CríticaLateral

Balé “O corsário” no Teatro Alfa

Aqui se faz, aqui se paga… Buy Purchase how to use viagra in hindi order eulexin side


Sempre que o balé Bolshoi ou o Kirov, hoje chamado de Mariinky, vêm ao Brasil a euforia do público é enorme. Quando eles aparecem por essas bandas sabe-se que virá toda a técnica apurada e tradição da centenária dança russa. Oportunidades como essa não aparecem todos os dias, embora essa seja a quinta vez que a trupe do Mariinky aporta em terras tupiniquins.

A verdade tem que ser dita, o título escolhido para ser apresentado no Brasil o balé “O Corsário”  não é dos mais famosos do repertório. Em meu vasto acervo só tenho uma versão dele com o próprio Kirov. O libreto é fraco e a história não convence nem como conto de fadas. A coreografia é uma miscelânea de colagens assinadas por Petipa e por outros coreógrafos de nome esquisito e refeitas por Pyotr Gusev em 1987 para o Kirov. A música do balé é um remendo de diversos trechos compostos por uma galera enorme, sem a menor unidade e de uma banalidade rítmica exclusiva. Ninguém que assiste ao O Corsário sai do teatro com os olhos marejados, o libreto e a coreografia carecem de emoções cênicas.

O Corsário encontra-se no repertório do Mariinsky por um motivo singelo, seus passos e números mostram toda a técnica e virtuose dos dançarinos da casa e isso é mais que suficiente para mantê-lo na ativa. Concebido na União Soviética socialista tinha a pretensão de mostrar aos países capitalistas a superioridade da cultura socialista.
Poder de elevação, fluidez nos movimentos e os saltos dos solistas masculinos fazem de  O Corsário  ser apresentado até os dias de hoje. A produção caprichada com cenários e figurinos deslumbrantes, luz que dança com as cenas e passagens como Le Jardin Animé , Pas de Trois des Odalisques e o Pas d’Esclave encantam o público de todas as partes do mundo e levam ao delírio.
A galera do Mariinsky fez o que mais sabe fazer, mostrou apuro técnico, precisão e virtuose. Saltos que parecem impossíveis de serem realizados saem com naturalidade fazendo o difícil parecer fácil em todos os números. Os rapazes esbanjaram na técnica e nos saltos, esses prá la de elevados. Muitas vezes mais parecem ginastas olímpicos que dançarinos. As bailarinas distribuíram sensualidade e romantismo em passos leves onde muitas pareciam flutuar.
A estrela da cia é Uliana Lopatkina, a primeira bailarina interpretou a personagem Medora com fluidez e precisão, possui uma técnica de dança superior e consegue movimentos acrobáticos precisos com alto grau de dificuldade. As cenas não exigem enormes atributos cênicos e a bela jovem não fez o menor esforço para realçar os sentimentos da personagem. Mostra-se em geral fria em uma interpretação que tende ao burocrático. Todo dançarino está sujeito a  sofrer uma queda no palco, Lopatkina parece fazer por merecer isso. Mostrou um estrelismo excessivo no Brasil, recusou-se a viajar e ensaiar com o grupo e fez um monte de exigências. Mereceu o tombo no final da apresentação. Aqui se faz, aqui se paga guria.
Imaginava que a música seria tocada a partir de uma gravação e para minha surpresa vi que a Orquestra de Barra Mansa estava presente no teatro. Regida por um maestro russo mostrou uma execução calibrada com musicalidade que acompanha os ritmos da dança com precisão. Algumas derrapadas apareceram nos instrumentos individuais e entre os naipes, mas nada que desfigurasse as melodias e atrapalhasse muito a fluidez do espetáculo.
Ali Hassan Ayache} else { Order Order Cheap Purchase