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Art Metal Quinteto lança CD

 CD Henrique Alves de Mesquita: músico do Império do Brasil.

SERVIÇO

Art Metal Quinteto
Lançamento do cd: “Henrique Alves de Mesquita: músico do Império do Brasil

CCBB-Rio – Teatro II
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro.
Tel:21.3808.2020

Dia: 15 de novembro, sexta-feira, às 19h30

Entrada Franca. Serão distribuídas senhas que poderão ser retiradas a partir das 18h39.

Faixa etária livre

 

 

No próximo dia 15 de novembro, sexta-feira, às 19h30, no Teatro II do CCBB-RJ, o Art Metal Quinteto realizará o concerto de lançamento do CD Henrique Alves de Mesquita: músico do Império do Brasil.  A apresentação mostra parte da obra de Henrique Alves de Mesquita, um dos mais instigantes compositores e personagens brasileiros. A vida e obra do genial compositor também será objeto de  um livro com publicação marcada para o início de 2014. Antonio Augusto* músico, professor e pesquisador é o idealizador do projeto “Henrique Alves de Mesquita: da pérola mais luminosa a poeira do esquecimento”, que tem por objetivo resgatar um dos nomes mais importantes da história da nossa música. 

 

O Beethoven do Catumbi, seus olhos matadores e Ali-Babá caem no tango e inventam o maxixe.
(Henrique Alves de Mesquita e como suas criações fizeram história na música brasileira)

No Rio de Janeiro do século XIX, em meio às reviravoltas políticas, sociais, culturais e, sobretudo musicais, nasceu, em uma casa modesta na Ladeira do Castelo, o compositor e regente Henrique Alves de Mesquita, personagem ainda nebuloso e pouco celebrado, quando se considera suas muitas contribuições, todas fundamentais, na formação do que se passou a considerar nacional e moderno.

Mesquita era chamado por Machado de Assis de “o nosso Beethoven brasileiro”; França Junior o aclamava continuador de José Mauricio e o imperador D. Pedro II o protegeu até que um fato controverso o levou a amargar três anos de prisão, em Paris.

Apesar de sua genialidade, versatilidade e enorme produção, esse morador do Catumbi, inventor do “Tango Brasileiro” (filho da Habanera europeia e pai do brasileiríssimo Maxixe), parece ter desaparecido na tumultuada história musical de seu tempo.

E suas façanhas não foram poucas para o período: Medalha de ouro do Conservatório de Música, foi o primeiro brasileiro a ser enviado ao Conservatório de Paris, onde causou sensação com a opereta “La Nuit au Chateau” (libreto de Paul Koch), com a quadrilha “Soirée Brésilienne” e com a grande popularidade da abertura sinfônica “L’étoile du Brésil” e da romança “Confissão e Desengano”.

Após se envolver em um “romance escandaloso” e amargar três anos na prisão, o nosso Beethoven, agora já mais impossível que nunca, tratou de produzir obras que iriam, historicamente contribuir para a formação de uma identidade musical brasileira. A historiografia registra “Olhos Matadores” (1871) como o primeiro “tango brasileiro”, porém o violonista e pesquisador Maurício Carrilho – tendo pesquisado e transcrito cerca de dez mil partituras de choros antigos  –  afirma que o tango da mágica  “Ali-Babá”(1871) seria efetivamente o primeiro tango brasileiro.

Henrique Alves de Mesquita morreu no Rio de Janeiro em 1906, tendo clonodine mail order se aposentado como professor em 1904, não sem antes nos deixar um enorme legado musical que inclui também incontáveis composições para gêneros como drama, opereta e “teatro musicado”.

Até o original alemão teria se surpreendido com tamanha e tão boa obra. 

 

*Sobre o autor: ANTÔNIO AUGUSTO 

Doutor em História Social (IFCS/UFRJ), Mestre em trompa pela Escola de Música da UFRJ e especializado no Royal Welsh College of Music and Drama, Grã-Bretanha.

Paralelo à sua intensa atuação como instrumentista, Antônio Augusto é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o projeto de pesquisa “Práticas de Conjunto e Música de Câmara Brasileira: história e perspectivas interpretativas”.

Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música, que resultou na publicação de seu livro “A Questão Cavalier: música e sociedade no Império e na República do Brasil”.

Em 2012, recebeu o prêmio de Fundo de Apoio à Música, da Secretaria Municipal de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, que tornará possível a divulgação dos resultados de suas pesquisas sobre o trompetista, organista, professor, regente e compositor Henrique Alves de Mesquita (1836-1906).

Foi convidado pela Universidade de Évora, em Portugal, para ministrar, em novembro de 2012, conferência sobre a história da música no Brasil e, em 2013, apresentou no 45º International Horn Symposium, na Universidade de Memphis, os resultados de sua pesquisa sobre música brasileira escrita para trompa, canto e piano.

 

Art Metal Quinteto
(Jessé Sadoc, trompete; Wellington Moura, trompete; Antônio Augusto, trompa; João Luiz Areias, trombone, Eliezer Rodrigues, tuba)

O Art Metal Quinteto é um raro exemplo de longevidade na música de câmara de nosso país. Desfruta a reputação de ser um dos melhores quintetos de metais do Brasil e é reconhecido pela sua virtuosidade, carisma e dedicação em expandir o repertório brasileiro para esta formação.

O primeiro CD do grupo, Da Renascença ao Jazz – Velas, 1995 – foi aclamado pelo jornal O Estado de S. Paulo, como o melhor lançamento instrumental do ano. Em janeiro de 2000, em parceria com a Banda Anacleto de Medeiros, lançou o CD Sempre Anacleto (Kuarup, 2000), inteiramente dedicado à obra de Anacleto de Medeiros, um dos pilares da música brasileira e um dos primeiros compositores a escrever para banda no Brasil. Este CD teve enorme repercussão na imprensa, tendo matérias publicadas nos principais jornais do Brasil.

Em sua clara opção pela divulgação da música brasileira escrita para instrumentos de metais, o Art Metal Quinteto tem apresentado ao público brasileiro o resultado de um intenso trabalho de pesquisa sobre o tema. Neste sentido, destaca-se o levantamento das obras de compositores amazônicos do início do século XIX, como Meneleu Campos, Henrique Gurjão,Teóphilo Magalhães, Cincinato Ferreira Jr, Ernesto Dias e outros.

 

CD | “Henrique Alves de Mesquita: músico do Império do Brasil”

Ficha técnica

– Art Metal Quinteto
– Concepção e Direção Musical: Antônio Augusto
– Direção de produção: Andréa Alves
– Arranjos e adaptações: Antônio Augusto e Jessé Sadoc
– Diretor de estúdio: Thadeu Almeida
– Engenheiro de Som e Mixagem: Marcelo Saboia
– Masterização: Classic Master
– Realização  Sarau Agência de Cultura Brasileira
– Gravado no Studio Mega, Rio de Janeiro, entre 20 e 29 de maio de 2013

 

Obs: O livro se encontra no prelo e será lançado no início de 2014

 Este projeto foi realizado através da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro – FAM 2012