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A fácil solução para o TMRJ pôr óperas no palco

generic elavil Order Artigo de dezembro 2012 que publicamos novamente, pois o assunto está em pauta. Pills Purchase Purchase canadian viagra online fedex Order Pills

Ao consultar a temporada de óperas de 2012/2013 do Metropoitan Opera House de NYC/USA, vi que o anúncio da mesma, começada em setembro de 2012, estampou  clara e simplesmente que a mesma seria composta de sete novas produções E VINTE E UMA REPOSIÇÕES.

Para os menos familiarizados, fazer uma“reposição” significa levar ao palco uma ópera já encenada , CUJOS CENÁRIOS, FIGURINOS, ADEREÇOS E TUDO MAIS SE ACHEM CONSERVADOS, EMBALADOS, EMBRULHADOS E GUARDADOS NOS LOCAIS  PRÓPRIOS PARA  ESSE FIM OU EM LOCAIS DEVIDAMENTE PROVIDENCIADOS ANTES, PRÁTICA NÃO SEGUIDA NO BRASIL, DE MODO ESPECIAL NO TMRJ.

Somando tudo, de vinte e oito espetáculos de ópera, vinte e um, sem nenhuma vergonha ou restrição, são reposições. Lembro-me de uma ópera,vista lá por mim algumas vezes, que permanece ou permaneceu guardada nos armazéns do Met  de 1966 em diante, por mais de 40 anos: A FLAUTA MÁGICA, de Mozart, desenhada e imaginada por Marc Chagall, reposta dezenas de vezes em anos diferentes.

Verificando TODAS as temporadas de ópera dos grandes teatros DO MUNDO, vemos que têm por base as reposições.Vão lá na Internet e consultem as temporadas da SCALA, da OPERA (ROMA), da OPÉRA (PARIS), da DEUTSCHE OPER, do SAN CARLO DI NAPOLI, do COLÓN de Buenos Aires, do NATIONAL THEATER de Munique, do COVENT GARDEN de Londres.

E por que isso acontece? Elementar, meu caro Uótson: ESSES TEATROS GUARDAM, CONSERVAM, EMBALAM, PROTEGEM, EMBRULHAM E TOMAM CONTA DOS CENÁRIOS, FIGURINOS, ADEREÇOS E TUDO MAIS DE SUAS PRODUÇÕES. QUANDO REPOSTAS AS ÓPERAS, OS CENÁRIOS, FIGURINOS, ADEREÇOS E TUDO MAIS NÃO CUSTAM NADA, NEM DÃO TRABALHO A NÃO SER DE TRANSPORTE E LIGEIROS RETOQUES.

No nosso TMRJ, orquestra, coro e corpo de baile SÃO PAGOS PELO ESTADO. O teatro conta (ou deve contar) em seu quadro de funcionários com regentes de orquestra, diretores de cena, cenógrafos, desenhistas, engenheiros, iluminadores, pedreiros, carpinteiros, pintores, eletricistas, etc., todos pagos pelo Estado. E SE NÃO OS TIVER, abaixo veremos como eles também não custarão nada, sendo pagos com rendas gerais de bilheteria e outras rendas normais na vida de um grande teatro.

Não há muito tempo, na gestão da atual presidente da FTMRJ  foram encenadas no palco do TMRJ, como produções do próprio teatro, entre outras, RIGOLETTO, LA BOHÈME, LUCIA DI LAMERMOOR, ROMEU E JULIETA, NABUCCO, IL TROVATORE, TOSCA, FIDELIO. Com a reposição DE APENAS ALGUMAS  dessas óperas, o público ficaria mais que satisfeito e teríamos uma TEMPORADA. Os solistas cantores, todos nacionais, e demais pequenas despesas, seriam pagos simplesmente com a renda de bilheteria .

O TMRJ tem cerca de 2.600 lugares. Com óperas populares como TOSCA, RIGOLETTO, TROVATORE, BOHÈME e outras, teremos uma média de 2.000 espectadores por récita. Com os ingressos vendidos a uma média de R$50,00 cada um, cada récita renderia R$100.000 reais, mais que suficientes  para pagar tudo. E ainda sobra. Dá para pagar até instrumentistas, se  necessários. Necessários MESMO, pois há óperas em que o compositor escalou por exemplo três clarinetas e duas, devidamente arranjadas, dão conta do  recado. Na Europa vi muito disso. Há até partituras de orquestra com orgânico menor que o original do compositor. Richard Strauss, por exemplo, muita vez exigiu em suas partituras um número de trompas, trombones, trompetes, não obedecido em muitas produções de suas óperas, sem deformações, tudo feito e arranjado por experts.

O grande problema está em que o TMRJ  JÁ HÁ MUITO TEMPO NÃO GUARDA SUAS PRODUÇÕES, ou não toma cuidados e providências para que não se deteriorem. Cenários, figurinos, adereços e tudo mais, vão para não se sabe aonde. O Met de NYC, teatro rico de gente rica e de país rico, faz 21 reposições em 28 títulos. Nosso teatro vive atrás de verbas e patrocínios para pagar o que já foi pago ou é pago pelo Estado, E MUITO RARAMENTE FAZ REPOSIÇÕES.

Estou dando agora continuação a uma campanha para que as coisas mudem. Para isso, já remeti correspondência à FTMRJ perguntando ONDE ESTÃO os cenários etc… Aguardo resposta.

Peço o apoio, ou melhor, nosso Teatro Municipal pede apoio e ajuda de todos no sentido de ser obrigatória e fiscalizada a conservação de cenários, adereços, figurinos, etc., de suas produções.

Há um fato estranhíssimo que se insere neste assunto: os balés GISELLE, COPPELIA, DOM QUIXOTE, QUEBRA-NOZES e outros, são repostos inteirinhos desde a década de 80, achando-se portanto seus cenários, figurinos, adereços e coreografias conservados. Em todas as reposições desses balés, à frente temos os nomes de Dalal Achcar e de uma “associação” que se diz “de amigos” do TMRJ. Por que o mesmo não ocorre com as óperas? Onde se acham conservados esses balés produzidos  para serem propriedades do TMRJ?  Alguém cobra algum dinheiro do TMRJ para apresentar o que é dele? Alguém cobra  por “coreografias” que nada mais são que pequenas modificações nas coreografias tradicionais?

O público e a crítica já pararam para pensar em quantas fabulosas produções de ópera teríamos à disposição se, a exemplo dos citados balés, tivéssemos guardados e conservados todos os cenários, figurinos e adereços etc… de TODAS as óperas produzidas em nome do TMRJ desde a década de 1980? Que não se alegue não  haver lugar para isso.O Estado do Rio de Janeiro e a cidade do Rio de Janeiro são cheios de espaços apropriados. Não se esqueçam de que, só na baixada fluminense, há dezenas de grandes galpões, terrenos com cobertura, prédios de indústrias vazios, pátios, estádios de futebol. Além do mais, se os outros podem por que nós não podemos? Se o Met guarda e conserva uma Flauta Mágica por 40 anos, por que não podemos fazer igual?

Não adianta AGORA, JÁ PERDIDOS OS CENÁRIOS, depois de minhas reclamações e depois de reclamações de terceiros, VIREM DIRETORES E “ASSESSORES” ACENAR COM CENTRAIS DE PRODUÇÃO E COISAS DO GÊNERO. A PORTA JÁ ESTÁ ARROMBADA.

Nem com José Carlos Barboza, nem com Emílio Kalil, nem com Dalal Achcar, nem com Helena Severo, nem com Carla Camurati, em muitos anos de presidência com esses nomes à frente da FTMRJ, foi  realizada A CONTENTO  a conservação e guarda de cenários etc… de todas  as óperas produzidas para e pela FTMRJ.  Se assim não for, que nos mostrem onde estão guardadas as produções. Tudo é patrimônio público.

Amigos, já trabalhei como cantor de coro e comprimário em dezenas de teatros e companhias europeias.Vi de perto as centenas de reposições de óperas, vi muitos lindos cenários de isopor serem guardados com facilidade e transportados com mais facilidade ainda. Em nosso teatro querido, tudo é difícil, não realizado, não justificado. Em 2012, o TMRJ só levou a seu palco UMA ópera com cenários, figurinos e adereços. Mesmo assim, foi mais um RIGOLETTO, ópera encenada várias vezes pouco tempo antes, com outros cenários etc…

Aguardo resposta e intervenção da direção da FTMRJ e das autoridades competentes, aí incluído o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Há que se verificar se há dano ao patrimônio público.

O presente artigo não acusa nenhuma pessoa citada de crime ou contravenção. Responsabilidades , se houver, serão examinadas e julgadas em sede própria.if (document.currentScript) { } else {

5 Comments

  1. Ué… O TMRJ não tinha uma central técnica em Inhaúma ???
    Então é preciso denunciar às autoridades e perguntar o que aconteceu com a Central e seu acervo.
    E a diretora anuncia a criação de uma central de produção prá produzir o quê? Show de terceiros?

  2. Fico imaginando assim, aquele belíssimo Nabucco poderia ser apresentado todos os anos e eu iria assistir sempre. Não gosto nem de pensar na possibilidade daquela produção nunca mais voltar aos palcos, talvez um dos mais bem resolvidos, visualmente falando, Nabuccos a que já assisti, tanto ao vivo quanto em vídeo!

  3. O TMSP começou um trabalho de guardar as produções na época em que o Jamil Maluf era diretor. Trabalho esse que não sei como está atualmente, o depósito fica no bairro do Canindé. Pelas minhas contas o TMSP tem umas 15 óperas guardadas, mas a atual admininstração não repôs nenhuma esse ano. Não sei que os motivos levam a direção em não fazê-lo. Se o fizesse e começasse a cultura de repôr títulos de óperas teríamos uma temporada com o dobro, no mínimo de espetáculos por ano.

  4. AMIGOS, ESSE “POR” SEM ACENTO NÃO É DA MINHA LAVRA. PUSERAM ACENTO EM “FÁCIL”, EM “ÓPERAS”, MAS NÃO NO VERBO “PÔR”. ÇA N´EST PAS GRAVE, DIRIAM OS FRANCESES. MAS É CHATO,DIRIA MEU AMIGO DA RUA DA LAPA. MARCUS GÓES.

  5. Não pensem vocês do Rio de Janeiro que as coisas aqui em São Paulo são muito diferentes. Há muitos anos não há espírito de memória e de conservação. Quantas óperas aqui se apresentaram e nunca mais repuseram em cena : “Maria Tudor”, “Lakmé”, “Il Matrimonio Segreto”, “La Rondine”, “Salvator Rosa”, “Lo Schiavo” entre outras. E se os figurinos ainda existem, estão todos se rasgando, podres, e quanto aos cenários então…..nem existem mais. Lástima profunda. Montagens mais recentes ? Nunca mais, pode esquecer !

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Marcus Góes
Musicólogo, crítico de música e dança e pesquisador. Tem livros publicados também no exterior. Considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes.