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“A viúva alegre”, de Lehár, no TMRJ

Famosa opereta, com tradução de Millôr Fernandes, ganha nova montagem.

SERVIÇO

 

Theatro Municipal do RJ
Praça Marechal Floriano, s/no.
Fone: 21 2332 9134

Dias 28 e 30.11 e 04 e 07.12, às 20h.
Dias 02 e 09.12, às 17h.

Preços:
Frisas e camarotes …………………………………………… R$ 480,00
Plateia e balcão nobre ……………………………………… R$    80,00
Balcão superior ……………………………………………….. R$   50,00
Galeria …………………………………………………………….. R$    25,00

Desconto de 50% para estudantes e idosos

Classificação etária: 10 anos

Duração: 2h30, com dois intervalos

 

 

A MONTAGEM

Obra que notabilizou o compositor húngaro Franz Lehár (1870-1948), A Viúva Alegre é uma das operetas de maior sucesso da história, com inúmeras versões pelo mundo, centenas de milhares de apresentações e tema de três filmes. Com tradução de Millôr Fernandes, o espetáculo retorna depois de 18 anos ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura. Terceiro título realizado em parceria entre o TM e a Fundação Clóvis Salgado, de Belo Horizonte,  a atração tem direção cênica assinada por Lício Bruno, na livre adaptação da montagem criada por Jorge Takla apresentada em outubro passado no Palácio das Artes.

Em junho último, levamos a este mesmo importante palco da capital mineira a ópera Tosca, de Puccini, outro fruto do convênio com essa importante instituição de Minas Gerais, com lotação esgotada em todas as suas quatro récitas. No papel principal estará a soprano Rosana Lamosa (Hanna Gláwari), que divide o palco com outros 12 renomados cantores líricos como Homero Velho (Conde Dánilo), Lício Bruno (Barão Zeta), Carla Domingues (Valencienne) e Max Jota (Camille de Rosillon), e ainda com o ator Cássio Scapin (Njégus). A condução da Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal será do Maestro Silvio Viegas. O espetáculo conta ainda com a participação especial da Cia Jovem de Ballet, sob a direção artística de Dalal Achcar e direção geral de Mariza Estrella.

Escolhemos um grande clássico, com música belíssima de Lehár, para encerrar a temporada lírica de 2012, ausente há quase duas décadas do palco do Theatro Municipal”, explica Carla Camurati, presidente da Fundação Teatro Municipal.

Apresentada pela última vez em 1994, A Viúva Alegre foi encenada no Theatro Municipal pela primeira vez em 1946, com a Companhia Italiana de Operetas Ernesto Del Rios, com Maria Pineschi e Italo Pasini nos dois papéis principais. No entanto, a primeira apresentação da opereta no Brasil já havia ocorrido 38 anos antes, em 1908, ainda na versão original em alemão, apenas três anos após a estreia mundial em Viena. Seu enorme sucesso pode ser medido através de números impressionantes: somente até a morte de seu compositor em 1948, já se somavam 300 mil apresentações pelo mundo.

Quando nos debruçamos sobre a partitura de Lehár, é fácil perceber que, por trás dessa fachada de festas e champagnes, reside uma bela e sincera história de amor que, em função de encontros e desencontros, acaba favorecendo encenações que podem fugir à intenção inicial do texto, no qual predomina um tom de ingenuidade e singeleza. Seus personagens são reais e vivem situações igualmente reais. Sofrem por ciúme, tentam resistir aos desejos e impulsos naturais da juventude, cada qual com sua personalidade, com sua trajetória de vida. A Viúva Alegre é uma história construída para entreter, divertir e, principalmente, emocionar”, comenta o maestro Silvio Viegas.

 

SINOPSE

A Viúva Alegre, opereta em três atos de Franz Lehár, com libreto: Victor Léon e Leo Stein e tradução e versão: Millôr Fernandes

Dividida em três atos, a história se passa em Paris, no início do século XX. Viúva de um banqueiro e herdeira de grande fortuna, Hanna Gláwari é convidada para uma recepção na Embaixada de Pontevedro, sua terra natal. Temendo que a viúva gaste tudo no estrangeiro e arruine as finanças do pequeno país, o embaixador e Barão Mirko Zeta planeja o casamento dela com o sedutor Conde Dánilo Danílovitsch, diplomata conterrâneo que também se encontra em Paris. Os dois já haviam se apaixonado no passado, mas foram proibidos de se casarem pelo pai do Conde, que não aceitava a origem humilde de Hanna.

Depois de revê-lo na recepção, Hanna o convida para uma festa à fantasia em seu jardim na noite seguinte. No entanto, quando ele a vê com o jovem parisiense Camille de Rosillon, e ambos anunciam o casamento, o Conde se desespera e vai para a boate Maxim’s, para afogar as mágoas com champanhe, ao lado de grisettes e dançarinas de cancã. No entanto, tratava-se apenas de uma manobra da viúva para que o Barão não visse sua esposa Valencienne flertando com Camille. Para desfazer o mal-entendido, elas chamam as grisettes e dançarinas do Maxim’s para a festa, recriando o ambiente da casa preferida do Conde. Encontrando a boate deserta, ele volta à festa e Hanna então lhe conta a verdade. Os dois confessam seu amor e decidem se casar.

 

OS INTÉRPRETES


Rosana Lamosa
, soprano (Hanna Gláwari)

Vencedora do Prêmio APCA de melhor cantora erudita em 1996 e do Prêmio Carlos Gomes, em 1999 e 2002, por sua carreira de destaque na música lírica, a carioca Rosana Lamosa fez sua estreia em 1989, em São Paulo, cantando As Bodas de Fígaro, de Mozart. No exterior, debutou como solista ao lado da Stadttheater de St Gallen, Suíça. Cantou na ópera Il Guarany, em Lisboa; Armide, de Gluck, no Festival de Buxton, Inglaterra; e Rigoletto, em Detroit, além de ter excursionado pela Ásia e Austrália.

No Brasil, participou de La Traviata, Carmen, La Bohème, L’Elisir D’Amore, Don Giovanni, Manon, Anel do Nibelungo, entre outras, e das estreias mundiais de Alma, de Cláudio Santoro, e A tempestade, de Ronaldo Miranda. Como concertista, tem no currículo obras como A Criação, de Haydn, Sinfonia nº 2, de Mahler, Nona Sinfonia, de Beethoven,  e Te Deum, de Dvorak.

Em 2009 recebeu a Ordem do Ipiranga, a maior honraria concedida pelo Governo de São Paulo, por serviços prestados à arte e à cultura. Gravou Canções de Amor, de Claudio Santoro (Quartz/Clássicos), a ópera Jupyra, de Francisco Braga com a Osesp (BIS), as Bachianas Brasileiras nº5, de Villa–Lobos,  com a Nashville Symphony Orchestra (Naxos), Canções, de Gilberto Mendes, e a Missa de Nossa Senhora da Conçeição, do Padre Jose Mauricio Nunes Garcia, com a OSB (Biscoito Fino).

 

Homero Velho, barítono (Conde Dánilo)

Natural de Ribeirão Preto, Homero iniciou seus estudos musicais aos 11 anos na Escola de Música de Brasília. Aos 20, ganhou uma bolsa de estudos da Indiana University School of Music, EUA, onde estudou durante sete anos. Entre as montagens que cantou, destacam-se os papéis mozartianos em vários how much is viagra in mexico festivais de ópera nos EUA.

Após um período de trabalho na Europa, Homero retorna ao Brasil para participar do primeiro festival de ópera do Teatro da Paz, em Belém. Desde então, tem feito parte das temporadas líricas de todos os importantes teatros brasileiros. Protagonizou a première de quatro óperas brasileiras em 2006. Em 2007, fez sua estreia na ópera de Colômbia. Em 2008, participou do Festival de Ópera de Manaus e da temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em Maio de 2009, Homero fez seu debut nos Estados Unidos, em Detroit.

 

Lício Bruno, baixo-barítono (Barão Zeta)

Considerado um dos principais intérpretes eruditos do Brasil pela crítica especializada, o baixo-barítono Lício Bruno, radicado na Europa desde 1995, desenvolve carreira em palcos da Itália, Espanha, Alemanha, Suíça e Hungria. Há dez anos é artista convidado da Ópera de Budapeste. Prêmio Carlos Gomes de 2004, recebeu seis primeiros prêmios em concursos nacionais e dois internacionais.

Em 2002, tornou-se o primeiro brasileiro a interpretar o papel de Wotan em Die Walküre’, de Wagner, durante o VI Festival Amazonas de Ópera. Em 2008, celebrou 20 anos de carreira com o papel-título de Falstaff, no Palácio das Artes (BH) e Theatro Municipal de São Paulo. Acumula em seu currículo as óperas A Flauta Mágica, O Barbeiro de Sevilha, Rigolett,I Pagliacci, Tannhaüser, As Bodas de Fígaro, O Cientista, Romeu e Julieta, La Gioconda, Madama Butterfly e Stabat Mater, entre muitas outras.

 

Carla Domingues, soprano (Valencienne)

Bacharel em Canto pela Universidade Federal de Pelotas e Mestre em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, na área de Musicologia/ Etnomusicologia, a soprano Carla Domingues venceu a primeira edição do Concurso de Músicos Líricos, realizado em maio de 2005, na cidade de Bagé (RS), e o Primeiro Festival Lírico de Montevidéu María Borges, em 2006. Conquistou ainda o 3º Prêmio no Primeiro Concurso Internacional de Canto da Amazônia Helena Cardoso Coelho, em maio de 2007, em Belém (PA), e no 8º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, em maio de 2008, realizado em Belo Horizonte.

Foi vencedora também de duas edições do Festival de Canto Aldo Baldin, realizado em Florianópolis, e como prêmios interpretou Gilda, na montagem catarinense de Rigoletto (Verdi), em 2006, e Adina, na montagem de L’Elisir d’Amore (Donizetti) em 2008. Fez master classes com Madalena Aliverti (Brasil/ EUA), Getúlio Vares (Brasil), Solange Aroca (Colômbia), Mariana Cioromila (Romênia), Neyde Thomas  (Brasil), Adélia Issa (Brasil) e Raquel Pierotti (Espanha). Foi participante da Officina Lírica que acontece em Curitiba/ PR, promovida pelo Conservatório A. Buzzolla, de Adria, Itália, e no qual teve oportunidade de trabalhar com a soprano Luisa Gianinni. Dentro da Officina atuou sob a regência dos maestros Alessandro Sangiorgi e Massimiliano Carraro, do Alla Scala de Milão.

Em 2009, foi solista no Requiem de Mozart em Brescia, Itália, sob a batuta do maestro Daniele Tirilli. Em março de 2010, realizou seu primeiro trabalho em estúdio, gravando a Symphony of the Good, de Jean Goldenbaum, juntamente com a Camerata Cantareira, dirigida pelo Maestro Sérgio Chnee, em São Paulo, obra esta que teve sua estreia mundial no mesmo período. Recentemente atuou como solista na Cantata do Café, juntamente com a Camerata Florianópolis e nas óperas O Empresário (Mozart), e Rita (Donizetti), em Porto Alegre, com a Orquestra Unisinos, sob regência do Maestro Evandro Matté.

 

Sílvio Viegas, regência

Natural de Belo Horizonte, Sílvio Viegas é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo dos maestros Oiliam Lanna, Sergio Magnani e Roberto Duarte. Ainda jovem, foi agraciado com uma bolsa de estudos, indo estudar regência na Itália, na Arts Academy di Roma com os maestros Francesco La Vecchia e o búlgaro Ivan Koshuharov. Em 2001, conquistou o primeiro lugar no Concurso Nacional Jovens Regentes, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro.

Desde o início de sua carreira tem se destacado por sua atuação no meio operístico regendo óperas como Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro e A Flauta Mágica (Mozart), Tiradentes (Manuel Joaquim de Macedo), La Bohème (Puccini), La Serva Padrona (Pergolesi), O Barbeiro de Sevilha (Rossini), Cavalleria Rusticana (Mascagni), Il Trovatore (Verdi), Romeu e Julieta (Gounod) e Carmen (Bizet), com a qual fez sua estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2007, com grande sucesso.

Esteve à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Orquestra do Teatro da Paz – Belém, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Sinfônica de Minas Gerais, Filarmônica Nova e as Sinfônicas de Burgas (Bulgária) e do Festival de Szeged (Hungria), entre outras. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes de 2003 a 2005 e, atualmente, é Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais e Regente da Orquestra Ouro Preto.

SOLISTAS

– Rosana Lamosa (soprano) – Hanna Gláwari
– Homero Velho (barítono) – Conde Dánilo
– Lício Bruno (baixo-barítono) – Barão Zeta
– Carla Domingues (soprano) – Valencienne
– Max Jota (tenor) – Camille de Rosillon
– Cassio Scapin (ator) – Njégus
– Flávio Leite (tenor) – Visconde Cascada
– Marcos Liesenberg (tenor) – Raul de St Brioche
– Neti  Szpilman (soprano) – Olga
– Fernanda Schleder (soprano) – Praskowia
– Katya Kazzaz (mezzo-soprano) – Sylviane
– Pedro Gattusso (tenor) – Kromow
– Fabrizio Claussen (barítono) – Pritschitsch
– Zé Rescala (tenor) – Bogdanowitsch

Direção de Cena*: Licio Bruno
Cenários: Paulo Corrêa
Figurinos: Fábio Namatame
Coreografia: Tânia Nardini
Remontagem de coreografia: Juliana Medella e Eric Frederic
Iluminação: Eduardo Dantas e Dino Ramirez
Participação especial: Cia. Jovem de Ballet do Rio de Janeiro
Direção artística: Dalal Achcar / Diretora geral: Mariza Estrella
Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Direção Musical e Regência: Silvio Viegas
Maestro Preparador do Coro: Maurílio dos Santos Costa

* A direção cênica do espetáculo é uma livre adaptação da montagem criada por Jorge Takla para a Fundação Clóvis Salgado apresentada no Palácio das Artes de Belo Horizonte, no período de 16 a 26 de outubro de 2012.

 

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2 Comments

  1. Gostaria de saber se as entradas para idosos são gratuitas, e se levando documentos uma só pessoa pode apanhar as entradas para outras.
    Atenciosamente agradeço. hilda

  2. GOSTARIA MUITO DE VER A ÓPERA , POIS MORO UM POUCO LONGE E TENHO QUE ADQUIRIR INGRESSO PARA MIM E OUTRAS PESSOAS.

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