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“O piano em foco” na Sala

Duas propostas diferentes para piano são o destaque do fim de semana na Sala Cecília Meireles: na sexta-feira, dia 14, às 19 horas, o grupo PianOrquestra apresenta o espetáculo “Coletivo“, que renova o conceito de piano coletivo no Brasil. No repertório, convivem em harmonia Pixinguinha, Villa Lobos, Cláudio Santoro e Michael Jackson.

No sábado, dia 15, também às 19 horas, o duo formado pelos pianistas Giulio Draghi e Flávio Augusto, com participação do Duo de Percussão Pedro e Juliana Sá, interpreta obras de Brahms e Bartók.

Na quarta-feira, dia 12 de maio, às 18 horas, o diretor da Sala, João Guilherme Ripper, receberá o pianista Giulio Draghi e Claudio Daueslberg, pianista e diretor artístico do PianOrquestra, para mais um Conversa na Sala, transmitido ao vivo pelo canal de YouTube da SCM.

 

 

Série Sala Jazz – PianOrquestra – “Coletivo”

Presencial e Youtube

Dirigido pelo músico Cláudio Dauelsberg, grupo transforma o piano preparado em uma verdadeira orquestra. Dez mãos e um piano. Essa é a proposta pioneira do PianOrquestra, que há mais de quinze anos encanta plateias pelo Brasil e pelo mundo, sob a direção artística do músico Cláudio Dauelsberg.

De acordo com Dauelsberg, o PianOrquestra busca renovação em meio a pandemia que estamos vivendo com este espetáculo. “Trata-se de um espetáculo que vem se transformando com a formação atual do grupo que somos eu (Cláudio Dauelsberg), Verónica Fernandes, Nathália Martins, Matheus Kern e a Mako.

Esse novo trabalho inaugura uma experiência no conceito de Coletivo de Piano Brasileiro, com novas reflexões sobre a experiência de divisão do espaço, compartilhamento do teclado, soma de individualidades e virtuosismo, explorando as sonoridades do piano em todos os seus limites e extensões, contribuindo com inovações para a literatura do Piano.

Experimentando novas formas do raciocínio pianístico coletivo, alternância entre performance solo e coletiva, integradas a elementos de preparação, proporcionando uma experiência única do piano preparado e compartilhado.  O conceito do coletivo como superação da dicotomia do indivíduo. O caráter coletivo no desenvolvimento das competências individuais, demonstrando assim o aspecto educativo do projeto com a soma das experiências, vivências e interpretações pessoais.”

 

PROGRAMA

Hermeto Pascoal
Forró Brasil  

Milton Nascimento e Fernando Brant
Cravo e canela

Toninho Horta
Manoel, o audaz

Amaral Vieira
Cenas rupestres

Cláudio Santoro
Sonata nº 4 (2º Movimento – Fantasia)
Estudo nº 4

Heitor Villa-Lobos
Ciranda nº 15

Heitor Villa-Lobos
Prole do bebê nº 1 – O Polichinelo 5

Cláudio Dauelsberg
Choro à luz de velas

Radamés Gnattali
Canhoto

Priscilla Azevedo
Pia no frevo

PianOrquestra
Ciranda

Heitor Villa-Lobos
Dança do índio branco

John Lennon e Paul McCartney
Lucy in the sky with Diamonds

Michael Jackson
Black or White

Pixinguinha
Um a zero

Queen
Bohemian rapshody

John Willians
StarWars (Main Theme)

 

 

Série Música de Câmara – Piano e percussão
Giulio Draghi – piano / Flávio Augusto – piano / Duo de Percussão Pedro e Juliana Sá

Escrita originalmente por Brahms para piano e quarteto de cordas em 1862, a Sonata para 2 pianos ganhou transcrição do autor para dois pianos, sendo que a composição original foi destruída por ele mesmo. Já a emblemática Sonata para Dois Pianos e Percussão de Béla Bartók, escrita em 1937, estreou em 1938 tendo ao piano o autor e sua esposa, Ditta Pásztory.

Se a obra de Brahms utiliza os pianos para criar uma sinfonia em miniatura, a de Bartók evidencia a natureza percussiva do instrumento, amplificada pela presença de sete instrumentos de percussão: tímpanos, gran cassa, címbalos, triângulo, caixa, gongo e xilofone.


PROGRAMA

Johannes Brahms (1833-1897)
Sonata para 2 pianos Op. 34B

Béla Bartók (1881-1945)
Sonata para dois pianos e percussão, Sz.110
– Assai lento – Allegro molto
– Lento, ma non troppo
– Allegro non troppo

 

 

SERVIÇO

 

Série Sala Jazz – PianOrquestra – “Coletivo”

Dia 14.05, sexta-feira, às 19h – PRESENCIAL E YOUTUBE

Cláudio Peter Dauelsberg , piano / Verónica Fernandes, piano / Nathália Martins, piano / Matheus Kern, piano / Mako, percussão

Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 na bilheteria da Sala

Link para compra pela internet: https://bileto.sympla.com.br/event/67710/d/98215

 

Série Música de Câmara – Piano e percussão

Dia 15.05 , sábado, às 19h – PRESENCIAL e YOUTUBE

Giulio Draghi – piano / Flávio Augusto – piano / Duo de Percussão Pedro e Juliana Sá

Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 na bilheteria da Sala

Link para compra pela internet: https://bileto.sympla.com.br/event/67736/d/98516

 

 

Giulio Draghi 

É pianista e professor na Escola de Música da UFRJ. Recebeu seu título de Doctor in Musical Arts (D.M.Ada Universidade de Miami, em 2007, graduando-se com honras, o que lhe valeu a nomeação para a mais antiga sociedade musical americana: The Society of Pi Kappa Lambda. Sua tese discorreu sobre a versão inédita da transcrição da Sinfonia Fausto, de Liszt, para piano solo, feita por Carl Tausig.

Tem se apresentado regularmente como recitalista nos Estados Unidos e Canadá. Lançou recentemente um CD com obras de José Maurício Nunes Garcia, Carl Tausig e Mussorgsky pelo selo da Escola de Música da UFRJ. Seu repertório vai de Bach a Sorabji com uma predileção especial pelos compositores da Escola de Weimar.

Em 2011, ano do bicentenário de Franz Liszt, apresentou em estreia mundial a versão inédita da Sinfonia Fausto, de Liszt, para piano solo feita por Carl Tausig.  Em 2015, esteve em seis diferentes cidades do Brasil e EUA, executando a íntegra dos 24 Estudos de Chopin, recital este que foi gravado e exibido no programa Partituras da TV Brasil. Em 2016, lançou um DVD com os 24 Estudos de Chopin gravados ao vivo na temporada oficial da Sala Guiomar Novaes no Rio de Janeiro.

Flávio Augusto

Detentor de 28 primeiros prêmios em Concursos Nacionais e Internacionais de Piano, Flávio Augusto foi o primeiro brasileiro a conquistar o 1o. lugar do Concurso Internacional de Piano Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, em 1988. Natural de Poços de Caldas (MG), iniciou seus estudos de piano aos quatro anos de idade, tendo como professores os pianistas Homero de Magalhães, Gilberto Tinetti e Myrian Dauelsberg.

Já atuou como solista das principais orquestras brasileiras tendo se apresentado nas mais importantes salas de concerto do país e também na Venezuela, Chile, Paraguai, Peru, Trinidad & Tobago, Costa Rica, Guatemala, Panamá, Portugal, Suíça, França, Espanha, Itália, Alemanha, Áustria, África, Inglaterra, Finlândia, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Desde 1990, é convidado a participar de diversas gravações em CD e DVD – tanto como solista como ao lado de músicos como os violinistas Ricardo Amado e Daniel Guedes, o gaitista José Staneck, os violoncelistas Ricardo Santoro e Antônio Del Claro, dentre tantos outros. É também integrante do Trio Aquarius e do Trio de Sopros e Piano da UFRJ.

Considerado pela crítica especializada como um dos melhores cameristas brasileiros, em setembro de 2004, passou em 1o lugar no concurso público para “Músico-Pianista” da Escola de Música da UFRJ. É frequentemente convidado para ministrar aulas em festivais e cursos de música assim como compor a comissão julgadora dos principais Concursos de Piano do país. É Mestre em “Práticas Interpretativas” pela Escola de Música da UFRJ e Doutorando da mesma instituição desde agosto de 2018.

 

Duo Sá de Percussão

É formado pelos irmãos Pedro e Janaína Sá. Desde 2004, atua ativamente no cenário camerístico brasileiro e mundial. Entre seus principais concertos, destacam-se a PASIC15 (Percussive Arts Society International Convention), o maior e mais prestigioso “evento” de percussão do mundo, realizado em San Antonio, Texas (EUA), em 2015, tendo obtido aclamados elogios de importantes personalidades do meio percussivo.

Devido ao sucesso de sua apresentação no Texas, foi convidado novamente pela Percussive Arts Society, e retornou no ano seguinte na PASIC16, em Indianápolis, quando os irmãos proferiram palestra sobre a Percussão em Heitor Villa-Lobos. O DUO também escreve artigos para a Percussive Notes, o maior periodo de percussão do mundo (EUA).

Apresentou-se em outros festivais de percussão como os de Tatuí, Uff, PAS-Brazil Chapter e festivais de inverno de Londrina e Juiz de Fora. Realizou concertos com o Duo Bretas-Kevorkian, onde, entre outras obras, ambos interpretaram a emblemática Sonata para Dois Pianos e Percussão de Béla Bartók.

O Duo Sá também encomenda obras a compositores, contribuindo desta maneira com a constante expansão do repertório para essa formação.  Realizou primeiras audições mundiais de obras premiadas em edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, no Rio de Janeiro e os irmãos também se associaram ao compositor Michael Udow, que escreveu e dedicou a peça Hoodoos Images ao duo, obra que também teve sua primeira audição mundial pelo Duo Sá.

 

AVISO IMPORTANTE

A Sala Cecília Meireles segue o Protocolo de Segurança Sanitária elaborado pela FUNARJ, ratificado pela Secretaria Especial da Covid-19 do Estado do RJ e adotado pelo Governo do Rio de Janeiro, via decreto. As principais medidas adotadas incluem medição da temperatura de cada espectador antes de entrar na Sala; a redução da capacidade para 240 lugares (com espaços de duas poltronas vazias entre cada uma ocupada); a instalação de filtros Hepa (High Efficiency Particulate Air) em todos os equipamentos de refrigeração, os mesmos recomendados para uso em hospitais, laboratórios, nas indústrias farmacêutica e alimentícia e em cabines de segurança biológica; estações de álcool gel para higienização das mãos no hall e nos banheiros; sinalização para a manutenção do  distanciamento social; proteção para as cabines de bilheteria; corredores exclusivos para entrada e saída.

 

A Temporada 2021 da Sala Cecília Meireles tem o patrocínio da PETROBRAS.

 

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