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Balé “Onegin”, de John Cranko, no TMRJ

Ao lado do bailarino convidado Thiago Soares, do Royal Ballet, Ana Botafogo se despede dos papéis de repertório.

SERVIÇO

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro
Informações: 2299-1711
Dias 4 (estreia), 7, 8, 9 e 10 de agosto, às 20h.
Dias 5, 11 e 12de agosto,  às 16h.

Preços:

Plateia e balcão nobre  ………………………………………………… R$   84,00
Balcão superior ………………………………………………………….. R$    60,00
Galeria ……………………………………………………………………….. R$    25,00
Frisas e camarotes (6 lugares) ……………………………………. R$ 504,00

Desconto de 50% para estudantes e idosos

Classificação etária: Livre

Informações: (21) 2332-9191
Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone 21 4003 2330

 

 

Aclamada pela crítica como a obra-prima definitiva do coreógrafo John Cranko, Onegin inicia temporada em 4 de agosto, depois de seis anos ausente do palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura. Criada em 1965 para a brasileira Márcia Haydée, que virá do Chile especialmente para a abertura da temporada, Onegin marca desta vez a despedida de outro grande ícone do ballet. Ana Botafogo, Primeira Bailarina do TMRJ desde 1981, faz sua última apresentação em grandes papéis de repertório como Tatiana, ao lado de Thiago Soares, Primeiro Bailarino do Royal Ballet, que retorna ao Theatro Municipalcomo convidado para interpretar Onegin.

Ao longo das oito récitas da temporada, se revezam com Ana e Thiago nos papéis principais Cláudia Mota, Márcia Jaqueline e Bettina Dalcanale tadalafil pay with paypal e Francisco Timbó,Filipe Moreira e Denis Vieira, estrelas do Ballet do Theatro Municipal, sob a direção artística de Hélio Bejani. Onegin tem supervisão e remontagem assinadas por Richard Cragunpartner mais constante de Márcia Haydée –, ao lado da inglesa Jane Bourne, colaboradora de Cranko no Stuttgart Ballet. Para conduzir a Orquestra Sinfônica do TM, foi convidado o maestro italiano Pier Carlo Orizio.

Fiquei muito feliz com a escolha de Onegin pelo Theatro Municipal para esta minha despedida dos ballets de repertório, porque ele alia uma técnica primorosa a um trabalho forte de interpretação. Sintetiza bem toda a minha carreira: técnica e dramaturgia em um só ballet”, resume Ana Botafogo.

Baseado no poema Eugene Onegin do poeta russo Alexander Pushkin, de 1831, o ballet Onegin foi criado por John Cranko para o Stuttgart Ballet e estreou em 13 de abril de 1965, estrelado por Márcia Haydée (Tatiana) e Ray Barra (Onegin). No Theatro Municipal do Rio, Onegin entrou para o repertório em 2003 e foi apresentado novamente em 2004 e 2006, por nomes do porte de Ana Botafogo, Cecília Kerche, Cláudia Mota, Bettina Dalcanale, Tereza Augusta, Roberta Marquez, Francisco Timbó, Marcelo Misailidis, Thiago Soares e Vitor Luiz.

Hélio Bejani, diretor do Ballet do TMRJ, comenta: “Além do forte aspecto artístico que envolve esta obra, perfeitamente adequada à emoção de nossos bailarinos, não poderia deixar de mencionar o fato mais importante desta temporada: a despedida de nossa maior estrela, Ana Botafogo, dos grandes clássicos. Fato que marca o final de uma era liderada por esta artista que se consagrou, em minha opinião, principalmente por sua capacidade de emocionar o público”.

Ao escolher a música para o ballet Onegin, John Cranko preteriu a partitura criada por Tchaikovsky em 1878 para a ópera homônima e, em seu lugar, reuniu obras menos conhecidas do compositor russo, arranjadas e orquestradas pelo maestro Kurt-Heinz Stolze. “Ainda que o colorido da orquestração de Tchaikovsky seja dificilmente imitável, acho que o trabalho de Karl-Heinz Stolze, sobre músicas originais de Tchaikovsky, é uma realização primorosa. Penso logo, por exemplo, na belíssima orquestração de um trecho pianístico, tirado da série As Estações, e que serve para o pas de deux do primeiro ato do ballet”, comenta o maestro Pier Carlo Orizio.


SINOPSE

Dividido em três atos, o ballet tem início no interior da Rússia, na casa de campo onde vivem as irmãs Tatiana e Olga com sua família. O poeta Lensky, noivo de Olga, leva seu amigo Onegin, homem refinado de São Petersburgo, para o aniversário de Tatiana. A jovem se encanta com o jovem da cidade, tão diferente dos rapazes com quem convive, e, apaixonada, lhe escreve uma carta de amor. Onegin, por sua vez, acha tudo maçante e vê em Tatiana apenas uma adolescente romântica do campo e deixa claro que não corresponde aos sentimentos da jovem.

Já o Príncipe Gremin, parente distante, encanta-se por Tatiana, que mal percebe seu interesse. Entediado e irritado com o provincianismo à sua volta, Onegin flerta com Olga e, diante de tal provocação, Lensky o desafia para um duelo. Mesmo sob os apelos de Tatiana e Olga, Lensky insiste e é morto por Onegin. Tatiana se decepciona e passa a vê-lo como alguém egoísta e vazio.

Anos depois, Onegin retorna a São Petersburgo após viajar pelo mundo e é recebido pelo Príncipe Gremin em seu palácio. Recém-casado, Gremin o apresenta à sua esposa, que Onegin, atônito, percebe ser a agora imponente e elegante jovem princesa Tatiana. Devastado por ter recusado seu amor no passado, Onegin percebe tardiamente como foi vazio e fútil e tenta reparar seu erro escrevendo-lhe uma carta em que declara seu amor. Mesmo admitindo ainda sentir por ele o amor platônico de menina, Tatiana lhe diz que agora é uma mulher e que jamais poderia respeitá-lo e encontrar felicidade ao seu lado, ordenando que a deixe para sempre.


John Cranko

John Cranko nasceu em Rustenburg, África do Sul, em 1927. Sua formação em dança se deu na Universidade da Cidade do Cabo, onde coreografou seu primeiro trabalho, A Historia do Soldado. Mudou-se para Londres, onde, a partir de 1946, criou uma série de ballets para o Sadler’s Wells Ballet Theater (que depois se tornaria o Royal Ballet), como Sea Change, Pastorale, Pineapple Poll, Harlequin in April, The Lady and the Fool, Shadow e The Prince of Pagodas. Em 1961, coloca o ballet alemão em um novo patamar de qualidade ao fundar o Stuttgart Ballet, companhia que se tornaria uma das mais prestigiosas no mundo sob sua direção, combinando elementos clássicos e modernos.

Com ela, Cranko tem espaço e liberdade para desenvolver plenamente seu estilo, em que a técnica está sempre aliada à narrativa dramática. Em poucos anos, seu trabalho ganha reconhecimento irrestrito da crítica e público. Coreografias como Onegin, Romeu e Julieta e A Megera Domada são consideradas obras-primas do repertório de dança. Várias de suas obras tiveram em seus papéis principais Richard Cragun e a brasileira Márcia Haydée, que viria a suceder Cranko na direção do Stuttgart Ballet, dando continuidade à herança artística de seu criador. Cranko morreu em 1973, com apenas 45 anos, durante o voo de volta de uma temporada de sucesso nos EUA.


Márcia Haydée

Márcia nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, e aos três anos de idade já tinha aulas de ballet clássico. Estudou com Yuco Lindberg e Vaslav Veltchek. Aperfeiçoou-se na Royal Ballet School de Londres, na Inglaterra. Após passagem pelo Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ingressou no Ballet do Marquês de Cuevas. Quatro anos depois, entrou para o Ballet de Stuttgart, onde John Cranko era diretor. Cranko inspirou-se em Márcia para coreografar grandes obras como Romeu e Julieta, Onegin e A Megera Domada, entre tantas outras.

Uma das grandes bailarinas atrizes de sua geração, Márcia Haydée foi aclamada como a “Maria Callas da dança”. Com o Ballet de Stuttgart, foi convidada a se apresentar em todos os principais centros de dança, de Nova Iorque a Moscou, de Londres a Paris, sem se esquecer do Brasil, sua pátria. Seus mais importantes partners bailarinos foram Richard Cragun (com quem foi casada durante 16 anos), Rudolf Nureyev, Jorge Donn, Mikhail Baryshnikov e Anthony Dowell.

Em 1976, três anos após a morte de Cranko, Márcia assumiu a direção do Ballet de Stuttgart, acumulando as funções de bailarina e diretora. A partir daí, muitos outros coreógrafos como Maurice Béjart, Glen Tetley, Jiri Kylian, William Forsythe e John Neumeier criaram somente para ela obras que figuram atualmente no repertório de um grande número de companhias. Em 1993, Márcia Haydée assumiu a direção da Companhia Nacional de Dança do Chile.


Richard Cragun

Richard nasceu em Sacramento, Califórnia, onde começou seus estudos de sapateado e ballet. Frequentou a Banff School of Fine Arts no Canadá e mais tarde estudou na Royal Ballet School de Londres. Em 1962, entrou para o Stuttgart Ballet, onde desenvolveu toda a sua carreira celebrando uma parceria de 30 anos com a bailarina Márcia Haydée. Apresentou-se ao lado de grandes bailarinas como artista convidado em todo o mundo. Virtuoso e premiado bailarino, dono de um belo porte masculino e glamurosa presença em cena, foi um dos principais bailarinos do século XX.

Destacou-se por sua atuação e interpretação nos papéis de Romeu, Onegin e Petrucchio em A Megera Domada de John Cranko. Criou também muitos outros papéis nas produções de Cranko, como em L’estro armonico, Opus 1, Mozart Concerto, Présence, Brouillards, Poema do Êxtase, Carmen, Initials e Traces. Também criou papéis em coreografias de Peter Wright e Béjart, entre outros renomados coreógrafos.

Em 1990, voltou à sua paixão de infância, o sapateado, apresentando-se com o Stuttgart Ballet na Broadway, num revival de On Your Toes. Retirou-se dos palcos em 1996, dedicando-se ao Berlin Opera Ballet como Diretor Artístico. Em 2003, dirigiu o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Richard é também um notável cartunista, e tem feito diversas exibições de seus trabalhos.


Jane Bourne

Nascida em Lincoln, Inglaterra, Jane Bourne estudou no Institute of Choreology em Londres e trabalhou com Massine em Le Tricorne, no London Festival Ballet. Entrou para o Stuttgart Ballet em 1974, trabalhando desde então com o repertório de Cranko. Jane trabalhou também com coreógrafos como Sir Kenneth MacMillan, John Neumeier, William Forsythe, Uwe Scholz e Glen Tetley. Onegin, A Megera Domada, Romeu e Julieta, The Lady and the Fool, Jeu de Cartes eBrouillards, encontram-se entre as obras de Cranko remontadas por Jane para renomadas companhias ao redor do mundo, incluindo o Royal Swedish Ballet, Royal Danish Ballet, The National Ballet of Canada, The Australian Ballet, Teatro Colón de Buenos Aires, Bolshoi Ballet, Deutsche Oper Berlin, Teatro dell’Opera de Roma, Teatro Municipal de Santiago de Chile, Teatro alla Scala de Milão, American Ballet Theatre, Paris Opéra Ballet, National Ballet of China e The Royal Ballet. Em 1991, Jane foi agraciada com o Fellowship do Benesh Institute.


Pier Carlo Orizio
, maestro convidado

Nascido em Bréscia, Itália, formou-se em piano com Sergio Marengoni, composição com G. Facchinetti, regência com Donato Renzetti e frequentou masterclasses de E. Tchakarov (Veneza) e de Leonard Bernstein (Roma). Em 1989, fundou a Sinfonietta Italiana, com a qual realizou numerosos concertos. Em 1998 e 1999, trabalhou com os Virtuosi di Praga e MstislavRostropovich no Teatro Massimo “V. Bellini” em Catânia, Itália. Apresentou-se em grandes festivais europeus como o Falsterbo na Suécia, o Santander na Espanha, o Ludwigsburg na Alemanha e o Saint Riquier na França.

Desde 2001, participa de concertos e gravações para RAI com Martha Argerich e Katia e Marielle Labèque. Em setembro de 2008, foi regente da China Broadcasting Symphony Orchestra em turnê pela China. Nos últimos anos, regeu também a Czech National Symphony Orchestra e a Stuttgarter Philharmoniker. Rege regularmente as maiores orquestras europeias, tais como Danish National Symphony, Camerata Salzburg, Prague Symphony Orchestra, Prague Philharmonia, Orchestra della Svizzera Italiana, Slovenska Filharmonija Ljubljana, Zagreb R.T.V., Symphony Orchestra, Orchestra Haydn di Bolzano e Trento, Orchestra Sinfonica Siciliana, “G. Enescu” Philharmonic Orchestra, Orchestre de Cannes, I Pomeriggi Musicali di Milano, além de colaborar com artistas como Paul Badura-Skoda, Boris Berezovsky, François-Joël Thiollier, Uto Ughi, Salvatore Accardo, Sir James Galway, Sergej Krylov, Marco Rizzi, Lilya Zilberstein, Alexander Toradze, Wen-Sinn Yang, Andrea Lucchesini, Cecilia Gasdia, Eteri Gvazava e Sara Mingardo, entre outros. É Diretor Artístico do Festival Internacional de Piano de Bréscia e Bérgamo, na Itália, e do Beijing Piano Festival, na China.


Solistas

Ana Botafogo (Tatiana)

Ana Botafogo é Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, quando ingressou na importante companhia de dança brasileira após ser aprovada em concurso público. Carioca, iniciou seus estudos de ballet clássico ainda pequena. Na Europa, complementou sua formação na Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris (França), na Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França) e no Dance Center-Covent Garden, em Londres (Inglaterra).

Foi na França, mais precisamente no Ballet de Marseille, do coreógrafo Roland Petit, que a bailarina brasileira dançou como profissional pela primeira vez. Suas performances no exterior incluem participações em festivais em Lausanne (Suíça), Veneza (Itália), Havana (Cuba) e na Gala Iberoamericana de La Danza, representando o Brasil no espetáculo dirigido por Alicia Alonso, em Madrid (Espanha), realizado em comemoração aos 500 Anos do Descobrimento das Américas. De volta ao Brasil no final da década de 70, a bailarina foi nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981, juntou-se ao Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao longo de sua carreira, Ana Botafogo já interpretou os papeis principais de todas as mais importantes obras do repertório da dança clássica. Destacam-se suas atuações em produções completas como Coppélia, O QuebraNozes, Giselle, Romeu e Julieta, Don Quixote, La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, Floresta Amazônica, A Bela Adormecida, A Megera Domada e Eugene Onegin. A bailarina também levou para diversas capitais brasileiras os espetáculos Ana Botafogo In Concert e Três Momentos do Amor. Em 1995, na qualidade de étoile convidada da Companhia de Ópera Lodz (Polônia), interpretou o papel feminino do ballet Zorba, O Grego, dançando em várias cidades do Brasil.

Entre os muitos títulos, recebeu da Prefeitura do Rio de Janeiro o de Embaixador da Cidade do RJ e, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, o de Benemérito do Estado. O Ministro da Cultura da República Francesa nomeou-a em 1997 ‘Chevalier De L’Ordre des Arts et des Lettres’. Em 1999, o Ministério da Cultura do Brasil outorgou-lhe o Troféu Mambembe, pelo reconhecimento ao conjunto do trabalho e divulgação da dança em todo o território nacional e, em 2002, a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendador, por ter-se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura no país. Em 2004, recebeu a Medalha Pedro Ernesto da Câmara Municipal do Rio. Como artista convidada dançou com importantes companhias tais como Saddler’s Wells Royal Ballet, Ballet Nacional de Cuba e no Ballet da Ópera de Roma.


Cláudia Mota
(Tatiana)

Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos com Valéria Moreira. É formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, onde estudou com Amélia Moreira, Regina Bertelli, Jacy Jambay e Pedro Kraszczuk. Frequentou aulas no Le Jeune Ballet de France, Ópera de Zurique, Bé jart Ballet Lausanne, e, em 2007, fez intercâmbio no San Francisco Ballet e American Ballet Theatre, indicada por Makarova e Dalal Achcar. Trabalhou com Fernando Alonso, no Ballet de Camagüey, Cuba, e aperfeiçoou-se no Ballet Dalal Achcar com Miriam Guimarães, Maria Luíza Noronha e Sergio Lobato.

No Ballet do Theatro Municipal dançou em todas as grandes montagens da Cia, interpretando os principais papéis de obras como A Megera Domada, Giselle, O Lago dos Cisnes, La Bayadère, A Bela Adormecida, Coppélia, Onegin e Romeu e Julieta. Ganhou Medalha de Ouro no Certame Americano de Ballet, Buenos Aires, sendo considerada a Melhor Bailarina da América Latina no ano de 1994 no Concurso Internacional del Chaco, Argentina. Representou o Brasil na VIII Gala de Ballet Latino Americana, na cidade de Assunção, Paraguai, em 2004. Foi agraciada com o Diploma de Melhores de 2005, na categoria Artes Cênicas (ballet), pela Sociedade Cultural Latino Americana, por seu reconhecimento técnico, sua versatilidade e grande potencial artístico.


Márcia Jaqueline
(Tatiana)

Márcia Jaqueline, natural do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos de ballet clássico aos 9 anos de idade na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, onde se formou aos 14, obtendo sempre nota máxima. Neste mesmo ano, ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde 2007, ocupa o cargo de Primeira Bailarina, recebendo elogios por suas performances de toda crítica de dança no Brasil. É detentora de diversos prêmios em concursos nacionais, incluindo os primeiros lugares do Concurso Brasileiro de Dança (CBDD – RJ), Festival de Danças de Joinville e Festival de Dança Alice Arja (RJ), entre outros.

Participou como solista convidada de várias Galas em cidades do Brasil e do exterior, dentre elas Gramado (RS), Brasília (DF), São Paulo (SP), Natal (RN), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Corumbá (MS), São Luís (MA), Belém (PA), Campos de Goytacazes (RJ), Campina Grande (PB), Londrina (PR), Indaiatuba (SP), Montevidéu e Punta Del Este (Uruguai), Assunción (Paraguai) e Toronto (Canadá).

Representou o Brasil na Gala Internacional de Miami. Em seu repertório estão incluídos papéis principais de montagens como O Lago dos Cisnes, La Bayadère, Onegin, Paquita, La Fille Mal Gardée, Raymonda, Serenade, A Bela Adormecida, Don Quixote, L’Arlesiénne, Carmen, Giselle, Coppélia, O QuebraNozes, Voluntaries e Floresta Amazônica.


Bettina Dalcanale
(Tatiana)

Formada pela Escola de Dança do Teatro Guaíra de Curitiba, complementou sua formação em Cannes, França, recebendo as melhores menções e elogios da escola de Rosella Hightower. Foi Primeira Bailarina do Ballet Teatro Guaíra, sob direção de Carlos Trincheira, até 1982, quando ingressou por concurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a direção de Dalal Achcar. Promovida logo a solista, dançou primeiros papéis com grandes nomes da dança como Julio Bocca e Jean-Yves Lormeau.

Destacam-se entre seus muitos trabalhos, Coppélia, Suite en Blanc, O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes, Cantabile, Sétima Sinfonia e A Criação de Uwe Scholz, além dos papéis principais de La Fille Mal Gardée, Floresta Amazônica, de Dalal Achcar, e o papel de Tatiana em Onegin, de John Cranko. Participou da criação mundial de coreografias de John Butler e Maurice Béjart, sendo ensaiada pelo próprio. Teve também o privilégio de dançar o primeiro papel de Divertimento, de George Balanchine. Bettina representou o Brasil nas prestigiosas competições de Jackson, Mississippi, e de Masako Ohia, no Japão, chegando a finalista em ambas, recebendo elogios unânimes da crítica especializada. Bailarina convidada de várias companhias na América do Sul, Bettina é uma referência no ballet brasileiro.


Thiago Soares
(Onegin)

Nascido em São Gonçalo e criado no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, Thiago teve seu primeiro contato com a dança aos 12 anos em um grupo de streetdance. Somente aos 15 anos, iniciou seus estudos no ballet clássico, no Centro de Dança Rio. Sua enorme aptidão foi logo notada e dois anos depois já ganhava a Medalha de Prata no Concurso Internacional de Dança de Paris. No mesmo ano, foi convidado para integrar o Ballet do Theatro Municipal, onde, em pouco tempo, dançou os papéis principais em O Quebra-Nozes, Don Quixote, Floresta Amazônica, O Lago dos Cisnes, La Bayadère, Onegin, A Megera Domada, Romeu e Julieta, O Boto, Capricho e E Tome Valsa, criado por Tíndaro Silvano especialmente para Thiago e Cecília Kerche.

Em 2001, competindo com 270 bailarinos, ganhou a Medalha de Ouro no Concurso Internacional de Ballet do Bolshoi – a primeira e única conquistada por um brasileiro, feito que lhe rendeu um estágio no mítico Kirov Ballet, tornando-se o segundo estrangeiro a integrar a companhia em 100 anos de história. No ano seguinte, aceitou o convite do Royal Ballet para começar na posição mais baixa da hierarquia do corpo de baile, mesmo já tendo alcançado posição de destaque no Brasil. Em 2006, foi promovido a Primeiro Bailarino ao dançar o papel da Fada Má Carabosse, interpretada por homens, na versão de A Bela Adormecida de Natalia Makarova.

Seu repertório no Royal Ballet inclui os principais personagens masculinos de obras como Giselle, Cope lia, O Quebra-Nozes, The Firebird, O Lago dos Cisnes, La Bayadère, La Fille M al G ardée, Sylvia, A Bela Adormecida e Onegin, com o qual foi considerado ‘Artista Masculino Revelação de Dança Clássica’, em 2005, pela Associação dos Críticos Internacionais de Dança. Ao longo da carreira, atuou com Svetlana Zaharova, Sylvie Guillem, Darcey Bussel, Tamara Rojo, Alina Cojucaru, Roberta Marquez, Cecília Kerche e Marianela Nuñez, sua esposa e também Primeira Bailarina do Royal Ballet. Como bailarino convidado, já se apresentou nos mais importantes teatros da França, Rússia, Japão, Estados Unidos, China, Coreia e Argentina. Thiago dançou em obras de coreógrafos como Keneth Macmillan, Sir Frederick Ashton, Dalal Achcar, George Balanchine, Natalia Makarova, Mark Morris, Liam Scarlett, John Cranko, Anthony Dowell.


Francisco Timbó
(Onegin)

Iniciou seus estudos de dança na Escola do SESI, em Fortaleza, sua cidade natal, sob a direção de Dennis Gray. Aos 15 anos, complementa sua formação, cursando a escola Mudra, em Bruxelas, sob direção de Maurice Béjart. Sua carreira como bailarino inclui trabalhos em companhias como: Ballet da Cidade de São Paulo, Corpo de Baile Lina Penteado (Campinas-SP), Ballet Nacional de Cuba e o Ballet Teatre L’Ensemble (Itália). De seu repertório, como Primeiro Bailarino do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destaca-se sua atuação em Giselle, Don Quixote, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Coppélia, O Quebra-Nozes, RaymondaLa Fille Mal Gardée, Paquita, La Bayadère, La Sylphide, Les Présages, A Megera Domada, Romeu e Julieta (Vasiliev), Suíte en Blanc (Serge Lifar), Divertimento nº. 15 (George Balanchine), Les Noces (Nijinska), Serenade(George Balanchine), entre outros ballets neoclássicos e contemporâneos.

Teve a oportunidade de trabalhar com Jean-Yves Lormeau, Peter Wright, Henrique Martinez, Pierre Lacotte, Tatiana Leskova, Eugenia Feodorova, Jaroslav Slavick, Natalia Makarova, Elisabeth Platel, Vasiliev, Boris Storojkov, entre outros. Recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio MINC – 1º Mambembe de Dança: Melhor Bailarino Nacional. Participou do Encontro Contemporâneo de Dança em Nova York , com coreografia de Regina Miranda.


Filipe Moreira
(Onegin)

O paulistano Filipe Moreira começou seus estudos de ballet clássico com Ilara Lopes, estudando também com o professor Ismael Guizer. Como formação profissional, estagiou na Cia Cisne Negro e Grupo Studio 3. Em 2003, prestou concurso oficial para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, desde então, vem se destacando em todas as temporadas da Companhia. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dado a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa.

Em seu repertório estão O Lago dos Cisnes, Coppélia, Onegin (John Cranko), Sétima Sinfonia e A Criação (Uwe Scholz). Em pouco tempo, assumiu a posição de solista em papéis como A Bela Adormecida (Pássaro Azul), Giselle (Pas de Six), La Fille Mal Gardée (Allan), e nos ballets Metafísica (Roberto Oliveira) e A Criação (Uwe Scholz). Teve a oportunidade de trabalhar no BTM com nomes internacionais no cenário da dança como Richard Cragun, Slavick, Gustavo Mollajoli, Boris Storojkov e Tatjana Thierbach, entre outros.

Apresentou-se em 2002 como convidado na Gala do Mercosul e, em 2005, na Mostra de Dança da Cidade de Belém. Apresenta-se também como convidado na Cia Brasileira de Ballet. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em várias Galas e Festivais Nacionais e Internacionais, como a Gala Internacional de Miami.


Denis Vieira
(Onegin)

Nascido em Joinville, Santa Catarina, iniciou aos oito anos de idade seus estudos de dança na Escola do Teatro Bolshoi, onde mais tarde formou-se e entrou para a Companhia Jovem do Bolshoi – Brasil. Foi intérprete de grandes ballets como Don Quixote, O Quebra-Nozes, Giselle. Participou de Galas em Ravello na Itália, dançando o Clássico Chopiniana. Teve oportunidade de trabalhar com grandes mestres da dança clássica como Vladimir Vasiliev, Galina Koslova e Laura Alonso no Curso do Cuballet. Integra o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2010 e participou com destaque das produções da Companhia nas temporadas Parsons, Don Quixote (como o matador Espada), O Quebra-Nozes, Giselle e Gala Roland Petit.

 

Rodízio dos solistas

– Ana Botafogo e Thiago Soares– 4, 9 e 11/8

– Márcia Jaqueline e Filipe Moreira– 5 e 7/8

– Cláudia Mota e Francisco Timbó– 8 e 12/8

– Bettina Dalcanale e Denis Vieira –10/8

 

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