar em concurso público, tem em seu currículo um amplo repertório. Nele, incluem-se a música antiga, os lieder alemães, canções francesas, com ênfase para Ravel, Fauré e Poulenc, e a ópera, somando mais de 35 papéis, dentre eles o Fígaro, do Barbeiro de Sevilha, de Rossini; Germont, de La Traviata, de Verdi; e o Maestro de Música, de Ariadne em Naxos, de Strauss, tendo participado de mais de 30 primeiras audições mundiais.

Já trabalhou com maestros como Eugene Kohn, Isaac Karabitchevsky, Gerard Devos, Kurt Redel, Roberto Duarte, Silvio Barbato, John Neschling, Armando Prazeres, Júlio Medaglia, Roberto Tibiriçá, Jamil Maluf, entre muitos outros. Tem 18 CDs gravados, todos dedicados à música brasileira, como o oratório Colombo, de Carlos Gomes, em que Inácio interpreta o papel-título e que lhe rendeu os prêmios Sharp e APCA de melhor disco clássico de 1998.

 

ORQUESTRA e MONTAGEM
André Cardoso, Maestro convidado

André Cardoso é violista e regente graduado pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com Mestrado e Doutorado em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio). Durante três anos, recebeu bolsa da Fundação Vitae para curso de aperfeiçoamento na Argentina com o maestro Guillermo Scarabino, na Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires.

Como produtor fonográfico recebeu o Prêmio Sharp e o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), pela gravação da ópera Colombo, de Carlos Gomes. É responsável pelas partes corais de diversos desenhos animados da Walt Disney Company (Pocahontas, O Corcunda de Notre Dame, Hércules, Mulan, entre outros), Columbia Pictures (A Princesa Encantada), Twenty-Century Fox (Anastácia) e Dream Works (O Príncipe do Egito) em suas versões em português para o Brasil. Atualmente é professor de Regência e Prática de Orquestra da Escola de Música da UFRJ, e integrante da Academia Brasileira de Música.
Anna Popelka, remontadora

Formada pelo Conservatório de Viena em 1998, Anna integrou como bailarina o Leipzig Ballet entre 1999 e 2003, quando dançou obras de Uwe Scholz, George Balanchine, Jiri Kylian, entre outros importantes coreógrafos, além de apresentar-se como convidada em Portugal, França e Holanda. Em 2005, assumiu o cargo de ensaiadora e participou de montagens de ballets como A Bela Adormecida, Bach Creation, Amerika, A Criação, entre outros, além da 7ª Sinfonia de Beethoven, para o Ballet Nacional da China, em Pequim (2008) e West Australian Ballet, em Perth (2010); e Septett, no Conservatório de Madrid, em 2008. Desde 2008 trabalha como freelancer como bailarina e professora de ballet, desenvolvendo projetos na Áustria, Canadá, Austrália e EUA.
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Nascido em  1961 em Sofia, Bulgária, formou-se na Escola Acadêmica de Coreografia em Moscou em 1980. Solista no Theatro Nacional de Sofia, participou de espetáculos como Don Quixote, A Bela Adormecida, Giselle, Lago dos Cisnes, Suite em Blanc, Fedra, de Serge Lifar, e A Gata Borralheira, dentre outros. Participou na Competição Internacional de Dança de Varna em 1980 e em 1986 e, neste mesmo ano, em Jackson, ganhando o 2º lugar na competição nacional. Foi professor da Escola Nacional de Ballet de Sófia e Bailarino Principal na Moenchengladbach-Krefeld, sob a direção de Irene Schneider.

Em 1994 tornou-se maitre de ballet no Ballet de Leipzig, sob a direção de Uwe Scholz. Onze anos mais tarde assumia o posto de Diretor do Ballet de Leipzig. Durante sua estada no Ballet de Leipzig teve participação ativa no trabalho artístico de Uwe Scholz. Também contribuiu para a encenação, coreografia e gravação de peças de vários outros coreógrafos para o repertório do Ballet Leipzig, tais como Apollo, de George Balanchine; Onegin, de John Cranko; Sinfonietta, de Jiŕi Kylián; Troy Game, de Robert North, entre outras. No período entre 2006 e 2011, foi Diretor Artístico do Ballet em Gera, na Alemanha, e Diretor Artístico do Ballet do Festival Internacional de Gera. Atualmente é convidado a remontar obras em diversos países como Ballet  Nacional de Ankara (Turquia) e na Bratislávia (Eslovênia).} else {