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Atração na Sala: Fábio Zanon digital

A Sala Cecília Meireles, espaço da FUNARJ, apresenta, no sábado, dia 13 de março, às 19 horas, abrindo a série Grandes Recitais, o violonista Fábio Zanon, em homenagem a Julian Bream, falecido em 2020. No programa, algumas das peças interpretadas por Bream em seu histórico concerto na Sala Cecília Meireles em 8 de setembro de 1979: Bach, Britten, Joaquin Rodrigo e Isaac Albèniz.

 

PROGRAMA

Johann Sebastian Bach (1650-1750)
Prelúdio, Fuga e Final (Allegro) BWV 998

Benjamin Britten (1913 – 1976)
Nocturnal after John Dowland, op. 70

Joaquín Rodrigo (1901 – 1999)
Invocação e Dança

Isaac Albéniz (1860 – 1909)
Cadiz
Granada
Sevilha

 

 

SERVIÇO

Série Grandes Recitais – Fábio Zanon, violão (Homenagem a Julian Bream)

Dia 13 de março, sábado, às 19h

#SalaDigital (transmissão gratuita via YouTube)

 

 

Fábio Zanon 

É um dos artistas brasileiros de maior prestígio internacional. Seu estilo, que explora ao limite o potencial expressivo do violão, bem como sua diversificada atividade como regente, camerista, professor, escritor, organizador e comunicador têm contribuído para ampliar a percepção do violão no cenário da música clássica.

Como solista, já se apresentou em mais de 50 países, em teatros como o Royal Festival Hall e Wigmore Hall em Londres, Philharmonie em Berlim, Carnegie Hall em Nova York, Tchaikovsky Hall em Moscou, Philharmonie em São Petersburgo, Beux Arts Centre em Bruxelas, Les Invalides em Paris, Concertgebouw em Amsterdam, Koerner Hall em Toronto, KKL em Lucerna e Sala Verdi em Milão. Ele toca constantemente nos maiores festivais ao redor do mundo.

Seu repertório inclui mais de 40 concertos com orquestra – muitos deles em estreia mundial – e virtualmente todo o repertório de câmara. Entre as orquestras com que já se apresentou contam-se a Filarmônica de Londres, a Sinfônica da BBC, Orquestra Estatal Russa, Ulster Orchestra, RTÉ Symphony em Dublin, Orquestra de Câmara de Israel, I Fiamminghi e Deutsche Kammerakademie. Com a OSESP já gravou o concerto de Francis Hime, um disco nomeado para o Grammy Latino.

Reconhecido também como maestro, ele é possivelmente o único violonista que regularmente se apresenta na qualidade de solista/regente. Sua atuação à frente da estreia sul-americana da ópera O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, de Michael Nyman, foi escolhida como melhor concerto de 2011 pela Vejinha.

Concebeu, escreveu e apresentou cerca de 200 programas para a Radio Cultura, inclusive as séries A Arte do Violão e O Violão Brasileiro, que são adotadas até como material didático.

Fábio estudou inicialmente com seu pai e, mais tarde, com os professores Antonio Guedes, Henrique Pinto e Edelton Gloeden. Mudou-se para Londres em 1990, onde estudou na Royal Academy of Music com Michael Lewin, e participou das master classes de Julian Bream e John Williams; obteve seu mestrado na Universidade de Londres.

Apesar de não se inclinar à competição, teve um impulso excepcional em 1996, ao vencer os dois maiores concursos internacionais de violão, o Certamen Francisco Tarrega na Espanha e o Concurso Internacional da Guitar Foundation of America (GFA). É recipiente de um grande número de distinções, entre elas o Prêmio Carlos Gomes e o Prêmio Bravo!. Foi eleito Fellow da Royal Academy of Music, um título reservado para antigos alunos de excepcional destaque como Sir Simon Rattle, Sir Harrison Birtwistle e Dame Evelyn Glennie.

É Visiting Professor da Royal Academy of Music desde 2009; também atua regularmente como professor no Master Guitarra Alicante (Espanha), no Festival de Lisboa-Estoril e foi professor residente no Conservatório Real de Estocolmo em 2008. Tem dado cursos e master classes nos maiores festivais e conservatórios ao redor do globo, da Juilliard em Nova York até os principais conservatórios do extremo Oriente. Desde 2014 tem atuado como coordenador artístico e pedagógico do Festival de Inverno de Campos do Jordão, onde supervisiona as atividades de centenas de alunos orquestrais.

Fábio Zanon é autor do livro Folha Explica – Villa-Lobos e suas gravações são agora lançadas com exclusividade pela GuitarCoop.

 

Julian Bream

Foi um dos músicos mais influentes para o violão clássico, com mais de trinta gravações feitas ao longo da sua carreira. A importância do seu trabalho está ligada também ao surgimento da interpretação de música antiga historicamente informada: foi um dos primeiros alaudistas do século vinte. Foi supostamente o primeiro a tocar, ao alaúde, uma suíte completa de Bach.

Em duo com o tenor Peter Peras, renovou o repertório para canto e violão, além de ressuscitar o repertório elizabetano de canções para voz alaúde. Uma das mais célebres obras escritas e dedicadas a ele é o “Nocturnal after John Dowland, op. 70” de Benjamin Britten. Intervindo junto a compositores para a renovação e atualização do repertório, Bream pode ser considerado um continuador da forma de trabalho de Andres Segovia, com algumas importantes diferenças. Por exemplo, o repertório surgido sob a influência de Bream é de linguagem mais contemporânea do que as preferências neoclássicas dos compositores segovianos.  Morreu no dia 14 de agosto de 2020, aos 87 anos.

 

http://salaceciliameireles.rj.gov.br/

 

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