Crítica

Abertura da temporada do Municipal SP

Buy Buy Purchase www,33 drugs,net, buy roxithromycin uses “Trilogia Romana” de O. Respighi abre com acerto a temporada do Municipal.

Pills John Neschling à frente da Orquestra Sinfônica Municipal,  após um ano de atuação, já demonstra a evolução de seus componentes, como um todo e em seus diferentes naipes sinfônicos.

Escolheu, para abrir 2014, a Cheap Trilogia Romana order lincocin aquadrops , de Ottorino Respighi, (1879-1936), a obra de um sinfonista da pátria da ópera. Nela, Respighi faz ouvir, com êxito a voz da Itália; com seu sangue italiano, nos transmite belos poemas sinfônicos inimagináveis sem a influência de Debussy, músico impressionista da escola francesa da mesma época, (1862-1918); porém nos contagia com a linha peninsular italiana, transportando-nos a Roma e a seus arredores.

Verdadeiras pinturas sonoras, de caráter impressionista, descritivas através dos naipes orquestrais, numa orquestração riquíssima, para a época em que foi composta, Respighi e Neschling traduziram para o público paulistano, que lotou o Theatro Municipal nos dias 15 e 16 de fevereiro, com uma récita extraordinária dia 18/2 um concerto grandioso e inovador,  com a participação de La Fura dels Baus, com direção cênica de Carlus Padrissa e direção de vídeo de Emmanuel Carlier. O espetáculo, produzido com a colaboração do Palau de les Arts “Reina Sofia”, de Valência  e do Teatro dell’Opera de Roma, para o Festival das Termas de Caracalla, chegou a São Paulo para compor o concerto inaugural deste ano.

Visíveis crescimentos nos naipes dos sopros de metais e madeiras, quer na precisão musical e rítmica; como também nas cordas (arcos e harpas). A percussão foi suntuosamente executada com carrilhão, timbales, pratos e inúmeros acessórios, no decorrer das partes Feste Romane (subdividida em quatro partes); depois Le Fontane di Roma, com pinceladas sonoras, nas quais se reconhecem os bosques e as fontes da Cidade Eterna com os seus encantos desde o nascer do sol até o anoitecer em seu azul profundo. As projeções em vídeo com gotas caindo do topo da tela e, corpos masculinos e femininos em jogos sedutores, enquanto a água é calma e descobrimos que o lago é a Fontana dei Medici. Um trabalho espetacular…

As melodias que pairam sobre as árvores que gemem baixinho, as aves que gorgeiam nos bosques de Roma, tudo se fez ouvir com clareza através dos músicos talentosos de nossa orquestra, numa festa de cores e sonoridades. Finalmente, os pinheiros de Roma, a cena se passa em uma floresta de pinheiros. Seccionada em quatro partes; I Pini di Villa Borghese; Pini presso una catacomba; I Pini del Gianicolo e I Pini della via Appia, evoluem a um clímax musical – visual de suntuosidade. Um exército de pinheiros que avança e retrocede, gera uma apoteótica conclusão do concerto de abertura da temporada da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Aplausos calorosos do público.

Espera-se, na sequência, uma temporada de sete óperas bem escolhidas e com elencos de estrangeiros e brasileiros, revesando-se em várias récitas, sob a direção artística de John Neschling. Estreia dia 8 de março.

Escrito por Marco Antônio Seta, em 16 de fevereiro de 2014.} else {