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A Rádio MEC não será extinta?

Como nos havia sido prometido no Encontro que promovemos aqui no Rio com lideranças da EBC, em fevereiro deste ano.

Texto do maestro Ricardo Rocha

Caros Amigos, há poucos dias enviei a todos vocês um abaixo-assinado através da Avaaz contra o que poderia ser o perigo de extinção da Rádio MEC, suspeita motivada, entre tantas outras, pela demissão do produtor e radialista Lauro Gomes, que tem prestado contribuições e serviços inestimáveis à cultura nacional, há décadas, através de seus programas e iniciativas para a promoção e difusão da Música de Concerto.

Na realidade, esta demissão foi apenas a ponta de um ‘iceberg’ representado por um programa de demissões em massa na Rádio MEC e na TV Brasil, de todos os seus funcionários que, há décadas, eram atrelados juridicamente à ACERP. Estas demissões vêm acontecendo há meses, para a substituição dos non-prescription cialis profissionais destas casas por funcionários contratados pela EBC.

Não tem sido pontuais ou raros os casos em que, por puro despreparo e inexperiência, os novos profissionais, sem o respectivo ‘savoir faire’ de suas áreas, acabaram por cometer importantes erros operacionais. E em face à tantos protestos, a EBC postou uma nota de esclarecimento em seu site, a qual me sinto na obrigação de compartilhar com todos aqui em meu mural, para que cada um tire as próprias conclusões.

Da parte do grupo que lutou contra diversas intenções da EBC que seriam desastrosas para a Cultura brasileira se implementadas, grupo este formado por mim, Rosana Lanzelotte, Heloísa Fischer, amigos do meio musical que aderiram às nossas reivindicações e mais 17 entre as instituições musicais mais importantes do Brasil, resta a esperança de que tudo o que foi tirado em conjunto, prometido e registrado em vídeo, áudio e ata neste Encontro com a cúpula do Conselho Curador da EBC – instância hierarquicamente superior à própria EBC, seja cumprido. Aos que tiverem interesse, os documentos relativos à este encontro encontram-se no link

http://conselhocurador.ebc.com.br/noticia/28-02-2013-encontro-no-rio-afirma-importancia-da-musica-de-concerto-nos-veiculos-da-ebc

Esta matéria, postada pela própria EBC em três páginas em seu site, contempla, no final (em dois links onde está escrito “Leia aqui”), os dois documentos que produzimos em fevereiro deste ano, e dos quais pude ser o relator e apresentador:
1) a lista de nossas reivindicações, com 8 itens;
2) a lista com nossas propostas para a gestão atual da estatal, com 14 itens.

Vale a pena conhecê-los, até porque foi-nos mostrado, através deste Conselho Curador, muita boa vontade e simpatia em atender a todos os itens de nosso pleito, sendo que a sua Presidente, a Sra. Ana Fleck, mostrou-se particularmente sensibilizada por tudo o que apresentamos e solicitamos por escrito em documentos à ela entregues. Neste links vcs poderão encontrá-los, ao final da terceira página:

http://radios.ebc.com.br/novidade/2013-10/nota-de-esclarecimento-radio-mec-fm-do-rio-de-janeiro

Bem, a nota abaixo é a de esclarecimento da EBC, deixando claro que a Rádio MEC não será extinta.
Grande abraço a todos,
Ricardo

 
 
Nota da redação:
Transcrevo aqui a Nota da EBN, que também recebi por email:
 

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) desconhece a origem da informação que circula na web, via Avaaz, sobre a extinção da Rádio MEC FM do Rio de Janeiro. A emissora permanece no ar, com programação voltada para os diversos gêneros da música de concerto, e seu constante aperfeiçoamento faz parte dos objetivos estratégicos da EBC, conforme previsto no planejamento da Empresa de 2012-2022.

A EBC esclarece que a Rádio passa, neste momento, por mudanças decorrentes da absorção das atividades da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), cujo contrato de gestão com a Empresa se encerra no final de 2013. Mudanças estas que, seguindo determinação legal, envolvem a substituição de funcionários da ACERP por empregados da casa.

A EBC garante que não poupará esforços para continuar levando uma programação de qualidade aos ouvintes da Rádio MEC FM do Rio de Janeiro e das demais emissoras que compõem seu sistema de rádios.

Empresa Brasil de Comunicação 

Outra nota da redação – importante

Tudo muito bonito, mas o que temos sabido é que as demissões têm acontecido totalmente fora da lei. Ao invés de pagarem o devido aos demitidos, estão simplesmente querendo forçar a assinatura em troca de promessas vagas que, como de costume, cairão no esquecimento. Se estão agindo nas demissões de acordo com a lei, que o façam completa e totalmente.

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2 Comments

  1. Recebi o último exemplar da SoarMec, “AmigoOuvinte”, de nº 51 (outubro 2013) e fiquei estarrecido com a devassa feita no prédio da Praça da República. Houve decisão judicial para o esvaziamento do prédio, a partir de iniciativa do Ministério Público. Não houve defesa? As fotografias exibidas no referido boletim mostra verdadeira agressão ao patrimônio cultural brasileiro. Nem na ditadura militar houve tamanha atrocidade. O polêmica se iniciou no governo de Fernando Henrique Cardoso, responsável pela sedimentação do neoliberalismo no Brasil, seguido pelos Governos de Lula e Dilma Roussef. Todos, sem exceção, trabalharam e continuam se submetendo ao capitalismo internacional, responsável pela degradação humana e cultural. Não há elitismo na música clássica, posto que pode ser conhecida e amada por todos. A educação é o meio adequado para difundi-la. Seria interessante que os esquerdistas de plantão estudassem Caio Prado Junior para conhecerem nosso passado e o que pode ser feito no presente.

  2. Recebi o último exemplar da SoarMec, “AmigoOuvinte”, de nº 51 (outubro 2013) e fiquei estarrecido com a devassa feita no prédio da Praça da República. Houve decisão judicial para o esvaziamento do prédio, a partir de iniciativa do Ministério Público. Não houve defesa? As fotografias exibidas no referido boletim mostram verdadeira agressão ao patrimônio cultural brasileiro. Nem na ditadura militar houve tamanha atrocidade. A polêmica se iniciou no governo de Fernando Henrique Cardoso, responsável pela sedimentação do neoliberalismo no Brasil, seguido pelos Governos de Lula e Dilma Roussef. Todos, sem exceção, trabalharam e continuam se submetendo ao capitalismo internacional, responsável pela degradação humana e cultural. Não há elitismo na música clássica, posto que pode ser conhecida e amada por todos. A educação é o meio adequado para difundi-la. Seria interessante que os esquerdistas de plantão estudassem Caio Prado Júnior para conhecerem nosso passado e o que pode ser feito no presente.

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