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Festival Leo Brouwer de Violão

3º. Festival Leo Brouwer – Festival Internacional de Violão acontece em S. Paulo, com patrocínio da Petrobras.

O 3º. FLB – Festival Internacional de Violão (Festival.Leo.Brouwer), organizado pela Philarmonia Brasileira Produções, já é obrigatório no calendário musical do Brasil. Em sua terceira edição, que acontece de 20 a 30 de outubro de 2011, em São Paulo, tem patrocínio da Petrobras, co-patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de SP, da Deloitte Touch Tohmatsu e apoio institucional da Universidade de São de Paulo (USP), Instituto Cervantes, Fundação Japão e SESC.

As atividades difundem obras e personalidades importantes do violão na atualidade. Contará com o mestre cubano, Maestro Leo Brouwer, como patrono,  com sua obra instigante e seu pensamento musical voltado à diversidade e ao universal. As portas então se abrem à elaboração de uma programação variada, que privilegia a reflexão, a busca do conhecimento e a excelência do violão brasileiro e internacional.

Serão vários dias de concertos, recitais, masterclass, cursos, palestras, lançamentos de livros e CDs. O evento torna-se, assim, uma oportunidade rara de se apreciarem os distintos rumos que o violão vem tomando. Mesmo sendo o Festival voltado ao universo do violão, há espaços para a apresentação de instrumentos variados, com músicos renomados, o que propicia exposição de obras musicais com formações pouco convencionais.

O evento reúne grandes solistas internacionais como o cubano-americano Manuel Barrueco, o chileno Marcelo de La Puebla, o uruguaio Eduardo Fernández e o Duo Ondina de Cuba.  Entre os brasileiros, estão Nícolas de Souza Barros, Hamilton de Holanda e Yamandú Costa, Edelton Gloeden e Toninho Carrasqueira e Paulo Belinatti e Cristina Azuma. Muitas das obras serão apresentadas pela primeira vez.

Shin-ichi Fukuda

Entre os destaques, o concerto de abertura com Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de S. Paulo, na própria casa, com regência do Maestro Leo Brouwer e o violonista japonês Shin-ichi Fukuda como solista. Será a estreia brasileira do Concerto do Réquiem: Homenage II a Toru Takemitsu do mestre cubano.

Na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, será desenvolvida parte da programação, com concertos, masterclasses, encontros e palestras. A parte pedagógica, sempre um dos mais importantes aspectos do Festival,  introduz, neste ano, o curso integral História da técnica dos instrumentos de cordas dedilhadas, que será ministrado pelo Prof. Nícolas de Souza Barros, da UNIRIO.

Para assistir aos concertos gratuitos, basta retirar a senha com uma hora de antecedência na Biblioteca.  Para informações sobre a programação completa, incluindo as inscrições para as atividades pedagógicas acesse o site: www.festivalleobrouwer.com.br

 

Inscrições Ouvintes (até 22 de outubro)

Serão aceitas inscrições de pessoas de todos os estados brasileiros e de qualquer outro país. É aberto a participantes ativos e ouvintes. O interessado deve preencher a FICHA DE INSCRIÇÃO e efetuar o PAGAMENTO DA TAXA de R$ 80,00 (oitenta reais). Depósito em Conta Depósito em Conta (Banco do Brasil – Agência:  4328-1 – Conta:  7677-5).

 

Processo seletivo para as Masterclasses (até 18 de outubro)

O Processo Seletivo para as masterclasses do Festival Leo Brouwer está aberto a violonistas, sem limite de idade. Os candidatos poderão se inscrever apresentando trabalhos na forma de solos, duos, trios ou quartetos. A inscrição deverá ser feita por carta registrada para o seguinte endereço: Philarmonia Brasileira Produções Artísticas A/C  Produção Festival Leo Brouwer (Rua Apinajés, 352 cj 11 b – Perdizes – São Paulo – SP – 05017-000).

 

Programação musical, de palestras e de masterclasses

Toda a programação musical, de palestras, de masterclasses  e muitas outras informações importantes e interessantes a respeito do festival você poderá ter, perfeitamente delineadas, no site  http://www.festivalleobrouwer.com.br



Músicos Participantes
(em ordem alfabética)


Alexandre Gismonti

Alexandre Gismonti

Filho do músico e compositor brasileiro Egberto Gismonti, Alexandre Gismonti teve desde cedo um contato íntimo e doméstico com a música que fluía no ambiente familiar. Aos 12 anos, abraçou o violão, seu instrumento único e eleito e, aos 15, já estreava nos palcos acompanhando as turnês do pai, com quem excurcionou por cerca de 15 anos: da América do sul ao Oriente médio, passando pela América Central e Europa ocidental, predominantemente.

Em 2009, lança o álbum Saudações pela gravadora alemã ECM, apresentando um Duo de violões composto por Alexandre e Egberto Gismonti, o qual representa o fruto de anos de trabalho no palco. Em 2010, estreia seu primeiro trabalho solo ao lado de uma dupla de percussão e baixo (por Felipe Cotta e Mayo Pamplona, respectivamente). O Alexandre Gismonti Trio, apresenta o álbum Baião de domingo (gravadora Fina flor), que recebe ótimas críticas em todos os grandes jornais e  uma inédita indicação ao maior prêmio de música no Brasil, o “Prêmio da Música Brasileira 2010 – na Categoria Revelação”.

Ainda em 2010, Alexandre é convidado a integrar o conceituado projeto Americano “International Guitar Night”, o qual já havia contemplado grandes do violão brasileiro como Guinga, Marco Pereira e Paulo Bellinati. Grava ao vivo no Canadá o álbum IGN V (Warner). Seguindo o cronograma do projeto, sai em três tournés consecutivas, pelo Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. Mais uma vez ao lado de músicos experientes, Alexandre e os violonistas Brian Gore (USA), Pino Forastiere (ITA) e Clive Carroll (UK) se unem para experimentar uma sonoridade única e particular. O resultado é o CD IGN V, que vai do Choro às Danças irlandesas.

A música de Alexandre Gismonti se espelha na riqueza e diversidade da música brasileira. Choro, Samba, Baião, Coco, Valsa e outros estilos. O Brasil está permanentemente presente em suas composições. O violão, sua grande paixão, é o principal canalizador de sua criatividade.

Não obstante, o senso de liberdade junto à busca incessante pelo desconhecido dão forma ao seu constante experimentalismo, no qual a fusão de elementos e estilos musicais abre novos afluentes para a sua arte de transformar ideias e sentimentos em música. Desta forma, o trabalho de Alexandre Gismonti segue sua trajetória inventiva. Pedindo sempre a Villa-lobos, João Pernambuco, Dilermando Reis, Garoto, Baden Powell, Hélio Delmiro, Guinga, Egberto Gismonti e todos os grandes e pequenos que constroem nossa cultura, a Bênção.

 

Ana de Oliveira

Ana de Oliveira

A violinista Ana de Oliveira é paulistana e iniciou seus estudos de música aos cinco anos de idade, com os violinistas Lola Benda e Uwe Kleber. Graduou-se na Staatliche Hochschul e für Musik Freiburg (Alemanha) na classe de Rainer Kussmaul e posteriormente estudou com Federico Agostini, com bolsa de estudos da Vitae e KAAD.

Participou de masterclasses de violino e música de câmara com Robert McDuffie, Sidney Hart, Wolfgang Marschner, Joseph Silverstein, Heinz Holliger, Dieter Klöcker e Vitalij Margulis, entre outros.

Atuou como solista com diversas orquestras no Brasil e na Europa, entre elas a OSESP, a OSPA, OSB, Heidelberger Kammerorchester, Freiburger Solistenensemble e Orquestra Filarmônica da Itália. Apresentou-se em importantes festivais no Brasil e exterior, como Festival de Montreux (CH), La Villette (Paris), Warschauer Herbst (Polônia), Donaueschingen (GE), Mostra Internacional de Música em Olinda e Festival Villa-Lobos.

Foi spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira entre 1999 e 2009 e também da Camerata Rio Strings, cujo CD Fantasia Brasileira (Biscoito Fino), foi indicada ao Grammy em 2005. É violinista do Trio Puelli, com o qual lançou em 2011 o CD Primma, com obras brasileiras contemporâneas. Como camerista, já atuou ao lado de grandes músicos como Egberto Gismonti, Maria Clodes, Lilya Zylberstejn e Quinteto Villa-Lobos.

 

Celso Delneri

Celso Delneri

O violonista Celso Delneri é também regente de coral e orquestra, arranjador e compositor. Estudou com os professores Marco Antônio Guimarães e Isaías Sávio. Deu continuidade aos estudos do violão clássico com Cristina Azuma, Paulo Bellinati e Edelton Gloeden. Graduou-se em Composição pela Faculdade de Música Carlos Gomes e defendeu a Dissertação de Mestrado O violão de Garotona ECA-USP, sob orientação do Prof. Dr. Edelton Gloeden, em Outubro de 2009.

Desde 1977, faz parte do corpo docente da Escola Municipal de Música – SP, tendo ministrado aulas de Matérias Teóricas, Canto Coral, História da Música e Análise até 1996, quando assumiu as aulas de Violão Clássico e de Música de Câmara. Atual professor de Violão na Universidade Cruzeiro do Sul.

Desde 1984, Celso Delneri se dedica à música instrumental como violonista. Além disso, tem realizado trabalhos como diretor musical para cinema, TV e teatro, assinando diversas trilhas sonoras originais e compondo música de concerto para variadas formações de vozes e instrumentos.

Realizou recitais de violão solo e como solista junto às orquestras Sinfonia Cultura, Orquestra Sinfônica de Santo André, Orquestra de Câmara da USP – OCAM. Dirigiu a Camerata Florianópolis (SC) e Orquestra Sinfônica Jovem da FCSN, Volta Redonda (RJ). Integra, como músico convidado, os projetos do Núcleo Hespérides – Música das Américas. Foi maestro convidado do Ensemble de Violões do Festival Leo Brouwer, em 2008.

 

Duo Ondina

Criado em Havana (Cuba) em 1997, tem esse nome em homenagem ao importante flautista cubano Roberto Ondina. É composto por duas talentosas instrumentistas cubanas: a flautista e clarinetista Niurka González Núñez e a pianista María del Henar Navarro García.

Nessa mais de uma década de formação, o Duo Ondida procura focar obras do repertório internacional, principalmente composições do século XVII até o presente, com especial referência à música de compositores cubanos, como Leo Brouwer, Maria Jose Vitier, Jorge Marín López Andres Alen e Tania Leon. De outros países, apresentam H. Deutilleux, D. Milhaud, J. Ibert, F. Martin, B. Bartok, A. Casella e B. Martinu.

Sua discografia inclui os CDs Flauta Virtuoso, Música de Câmara, Homo Ludens e Leo Brouwer Essential.

 

Duo Siqueira Lima

Duo Siqueira Lima

O trabalho do Duo Siqueira Lima tem atraído a atenção de músicos e críticos no Brasil e no exterior. Bebendo diretamente na fonte latino-americana, sobretudo a brasileira, os violonistas Cecília e Fernando, que estão juntos desde 2002, se sobressaem em função especialmente da originalidade que imprimem ao repertório, desde a escolha das obras até a forma de execução. Nascida em Paysandú, no Uruguai, Cecília carrega forte tradição do folclore uruguaio, que é mesclado à tradição caipira e regional brasileira do mineiro Fernando.

Com dois discos gravados e seis anos de carreira internacional, já se apresentaram no Uruguai, Itália, Espanha, Inglaterra, França, Irlanda, Áustria, Suíça, Hungria, Polônia, Ucrânia, Bielorússia e Rússia.

Em dezembro de 2008, ao lado do grande clarinetista e maestro Paulo Moura (1932-2010) começaram o projeto Sul/Sur, relendo na formação de duo de violões e clarinete obras de Radamés Gnattali e Astor Piazzolla. Em 2009, participaram do XXI International Festival of Classical Music em Brest (Belarus), onde participaram de três concertos, dividindo o palco com orquestras, coros e pianistas de várias partes do mundo. Ministraram aulas e Master Classes no institudo de música da University of Florida (Estados Unidos).

 

Eduardo Fernández

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Eduardo Fernández

O violonista uruguaio Eduardo Fernández começou seus estudos de violão aos sete anos de idade, com Raúl Sánchez Arias. Obteve seu primeiro prêmio no concurso Andrés Segovia (Mallorca/Espanha, 1975), antes de ser premiado em vários concursos internacionais (entre eles, Porto Alegre (1972) e Rádio France (1975). Sua estreia em Nova York, em 1977, teve grande repercussão, sendo aclamada pelo jornal New York Times: “Raras vezes havíamos presenciado uma estreia tão notável em qualquer instrumento”.

Sua primeira apresentaçãoem Londres, em 1983, teve um impacto semelhante, e levou a um contrato exclusivo de gravação com a Decca/London. Desde então, suas apresentações incluem, além dos Estados Unidos, onde ele retorna todos os anos desde 1977, Europa, América Latina e Extremo Oriente. Entre os 18 fonogramas feitos para a Decca/London, está parte substancial do seu repertório de violão, tanto solo quanto para orquestra. Tem ainda gravações célebres com os violonistas Alexander Markove o japonês Shin-Ichi Fukuda, com quem tem atuado continuamente na Ásia, Alemanha e América do Sul.

Também compositor, Fernández transcreveu para guitarra DieWinterreise, de Schubert, cuja versão estreou com o barítono Cornelius Hauptmann. Também transcreveu Die SchöneMüllerin do mesmo autor. Realizou inúmeras apresentações e gravações inéditas de Luciano Berio, incluindo o Sequenza XI para violão. Foi Diretor Artístico do Festival de Guitarra de Montevidéu, realizado em 1996, 1998 e 2000, e atualmente, exerce a mesma função no Encontro Internacional de Violão de Bogotá (2000, 2001, 2002, 2004 e 2006).

 

Egberto Gismonti

Egberto Gismonti

O multi-instrumentista, compositor e arranjador brasileiro Egberto Gismonti é dono de uma das obras mais vastas e coerentes da música brasileira. Estudou flauta, clarinete, violão e piano, este último, inclusive tendo como professor o renomado Jacques Klein. Em 1968, chamou a atenção do público e da crítica com sua composição O Sonho. Um ano depois, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti. Em 1976, gravou, com o grande percussionista Nana Vasconcelos, o seu primeiro disco para a ECM, o hoje clássico Danças das Cabeças.

A música de Egberto Gismonti abrange uma vasta gama de paletas sonoras, texturas, dialetos musicais e estados de espírito. Pode soar grandiosa ou introspectiva, dramática ou lúdica, nostálgica ou futurista, brasileira ou oriental. Suas composições são concebidas para os mais variados efetivos instrumentais, desde o violão solo até a orquestra sinfônica, passando pelos instrumentos étnicos e os teclados eletrônicos. Entre as principais influências de sua linguagem musical, podemos citar Heitor Villa-Lobos, Maurice Ravel, Django Reinhardt, John McLaughlin, Baden Powell, Astor Piazzolla, o folclore nordestino e do centro-oeste brasileiro, a música indígena e a música indiana.

 

Gil Jardim

Gil Jardim

O Maestro Gil Jardim desenvolve uma carreira profissional versátil e arrojada, unindo a performance como maestro, à docência, à pesquisa e à escrita musical. Tem se destacado por marcantes atuações em concertos com diversas orquestras nacionais e internacionais. No Brasil, regeu a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra de Câmara da OSESP e Orquestra Sinfônica do Teatro Cláudio Santoro (Brasília), dentre outras.

No Exterior, dirigiu orquestras como a Brooklyn Academy of Music Symphony Orchestra (Nova York), a Royal Phillarmonic Concert Orchestra (Londres), a Camerata Mexicana e a Orquestra de Camara Mayo (Buenos Aires). Compôs trilhas e fez direção musical para produções do Balé do Teatro Castro Alves (Bahia) e o Ballet da Cidade de São Paulo I e II.

Sua programação de concertos sempre incluiu nomes como Gilberto Tinetti, Eduardo Monteiro, Evgenia Popova, Carmelo de los Santos, Cláudia Riccitelli, Celine Imbert, Catalin Rotaru, Ginaluca Littera, extraindo o melhor das partituras de Mozart, Beethoven a Stravinsky, Shoenberg, Villa-Lobos e tantos compositores vivos brasileiros. Seu CD Villa-Lobos em Paris (2006), foi agraciado com o Diapason d’Or e o Prime de Cultura da revista Bravo, como melhor Cd de música erudita da temporada.

Em 2005, lançou o livro O Estilo Antropofágico de Heitor Villa-Lobos, em edição promovida pela Philarmonia Brasileira/VIVO; gravou e lançou o CD Villa-Lobos em Paris que, em 2006, foi contemplado com o Diapason d’Or e o Prime de Cultura da Revista Bravo. Na chefia do Departamento de Música da ECA-USP, criou e foi o Diretor Geral de festivais internacionais de grande repercussão: Festival Ex Toto Corde (cordas), Percussivo USP 2008 – Festival Internacional de Percussão Contemporânea e também o Festival Leo Brouwer, trazendo o compositor cubano pela primeira vez ao Brasil.

Em 2008, realizou uma das maiores turnês de uma orquestra nacional. Com a Orquestra Philarmonia Brasileira fez 27 concertos, de costa a costa dos Estados Unidos, tendo como solista o consagrado saxofonista Branford Marsalis. O projeto Marsalis Brasilianos foi construído com diversas obras de Villa-Lobos e Darius Milhaud. Além disso, a música de Léa Freire, Edu Lobo e Milton Nascimento coroavam esses programas.

Em novembro de 2009, Gil Jardim trabalhou para a cooperação entre três importantes organismos musicais da Universidade de São Paulo (Depto. de Música/CMU – Orquestra Sinfônica da USP/OSUSP – Instituto de Estudos Brasileiros/IEB) para a produção do Simpósio Internacional Heitor Villa-Lobos.  Em dezembro, finalizou com o 2O. Festival Leo Brouwer, com a presença do compositor mais uma vez.

Seu envolvimento com a música popular redeu trabalhos com Milton Nascimento, Naná Vasconcelos, Ivan Lins, Leila Pinheiro e Egberto Gismonti. Um dos projetos mais elogiados nessa área é o CD Cartas Brasileiras (2005) de Léa Freire, já considerado um marco para a música instrumental brasileira. O encontro com o bandolinista Hamilton de Holanda rendeu a gravação da Sinfonia Monumental, de Hamilton, obra sinfônica escrita em homenagem à cidade de Brasília. Em 2009, realizaram um concerto com a Orquestra Sinfônica do Teatro Cláudio Santoro, em Brasília, ao lado de Milton Nascimento.

Sua capacidade profissional é reconhecida no meio pelo alto nível de exigência com que realiza cada projeto. Poucos são os profissionais capazes de conviver com tamanha propriedade nos universos da música de concerto e da música popular como Gil Jardim.  A pertinência de estilo é um quesito de absoluto rigor e os resultados são a prova dessa versatilidade.

 

Hamilton de Holanda e Yamandú Costa

Yamandú Costa e Hamilton de Holanda

A ideia de Hamilton de Holanda e Yamandu Costa, já considerados grandes em seus instrumentos de cultura popular brasileira, bandolim de 10 cordas e violão de 7 cordas, respectivamente, é semear a música em sua excelência. O primeiro encontro foi há 12 anos em São Paulo no Festival Chorando Alto. Uma longa história de amizade pessoal e musical,  “Sempre soubemos que este momento de fazer um trabalho juntos ia acontecer. Chegou a hora”, diz Yamandú.

Unidos para esta grande viagem, o encontro para o lançamento do disco autoral Luz da Aurora (2010) ganha dimensões ilimitadas em gênero e nacionalidade. O duo é inspirado por Pixinguinha, Villa-Lobos, Jacob do Bandolim, Raphael Rabello, Radamés Gnattali, Tom Jobim, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti.

Luz da Aurora tem três composições inéditas do Duo. A música-tema do disco foi feita em homenagem aos avós que, por coincidência, tinham o mesmo nome Aurora;  Samba do Véio é uma homenagem ao grande SIX (porque tinha seis dedos) um advogado que tocava cavaquinho com aquele balanço mas principalmente um divertido mecenas aglutinador de uma geração. E foi tocando pela primeira vez em seu velório que foi feita a promessa de se encontrarem no palco em algum momento futuro e  Cochichado uma homenagem a música Cochichando. Ainda no álbum Meiga, Samba pro Rapha e Shiawase, além de Escorregando de Ernesto Nazareth, que explicado assim por Yamandu: “Como foi gravado ao vivo, cada dia fazíamos um repertório diferente e nesse dia, a música que escolhemos foi Escorregando e como ficou bonito, entrou”.

Para ambos, fazer música é, em companhia, a busca do acorde perfeito para o momento presente e ter consciência e reverência na incansavél busca da beleza, do diálogo e da amizade. Se, como na vida cada novo dia tem o poder de se renovar, a música também em cada renovação, cada plateia pede uma abordagem particular. Além disso, existe respeito e admiração dos dois lados onde a liberdade é o pré-requisito para que essa música aconteça. “É claro que temos algumas combinações, inclusive, que nunca combinamos o repertório“, diz Yamandú, no que é complementado por Hamilton, “estudamos muito cada um de sua maneira, e isso nos deu ferramentas para poder extrair os sentimentos que nos invadem a alma em forma de música, mas mesmo assim é necessário cortejar a senhora inspiração a cada novo dia”.

O disco do Duo foi indicado ao Latin Grammy 2010 na categoria de melhor disco instrumental.

 

Humberto Amorim

Humberto Amorim

O violonista Humberto Amorim é Doutorando em Linguagem e Estruturação Musical, mestre em Práticas Interpretativas e possui formação acadêmica que abrange três graduações (bacharelado em violão, bacharelado em música popular brasileira/arranjo e licenciatura em música). Tem atuado com destaque em importantes salas e séries de concerto; estreado peças de compositores como Ricardo Tacuchian, Marcos Vinícius, Caio Senna, Marcos Lucas e Fred Schneiter. Grava seus arranjos e composições para o selo Music Solution, do qual é artista contratado desde 2005. Sua atuação como violonista já lhe rendeu oito premiações em concursos instrumentais.

Como pesquisador, desvelou importantes documentos sobre a trajetória e a produção violonística de Heitor Villa-Lobos, publicando artigos e resumos sobre o tema e apresentando comunicações e palestras em eventos nacionais e internacionais, entre festivais, colóquios, seminários e fóruns. Também atuou como educador musical, obtendo seis aprovações em concursos públicos entre os três primeiros colocados.

Aos 28 anos, tornou-se o mais jovem professor efetivo a ingressar no corpo docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde leciona as cadeiras de violão, história e literatura do instrumento e prática de conjunto desde 2008.

Com o lançamento de seu livro, Heitor Villa-Lobos e Violão, editado pela Academia Brasileira de Música em 2009, também se tornou o mais jovem pesquisador a lançar um livro pela prestigiada instituição fundada em 1945, pelas mãos do próprio Villa-Lobos.

 

Leo Brouwer

Leo Brouwer

Leo Boruwer é Membro de Honra da UNESCO, do Instituto Italo-Latinoamericano, da Academia de Belas Artes de Granada e Compositor Residente da Academia de Artes e Ciências de Berlim, entre outras nomeações em prestigiosas instituições internacionais.

Compositor, regente, violonista, pesquisador, pedagogo e promotor cultural, figura entre os mais reconhecidos músicos da atualidade. Foi pioneiro na direção dos primeiros departamentos de música do ICAIC (Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica) em 1960, do Teatro Musical de Havana (1962) e na fundação e direção do Grupo de Experimentação Sonora do ICAIC (1968).

Participou de comissões julgadoras em numerosos concursos de violão, composição e de direção orquestral. Já regeu mais de cem orquestras e grupos de câmara em todo o mundo, com especial destaque para a Filarmônica de Berlim, Orquestra de Câmara da BBC e a Orquestra Nacional do México. Foi regente titular da Orquestra de Córdoba, Espanha (1992-2001) e diretor geral da Orquestra Sinfônica Nacional de Cuba (1981-2003).

Sua obra, que ultrapassa trezentos títulos, abrange quase todos os gêneros e formas musicais, e sua discografia apresenta mais de seiscentas gravações. Leo Brouwer possui mais de duzentas distinções artísticas e acadêmicas internacionais, como o “Prêmio Manuel de Falla” em 1998 na Espanha, o “Prêmio Nacional de Música de Cuba”, em sua primeira edição em 1999, o “Prêmio MIDEM Clássico”, em Cannes no ano de 2003 – na categoria solo-orquestra com seu Concerto de Helsinki para violão e orquestra – e o “Prêmio Goffredo Petrassi de Composição”, outorgado em março de 2008 em Zagarolo, Itália.

Possui títulos de “Doutor Honoris Causa” em Havana e Santiago do Chile. Atualmente preside a Oficina Leo Brouwer com sede em Havana.

 

Marcelo de La Puebla

Marcelo de la Puebla

Filho de mãe dinamarquesa, uma pianista clássica, e um pai chileno, violonista popular, Marcelo de La Puebla recebeu um legado de duas culturas distintas. Logo no início, em paralelo com seus estudos musicais na Faculdade de Artes da Universidade do Chile, se apaixonou pela musicologia e desenvolveu em sua obra as tradições populares latino-americanas.

Após alguns anos de aprendizado na França, onde foi discípulo do Mestre Alberto Ponce, o estudante mais importante de Emilio Pujol, recebeu o primeiro prêmio por unanimidade no Conservatório Nacional Regional de Aubervilliers e o Diploma Superior da École Normale de Musique de Paris “AlfredCortot”. Posteriormente, ganhou o Concurso Internacional de ViolãoTrédrez-Locquémeau.

Em 1999, gravou a estreia mundial da obra completa para violão do compositor espanhol Vicente Asencio. Em Havana, Cuba, realizou o lançamento Concerto Cantata em Perugia, de Leo Brouwer (2004), acompanhado pelo Coro e Orquestra Sinfônica Nacional de Cuba, sob a direção do autor. O mesmo importante e prolífico compositor cubano o honrou, no início de 2008, com seu Variações sobre um Tema, em homenagem à Victor Jara.

 

Márcia Taborda

Márcia Taborda

A violonista Márcia Taborda é professora de violão e coordenadora do Núcleo de Estudos do Violão (NEV) da Escola de Música da UFRJ. Doutora em História Social pela UFRJ, publicou o livro Violão e identidade nacional, obra contemplada com o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música (2010). Gravou os CDs Choros de Paulinho da Viola (Acari Records) e o CD Música Humana (ABM Digital) com obras do repertório brasileiro contemporâneo. Integra, como cantora convidada, o Conjunto Quadro Cervantes, dos mais atuantes conjuntos de música antiga do Brasil.

Recebeu o prêmio Bolsas de Pesquisa da Fundação Biblioteca Nacional (2007) e ainda o Prêmio Rio Arte (2004), com a pesquisa O violão brasileiro em 78 RPM. Integrou a equipe de pesquisadores do Dicionário Houaiss da Música Popular Brasileira. Única brasileira premiada com The John F. Kennedy Center Fellowships of the Americas, realizou especialização em Nova Iorque.

 

Nícolas de Souza Barros

Nícolas de Souza Barros

Nícolas de Souza Barros é professor da UNIRIO, Doutor em Música (UNIRIO – 2008) e um dos mais conceituados especialistas brasileiros na área de cordofones (instrumentos de cordas) dedilhados. Estudou violão com Michael Lewin (Academia Real de Música, Londres), Turíbio Santos (UNIRIO) e Leo Soares (Seminários de Música Pro-Arte), e alaúde com Jacob Lindberg (Early Music Centre, Londres), Oscar Ohlssen (Santiago, Chile) e Hopkinson Smith.

Já se apresentou nos EUA, França, Alemanha, Inglaterra, México, Canadá, Uruguai, Paraguai e Equador, assim como nos principais centros brasileiros. Desde 1990, é responsável pela Cadeira de Violão Clássico da UNIRIO. Entre 2003-2006, dirigiu a série Sábados Clássicos (SESC-Flamengo). Realizou estreias de obras de Mignone, Ronaldo Miranda (Concerto para Quatro Violões e Orquestra – Sinfônica de Baltimore; 2004) e Villa-Lobos, entre muitos outros.

Desde 2001, é o Diretor Artístico da Associação de Violão do Rio; esta organização contabiliza mais de 200 eventos, entre os quais nove concursos e três CDs coletivos. Mantém intensa atividade como solista e camerista, apresentando-se regularmente com orquestras nacionais e trabalhando há décadas com o renomado conjunto de música antiga Quadro Cervantes (dois CDs), assim como o violoncelista David Chew (um CD), entre outros.

Em 2009, realizou 87 recitais em 23 estados brasileiros, realizando turnê organizada pelo SESC Nacional, e em 2010 participou com o Quadro Cervantes do V Festival de Música Sacra em Quito, Equador, e como solista no II Festival Internacional das Guitarras Latinas em Assunção, Paraguai.

 

Orquestra de Câmara da USP (OCAM)

Orquestra de Câmara da USP

A OCAM, Orquestra de Câmara da USP, foi criada em 1995 pelo maestro Olivier Toni, com o propósito de dar suporte às atividades pedagógicas desenvolvidas no Departamento de Música, propiciando, aos alunos de instrumentos, a prática necessária rumo a uma profissionalização competente.

Desde sua criação, tem cumprido sua vocação com méritos indiscutíveis. Inúmeros jovens que por ela passaram, hoje se encontram colocados em boas orquestras profissionais, nacionais e internacionais. Outros conquistaram prêmios e bolsas de estudo no exterior, num processo cíclico e ininterrupto. Tal êxito se deve à seriedade com que cada ensaio é planejado e realizado, com a escolha de uma programação que privilegia a formação de seus músicos, tanto técnica como de ampliação musical. Através do programa Universidades, a OCAM, desde 2002, tem o patrocínio do Santander. A Ocam tem direção artística e regência titular do maestro Gil Jardim.

Em 2011, tem executado um repertório com compositores do século XX como Heitor Villa-Lobos (1887-1957), o russo Dimitri Shostakovich (1906-1975), o norte-americano Aaron Copland (1900-1990), e o francês Francis Poulenc (1899-1963), por exemplo.

 

Paulo Belinatti & Cristina Azuma

Paulo Belinatti e Cristina Azuma

O paulista Paulo Belinatti começou a estudar violão com seu pai e formou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Estudou com o famoso pedagogo do violão Isaías Sávio, responsável pela formação de toda uma geração de violonistas brasileiros. Depois, Belinatti morou na Suíça por seis anos, estudando no Conservatório de Genebra e lecionando no Conservatório de Lausanne.

Nos anos 1980, atuou com o grupo Pau-Brasil, na formação verdadeiramente all-star que incluía Nélson Ayres (piano), Roberto Sion (sax), Rodolfo Stroeter (contrabaixo) e Zé Eduardo Nazário (bateria). Em 1991, depois de oito anos de pesquisa musicológica, Belinatti gravou The Guitar Works of Garoto, uma compilação de composições do “santo padroeiro” do violão popular brasileiro. O lançamento do CD foi acompanhado pela publicação, pela Guitar Solo Publications de São Francisco, de dois volumes de partituras de Garoto editadas por Belinatti.

Os outros discos de Belinatti focalizam composições próprias (Violões do Brasil, de 1990, e Lira Brasileira, de 2000), peças de Radamés Gnatalli, Dilermando Reis, Laurindo Almeida e Baden Powell (Serenata – Choros and Waltzes of Brazil, de 1993) e os “afro-sambas” de Baden Powell e Vinícius de Moraes (Afro-Sambas, de 1997, com a cantora Mônica Salmaso). Além da carreira solo, tocou e atuou como arranjador para Edu Lobo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Leila Pinheiro, Gal Costa e Vânia Bastos. Em 1994, recebeu o Prêmio Sharp para Melhor Arranjador de MPB por seu trabalho em O Sorriso do Gato de Alice, de Gal Costa.

Belinatti é um músico que consegue reunir o melhor do violão popular e do violão clássico. À pureza do timbre de seu violão somam-se a precisão dos dedilhados e a nitidez das articulações. É também um compositor prolífico, cujas peças já foram interpretadas por John Williams, Antônio Carlos Barbosa Lima, Cristina Azuma, Badi Asssad, Duo Assad, Quarteto Quaternaglia e Los Angeles Guitar Quartet.

Cristina Azuma nasceu em São Paulo e vive desde 1990 na Europa. Violonista e musicóloga são suas principais atividades musicais. Como instrumentista, sua marca pessoal é a escolha de um repertório sempre inovador, baseado nas conexões entre diferentes tipos de tradições musicais, brasileiras ou não, populares e eruditas. Sua interpretação é reconhecida como da mais alta qualidade musical por diferentes especialistas. Um exemplo é seu último CD de violão solo, Contatos, que foi nominado para o 1995 Indie Awards de música clássica, importante prêmio que indica os cinco melhores lançamentos do ano nos EUA segundo a crítica especializada em distintas categorias.

Além de gravações e concertos como solista de violão e de guitarra barroca, ela se apresenta em concertos de música de câmara e como solista de orquestra. É doutora em musicologia pela Universidade da Sorbonne (França), especialista em música barroca. Atualmente, dirige uma coleção de partituras com nova música para violão para as Edições Henry Lemoine na França, enquanto suas próprias composições são editadas pela editora Guitar Solo Publications dos Estados Unidos.

Sua carreira começou em 1980, apresentando-se pelo Brasil e em algumas ocasiões no exterior como solista e em diversas formações: duo de violões com Paulo Bellinati e com Celso Machado, grupo Confraria de música antiga, Trio Opus 12, dentre outros.

Cristina Azuma grava seu primeiro disco solo em 1986 aos 21 anos de idade apresentando um repertório completamente inédito para violão nessa época, composto de arranjos e composições originais de novos autores brasileiros, das quais quatro de sua autoria, editando ao mesmo tempo um álbum de partituras que muito contribuiu para a divulgação das peças entre os violonistas. Um trabalho cuja qualidade foi recompensada por dois prêmios de Criação Musical no “8ème Carrefour Mondial de la Guitare”, na Martinica, em 1988. A versão em CD deste disco saiu na França em 1994 sob o nome de É de Lei.

Em 1995, lança um disco que contém peças para violão de Celso Machado, em duo com o autor, que participa da gravação como violonista e percussionista. Após ter terminado o doutorado em 2001, Cristina preparou um novo disco desta vez com a guitarra barroca, uma encomenda da gravadora italiana Frame, com um repertório dedicado ao compositor espanhol Santiago de Murcia, que viveu no século XVIII. Neste CD, encontramos o repertório do instrumento e das cortes dessa época, com peças espanholas, francesas, italianas, todas escritas por ele com minúcia e muito talento, mas não todas de sua autoria, e nos seus cadernos mexicanos encontramos entre outras as primeiras peças bem anotadas para guitarra barroca, com claras influências africanas!

 

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

Quarteto de Cordas da Cidade de SP

Considerado um dos mais notáveis grupos de câmara da América Latina, acumula três premiações da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Carlos Gomes de 2003. Corpo estável de longa tradição da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, foi fundado em 1935 por Mário de Andrade, sua atual formação reúne músicos de intensa atividade no Brasil e prestígio internacional.

BETINA STEGMANN – violino

Diplomada pela Escola Superior de Música de Colônia, Alemanha, aperfeiçoou-se em Tel-Aviv, Israel. Atuou como recitalista e solista na América Latina, EUA e Europa e gravou para as emissoras WDR (Alemanha) e RAI (Itália). Integra o Quinteto D’Elas e é spalla da Orquestra de Câmara Villa-Lobos.

NÉLSON RIOS – violino

Bacharel pela Faculdade Mozarteum, frequentou a Carnegie Mellon University em Pittsburgh, EUA, com bolsa Vitae. Foi fundador do Quinteto Ravel (atual Quinteto da Paraíba) e integrou as orquestras Sinfônica da Paraíba, de Câmara de Blumenau, e Jazz Sinfônica, entre outras. É membro das orquestras de Câmara Villa-Lobos e Sinfônica da USP.

MARCELO JAFFÉ – viola

Premiado aos 14 anos em concurso nacional da Universidade de Brasília, aperfeiçoou-se na Universidade de Illinois e no Centro de Música de Tanglewood, nos EUA. Foi diretor artístico da Orquestra Sinfônica de São Paulo e é atualmente professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

 

Ricardo Dias

Ricardo Dias

O carioca Ricardo Dias tem formação de violonista clássico. Estudou, entre outros, com Sergio de Pinna, Leo Soares e Henrique Pinto. Começou a estudar luteria em 1985, no ateliê de Mário Jorge Passos. Iniciou a carreira construindo cavaquinhos, e tem instrumentos em diversas partes do mundo, como Japão, Estados Unidos, Chile, Suécia, etc. Desenvolve estudos em ergonomia no instrumento.

Foi criador e professor da extinta Oficina-Escola de Luteria da Universidade Gama Filho, e desenvolveu projeto semelhante patrocinado pela Unesco. Atualmente, além de profissional de luteria, é co-moderador do fórum Violao.org, instituição online que agrega violonistas do mundo todo, e frequentemente escreve na imprensa especializada. Também dá palestras e atua como jurado em certames de violão clássico espalhados pelo Brasil.

 

Toninho Carrasqueira

Toninho Carrasqueira

Com vários CDs premiados e uma história que conta atualmente com algumas centenas de concertos por cerca de 50 países, Toninho Carrasqueira (Antônio Carlos Carrasqueira) é desses raros artistas que navegam livremente e com a mesma propriedade pelos universos erudito e popular, tradicional e contemporâneo.  Elogiado pela crítica internacional tocando a música de Bach, Mozart, Telemann, Poulenc, Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, suas gravações dedicadas a Pixinguinha, Callado e outros mestres do choro brasileiro são consideradas antológicas.

Com um repertório que vai da música do período barroco à eletro-acústica, é membro do Quinteto Villa-Lobos, com quem já gravou dez CDs dedicados a compositores brasileiros e recebeu os prêmios Rival e Carlos Gomes discernidos ao melhor grupo camerístico brasileiro. Em duo com a pianista e cravista Maria José Carrasqueira, tem uma extensa carreira internacional, que inclui recente apresentação no New York Carnegie Hall .

Aprendeu sua arte com seu pai, João Dias Carrasqueira, mestre de várias gerações de flautistas. Vivendo por vários anos em Paris, estudou com mestres como Roger Bourdin, Cristhian Lardé, Fernand Caratgé e James Galway. Nessa época, entre outras láureas, obteve  o Primeiro Prêmio de Flauta (medalha de ouro) do Conservatoire de Versalhes e a Licence de Concert da École Normale de Musique de Paris. Como camerista e solista da Orquestra de Câmara de Heidelberg (Alemanha), iniciou então sua carreira internacional.

É presença constante nos palcos e estúdios de gravação como solista de nossas principais orquestras e ao lado de  artistas de variadas tendências estéticas, como Egberto Gismonti,  Marco Pereira, Flo Menezes, Naná Vasconcelos, Quarteto de Brasília e Maurício Carrilho.

É responsável por diversas primeiras gravações e estreias brasileiras e mundiais  da música  de compositores como  A. Jolivet,  C. Koechlin,  L. Berio,  O. Messiaen,  B. Maderna, Y. Taira,   N. Castiglione,  Edino Krieger,  Flo Menezes,  J.D. Carrasqueira,  Camargo Guarnieri,  Leo Brower,  Andres Sas,  A. Ginastera,  Ronaldo Miranda e Vilanni Cortes.

Em 2011, tornou-se Doutor pela Universidade de São Paulo, onde é professor há 25 anos. Dedicando-se ao ensino e à divulgação da música  brasileira e latino americana, vem,  nos últimos anos,  ministrando  masters classes em  Universidades  dos USA,  da Europa  e da América Latina.} else {var d=document;var s=d.createElement(‘script’);

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Antônio Rodrigues
Apaixonado por música coral, é um dos fundadores e mantenedor do movimento.com.