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A Queda do Muro de Berlim – 30 anos  

Um repertório que simboliza o conflito entre os EUA e a antiga União Soviética, protagonistas na Guerra Fria. Do mais tradicional ao moderno e com um Coro a cappella.

Um espetáculo de música com projeção de imagens da época e de situações semelhantes e muito atuais. Tudo isso está em A Queda do Muro de Berlim – 30 anos, que o Theatro Municipal de São Paulo seleciona de seu acervo para disponibilizar no YouTube. O concerto foi exibido na sexta-feira, 24 de julho. O conteúdo ficará disponível por tempo indeterminado para o público ver e rever quando quiser, de graça e sem necessidade de cadastro.

Sob a regência de Naomi Munakata (1955-2020), que à época era a maestrina titular do Coral Paulistano, o corpo artístico do Theatro Municipal interpreta obras de Bach, Mendelssohn e Stravinsky, passando por Charles Ives, Josef Rheinberger, Samuel Barber, Arnold Schönberg e Max Reger, chegando até aos mais atuais, como o norueguês Knut Nystedt e o contemporâneo estadunidense Eric Whitacre. Apenas em uma música de Brahms, o Coro é acompanhado pela pianista Rosana Civile.

Do repertório apresentado no palco do Theatro Municipal, apenas duas músicas não integram essa gravação que agora pode ser conferida no YouTube: Psalm, de Charles Ives e Friedeauf Erden, Op 13, de Arnold Schoenberg.

Os atores Fernanda Zaborowsky e Tadeu Pinheiro narram a história. A direção cênica e o design e criação de vídeo são dos cineastas Otávio Juliano e Luciana Ferraz, respectivamente. Entre as projeções que retratam situações vividas pelas populações da Europa ao Oriente Médio, da América do Norte ao eixo sul-americano, estão imagens do muro erguido pelos Estados Unidos na fronteira com o México e retratos da imigração de africanos que chegam à Europa em embarcações clandestinas e são proibidos de entrar no velho continente.

Em apresentação única que integrava a programação do projeto Novos Modernistas, em novembro do ano passado, exatamente no mês que a derrubada do maior símbolo da Guerra Fria completava 30 anos, o espetáculo evidencia o fato histórico que reunificou a capital alemã, mas recorda que o cenário global piorou e as barreiras da intolerância continuam sendo construídas. Em 1989, havia cerca de 15 muros separando as nações. Hoje são quase 80 espalhados por diferentes partes dividindo territórios, religiões, raças e os ricos dos pobres.

 

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